Vladimir Putin, o novo presidente dos Estados Unidos da América

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Segundo a revista Forbes, Vladimir Putin é, pelo quarto ano consecutivo, o mais poderoso do mundo. Senhor absoluto do seu país, resistiu à farsa das sanções, financiou movimentos de extrema-direita um pouco por toda a Europa e é admirado, dentro e fora do país, onde continuará a dar cartas até que outro Putin lhe tire a tosse.  [Read more…]

O estranho caso da destruição de documentos do processo Gaianima

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A insólita inundação na CM de Gaia, relatada ontem no Aventar pelo Bruno Santos, que praticamente só afectou documentos referentes ao processo Gaianima, um processo de tons alaranjados com os barões partidários, capos e homens de mão à mistura, é tão conveniente que parece retirada de um filme. Água a 80 graus, proveniente de uma conduta que rebentou, de uma repartição selada por ordem de um tribunal, tresanda a Hollywood por todos os lados. A Hollywood e a esturro. [Read more…]

Lettres de Paris #42

Swagger

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“What hempen home-spuns have we swaggering here, so near the cradle of the fairy queen?”** pergunta Puck, em a Midsummer Night’s Dream, de Shakespeare. Atribui-se a Shakespeare a introdução de mais de 20 palavras completamente novas no léxico inglês, e, no caso de algumas delas, no léxico global. Swagger é exatamente uma dessas palavras. Descreve alguém que tem atitude, que caminha e fala e age com confiança e acredita que é importante, em suma, um bocadinho fanfarrão, até. Num certo sentido devíamos ser todos swaggers, creio eu, que, dependendo dos contextos, também faço um bocadinho de swaggering, como quase todos nós, suponho.
Vem isto a propósito do filme que fui ver hoje à tarde, no Mk2 – coté Saint-Michel. Um documentário chamado exatamente Swagger*, de Olivier Babinet, que nos mostra o que se passa na cabeça de 11 crianças e adolescentes que vivem nos bairros pobres e suburbanos de Paris onde, apesar de se avistar a Torre Eiffel, Paris chega apenas dificilmente. Uma das adolescentes diz que nunca viu um francês de gema, mas acrescenta ‘que é isso, um francês de gema?’, cheia de swagging, claro. Outra confessa ter uma amiga mesmo francesa, mas depois reflete melhor e conclui que afinal não, ‘elle est portugaise’. Não aparecem jovens de origem portuguesa no filme, mas há algumas menções, como esta e a de outro adolescente que conta estar apaixonado de ‘une belle fille, elle a les yeux verts, elle est portugaise’. Supõe-se que estas ‘portugaises’ frequentem o mesmo liceu que estes 11 rapazes e raparigas – o Claude Debussy, em Aulnay-sous-Bois .

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