BRICS

As consequências dos acontecimentos no Brasil reflectem-se, sobretudo, no movimento global do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e no novo equilíbrio de forças que estavam a tentar impôr no mundo.

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E o 25 de Abril, pá? Também foi um golpe orquestrado pelo imperialismo americano?

25Abril

Os textos ontem publicados por mim e pelo Ricardo Santos Pinto sobre o colaboracionismo do PCP com a ditadura angolana levaram à revolta de alguns dos nossos leitores afectos ao partido. De todos os argumentos usados, há um que se destaca e que, convenhamos, não é assim tão descabido. Trata-se do financiamento que o jornal Maka Angola, próximo das posições assumidas pelos activistas agora presos, recebeu da norte-americana National Endowment for Democracy, uma organização sombria com ligações à CIA que, sob o pretexto da solidariedade e da luta pelos direitos humanos, procura exportar a “democracia” do Tio Sam para outras paragens. [Read more…]

NATO? Para quê?

Empire

Fez ontem 25 anos que os membros do Pacto de Varsóvia se reuniram na Hungria e chegaram a um acordo para a dissolução da organização, uma decisão precipitada pela fragmentação em curso da União Soviética. Dissipada a ameaça soviética, o outro império optou por manter a sua rede militar de poder e, 25 anos após ter deixado de fazer sentido no campo do equilíbrio de forças, a NATO está viva e continua a servir os interesses geopolíticos e militares da superpotência sobrevivente, usando a defesa dos seus aliados como mera fachada para as suas ambições imperialistas. [Read more…]

A tempestade que semeamos

Refugees

Não vale a pena insistir no óbvio, muito se tem escrito sobre ele. Que é uma catástrofe humanitária, uma fuga desesperada de quem não tem mais para onde fugir e procura um mínimo de segurança para si e para os seus. Que a Europa, que se gaba por ser o bastião da paz, da solidariedade e da tolerância tem demonstrado enormes dificuldades em lidar com o problema, incapaz como de costume de falar a uma só voz e poluída por sujeitos mesquinhos como Viktor Órban, o fascista a quem curiosamente a imprensa apelida de conservador – o facto de liderar um partido que pertence ao PPE será apenas uma coincidência – pois, como sabemos, radicais são os do Syriza. Que temos a sensibilidade de uma folha de Excel de um qualquer ministro das finanças pró-austeridade e que infelizmente ainda precisamos de ver a imagem de uma criança morta na praia para percebermos a dimensão apocalíptica da situação. Sim, já todos sabemos isso. Não nos permitimos sequer não saber. [Read more…]

My imperialism is better than yours!

G7

O G7 irá reunir-se hoje e, na ordem do dia, estará o reforço e a aplicação de novas sanções contra a Rússia, no âmbito da suposta ocupação da Ucrânia. É sempre um excelente indicador ver líderes de estados com fortes tendências imperialistas a combater o imperialismo não consumado mas em vias de o ser. Principalmente quando se impõe a defesa de um estado controlado por um governo de extrema-direita não sufragado por qualquer cidadão ucraniano. Dai a presença de Herman Van Rompuy na reunião, haja alguém que represente os líderes poderosos eleitos por cerca de zero pessoas.

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A EDP é vermelha!

“Levantar uma pedra para deixá-la cair depois sobre os seus próprios pés” é um ditado popular chinês que descreve os comportamentos de certos tontos. Os reaccionários de todos os países são tontos desse tipo. Mao Tsetung

A EDP já está, o BCP é já a seguir. O camarada Gaspar diz que “Portugal é um destino atractivo para os investidores estrangeiros”.

Porque será que no momento em que abrem as pernas ao imperialismo os reaccionários de todo o mundo e de todos os tempos ficam sempre assim,  alegres e felizes, até a pedra lhes acertar nos pés?

Invasões imperialistas, o caso Salerno

Não esquecer Salerno. A 3 de Setembro de 1943 a operação Avalanche, comandada por ingleses e americanos, resultou no desembarque em Salerno, uma vil intromissão nos assuntos internos da Itália invocando a tanga humanitária, um caso claro de ingerência estrangeira num país soberano. Ainda por cima a abertura de uma frente oeste resultou das pressões de Estaline. Que horror! Talvez por isso a invasão da Itália, uma clara agressão imperialista,  não teve  o apoio do BE.

Parece que Mussolini se fartou de protestar. Um pouco mais alto do que Gadafi fez hoje.

As patranhas reaccionárias

(adão cruz)

Ainda com a presença na minha mente dos sujos e obscenos golpes da Venezuela e Honduras, bem ao estilo do imperialismo americano, e decorrendo de mais um miserável golpe na América Latina, no Equador, o meu pensamento voltou a escurecer e a enovelar-se num misto de raiva, revolta e indignação. [Read more…]

Anti Imperialismo em Bilhetes Postais Ilustrados de 1900s de Leal da Câmara

Em 1889 Leal da Câmara, pintor e desenhador caricaturista, foi obrigado a emigrar para Espanha e depois em 1900 para França por sucessivas publicações suas terem sido proibidas pela censura real portuguesa e por as ameaças de prisão terem tornado a privação de liberdade uma possibilidade também ela bem real.

Aí, dedica-se a publicar caricaturas nas principais revistas de intervenção política. A imagem impressa tinha-se recentemente vulgarizado a baixo custo. A percentagem de analfabetismo era enorme. Terreno fértil para L.C. fazer da sua arte uma arma de intervenção política. A imagem impressa era atractiva e não necessitava de leitura para ser compreendida.

No principal jornal ilustrado francês de caricatura política da altura, L’Assiette au Beurre, fica com o maior número de capas de revista, competindo com nomes como Steinlen, Caran d’Ache, Capiello, Poulbot, Leandre, Benjamin Rabier.

Parente pobre da arte maior da pintura e desenho, o bilhete postal ilustrado funcionava como um meio de divulgação dessas mesmas artes.

No princípio do século, L.C. aproveitou-o também para expor e divulgar o seu pensamento político, nomeadamente o anti imperialismo, que como movimento de consciência tinha acabado de eclodidir na Europa, por oposição aos crescentes impérios coloniais europeus. Os movimentos de libertação dos anos 50 e 60 surgiram desta consciência, mas isso já é outra história.

Aqui reproduzo uma série de 12 postais editados em França entre 1900 e 1904.

Sem mais palavras, que as imagens falam por si.

Alemanha

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