Um treinador chamado Nelo?

Para começar, não se pode levar a sério um treinador de futebol chamado Nelo. Pior do que Nelo, só mesmo Neca – e esse já sabemos por onde anda.
Nelo Vingada nunca foi um grande treinador. O seu maior feito foi mesmo ter levado 5 do Brasil nos Jogos Olímpicos de Atlanta. Os dirigentes do Guimarães, numa ideia peregrina, decidiram contratá-lo, mas como era de esperar, as coisas correram mal. E lá levou, o pobre do Neca, com a chicotada psicológica do costume.
Comparo bastante Nelo Vingada a Jesualdo Ferreira – a sorte deste foi mesmo ter vindo parar ao FC do Porto. Porque quanto ao resto…

A máquina do tempo: a força positiva do futebol – Eusébio

Já aqui confessei o meu gosto pelo futebol e também a minha indisponibilidade para falar do tema sem ser em termos muito gerais – já pude verificar como, rapidamente, pessoas de grande saber e inteligência parecem perder esses atributos mal pegam no assunto. Quem já não é muito prendado, quando discute futebol ainda o fica menos.

O facciosismo, a clubite aguda, são inimigos da clarividência e pasma-me a convicção com que, por exemplo, se afirma que num determinado lance houve ou não houve grande penalidade, quando, por vezes, árbitros e comentadores isentos (se é que os há), têm dificuldade em discernir mesmo depois de verem e reverem o lance de vários ângulos.

Em família, embora sejamos todos adeptos do mesmo clube, lá vou discutindo e dando vazão aos meus sentimentos futebolísticos, se tal coisa se pode chamar às pulsões malignas que o futebol provoca (sobretudo quando o nosso clube não ganha). Em crónicas anteriores, lamentei o meu desapontamento quer face ao mau futebol praticado pela generalidade das equipas portuguesas, quer perante a corrupção associada a este desporto. Verberei as miseráveis claques, gente asquerosa, pelo menos quando em manada. Hoje queria falar de uma força positiva que o futebol também tem. A de ser fonte de inspiração para escritores e não só.

Há muitos anos, traduzi um livro de Ernesto Sábato, o grande escritor argentino, um dos indigitados este ano para o Prémio Nobel da Literatura. Foi o romance «Sobre héroes y tumbas» que na edição portuguesa, e com o acordo do autor, ficou «Heróis e Túmulos». Não foi um trabalho fácil, porque tendo eu estudado o castelhano europeu, deparou-se-me um texto cheio de argot porteño que só consegui decifrar com a amável ajuda de Sábato com quem fui trocando correspondência e que, compreendendo a minha justificada atrapalhação, me mandou um glossário enorme com termos que nenhum dos dicionários de que dispunha registava.

Contudo, o que me surpreendeu num intelectual de tamanha dimensão foi o rigor com que as suas personagens discorriam sobre futebol. Vim depois a saber que Sábato, hoje quase centenário, pois nasceu em Junho de 1911, é um fervoroso adepto do Boca Juniors, o clube do mítico Diego Maradona. Hei-de voltar a falar aqui de Ernesto Sábato e oxalá que seja muito em breve e a propósito da atribuição do Nobel – poucos escritores houve e há que tanto justifiquem esse galardão. Esta a força positiva do futebol – artistas como Maradona, Eusébio ou Pelé, inspiram grandes escritores, artistas plásticos, músicos…

Não é pecado (e se fosse tanto melhor) – sou adepto e sócio do Benfica. Sendo agoráfobo – ou tendo a mania que o sou, o que vem a dar no mesmo – raramente vou ver os jogos ao estádio (mas tenho as quotas em dia). Porém, apesar do meu convicto benfiquismo, alguns dos meus melhores amigos são adeptos de clubes rivais. Para mim, o futebol é um jogo e há coisas infinitamente mais importantes. Mas, quando bem jogado, é um jogo bonito.

Hoje, como o vídeo indicou, queria referir uma figura que transcende as fronteiras do universo vermelho – Eusébio. E, mais adiante, explicarei porque é que não digo «encarnado».
Num almoço que, há muitos anos, por motivos profissionais, tive com o grande musicólogo João de Freitas Branco e com o maestro Ivo Cruz no restaurante Belcanto, no Largo de São Carlos, Freitas Branco contou-me um episódio muito curioso ocorrido durante a vinda a Lisboa do grande violinista ucraniano David Oistrakh, que na altura era considerado o maior executante do mundo, sobretudo de compositores do repertório russo contemporâneo.

Logo após a chegada, a recepção, os cumprimentos, este, chamando Freitas Branco de parte, lhe pediu para lhe arranjar maneira de ir ver o Eusébio jogar. Embora muito surpreendido pelo inusitado pedido, João de Freitas Branco, entrou em contacto com o presidente do Benfica e logo foi disponibilizado um camarote para Oistrakh e Freitas Branco assistirem ao jogo. Diz-se que, no final do concerto, o grande violinista nem sequer veio agradecer pela segunda vez os aplausos do público do São Carlos, para poder chegar rapidamente ao estádio. No final do jogo, em que Eusébio marcou um dos seus magníficos golos, David Oistrakh foi ao balneário cumprimentar o jogador. Sobre este concerto em Lisboa, o grande escritor José Gomes Ferreira escreveu um interessante poema, que vem publicado no 2º volume do seu livro Poeta Militante:

Não, não deixes secar
este fio de água de violino
que nas manhãs de ouro
completa as nossas sombras com flores –
enquanto os pássaros de sementes nos olhos
procuram na espiral dos voos
outro cárcere de recomeço.

A leitura deste belo poema de Gomes Ferreira, leva-nos até a Fernando Namora e a Manuel Alegre. O primeiro, no seu poema «Marketing», alude aos 5-3 do Eusébio à Coreia. Manuel Alegre, sobre o «Pantera Negra» diz:

Havia nele a máxima tensão
Como um clássico ordenava a própria força
Sabia a contenção e era explosão
Não era só instinto era ciência
Magia e teoria já só prática
Havia nele a arte e a inteligência
Do puro e sua matemática
Buscava o golo mais que golo – só palavra
Abstracção ponto no espaço teorema
Despido do supérfluo rematava
E então não era golo – era poema.

Houve e há outros grandes jogadores, nomes míticos como Pinga, Peyroteo, Luís Figo . Mas Eusébio foi, numa época em que o nosso futebol era pouco conhecido além-fronteiras um caso aparte. Ele faz parte da face positiva e inspiradora do futebol.

Falemos agora do vermelho e do maldito encarnado. Nas primeiras décadas da sua existência sempre se chamou aos jogadores do Benfica, os «vermelhos». Em 1936, o fascismo internacional desencadeou a Guerra Civil de Espanha. O governo de Salazar, sem ser de forma oficial, apoiou desde a invasão o exército rebelde nacionalista. E forneceu o apoio logístico que podia – por exemplo as antenas do Rádio Clube Português foram postas ao serviço dos insurrectos emitindo da Parede para toda a Península.

O embaixador do Governo espanhol, Claudio Sánchez Albornoz, apresentou protestos formais, mas indignados. Salazar fez orelhas moucas. Em 20 de Janeiro de 1937, o RCP foi alvo de um atentado com uma bomba-relógio, mas o major Jorge Botelho Moniz, responsável pela emissora, com o apoio do ditador, lá prosseguiu a sua campanha contra os «Vermelhos».

«Vermelhos» foi a designação pejorativa que os fascistas deram às forças leais à República. Os benfiquistas foram proibidos de usar essa expressão que sempre tinham usado para se auto designar e os jornalistas idem. Por isso, não alinho na mariquice do «encarnado» (que até a Benfica TV usa). É VERMELHO, raios os parta!

Viram? Isto estava tudo a correr bem, até podia ter sido acompanhado por um dos diversos concertos para violino do Chopin (os tais que o Santana Lopes descobriu enquanto secretário de Estado da Cultura), mas já está a azedar. O futebol, mesmo sendo uma fonte de inspiração, tem este efeito absolutamente contrário ao do Prozac.

Alguém te perguntou alguma coisa?

Então cala-te!

O Pachacha


Ainda a propósito de mais uma polémica que envolve a atleta sul-africana Caster Semenia – um clube de strip de Joanesburgo publicou o cartaz que se vê na imagem com objectivos óbvios. «No need for gender testing». Que é como quem diz, as nossas stripers são muito mulheres.

FUTAventar – O Glorioso voltou

Há sempre um benfiquista ao pé de si. Se alguem lhe oferecer flores pode ser uma namorada feliz. Se vir um jovem ajudar uma velhinha atravessar a rua pode ser um rapaz de bem com a vida. Se lhe oferecerem um copo num bar pode ser um homem que voltou para a esposa amantíssima.

Ter um S. L. e Benfica de volta às vitórias é tão importante como Cavaco e Sócrates trocarem juras de amor, ter Jaime Gama como putativo candidato a Presidente, ter Ana Gomes amansada e não falar mais nos aviões que passaram por aqui. Ter a Edite madrinha má  ( ou prima) do sr. prof que deu aprovação a Sócrates numa série de disciplinas e que ganhou o concurso da Cova da beira, sem aquele sorriso de quem está fartinha de gamelas.

Ter de volta o Glorioso é cada um de nós ser maior, amar como quem seja daqui e de além mar.

Vivó o clube mais português, mais vitorioso, mais universal de Portugal !

TODOS: Vivó!!!!!!!

Os brasileiros não têm melhor?


Não?

Tudo pelo Brasil. Nada contra os Jogos.

O meu texto aqui no Aventar sobre os Jogos Olímpicos, atribuídos ao Brasil, teve repercussões no pais irmão. Não ficava de bem comigo mesmo se não deixasse uma palavra de profunda solidariedade com os nossos leitores Brasileiros, e não “esmiúçasse” melhor o que queria transmitir.

Ganhar a corrida para efectuar os Jogos Olímpicos é uma enorme vitória! Mostra a capacidade das autoridades Brasileiras em apresentar um projecto digno e ganhador. Mostra que o Mundo reconhece ao Brasil a capacidade de executar e organizar um evento que envolverá milhões de reais, milhões de adeptos, milhares de atletas e receber as autoridades da maioria das nações.

Isto exige capacidade de organização, sentido de Estado, uma sociedade irmanada no mesmo objectivo, segurança de alto nível e meios financeiros, humanos e estruturais superiores. Por aqui temos as razões de estarmos todos orgulhosos pelo Brasil!

O que não podemos deixar passar é a ideia que o Brasil é samba e cachaça, futebol e praia. Que é o carnaval em Fevereiro, e o Mundial em 2014, e agora os Jogos Olímpicos em 2016. Essa ideia de pão e circo, não pode fazer caminho entre os políticos (que bem a vendem se os deixarem) e muito menos entre o povo.

Porque as favelas existem! Porque a pobreza existe! Porque as diferenças existem! E existem num país abençoado por Deus, que tudo lhe deu. Desde um povo bom e amigo, até riquezas incalculáveis, que farão do Brasil, em futuro próximo, uma das potências mundiais, por muitos anos e bons.

Os cientistas, os médicos, os engenheiros, os arquitectos, os artistas, os desportistas Brasileiros, mostram que o povo Brasileiro guarda dentro de si o talento que ilumina e orienta.

Só é preciso que a distribuição de riqueza seja mais justa, e que os jogos não nos ceguem para a realidade de milhões de pessoas que vivem mal.

Nós, cá em Portugal, já tivemos o Europeu de 2004 e sabemos que levantada a feira tudo ficou como estava antes.

As sapatilhas espalhadas ao acaso, aliás chuteiras, aliás publicidade ilegal e imoral

marca bolaParece que nikepagaram duas primeiras páginas, não meto aqui o outro pasquim: só nos dias seguintes às vitórias do Porto em competições internacionais ou a  medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos me lembro que existe.

Mas podem vê-la que a Maria João Pires também a publíca.

Sporting: Quando cai Paulo Bento?

Não há volta a dar-lhe. É o quarto ano de Paulo Bento à frente do Sporting e, mais uma vez, começa a hipotecar as suas hipóteses desde cedo. Mais uma vez em casa e mais uma vez contra adversários inferiores.
A 11 pontos de um sensacional Braga, não admira que os adeptos se revoltem. A questão começa a ser quando é que Paulo Bento cai e se o Sporting fica em 4.º lugar ou ainda mais abaixo.

J.O. Rio de Janeiro:

Pode ser. Até pode ser que me convençam a ir ver os J.O. do Rio de Janeiro e, dessa forma, conhecer o imenso Brasil.

Mas a referência aos jogos deve-se a ESTE post sobre o Aventar em terras de Vera Cruz. Parabéns ao Luís Moreira e ao JJCardoso pela primeira internacionalização do Aventar. Um marco. Ao qual se junta a referência no Delito de Opinião e já estamos todos babados.

Eu é mais “ranho” pois tou com uma gripe que nem posso!!!

Ora, para comemorar os JO do Rio aqui vai música:

A língua portuguesa é mesmo muito traiçoeira

Anda um português muito contente pela designação do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Senta-se o português e escreve no momento em que se sabe que o Rio ganhou a Madrid: “Entre os nossos irmãos ou nuestros hermanos, preferência clara pelos primeiros. A minha, e a dos votantes.”

Entretanto começa a polémica lusa habitual. Que o Brasil é um país pobre e não se devia meter nesses luxos. Que é um país de ladrões e criminosos incapaz de garantir a segurança dos Jogos (não hiperligo, mas é fácil de encontrar).

Senta-se novamente o português e escreve um título irónico: Os jogos olímpicos no país dos pobres presidido por um apedeuta, onde bate nos que chamam apedeuta ao Presidente Lula, defende o investimento nos Jogos Olímpicos, e termina com uma boca ao reaccionário Pelé, como bom adepto do Maradona que sempre foi.

E cai-lhe isto em cima: “Favelas são enfatizadas em comentários sobre as olimpíadas do Rio” subtítulo para uma prosa onde Pepe Chaves treslê tudo o que leu, cita fora do sítio, resumindo e concluindo: não pescou um chavelho, não viu o elefante olhou para a formiga que o cavalgava, entrou no Dia Mundial do Animal como uma alimária.

Agora levanta-se o português e berra: eu já não quero só um acordo ortográfico, quero um acordo gramatical completo. Ou uma declaração solene de ambos os países: português e brasileiro são línguas distintas com vagas raízes em comum.

A minha pátria ainda é a língua portuguesa, mas acabou de encolher nuns milhões de falantes. É triste.

FUTAventar – O Braga é um tratado

É um prazer ver jogar o Braga. Tem uma defesa segura, dois laterais que se fartam de correr e apoiar o ataque, uma linha média onde se juntam a capacidade de recuperar a bola e a visão, à distância, de colocar a bola do Hugo Viana.

O ataque ainda não é eficaz, constrói muitas oportunidades mas marca poucos golos e ninguem é campeão sem marcar golos. Mas tem trunfos, como é o Adriano que é um bom jogador de área. Com paciência, o Adriano pode ser o ás de trunfo, daqui a uns tempos, quando a fadiga se fizer sentir em jogadores muito rápidos como são o Alan e o Paulo César.

Bem gostaria de ver o Braga campeão, mas falta-lhe o peso que, por exemplo, os Loureiros tinham no Boavista. Sem “mexer” na arbitragem o Braga tem que ser muito melhor do que os outros para aspirar a ser campeão!

Talvez o Pintinho dê um jeito, já que este ano não tem equipa para ganhar. Assim evitava ter de ouvir os lampiões…

Os jogos olímpicos no país dos pobres presidido por um apedeuta

Experimentem goglar apedeuta.

Depois da wiki definição (sem instrução, ignorante, estúpido, insipiente), dará Lula, Lula, Lula.

Apedeuta!!!!

Clamam os patetas luso-brasileiros, no balcão, cuspindo para a plateia.

O gajo que meteu o Brasil no mapa da grandes potências não teve instrução, é ignorante que chegue para distinguir um tanino de outro, estúpido quanto baste para chegar a presidente, e incipiente insipiente em tudo e  mais algumas coisas.

Grande era o Sóciólogo (não é gralha nem erro, é pura próvócação) anterior, e os nossos vícios coloniais de olharmos para o Brasil como um filho, quando é pai de uma razoável parte da nossa história, até porque a pagou durante todo o século XVIII.

Enorme é o país que se constrói com um presidente assim, que demonstra que mais vale ter um apedeuta na mão, que um Cavaco (Professor Doutor) para aturar.

O Rio não ganhou os Jogos Olímpicos por ter favelas: merece-os mesmo com elas.

Há favelas em Pequim (esconderam-nas, tal como as prostitutas), vidas piores em Londres (mas os ingleses parecem sempre civilizados, né?), em Chicago blues, e em Madrid o povodos subúrbios que apanha os comboios do 11/3.

Os Jogos Olímpicos são um espectáculo político com um bocadinho de desporto à mistura. Nesse aspecto até respeitam a tradição helénica.

Têm sempre um valor simbólico: os de Pequim assinalaram a ascensão do Império do Meio, os de Londres devem servir para marcar a decadência do império da majestade deles, os do Rio vão simbolizar uma nova grande potência económica (espero que se fique por aí).

Custam dinheiro? Mas também dão lucro, num saldo impossível de calcular por antecipação. É um investimento de retorno imprevisível, mas num país emergente, e destino turístico, parece-me um bom investimento.

O resto fica por conta do nosso paternalismo serôdio, e pelos canudos dos que apelidam Lula de apedeuta, e andam hoje com a carinha a arder, que bofetada de luva branca também dói.

rodapé: pareceu-me ver um tal de Pelé, tipo que nunca valeu um Eusébio, metido a comemorar o feito. Como o futebol nos olímpicos pouco conta espero que fosse só um figurante ou tenho de chorar pelos jogos não terem ido para Buenos Aires.

A pobreza combate-se com os jogos…

Como seria de prever, temos aí os moralistas de pacotilha a criticarem o Brazil por dar prioridade aos Jogos Olímpicos, quando têm tantos e tão grandes bairros de lata, as famosas “favelas”.

Para além de irem contra a política do nosso Primeiro Ministro, que tambem se atira aos megainvestimentos não produtivos para sair da crise, os nossos moralistas não percebem que estas obras para os jogos vão dar imenso trabalho ao pessoal das favelas. Talvez não tanto durante a construção, mas em pleno jogos.

Já viram o que vai ser de “palmanços” de carteiras ? De tráfico de droga e armas? Prostituição? cachaça ( não é água não) cerveja e caipirinhas? Tudo com produtos nacionais? Além, disso, os garimpeiros e os madeireiros vão deixar por uns tempos a Amazónia e assim se salvam uns milhões de árvores.

E quantos recordes serão batidos? E quantas novas drogas descobertas? E quantas novas técnicas de despitagem serão inventadas?

Pelo lado dos “bons” quantas empresas de segurança ? Quantos mais polícias, compra de armamento, carros blindados ? E pela saúde, quantos milhões de doses de medicamentos, quantos dias de internamento, quantas operações?

A festa é, em si mesma, um evento que concorre da maneira mais fantástica para a felicidade do povo, e não só materialmente, com trabalho e emprego, mas tambem com efeitos de desanuviamento stressante. E a seguir, quando tudo terminar ? O descanso bem merecido, e que vai desenvolver o turismo de lazer, praia, mar e sol.

Ficam as favelas, os desempregados, a falta de educação, de saúde pública ?

Pois sim ,mas o carnaval está à porta!

2016: e os Jogos Olímpicos vão para…

Rio de Janeiro!

Vamos ter Jogos Olímpicos em português. O Brasil bem o merece.

rio_JO

Veja a candidatura brasileira aqui. Depois do afastamento de Chicago(Obama já devia saber, porque marcou o seu regresso da Dinarmarca ainda antes de se saber o resultado final), na recta final a corrida ficou reduzida a Rio de Janeiro e Madrid. Duas edições seguidas no mesmo continente, ou a primeira vez da América do Sul?

Entre os nossos irmãos ou nuestros hermanos, preferência clara pelos primeiros. A minha, e a dos votantes.

FUTAventar – cobras e lagartos

Foi tão mauzinho o jogo desta noite que em vez de leões só se viram lagartos. O Tonel lá entrou e a equipa tornou a não sofrer golos, esperemos que o Paulo Bento o tire da equipa rapidamente porque sem aqueles golos de cabeça dentro das balizas da lagartagem ninguem goza nada.

O Veloso ,que deve ser o único jogador do Sporting que está a jogar alguma coisa, foi desviado para defesa esquerdo, depois de o Paulo Bento ter queimado o Grimi no Dragão, pondo-o a jogar após 7 meses de lesão.

O Caicedo tem a grande arma de atropelar os adversários o que dá muita alma ao resto da equipa, vendo metade da equipa adversária de rastos.

A assistência ficou-se pelos vinte e tal mil cobras e lagartos que bem podiam ter ficado em casa a ver outros felinos, que são bem mais interessantes.

Acabou tudo com uma assobiadela monstruosa, o que é injusto, porque a equipa ganhou e espero, digo espero, que não esperem que a equipa além de ganhar ainda tenha que jogar bem!

Pois não, pois não…

Não é todos os dias, é só dia sim, dia não….

Até tu, ó Brutus?

Vi o jogo por alto, entretido que estava a escrever umas coisas mais importantes para o Aventar. Já a seguir o aventador João Paulo, benfiquista eufórico, se encarregará de dar a visão benfiquista da coisa.
Quanto a mim, só posso dizer que o Benfica está sem dúvida melhor do que na época passada. Em 2008/2009, levou 5 na Grécia. Desta vez, perdeu apenas por um. Desta vez, nem Jesus lhe valeu. E consta que, no fim, Júlio César virou-se para Majstorovic, o autor do golo, e disse: «Até tu, ó Brutus?»
Era uma graça. Não se amofinem, amigos benfiquistas, não passa de um jogo de futebol.

Pinga nasceu há 100 anos


Artur de Sousa, celebrizado no mundo de futebol como Pinga, passou para a história como o primeiro grande ídolo das multidões e, em particular, do F. C. do Porto. Mesmo sem exagerar, pode-se dizer que foi um dos melhores jogadores do clube de todos os tempos, senão o melhor, e um dos melhores jogadores portugueses. Há quem diga, inclusivamente, que superou o próprio Eusébio. No entanto, a fraca qualidade do futebol português, nessa altura, a falta de resultados minimamente credíveis a nível internacional e a falta da… televisão impedem-nos de comprovar, agora ou no futuro, essa afirmação.

Pinga nasceu na Madeira em 30 de Setembro de 1909. Jogou no Marítimo e no União Micaelense antes de se transferir para o F. C. do Porto, tinha então 21 anos. Foi uma mudança de clube repleta de peripécias, aquela que protagonizou nessa altura. Primeiro porque a mãe não queria deixá-lo vir para o continente, depois porque eram muitos os convites endereçados ao promissor avançado.
Estreou-se com a camisola do F. C. do Porto uma semana depois de chegar. Foi num jogo com o Salgueiros, que os «azuis-e-brancos» venceram por 10-2. A partir daí e durante mais de 15 anos, não largou a titularidade. Juntamente com Valdemar Mota e Acácio Mesquita, formou um tridente atacante imparável que ficou conhecido como «Os três diabos do meio-dia».

A sua contribuição para os primeiros êxitos do F. C. do Porto foi fundamental. A jogar como interior esquerdo, marcava golos em série e não raras vezes era ele quem decidia os jogos. Do seu palmarés, destaca-se uma vitória no Campeonato da I Liga (1934/35), dois títulos de Campeão Nacional (1938/39 e 1939/40), dois Campeonatos de Portugal (1931/32 e 1936/37), 13 campeonatos regionais do Porto (entre 1931 e 1946) e 3 campeonatos do Funchal.

Ao serviço da selecção nacional, Pinga também se fez notar, numa época em que era raro serem escolhidos para representar a «equipa das quinas» jogadores que não pertencessem aos grandes clubes da capital. Foi «internacional» em 23 ocasiões e marcou 8 golos.

Artur de Sousa fez o seu último jogo oficial pelo F. C. do Porto em 23 de Junho de 1946, contra o Atlético, nas meias-finais da Taça de Portugal. Ao longo de mais de 15 anos, participou em 400 jogos e marcou 396 golos. Uma média extraordinária, de quase um golo por jogo, a fazer lembrar tempos bem mais recentes. Deixava para trás, nessa altura, uma carreira cheia de glórias e um presente que deixava esperanças para o futuro. Mal sabia, ele e todos os portistas, que estava apenas a meio caminho uma travessia do deserto que só culminaria com a conquista do título nacional de 1956, dez anos depois.

Depois de abandonar o futebol, o clube não o esqueceu. A 7 de Julho, prestou-lhe uma grandiosa festa de homenagem, que contou com a presença de cerca de 500 atletas de várias colectividades e um jogo particular entre o F. C. do Porto e a selecção nacional. Para assinalar a efeméride, fez imprimir um célebre cartaz em que aparece a sua fotografia no interior do emblema do clube. Por baixo, a frase com a assinatura de Artur de Sousa: «Fraquejaram os músculos, mas o meu coração continua a lutar pelo Clube, pelo Desporto e pelo Porto».
Além disso, foi treinador das camadas jovens do F. C. do Porto, iniciando assim uma tradição que ainda hoje se mantém: os heróis de ontem formam os craques de amanhã. Ocupava-se dos infantis e preparava-se para assumir o comando técnico dos juniores, com Artur Baeta, quando a morte o surpreendeu. Foi em 1963, tinha então 54 anos. No mesmo ano, a Associação de Futebol do Porto instituíu uma taça com o seu nome.

A memória de Pinga continua hoje viva graças ao seu contributo para as primeiras vitórias a nível nacional. Os mais antigos portistas lembram-se ainda das suas fintas, simulações e remates vitoriosos de qualquer posição do terreno de jogo. A sua presença no mausoléu do clube denota bem o significado da sua passagem pelo F. C. do Porto.

Publicado também na revista «Dragões» (2002)

FUTAventar – Meireles merecia cartão vermelho

Ontem houve um roubo de igreja no estádio do Dragão. Raul Meireles devia ter apanhado com o cartão vermelho directo numa falta que fez sobre um jogador do Sporting. A bola já não estava jogável e a falta aconteceu, mas mesmo que assim não fosse devia ter levado com o segundo amarelo e consequente encarnado.

Toda a gente percebeu que o árbitro não íria puxar pelo cartão tal como veio a acontecer, mas não se coibiu de mandar dois jogadores do Sporting para a rua com faltas muito menos evidentes. O primeiro amarelo para o Miguel então é de bradar aos céus tal foi a batota.

Assim não vale a pena, os árbitros têm demasiada influência nos resultados dos jogos e isso tira credibilidade ao futebol.

Entretanto para o lado das águias é uma fartura de penalties, cada jogo seu penalti, outra batota.

Ao menos não comecem a prejudicar o Braga com medo que venha a ganhar o campeonato!

Paulo Bento e as cenas tristes do costume

Pareceu-me uma vitória justa, apesar das confusões que se geraram no final. O Porto entrou a ganhar, com um golo que não vi, e parece-me que esteve aí a chave da vitória. Nos minutos seguintes, podiam ter entrado mais golos na baliza do Sporting.
Na segunda parte, a equipa de Alvalade entrou ao ataque, chegou a dominar em alguns períodos mas nunca criou grandes oportunidades de golo. Nem o Porto, à excepção do «penalty» justíssimo que Falcao acabou por falhar. Jesualdo diz que a partir daí o jogo mudou. Não percebo por quê.
Até ao fim, o Sporting continuou sem criar oportunidades. Com a expulsão de Miguel Veloso, num momento em que já não havia grande coisa a fazer, Paulo Bentou entrou em campo e desatou a fazer as cenas do costume. O próprio palavreado, pelo que foi possível ler nos lábios, também foi o do costume.
Ou muito me engano ou o eterno segundo arrisca-se a ser este ano o terceiro ou o quarto…

FutAventar: Mais um «penalty» fantasma

São de Olhão…
Banho de bola ao leão sem juba. Demos dois de avanço à nossa quarta filial mais antiga. Tivemos 3 bolas dentro da baliza. Com 5 árbitros, tínhamos ganho a reinar.
Afinal, é essa – reinar – a função do rei da selva…

FUTAventar – jogo perigoso (sujo como o LIZ )

A maioria dos observadores interessados no futebol são de opinião que o penalti de que o Glorioso beneficiou, não o foi na realidade. A maioria dos benfiquistas, perante a evidência, dizem que o jogador da União de Leiria fez jogo perigoso ao levantar a perna até ao peito do Aimar. Se fez jogo perigoso, o que não é pacífico, então o árbitro deveria ter mandado marcar um livre indirecto dentro da área.

O que se vê na imagem é o jogador da União afastar a bola que estava à altura do peito do jogador do Benfica que, em movimento, chocou contra o defesa do Leiria. O defesa do União não pontapeia o jogador do Benfica, pontapeia a bola e o jogador Aimar é que choca com o defesa.

Aliás, a bola vai para bem longe nem sequer é uma bola dividida, não estava na posse do Aimar, tinha saído do movimento de a parar com o peito era, para todos os efeitos, uma bola jogável.

E não me venham com o argumento que o Porto tambem é beneficiado, porque aqui no Aventar só sou faccioso para chatear os meus amigos da Areosa.

FUTAventar – Tão sujo como o Liz

Aquele penalti é uma afronta a uma equipa como o Glorioso que não precisa de ajudas daquelas para ganhar jogos, tal foi o desaforo que mal fica aos benfiquistas. Se alguem tinha dúvidas hoje ficou elucidado, o campeonato já está entregue, podem mandar fazer as faixas de campeão.

Como é possível assinalar uma falta quando o defesa do leiria se limita a afastar a bola para longe, nem sequer disputa a bola ao jogador do Benfica.

Nunca vi tal roubalheira!

(EXPLICAÇÃO DA DIFERENÇA ENTRE JOGO PERIGOSO E PENALTY AQUI)

A nobre arte

Estive, mais uma vez, acordado até às cinco da manhã para ver boxe, directamente de Las Vegas.

Floyd Mayweather contra José Manuel Vasquez, o primeiro nunca perdeu é um artista “borboleta” em cima do ring tal é a sua capacidade de esquiva. Pertence a uma família de boxeurs, o pai e o tio foram grandes lutadores e o tio é seu treinador. Mais uma vez ganhou contra um boxeur corajoso que só perdeu quatro vezes, mas que não tem a técnica de MayWeather.

Despertei para o boxe com Cassius Klay, ou Mohamed Ali, um portento, com um 1,90m e 100 Kgs flutuava no ring como se fosse um bailarino, ficou célebre o combate que travou contra um gigante ainda maior do que ele, Floyd Petterson, em que este sete assaltos encostado às cordas a lever pancadaria. No fim desse assalto, o adversário não podia com um gato pelo rabo e Cassius deu cabo dele num ápice.

Sugar Ray Robinson, talvez o melhor boxeur de todos os tempos, era de uma elegância impressionante, e Hollyfield outro gigante a quem era muito dificil atingir, tal era a sua capacidade de defesa.

Tive o gosto de conhecer, aqui em Lisboa, o nosso Belarmino, um saco, que era pago para levar porrada de putos ambiciosos e de agentes mafiosos, tinha uma capacidade de encaixe extraordinária, aguentava o que fosse preciso. Falei muitas vezes com ele, era porteiro do “Sempre em Festa” e eu passava tempo a ouvir as suas histórias .

Mas no outro dia aconteceu-me uma muito boa. Esperei até às cinco da manhã para ver um combate entre Mayweather e Jim Hatte, inglês tambem imbatido, que joga sempre ao ataque tipo “rolo compressor.” O Floyd arrumou-o em cincoenta e dois segundos.

É preciso muita paixão.

Domingos Paciência: Uma bofetada de luva branca

Apesar de ser portista, quase fiquei contente com a vitória do Braga. Foi mais uma vitória de Domingos Paciência sobre o FC do Porto e uma bofetada de luvra branca para todos aqueles que teimam em pôr em causa a seriedade do antigo avançado do Dragão. Esquecem-se que os treinadores de futebol podem ser tão honestos e verticais como qualquer outro profissional. Esquecem-se também que os portistas não são menos honestos do que os outros só porque são portistas.
Mas por mais vezes que ganhe ao FC do Porto, Domingos Paciência terá de continuar a enfrentar os anti-portistas e a dar-lhes bofetadas de luva branca. Infelizmente para o meu clube.
A seguir, como é óbvio, será Jorge Costa que, pelo Olhanense, também fará fretes ao FC do Porto. E Manuel Fernandes, que pelo União de Leiria fará fretes ao Sporting. Ah, pois, só os do FC do Porto é que não sérios…
Sabes que mais, Domingos? Já não há paciência!

FUTAventar – o Dragão afunda-se por um canudo

Fisica, tactica e tecnicamente o FCP esteve muito longe de poder arrancar qualquer ponto ao Braga. O jogo de Londres arrasou por completo os melhores jogadores do Dragão que se arrastaram no campo completamente esgotados.

A par disso o Braga está uma senhora equipa com uma defesa muito poderosa e um meio campo que se completa, onde sobressai um leãozinho que o Sporting muito mal tratou como, aliás, fez a outro ,o Varela, que agora joga no FCP.

Esta é uma visão, digamos, de grande rigor tecnico ,mas a verdade é que tudo isto pode ser o resultado de os jogadores do FCP ao verem jogar o Glorioso ao nível fantástico que só o facciosismo não deixa ver, estarem já arrasados psicologicamente, e derrotados sem capacidade de luta percebendo que o campeonato já era.

Um abraço Andrades!

O beijo

Qual estátua viva, o britânico Mark Cavendish parece indiferente aos dois beijos que lhe são aplicados na face. O ciclista venceu a segunda etapa da Volta à Irlanda, no dia 22 de Agosto. Por isso, subiu ao pódio, recebeu o prémio e colocou-se a jeito para os beijos da ordem.

As beijadoras, moças de beijar vencedores em todos os dias da corrida de ciclismo, parecem faze-lo com o máximo sentimento possível. Os olhos estão fechados. Uma colocou mais base que a outra mas ambas repuxaram as pestanas. Ambas encostaram o nariz e os lábios nas faces por barbear de Cavendish.

O ciclista dá mostras de parecer que não era nada com ele. Do alto de uma qualquer arrogância de vitória, o corredor surge mais altivo que tranquilo. Será que estava lá?

beijo ciclista

(REUTERS/Stefan Wermuth)

O melhor ponto da carreira

Federer … sem legendas

FUTAventar: Sócrates, Manuela e os pequenos clubes

Nos últimos anos o Porto tem sido a equipa com mais vitórias – é verdade que contou sempre com a cooperação estratégica do órgão de soberania que arbitra os pontapés na xixa, mas ganhou. Agora, ao que parece com a protecção divina de Jesus, o BENFICA anda por aí a esmagar tudo o que mexe. É, há quem o escreva, um regresso ao passado.
Bem vistas as coisas temos um duelo Porto-Benfica. De um lado as risquinhas que nos últimos 4 anos nos governaram. Do outro, o passado à procura do futuro.
Entre ambos, os clubes pequenos. O Braga, o Sporting, o …
Estes não lutam pelo poder – combatem o golo útil. Querem estar, ser e contar para o totobola – é com eles que se decidem os campeonatos.
No fim, na hora de fazer as contas, Porto e Benfica vão ter que olhar para os mais pequenos. Aí vamos saber quem vai ser o ou a nosso (a) Primeiro – Ministro.
E olhem que este ano só o Campeão tem acesso à champions.