Ramiro Marques e os “ruídos pela inveja”

transferirO Jorge, no seguimento do Paulo Guinote, assinalou o regresso do Ramiro Marques à blogosfera, o que se saúda, porque rir é o melhor remédio. Saudades, muitas saudades. Para Ramiro, o mundo (d)escreve-se a preto e branco: de um lado, estão os mauzões, ou seja, os “esquerdopatas” (noutros tempos, teriam sido os “comunas”); à direita, estão os bons, isto é, Nuno Crato e Ramiro Marques, a dupla dinâmica, Batman e Robin, Robin e João Pequeno… Estes dois últimos, talvez não, porque isto de andar a tirar aos ricos para dar aos pobres é, de certeza, uma esquerdopatia.

Seja como for, saúde-se o regresso de um homem com um currículo invejável (se não acreditais, perguntai-lhe). Com a generosidade dos frontais, Ramiro deixa-nos um resumo, que inclui, aparentemente, um erro ortográfico. Ele que não se preocupe, porque, quando apagar mais este blogue, estará aqui a imagem a atestar o poder criativo desta sumidade. E também há arquivos. Ele que não se preocupe, como eu dizia.

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Expresso meu, Expresso meu! Há alguém mais SPIN do que eu?

Rui Naldinho

terminalO inefável Spin do Dr. Passos Coelho na estação televisiva SIC descobriu há dias; vejam lá, só agora se lembrou deste assunto; que o novo Terminal Ferroviário do Barreiro será mais uma daquelas obras sem qualquer interesse para a economia nacional. Apenas servirá os interesses de alguns privados! Eu sempre apreciei a verdade e a coerência das pessoas, mesmo as que não partilham das mesmas ideias cá do rapaz. Mas fico sempre intrigado com certos silêncios e tempos de espera, e logo quando são assuntos de Estado que atravessam várias legislaturas.

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Falemos de refugiados

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Helena Ferro de Gouveia

No mundo quase perfeito de Freiburg, uma pequena cidade estudantil alemã conhecida pelo seu activismo anti-nuclear e pro direitos civis, uma jovem estudante de medicina de 19 anos foi violada e assassinada.
Maria era voluntária, como muitos outros universitários, num centro de acolhimento a refugiados e estes eram a sua causa.
Maria nasceu no seio de uma família culta, o pai é jurista , consultor da Comissão Europeia, e um dos autores da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia.
A jovem foi morta por um afegão de 17 anos, que chegou à Alemanha como menor não acompanhado.

Este crime suscitou de imediato uma tentativa de aproveitamento político pela extrema-direita. Tentativa que fracassou por três motivos: o comportamento responsável dos media alemães no tratamento deste caso (faça-se uma análise da linguagem utilizada e descobre-se objectividade, factos e não sensacionalismo); a intervenção dos partidos políticos democráticos à direita e à esquerda e as declarações da família da jovem.
Logo após ser conhecido quem é o presumido autor a família de Maria apelou a quem estivesse solidário a dor que sentiam que doasse para uma iniciativa de apoio à refugiados. Essa seria a vontade de Maria.

O ódio combate-se com Amor.
Este é um dos muitos momentos em que tenho tanto orgulho em ser também alemã.

E os portugueses também descobriram a Austrália

os portugueses descobriram a Austrália

REUTERS/Handout

Não é novidade – tem tudo que o ser? -, mas para fugir ao frequente registo nacional de autocomiseração, aqui fica uma nota diferente.

Um mapa marítimo do século XVI num cofre de uma biblioteca de Los Angeles prova que os aventureiros portugueses, não britânicos ou holandeses, foram os primeiros europeus a descobrir a Austrália, diz um novo livro que detalha a descoberta secreta da Austrália. [Michael Perry, Reuters, 21/03/2007]

Leituras


O dia em que se começou a circular pela direita em Portugal, por Rui Pelejão

Lettres de Bruxelles #1

Nationalité: indeterminée

A menina da recepção do hotel estendeu-me um papel que eu devia assinar e completar com o meu endereço de email. Assim fiz e quando ia devolver-lhe o papel reparei que na nacionalidade estava escrito ‘indeterminada’. Risquei aquilo e escrevi ‘portugaise’, mas depois fiquei a saborear, por um instante, a minha ausência de nacionalidade momentânea e perguntei à menina porque tinha ela escrito aquilo. Ela respondeu que não sabia, de facto, a minha nacionalidade e depois que eu falava tão bem francês que era difícil perceber de onde eu era. Agradeci-lhe o elogio, mesmo se não é verdade que fale assim tão bem francês, já sabemos. E acrescentei que tinha gostado daquilo da nacionalidade indeterminada, que era a primeira vez que me acontecia e que me soube bem, mesmo se por breves momentos, não ter nacionalidade. Claro que pensei de mim para mim que soube bem porque foi por momentos e porque, claro está, eu tenho uma nacionalidade, por muito que pudesse ter outra qualquer. Mas o facto de eu ter sentido a necessidade de escrever ‘portugaise’ em vez de deixar estar ‘indeterminée’ revela mais sobre o que me sinto, afinal, do que aquilo que gosto de pensar ou expressar que sinto.

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Hoje há mais dignidade

Houve um tempo em que a segunda figura do Estado Português se curvava para receber o óbolo de uma ministra.
Hoje há mais dignidade.

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