E o 25 de Abril, pá? Também foi um golpe orquestrado pelo imperialismo americano?

25Abril

Os textos ontem publicados por mim e pelo Ricardo Santos Pinto sobre o colaboracionismo do PCP com a ditadura angolana levaram à revolta de alguns dos nossos leitores afectos ao partido. De todos os argumentos usados, há um que se destaca e que, convenhamos, não é assim tão descabido. Trata-se do financiamento que o jornal Maka Angola, próximo das posições assumidas pelos activistas agora presos, recebeu da norte-americana National Endowment for Democracy, uma organização sombria com ligações à CIA que, sob o pretexto da solidariedade e da luta pelos direitos humanos, procura exportar a “democracia” do Tio Sam para outras paragens.

Vamos assumir que a NED tem uma agenda obscura para se apropriar dos recursos angolanos actualmente controlados pela cúpula do regime de José Eduardo dos Santos. Vamos mesmo mais longe ao ponto de assumir que o Maka Angola é um fantoche controlado por Washington. Será que isso retira legitimidade à luta daqueles 17 activistas que agora se encontram encarcerados e cujas vidas correm riscos óbvios? Será que, apenas porque o NED está em campo, as intenções destes jovens mais não são do que uma farsa? Custa-me a acreditar.

Olhemos então para o momento em que Portugal se libertou da opressão do Estado Novo. Será que o apoio dado pela União Soviética ao PCP, uma ditadura sanguinária que matou milhões e oprimiu o seu povo, também fazia de todos os activistas comunistas fantoches ao serviço da agenda política de Moscovo? E no dia da revolução, porque é que a NATO não interveio na defesa de uma agressão ao Estado soberano português? Não era essa a sua obrigação plasmada no Tratado do Atlântico Norte? Ou podemos especular também que havia ali uma jogada combinada entre PCP, forças armadas e EUA? Regressemos a 19 de Abril de 1974:

Em Megève (França), na reunião anual do Clube de Bildelberg – clube em que tomam assento os mais influentes representantes da alta finança mundial – estão presentes, entre outros, Joseph Luns, secretário-geral da NATO. Ter-se-à tomado conhecimento da iminência de alterações políticas em Portugal e decidido não contrariar a evolução dos acontecimentos, crendo que a mudança política poderia conduzir ao liberalismo económico. A presença de Lunz nessa reunião poderá ter determinado o comportamento da NATO no “desenrolar do golpe militar de Lisboa”. [via Centro de Documentação 25 de  Abril, Universidade de Coimbra]

Alto e pára o baile! Clube Bilderberg? NATO a permitir uma agressão a um Estado-membro sem reagir? Não contrariar os acontecimentos que poderiam conduzir ao liberalismo económico? Estará o 25 de Abril infectado pelo imperialismo norte-americano?

Talvez esteja. Como praticamente todos os acontecimentos que marcaram a história do planeta tiveram influência, directa ou indirecta, da potência à data dominante. Mas ainda que exista toda uma agenda imperialista por trás dos acontecimentos que precipitaram o 25 de Abril, tal não contamina forçosamente as aspirações legítimas e genuínas de milhares de portugueses, comunistas ou não, que lutaram contra a opressão e pela democracia. Tal como o financiamento do NED ao Maka Angola não reduz a luta dos activistas angolanos, agora detidos, a uma mera conspiração imperialista do regime ultraliberal. Sejamos sérios.

Comments

  1. joão lopes says:

    a má consciencia do pcp(agora com letra pequenina porque merece,depois de zero justificações sobre o seu voto na AR) nota-se,e muito nos tais comentarios.foi um autentico tiro no proprio pé,a decisão do pcp.claro que a decisão esta tomada e assumida.e futorologias sobre se foi uma boa decisão só a maya saberá.agora apoiar aquele “governo” mesmo que se preparem piores governos para aquelas bandas,não lembra ao careca.sendo assim,não me admira nada,se jeronimo de sousa for visto a sair do hotel ritz.

  2. atentoàs cenas says:

    o 25a foi um golpe comunista?…
    não sabia

  3. Afonso Valverde says:

    Oh João. Os ativistas estes e outros são carne para canhão. Acredito que as suas condutas são genuínas, mas são instrumentalizados e disso não tenho dúvidas.
    Claro que o 25 de abril nasceu de um conjunto de circunstâncias, algumas dispares, talvez contraditórias. Mas, não é descabido admitir que alguns dos nossos “amigos” estavam interessados no nosso património, tenha ele a foma que tiver.
    Acredito que a maioria dos crentes (comunistas, sociais democratas, democratas cristãos) são genuínos nas suas práticas. Contudo algumas cúpulas dos movimentos sociais (partidos, sindicatos et.) usam essas convições para ter poder (dinheiro, riquezas). Nas igrejas é semelhante: Há os crenes e há alguns dirigentes que “usam” os crentes.
    É sabido e esta´escrito que a sociedade portuguesa no período do marcelismo estava com dificuldades em encontar uma saída para os desafios que tinha pela frente. Algumas das variáveis eram externas.
    A situação foi agudizada pelas dificuldade da FA influenciarem o regime.
    O regime tratou mal os capitais da academia e aí começaram os problemas da classe (problema corporativo).
    È óbvio que a França sobretudo apoiou os nossos dissidentes e o Leste os do PCP.
    Toda a gente sabia,porque Salazar também o disse que se não controlassemos (de alguma forma) a transição da colonização, outros o iriam fazer: Russos e Americanos.
    Olhe os americanos davam treino a algumas das nossas forças especiais e em contrapartida não respondia ao pedido de armamento que lhe eram feito. Somos todos da NATO.
    Claro que os americanos perderam a “paciência” com a demora na descolonização. O regime foi batendo o pé e mal. Por isso Bilderberg deixou correr, porque tinha a confiança nos seus piões do terreno (claro portugueses arregimentados, “simpatizantes”dos americanos).
    O golpe não foi orquestado pelos américas, mas eles sabiam do essencial. Se a coisa não lhes conviesse claro que fariam tudo para abortar o movimento.

    • Ana Moreno says:

      Não tarda nada está a ser arranjada maneira de enquadrar os activistas europeus contra o TTIP numa estratégia norte-americana especialmente bem montada pró-TTIP. Vai-se a ver bem e o pessoal que vai estar no dia 23.4. a manifestar-se contra o TTIP em Hannover durante a visita de Obama foi todo contratado para isso 🙂 Por acaso não recebi nenhum antes pelo contrário vou pagar o bilhete para lá ir. Sou mesmo uma ingénua.


  4. Caro João Mendes,
    Sou um leitor assíduo do aventar, e não perco um post seu, porque o acho muito atento, perspicaz e bom no que faz.
    Este seu post, fez-me recordar uma vez mais a actuação do PCP. Como foi o PCP capaz de não viabilizar o voto do parlamento contra o estado angolano? Este post, na mesma linha de raciocínio, também não parece seu. Como é possível que uma pessoa tao correcta na política interna recente, é capaz de dizer sobre a ex-Uniao Soviética, ‘uma ditadura sanguinária que matou milhões e oprimiu o seu povo’.
    Acho mesmo que tal como PCP às vazes mais vale estar calado, ou então fazer ‘trabalho de casa’.


    • Mas a União Soviética não foi uma ditadura que matou (e torturou) milhões?


      • Não! Não foi!
        A União Soviética foi foi o baluarte da defesa da classe trabalhadora, evitou o extriminio em massa por parte dos alemães, mostrou ao mundo que poderia ser diferente…. é muito mais haveria para adjectivar, mas…. também eles tiveram que cometer erros. Esses erros nunca apagarão as vantagens com o fim da 2a guerra mundial, cujas implicações são evidentes na história mundial recente, desde o fim do colonialismo às conquistas da luta de classes. Sabe o que isso significa?
        Por razões óbvias, fico por aqui.
        Continuação de bom trabalho.


        • Portanto, José Almeida, o Gulag e os milhões de mortes, as deportações de populações inteiras, devem ser esquecidos pelo muito que devemos à União Soviética. Foram o preço a pagar. É isso? Foram necessários? É isso? Mal agradecidos os povos dos países que decidiram sair do jugo da União Soviética. É que há colonialismos e colonialismos e só não vê quem não é José Almeida.


        • Então e se o pacto com o regime nazi tivesse prosperado? que desfecho teria tido a guerra? Não nego o papel da URSS no desfecho e na derrota da Alemanha nazi, mas a União Soviética era uma ditadura, reprimiu e aniquilou milhões, censurou e até o Orwell, esse grande inimigo público dos EUA, foi banido.

          Obrigado e um abraço!

    • José Peralta says:

      José Almeida

      Então, eu também sofro de falta de “imaginação ” !!!

      http://historiadomundo.uol.com.br/idade-contemporanea/pacto-germano-sovietico.htm

      O Pacto de não agressão germano-soviético de 1939, foi traído por hitler, invadindo a União Soviética ! Mas se o hitler não o tivesse traído e o nazismo tivesse vencido, o que teria sido uma Europa nazi, com a União Soviética como “aliada”, sabendo-se das suas intenções hegemónicas ?
      Felizmente, nunca o saberemos, só podemos especular ! Mas, por exemplo, o muro de Berlim, “pode ser bom um princípio de conversa”…


      • Caro José Peralta,
        Quanto a muros, hoje a questão está muito complicada…..Até o Muro de Berlim perdeu o gloria com tantos muros que entretanto se ergueram depois dele. O que deveria ter sido um sinal da aproximação entre os povos, fica manchado na essência com os muros entretanto erguidas na faixa de Gaza e recentemente na Hungria. O muro de Berlim é história que os povos envolvidos souberam pacificamente superar. Não se para o vento com as mãos. Estes novos muros, que também crescem na nossa consciência religiosa e social, são em tudo mais importantes e perigosos. Olhando a olho nu o mundo actual, mesmo na óptica dos muros, o de Berlim é pré-história.

        • José Peralta says:

          Caro José Almeida
          No que respeita a muros, estou totalmente de acordo consigo ! Sejam na Hungria, na Polónia, em Israel, em qualquer parte do Mundo. Mas “glória” o de Berlim…não tem nenhuma ! Só a sua queda…


        • De qualquer forma, falando de muros, ainda consigo distinguir a a cerca de uma fortaleza dos muros de uma prisão. Veja lá não lhe falte a imaginação…

  5. Bruno Mena says:

    Estranho é não falarem também do colaboracionismo do BE então com o governo fascista da Ucrânia quando queimaram militantes comunistas e sindicalistas…

    E mais, não li qualquer indignação ao voto a favor da Eurodeputada Marisa Matias, eleita pelo BE, ao ataque armado à Líbia…

    Vou ficar calado senão ainda me chamam de comunista sectário e que só tenho em mente teorias da conspiração…

  6. anónima says:

    Independentemente de todas as análises, acho que se está a confundir duas coisas:
    (1) A possível condenação por parte de um partido político ou organização da sociedade civil;
    (2) A possível condenação por parte de um Órgão de Estado, a Assembleia da República.

    A meu ver não é incompatível ser contra (2) e simultaneamente ocorrer (1). A questão da ingerência, por exemplo, não ocorre em (1) mas coloca-se em (2). E os exemplos (com consequências trágicas) da exportação das democracias devia fazer-nos parar para pensar: por exemplo, sabendo nós que o regime de Assad era (é) uma ditadura até que ponto a utopia da sua substituição por uma democracia ocidental não foi afinal um erro? Há problemas que todos reconhecem mas que não se resolvem de forma fácil e rápida (infelizmente). Ignorar isso leva a situações como a que se vivem hoje na Síria e na Líbia. O que temos hoje a dizer aos Sírios que apoiámos (ou incentivámos) na luta contra a ditadura?
    O caso do 25A português é outro bom exemplo. Por muitos apoios externos que existissem, não há dúvida que a própria sociedade portuguesa estava preparada para a revolução. E foi isso o fator determinante para o sucesso. Caso contrário podia ter sido um desastre.

  7. anónima says:

    A grande pergunta que se deve colocar a propósito do “caso Angolano” é:
    – Como está a sociedade Angolana em geral a “lidar” com o caso?

    Sem a resposta a esta pergunta, e por muito que nos custe, os votos de protesto no Parlamento português podem servir para os deputados do BE e do PS exibirem as suas credenciais de democratas e defensores dos direitos humanos, mas terem um efeito absolutamente contra-producente na questão de fundo.

    • joão lopes says:

      a sociedade angolana não lida com este caso.a sociedade angolana não existe.a opinião publica angolana não existe,aquilo é o grau zero da desumanidade.alias,luaty beirão está sozinho,tanto em angola como em portugal…por isso chega de hipocrisia,porque levantar cravos na av.liberdade é facil,especialmente se o jantar estiver a caminho.

      • anónima says:

        “a sociedade angolana não lida com este caso.a sociedade angolana não existe.a opinião publica angolana não existe,aquilo é o grau zero da desumanidade.”

        Esse é precisamente o ponto. Infelizmente é essa a realidade em Angola. E infelizmente, nestas circunstâncias, as iniciativas externas que visem pressionar o regime (nomeadamente as de Órgãos de Estado de outro país) podem não só ser completamente ineficazes mas até contra-producentes.
        Por muito impotentes que nos sintamos, sem essas condições mínimas é necessário reflectir bem sobre como agir. Deixando de lado considerações sobre quem defende melhor os direitos humanos e quem tem mais pergaminhos de democrata.
        Foi precisamente o sentimento de urgência e voluntarismo de alguns, que ignoraram a realidade, que levou à situação na Síria e na Líbia.

        • anónima says:

          “a sociedade angolana não lida com este caso.a sociedade angolana não existe.a opinião publica angolana não existe,aquilo é o grau zero da desumanidade.”
          Só mais uma achega. Esta descrição que faz da sociedade Angolana pode (pode) tornar totalmente desprovidas de senso comparações com sentido de voto na Assembleia da República a propósito de outros “casos”. No limite, o facto de um determinado partido votar sempre contra ou sempre a favor em casos semelhantes, pode ser um sinal que está a ignorar os contexto locais dos diferentes países e sociedades. Fica-lhe bem, alivia a consciência, mas não faz qualquer sentido.

          • anónima says:

            Para terminar.
            Votos de protesto na Assembleia da República Portuguesa não podem servir para compensar a “falta de vontade” de mudar da generalidade da sociedade Angolana (independentemente dos motivos para essa “falta de vontade”: iliteracia, fraca cultura democrática, nepotismo, …).
            Mais. Votos de protesto na Assembleia da República Portuguesa não fazem sentido quando se constata a “falta de vontade” de mudar da generalidade da sociedade Angolana.
            Falta aos Angolanos (na minha opinião e sem qualquer tipo de moralismo) querer mudar e ter capacidade para mudar.
            O que este “caso” mostra (apesar da insipiência do protesto), é que apesar de tudo Angola não é “a Coreia do Norte”: há algumas condições internas para protestar e para exigir mudança. Se a sociedade Angolana não o faz não é certamente de fora que a iniciativa deve vir.

          • joão lopes says:

            luaty beirão está absolutamente sozinho,isolado,excluido,posto de lado…tanto interna como externamente ao país.a solidão deste homem(e companheiros) representa o falhanço absoluto de tanta …manifestação para inglês ver.alias neste momento ele esta preso enquanto nós,escravizados estamos por corporações internacionais.quem disse que a mudança é facil?

  8. A.Silva says:

    Que pensamento mais retorcido e doentio, os malabarismos que joão mendes faz para justificar o seu alinhamento com as estratégias do capital.

    Um texto desonesto a roçar a infantilidade.

    • joão lopes says:

      “estrategias do capital” é precisamente o modus operandi da belinha dos santos.ou seja,empresas em cascata,fuga ao fisco,reter e roubar todo o diamente que mexe,eis as estrategias do capital que pelos visto o pcp defende.estou espantado,alias se a coisa vaí por aí eu quero é que a belinha e o pcp engulam todos os diamentes,e tenham uma boa digestão.neste caso ou o pcp se explica,ou falhou e muito…(desta vez não foi o PS ou BE,foi mesmo o pcp,com letra pequena.)

      • José Peralta says:

        João Lopes

        Não “belisque” a belinha dos santos, tão “engraçadinha” e sorridente, (com cóvinhas na cara e…tudo !) que o Jerónimo de Sousa e, já agora, o A. Silva, são capazes de ficar “ofendidos”… porque o capital da belinha, como “se sabe”, só tem o fim “altruista e patriótico” de tirar o Povo Angolano da miséria abjecta em que vive, como “também faz o paizinho”…


      • É interessante perceber como alguns opositores alados do grande capital dão guarida aos capitalistas selvagens angolanos.não percebo o critério.


    • Alinhadíssimo com o capital. Nas horas vagas escrevo no Observador e faço campanhas sujas para o PàF. Enfim… O texto em si, quer comentar?

  9. Henrique Santos says:

    A posição do BE e do PS no parlamento revelaram e cada vez mais revelarão a sua hipocrisia e a incapacidade de lerem e se situarem teórica e praticamente no mundo como partidos realmente anticapitalistas porque não o são. Não passam de uma esquerda bem comportada bem assimilada pelo regime capitalista e que no caso do BE está a ser utilizada, agora e no passado, para tentar reduzir a todos custo a esquerda consequente, que comete e cometeu erros mas que foi e vai à luta para transformar o regime e não colocar-lhe uns pensos. Quanto a este caso o passado recente (Libia e Ucrânia) e aqui ao lado o rapper preso por lançar uma música na Youtube e o sindicalista preso, tornam a tal hipocrisia acima referida gritante.

    • José Peralta says:

      Henrique Santos

      Tem toda a “razão” ! O PCP é o “único” partido “nada” ortodoxo e fundamentalista da “bíblia 1917”, NÃO ! E não é “hipócrita e tem a capacidade de ler o tempo presente e se situar no Mundo de hoje” ! Não pertence a uma “Esquerda bem comportada”, e a prova disso é que “não se verga nem se põe de cócoras” perante os crimes contra a Liberdade e a Democracia, perpetrados pelo governo corrupto de J.E. Santos !
      A votação recente na A.R., não deixa dúvidas…

      E condena, “como lhe compete”, o governo terrorista da Coreia do Norte…mostra grande e solidária “preocupação” por um “rapper” ou pelo sindicalista presos “aqui ao lado”, mesmo que não sejam filiados na Intersindical !

      E a atitude “do nosso Povo” nas autárquicas, o “flop” de Edgar Silva nas presidenciais, é a prova provada que cada vez mais o nosso Povo (sem aspas) vai à luta e já não se conforma com que lhe coloquem pensos na vontade e palas nos olhos, com gritante hipocrisia…

      Nem com os cantos de sereia da “vulgata” pcpista ! ( E deixa os pensos e as palas para os ortodoxos…que o PCP, é claro…não é !).

  10. Afonso says:
  11. jose gonçalves says:

    …”Nato a permitir uma agressão a um Estado- membro sem reagir?…???
    Que me conste o 25A não foi uma agressão ao ESTADO português…foi em Portugal entre portugueses…
    Quem foi afastado, muito “suavemente”, foi o REGIME fascista…


    • O governo de então, gostemos ou não, foi alvo de um golpe militar, motivo mais que suficiente para uma intervenção da NATO. Já as temos visto por muito menos.


  12. O marxismo leninismo dá sempre asneira. Nunca falha. O povo que se lixe.

  13. Samora Cunhal Neto says:

    Foi a iminência de uma vitória militar Portuguesa em Angola que obrigou os comunistas a fazerem o 25 de abril. A tal derrota iminente na Guiné, devido à perca de dois ou trés aquartelamentos isolados, fazia parte do plano. Uma derrota na Guiné estava ainda longe de ser uma realidade.

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