Serei só eu a sentir o cheiro a esturro no ar?

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Na madrugada de Sábado, Estados Unidos, França e Reino Unido decidiram bombardear instalações militares do governo sírio, alegadamente relacionadas com a produção e armazenamento de armas químicas, alegadamente usadas contra a população civil e indefesa de Douma, um dos últimos bastiões rebeldes nas imediações de Damasco, que alegadamente acertaram os alvos a que se propuseram.

O ataque vem na sequência de tweets contraditórios de Donald Trump, um clássico do governante socialite, que num dia felicita Putin pela vitória numa eleição fraudulenta, para no outro afirmar que a relação entre as duas potências está pior do que nos tempos da Guerra Fria. Em poucas horas, o anedótico presidente norte-americano conseguiu ameaçar que os mísseis iam a caminho, para depois afirmar que tais movimentações poderiam estar para “muito breve ou nem por isso”. Ter um maluco aos comandos da máquina de guerra do império tem destas coisas. E a nomeação de John Bolton é a cereja no topo do bolo da falta de noção deste mentecapto com ogivas. [Read more…]

Síria, 15 anos após as armas de destruição maciça que ninguém conseguiu encontrar no Iraque

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Fotografia: Associated Press

Passaram 15 anos desde a invasão do Iraque e as armas de destruição maciça do regime de Saddam, cuja existência Bush, Blair, Aznar e Barroso juravam poder provar factualmente, continuam em parte incerta.

Esta noite, Trump, May e Macron bombardearam um Estado soberano, em violação da Carta das Nações Unidas, do seu Conselho de Segurança e das mais elementares normas do direito internacional que norteiam as relações internacionais entre estados civilizados, partindo do pressuposto de que o regime de Assad terá usado armas químicas contra a sua população, sem, contudo, apresentarem ao mundo as provas irrefutáveis que afirmam ter. Tal como aconteceu em 2003, quando o Iraque foi invadido. Com todas as consequências que isso teve, da escalada da violência ao sólo fértil onde germinou o Daesh. [Read more…]

Medo

 

Não é só a comparação que assusta. É ver o porta-voz do governo mais poderoso do mundo agir como um pirómano amador, engasgado na sua própria ignorância, perante o olhar incrédulo dos jornalistas e do mundo. É perceber que nos governam tipos como Donald Trump, coadjuvados por personagens como a senhora dos factos alternativos, e que a paz podre que reina na quase totalidade do mundo poderá em breve ser substituída por sabe-se lá o quê. É o mundo que é hoje um lugar mais perigoso, e a procissão não passou sequer o adro da igreja. São muros no México, porta-aviões na Coreia do Norte, misseis na Síria, que o gajo confunde com o Iraque, e o planeta em suspenso enquanto o lunático se entretém a fazer disto o seu próprio reality show, com os botões nucleares mesmo ali à mão. E somos nós que parecemos pouco preocupados com tudo isto. E isto não está para brincadeiras.

video via Uma Página Numa Rede Social

Terroristas reuniram-se há 13 anos

Na base das Lajes. Será que Durão Barroso continua convencido que o Iraque tinha armas químicas? – Poderá ele mostrar essas provas ao mundo?

Boas notícias…

-Não posso deixar de saudar o possível desmantelamento do arsenal de armas químicas do regime sírio. Mais até que questões de princípio que tão pouco são irrelevantes, sou opositor dos excessivos gastos dos Estados em armamento, sempre financiados à custa do esbulho que os governos praticam sobre os empreendedores que de facto criam riqueza e postos de trabalho.

-Excelente seria que além da Síria países como Irão, Arábia Saudita, Turquia, mas principalmente EUA, Rússia, China, França, Grã-Bretanha ou Israel também abdicassem dos seus programas, reduzindo assim gastos militares inúteis…

Tony Blair é um criminoso de guerra, ou uma justificação para o terrorismo


Juntamente com George W. Bush, Jose Maria Aznar e Durão Barroso, Tony Blair não passa de um criminoso de guerra. Tem as mãos sujas de sangue e, por mais justificações que continue a dar, o seu lugar na História já está assegurado. Foi o responsável por milhares de mortos inocentes no Iraque. Acredito que durma tranquilamente durante a noite.
É pena que ninguém pegue em gente desta e a leve ao Tribunal de Haia. Porque ao ouvir as palavras vomitadas desta forma, é impossível não pensar por vezes que, afinal, os terroristas limitam-se a lutar com as armas que têm. Como dizia Bin Laden há poucos dias, se os árabes não podem dormir tranquilos com a ameaça israelita, por que razão poderão os americanos dormir tranquilos?
Ah, e só mais uma coisa de que o senhor Blair se esqueceu: com Saddam, não existia terrorismo no Iraque.