Não alinham em encenações. Só em embustes.

Por força das circunstâncias, calhou gramar grande parte do dia com um canal do militante n. 1 do PSD, a SIC Notícias, o qual se entreteve a passar em modo cíclico um vídeo qualquer de Passos Coelho e um outro de um qualquer clérigo.

Achei engraçado o do homem que não tira o pin da lapela, como se este tapasse um hipotético buraco por onde possa escapar o último sopro de poder, à semelhança de um balão remendado. Nesse vídeo, o subtítulo, que soa a combinado, não fosse o mesmo nos foicecoisos e nos pasquins, mais oficiosos ou mais oficiais, lia-se que não alinham em encenações. Talvez tenha razão, pois um embuste não é uma encenação, mas lembrei-me do que os pafiosos fizeram no Verão passado, só para não ir mais longe.

Já pode ver qual é a fatia que lhe cabe (por agora) do imposto que lhe está a ser cobrado a mais. Se o ano terminasse em Junho, segundo as contas do simulador do Governo, as famílias iriam receber cerca de 100 milhões de euros – com a sobretaxa a baixar de 3,5% para 2,8%.

Não alinham em encenações! Um par de estalos nas fuças e só se perdiam as que caíssem no chão.

Comments

  1. Ana A. says:

    O “empreendedorismo político” é uma coisa deprimente. Vale tudo para estar em cena!

  2. Rui Naldinho says:

    No dia em que vi Durão Barroso afirmar de uma forma arrogante para a bancada do Partido Socialista: “O vosso governo deixou você deixou o País de tanga”, eu assstei-me!
    Passados dois anos verifiquei que o mesmo homem que tinha proferido tão vigorosas palavras, como se tivesse vindo salvar Portugal da bancarrota, estava a embarcar na sua viagem de sonhos com destino a Bruxelas, como Presidente da Comissão Europeia, deixando o governo nas mãos de Pedro Santana Lopes, “essa referência magna do rigor e do pragmatismo político”, de onde até Manuel Ferreira Leite fugiu a sete pés, onde Cavaco Silva só viu a má moeda, etc…!
    A partir daí comecei a perceber que se a esquerda me mentia por vezes, estes mentiam-me todos os dias.
    Aliás, os quatro anos de Pedro Passis Coelho não foram mais do que uma mentira colossal travestida de verdade pelos seus Spin’s.

  3. Rui Naldinho says:

    No dia em que vi Durão Barroso afirmar de uma forma arrogante para a bancada do Partido Socialista: “O vosso governo deixou você deixou o País de tanga”, eu assstei-me!

    http://www.rtp.pt/noticias/antonio-guterres/discurso-do-pais-de-tanga-de-durao-barroso_v893296

    Passados dois anos verifiquei que o mesmo homem que tinha proferido tão vigorosas palavras, como se tivesse vindo para salvar Portugal da bancarrota, estava a embarcar na sua viagem de sonhos com destino a Bruxelas, como Presidente da Comissão Europeia, deixando o governo nas mãos de Pedro Santana Lopes, “essa referência magna da responsabilidade, rigor e pragmatismo político”, de onde até Manuel Ferreira Leite fugiu a sete pés, onde Cavaco Silva só viu a má moeda, etc…!
    A partir daí comecei a perceber que se a esquerda me mentia por vezes, estes mentiam-me todos os dias.
    Aliás, os quatro anos e meios de Pedro Passos Coelho não foram mais do que uma colossal mentira travestida de verdade pelos seus Spin’s.

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