Marido de Maria Luís Albuquerque sem mãos a medir

ameaçou ir aos cornos de todos os utilizadores do Facebook que se atrevam a criticar a mulher.

Pugilato parlamentar

Da Ucrânia democrática, com amor.

 

Depois de ter decepado milhares de portugueses

Marcelo diz que Passos “deu uma canelada” a Cavaco

Haja harmonia, por exemplo conjugal

telhados

É tão alto ver o baixo que está abaixo do alto como não ver para cima. Confusos? eu também. [Read more…]

Bullying

No meu tempo de estudante, havia rufias que se metiam com os mais fracos.

Houve sempre rufias. Houve e continuará a haver.

Parece-me que a diferença nos dias de hoje, é que a comunicação entre pais e filhos não será a melhor. O que os pais dão aos filhos, afasta-os do diálogo: computadores, mp4 com auscultadores, consolas de jogos, telemóveis para mandar mensagens e ouvir música, etc. E como parecem muito dinâmicos a mexer em tudo que é aparelhos e afins, todos dão ares de independência e sagacidade. Esta diferença leva a que os pais estejam convencidos que os filhos estão bem, porque estão lá no mundo deles. E o mundo deles é cada vez mais distante. Esquecendo-se, os pais, que os filhos continuam crianças, com as suas naturais fragilidades e os seus naturais medos e vergonhas.

Há pouco tempo, soube de um comentário de uma miúda de 10 anos que confessando a sua paixoneta por um colega de escola, o caracterizou como bom rapaz, não porque seja bom aluno, mas porque não é daqueles que batem nas raparigas.

Se fosse minha filha, eu trataria, imediatamente, de indagar que coisa é essa de rapazes baterem em raparigas, e cuidaria de responsabilizar não só a direcção da escola como, acima de tudo, os pais das crianças agressoras. E sem rodeios afirmo, que se algo acontecesse com uma filha minha, seria o pai do agressor o primeiro a levar troco. Depois se veria o que acontecia.

Infelizmente este é um país cultural e civilizacionalmente tão inábil, que até precisa de usar expressões estrangeiras como “bullying” para rotular comportamentos rufias, pela simples razão que com tal rótulo estrangeiro transformam tudo num complexo fenómeno sem fronteiras, próprio das sociedades modernas, com o qual temos de lidar com  muito cuidado, sem ofender ninguém, e só depois de se ouvir variados especialistas na matéria.

No meu tempo de criança e adolescente, assuntos de rufias resolvia-se com um pouco de porrada. E confesso que, neste particular, tenho alguma saudade desse tempo.

Leandro, assim se matam os putos

O caso do Leandro, o miúdo que se suicidou porque estava farto de levar porrada dos grandes, obriga-me a escrever enquanto professor.

Enquanto professor, embora há muitos anos não lide com a arraia mais miúda, não tenho a mínima hesitação em apontar o dedo à escola e aos meus colegas: a culpa também e muito principalmente é vossa.

Faço esta acusação porque conheço as práticas correntes de gingeira. Porque sei do hábito instalado de achar que putos à porrada é normal, e desde que não partam a cabeça é deixá-los andar. Porque vi a indiferença instalada desde sempre perante situações de abuso dos grandes perante os pequenos.

E faço-a com a memória de, num belo dia em que numa visita de estudo agarrei um matulão que pontapeava um pequenitote e lhe enfardei da comida que estava a dar, ainda ter tido de ouvir uns responsos dos meus colegas, cujo eduquês entendia que uma participação para adormecer num cesto dos papéis qualquer é que era.

É claro que o sistema facilita. Seja o das legislações patetas, seja o da falta de auxiliares,  vigilantes (sim, algumas escolas precisam mesmo de seguranças), psicólogos e assistentes sociais, seja a não responsabilização dos adultos por situações destas, a que assistem impávidos e serenos.

Ainda uma nota sobre a merda da palavra que aparece sempre nestas ocasiões, bulingue ou lá como dizem. Como a Maria João muito bem assinala o dito bulingue não é de hoje, é de sempre. Precisamente por ser de sempre é que é tolerado. E não precisa de palavras em línguas foleiras para ser descrito: praxe serve muito bem para o efeito, na generalidade dos casos.

Tempos atrás discutia este assunto com um amigo e colega da minha criação, que jurava a pés juntos que isto agora não tinha nada a ver com o nosso tempo, os putos são mais violentos, o dito bulingue é uma novidade, e o camandro.

Tive de lhe avivar a memória:

– Olha lá, não te lembras que sempre foste um matulão do caraças, e que na primária eras o primeiro a bater? E nunca levavas?

E lá teve de se lembrar.

(este vídeo, a célebre cena da Pita Marília está aqui para ilustrar um pormaior nada displicente: tudo isto se passa à frente de uma escola, a pé ou de automóvel os adultos passam, ninguém intervém)

Porradinha da boa ao Pacheco Pereira…

Este é dos meus (e provavelmente é meu familiar, eheheheh):

 

http://aeiou.expresso.pt/polemica-utilizador-habitual-do-twitter-responde-a-artigo-de-pacheco-pereira=f542167