A RTP e as encomendas da Geringonça

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É mais um episódio de falta de isenção neste país ensombrado por uma imprensa vermelha e totalitária. No final da entrevista que António Costa concedeu ontem à RTP, o canal público reuniu um painel de comentadores claramente parcial e favorável ao primeiro-ministro e à maioria parlamentar. Ou não estivesse a RTP ao serviço deste governo soviético.  [Read more…]

Desculpem lá, ó gente do fisco, SPAM?!

fisco

Mas fazem algum desconto no IRS por lhes fazer o jeito? Já não basta o abuso de termos que fazer o serviço do fisco a validar facturas, ainda levamos com spam? Há serviços que quanto menos deles soubermos, melhor. Funerárias e fisco estão no topo.

Fatos que requeiram esclarecimento no ato?

Quelle assurance pouvons-nous donc prendre de chose si instable et si mobile, sujette par sa condition à la maîtrise du trouble, n’allant jamais qu’un pas forcé et emprunté?

— Michel de Montaigne, Les Essais (II, 12, p. 414)

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Onde? No jornal da resistência silenciosa? No Libération? No Aventar? No  Frankfurter Allgemeine Zeitung? No De Standaard? Não! No sítio do costume.

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Continuação de uma óptima semana.

O primeiro presidente catalão da história

Se Manuel Valls for eleito será o primeiro presidente catalão da história e o primeiro presidente espanhol desde 1939, desde o fim da República Espanhola.

Valls nasceu em Barcelona e naturalizou-se francês em 1982.

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Foto tweeter Manuel Valls

É de extrema-direita?


Não sendo de esquerda, sobra o óbvio.

Lettres de Paris #37

Au Portugal la vie est plus facile

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disse-me um senhor francês, ao jantar, no Le Saint-André. Apesar da gripe das aves que tem afetado milhares de patos no sul de França, comi ‘magret de canard’. Gosto de pato, que querem? Não são uns milhares de patos mortos que me vão afastar de um dos meus pratos preferidos da cozinha francesa. O outro são as vieiras que, lamentavelmente só comi ainda uma vez, no Le Centre du Monde, já há umas boas semanas. No Le Saint-André não há vieiras, infelizmente, de modo que quando lá vou como pato frequentemente. O empregado simpático que fala comigo em português do Brasil e parece que me quer arranjar amigos disse ao casal sentado na mesa em frente da minha, estava eu a levar uma batatinha assada à boca, que eu era portuguesa. A seguir anunciou-me que os senhores viviam ‘à Lisbonne’. Sorrimos uns para os outros. O homem era francês, a mulher irlandesa e vivem em Lisboa na maior parte do ano. Trocámos palavras de circunstância ao princípio. Confesso que estava mais interessada no pato e nas batatinhas assadas que na conversa dos habitantes de Lisboa, mas assim mesmo lá fui falando com os senhores, quase sempre em francês. Gostam muito de viver em Portugal, conhecem Aveiro, ‘trop petite’, e adoram – que surpresa – Lisboa, onde vivem há já bastantes anos.

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