Maria Luís faz merda e o culpado é o Centeno

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É o que retiro da escolha da redacção do Público para a fotografia que ilustra este “desce”. Podia ter escolhido a senhora Arrow Global? Podia, mas não era a mesma coisa. É que, quando penso em swaps, não sei bem porquê, não me ocorre o nome do ministro das Finanças. Ocorre-me a bela merda que Maria Luís Albuquerque, e outros como ela, andaram a fazer em empresas públicas. Diz o Viriato que, ainda Sòcrates mandava nisto tudo, e já a Dona Maria andava a dar cabo dos cofres públicos. A levar o país a sério à moda do PSD.

Fonte: Os truques da imprensa portuguesa

O jornal do incrível

I ne can ne I ne mai tellen alle þe wunder ne alle þe pines ðat hi diden wrecce men on þis land.

The Peterborough Chronicle

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Depois de termos passado pelo Record e pelo jornal da irresponsável resistência silenciosa, para terminar o périplo, só faltava mesmo O Jogo, o jornal do incrível — este e não aqueloutro.

Os meus votos de Óptimas Festas.

Efectivamente.

Até 2017.

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A Holanda e a Suíça são campeãs do jogo sujo

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Segundo denuncia um relatório divulgado na segunda-feira passada pela organização de desenvolvimento Oxfam, o primeiro lugar no ranking dos 15 piores paraísos fiscais do mundo é ocupado pelas Bermudas, seguidas, por ordem decrescente, pelas Ilhas Caimão, a Holanda, a Suíça, Singapura, a Irlanda e o Luxemburgo: são os países líderes no que toca a conceder brutais vantagens fiscais a mega-empresas como a Apple, Google, Coca-Cola, Microsoft, Pfizer ou Walt Disney; são os campeões da corrida para o fundo, inflamada pela fossanguice de aliciar as grandes empresas através de taxas zero de impostos, astronómicos lucros escondidos e ajuda à evasão fiscal, da qual só beneficiam os proprietários e accionistas desses gigantes globais e que é uma das principais causas da crescente desigualdade social a nível mundial.

Os países pobres, segundo o relatório, perdem receitas que ascendem a cem mil milhões de dólares, o que seria suficiente para “proporcionar educação a 124 milhões de crianças que não podem frequentar uma escola e para custear cuidados de saúde que poderiam evitar a morte de cerca de seis milhões de crianças por ano”. No Quénia, por exemplo, a fuga de receitas ultrapassa, anualmente, mais de mil milhões de dólares – o dobro do montante de que o estado dispõe para cuidados de saúde. [Read more…]

O FMI não está a pedir mais austeridade à Grécia

É dito aqui. Mas não sei se o Eurogrupo não estará.

Plasma, suborno e tráfico de influências

Lalanda de Castro, até ontem responsável máximo pela Octapharma em Portugal, apresentou a sua demissão na sequência de buscas que tiveram lugar nas instalações da farmacêutica, relacionadas com a investigação sobre o negócio do plasma, esmiuçado pela jornalista Alexandra Borges (TVI), há pouco mais de um ano, na peça que podem ver em cima, cuja visualização é altamente recomendada. [Read more…]

Ontem senti-me representado no Parlamento

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Luaty Beirão não é nem nunca quis ser uma vítima. Não foi apanhado desprevenido a cometer um crime. Luaty Beirão desafiou uma ditadura, jogou com a coragem para demonstrar ao mundo que Angola é uma ditadura brutal, cleptocrática, sem liberdade, corrupta e que goza da subserviência de quem beneficia da sua caraterística ideológica real: O dinheiro.

Isabel Moreira subiu ontem ao púlpito da Assembleia da República para, de forma clara e objectiva, chamar os bois pelos nomes. Perdão: os ditadores cleptocratas pelos nomes. Já era tempo de se constatar o óbvio, na casa da Democracia. Ontem senti-me verdadeiramente representado no Parlamento. Não é algo que aconteça muitas vezes. Um forte aplauso, senhora deputada!

Foto: Paulo Novais/Lusa@Esquerda.net

Lettres de Paris #43

L’amour court les rues

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Hoje não fui para o Ladyss. Tinha trabalhos para ler e em casa achei que estava mais sossegada. Fui, no entanto, beber um café ao Saint-André e caminhar um bocadinho, pequenino, aqui no quartier. Gosto da Place Saint-André des Arts, aqui ao fundo da estreitíssima Rue Suger. Sempre gostei. Não sei porquê, mas acho que concentra a essência de Paris. A estação do metro, os cafés com as suas esplanadas em anfiteatro, a tabacaria, a loja de ‘souvenirs’, as livrarias e o modo como se alarga à medida que vamos chegando à Place Saint-Michel, com a sua fonte imponente e mais cafés, livrarias, lojas e o Sena logo ali, ao atravessar a rua e a Notre Dame vista da Pont Saint-Michel.
De maneira que me pus a apreciar a pequena praça onde Paris se concentra, a partir da esplanada do Le Saint André. Nem a Julie, nem o empregado que fala português (e mais 6 línguas, disse-me ele outro dia), embora seja albanês (também me o disse outro dia) estavam hoje no café, mas o empregado que lá estava deu-me na mesma os bons dias. Depois do café e da contemplação da praça, decidi ir passear o tal bocadinho, pequenino, e meti pela Rue Saint-André des Arts, de que também gosto, com as suas creperies boulangeries, cafés, restaurantes, lojas de bric-a-brac, uma livraria da Actes-Sud, boutiques de roupa, ervanárias, e – descobri hoje – uma deliciosa ruazinha, cheia de cafés e galerias e restaurantes e encanto – o Cours du Commerce Saint-André. Tirei poucas fotografias porque só tinha a máquina fotográfica pequenina comigo. Numa dessas fotografias, que tirei na ruazinha que vai desembocar no Boulevard Saint-Germain, reparei só há bocado quando passei as fotos para o computador, via-se um escrito vertical numa parede: l’amour court les rues. Quando tirei a fotografia não reparei no escrito. O amor corre as ruas ou corre nas ruas ou pelas ruas.

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