No rumo certo


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O meu grande Amigo Francisco (porque amigos presentes como o Francisco como o Ricardo, como o João, como a Ana, como o António, como o Fernando, como a Eva, no fundo como todos os que tenho aqui nesta grande família que é o Aventar, escasseiam) tinha razão quando aqui escreveu que Bruno de Carvalho estava no rumo certo.

Efectivamente.

Uma grande “sova”, pá. De Sportinguismo, em primeiro e único lugar. Estamos mais vivos que nunca.


Uma grande sova que premeia 4 anos de um trabalho de bastidores fantástico que salvou o Sporting da sua falência consumada. Um trabalho de bastidores que começou por voltar a trazer competitividade a um clube que estava adormecido. Bruno de Carvalho dotou o clube de competitividade, trouxe alguma saúde financeira, aumentou todas as receitas operacionais de forma considerável (bilheteira, marketing, publicidade, direitos televisivos, transferências, mais-valias geradas pelas transferências), lançou a televisão do clube, avançou para a construção do desejado Pavilhão João Rocha, financiado quase na totalidade pelos sócios e simpatizantes do clube, tornou possível o aumento do ecletismo do clube e da própria competitividade das modalidades e acima de tudo inventou de tudo para voltar a casar os sportinguistas com o clube – hoje, como sempre, somos orgulhosamente Sportinguistas! Pela primeira vez conseguimos encher Alvalade e conseguimos encher todos os redutos onde jogamos e não é só no futebol.

É claro que nem tudo foram rosas nestes últimos 4 anos. O presidente do Sporting desgastou-se e desgastou o clube (para não dizer prejudicou o clube) em lutas necessárias e em lutas triviais (para não afirmar que algumas foram mesmo tribais) e a bola, infelizmente, não entrou quando não deveria ter entrado. Defendi Bruno de Carvalho em muitas lutas, quase todas necessárias em defesa da sua dama. Noutras, não teve defesa possível pelo desprovimento total de sentido. Todavia, o lucro evolutivo deste novo mandato é bastante superior ao passivo.

As bases estão lançadas para um futuro risonho. Bruno de Carvalho precisa apenas de limar algumas arestas na gestão do futebol – compartilhar esta mesma gestão pelos diversos agentes envolvidos é a solução. Cada macaco no seu galho. Os jogadores jogam, o treinador treina e observa, o director desportivo interliga junto da SAD e o presidente trata das negociações e executa. Chega de contratações sonantes, basta de flops pagos a peso de ouro. O Sporting é um clube de formação. Se quiser trabalhar em Alvalade, Jorge Jesus terá obrigatoriamente que trabalhar e valorizar o que o Sporting tem de melhor para oferecer.

Pelo meio, Bruno de Carvalho tem obrigatoriamente de mudar a estratégia de comunicação do clube. O Sporting precisa de se centrar mais em si, no seu rumo e nas suas virtudes e sucessos. O presidente do Sporting precisa de ser mais comedido nas suas declarações, precisa de respeitar timings, e não necessita de vir constantemente a público apontar o dedo aos rivais e responder a meros comentadores. O caminho do sucesso faz-se sempre na sombra, com seriedade e humildade.

Um candidato sem ideias e sem nível

Desde o primeiro minuto, Pedro Madeira Rodrigues não soube descortinar a sua posição neste acto eleitoral. O período de campanha para a presidência de um clube deve ser um tempo de reflexão e de surgimento de novas ideias, de preferência arejadas, para que os associados do clube possam contrapor posições e decidir pela continuação do rumo seguido por um candidato ou optar por uma inversão de rumo. PMR foi escasso de ideias para o clube (limitou-se a disparar uns nomes queridos do mundo sportinguista para o futebol profissional; para as modalidades por exemplo foi um vazio completo), tentou fazer tábua rasa do trabalho do adversário com duas mãos cheias de insultos, boatos e tricas de baixíssimo nível, revelou um profundo desconhecimento dos números financeiros do clube quando foi obrigado no debate a tocar na questão e acabou a campanha a atirar nomes e promessas para o ar em puro desespero e sofrimento. O exemplo disso mesmo foi o anúncio da possível contratação de Taison caso fosse eleito no último dia da campanha. Esse anúncio chegou a ter tanto de ridículo como de contra sensual em relação à aposta na formação que PMR tanto defendeu durante a campanha. A formação do Sporting está cheia de Taisons e consegue formar Taisons todos os anos, olhe-se a evolução trilhada pelo júnior Pedro Marques durante a presente temporada.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    DANIEL OLIVEIRA

    “Acho que agora podem, pelo menos por uns meses, aceitar que o Sporting está bastante unido e que, com maior ou menor adesão ao seu estilo e apesar do desagrado com os resultados, o presidente do clube é, para os sócios, consensual. O facto dos sportinguista se terem mobilizado como nunca para tornar isto claro, num momento em que os resultados não são nada famosos, é uma forma muito eloquente de deixarem bem claro que recusam qualquer regresso ao passado.

    Nota: como digo desde sempre o meu único problema com Bruno de Carvalho (e penso que da maioria dos que nele votaram) é o seu estilo. No momento da vitória não foi excepção. Por mim, respeito os adeptos de todos clubes.”

    • Verdade meu caro amigo. Aquele discurso foi infelizmente mais do mesmo e foi até de certa forma despropositado, abarrotado de vaidade e de ataques desnecessários aos rivais, aos comentadores e aos jornalistas. Pedia-se que se centrasse mais naquele momento na grande manifestação de Sportinguismo que ontem assistimos, nos Sportinguistas e no Sporting.

  2. Ricardo Ferreira Pinto says:

    Que susto, boy. De repente, pensei que nos ias mandar à bardamerda a todos.

    • Manda-se “à merda”, mas não se manda “à bardamerda”, manda-se “bardamerda”. São surdos e não conhecem as regências do português.

      • Nos meus posts, as pessoas são livres de mandar quem quiserem para o sítio que lhes aprouver.

        • Podiam era mandar de forma alfabetizada, cumprindo as regências do português, em vez de juntarem o desconhecimento da língua à boçalidade. Não se diz “Mandar à Bardamerda”, ó calhau com olhos, diz-se “mandar bardamerda”, ou nem ler sabes, caralho?

      • Ricardo Ferreira Pinto says:

        Mas não fui eu que mandei ninguém a lado nenhum, foi o presidente do Sporting.

        • Corrigo Boy Ricardo: foi o Pinheiro de Azevedo, o tio-avo do Bruno.

        • Ó Homem, mas alguém disse que mandou? Apenas corrigi a forma do português. Não é mandar “à bardamerda que se diz”, é mandar “à merda”. Quando se usa o bardarmerda, diz-se “mandar bardamerda”, sem o artigo contraído. Agora, não sei se João Branco apreciou a minha liberdade de expressão auto-explicativa. Pessoalmente, parece-me, passe a redundância, que tanta asneira é excessiva, mas ele me dirá.

    • Não te quero enviar já para o serviço de cardiologia do São João, Boy!

  3. Konigvs says:

    Tal como torci pela vitória do homem cor-de-laranja nos Estados Unidos, também torci pela vitória do Carvalho. O mundo continuará muito mais divertido e os humoristas agradecem.

  4. Folgo em saber. Quando me apareceres noutro post sobre o tema com a tua habitual seriedade a puxar o assunto Marco Silva, já sei que devo desvalorizar o teu comentário!

  5. Paulo Marques says:

    Que seja um mandato menos recheado de hipocrisia e falta de respeito, é o que lhe desejo.

  6. Ferpin says:

    Enfim…

    Detesto o BC pelas pulhices ao marco Silva que mostraram ben o nível dele (antes disso até pqrecis ie no bom caminho, com treinadores bons e que desenvolviam a formação).

    Detesto o JJ. Não pela sua dislexia e atropelos DS gramática. Pela sua convivência com as pulhices ao marco Silva e pelo nojento comportamento antes da supertaça embrelacao ao Rui vitoria, segundo JJ sem cérebro e com processos tão maus que os jogadores do Benfica lhe telefonavam a queixatem-se. Deu certo, ganhou a supertaça, mas, pela cara do Jonas no final, deu s forca aos jogadores do Benfica para comerem o Sporting.

    Dito isto, se fosse socio do Sporting votava no BC. Entre o pulha e o caos no meu clube…. O pulha, mesmo um pulha fracassado.

    Já viram o caos que seria se o outro ganhasse, com o contrato que o BC deu ao JJ?

  7. db@db.pt says:

    Tenho que dar a mão à palmatória… as diferenças já se fazem sentir. Vão ser quatro anos de tortura para benfiquistas e portistas 😦 😦 😦

  8. Konigvs says:

    Curioso. Vejo agora a capa do I e fazia ontem a mim mesmo, a mesmíssima pergunta que vem na capa:
    “Porque é que o Trump português é invencível à frente do Sporting?”

    http://24.sapo.pt/jornais/nacional/4089/2017-03-06#&gid=1&pid=5

    Este é um daqueles casos em que há doentes a rir dos outros quando não se apercebem que sofrem do mesmo mal. E ai de quem diga ao doente que ele está doente. O verdadeiro louco nunca adite que está doente. Está são, doentes e loucos são os outros! Certamente um caso para alguém da psi, da sociologia ou da filosofia tentar explicar, mas eu sempre achei que é mais ou menos isto:
    “Nos indivíduos, a loucura é algo raro – mas nos grupos, nos partidos, nos povos, nas épocas, é regra.”

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