FUTAventar – uma vitória concludente
Mais uma vez e apesar de todas as vicissitudes resultantes de uma equipa que ataca do primeiro ao último minuto e de outra que só defende, e de, aqui e ali, o árbitro fazer os possíveis para prejudicar o alto ritmo imposto, só desconfiei que pode bem por ter sido ele que não aguentou o tal ritmo vertiginoso imposto por esta equipa muito bem trabalhada sob o ponto de vista físico-táctico, apesar dessas vicissitudes resultantes de uma postura tactica que remeteu a equipa “vítima” para a defesa, o Leão conseguiu mais uma vitória a todos os títulos merecida, quer na plano táctico, físico e técnico, apesar das vicissitudes.
Os jogadores apresentaram-se mais secos, menos “glamorosos” mas mais cientes de uma postura técnico-táctica que reflecte a superioridade, de quem pode contar com um jogador internacional e que na primeira hipótese facturou, dando inteira justiça ao jogo, justiça aliás que não temos cá no país nem vamos ter enquanto o Sócrates continuar com aquelas investidas político-partidárias de colocar “camaradas” em lugares chave no processo, como aliás o Pintinho coloca na Federação.
Estádio bem composto de “descompostos” relva bem tratada, temperatura amena e a namorada do Djaló, lá estava mas sem vestido de “chifron”, tipo gata borralheira, a armar ao pingarelho que está muito apaixonada, bem mas isso é outra história, como aliás….
Já só falta tirar o Ronaldo
Este treinador é um portento, vai tirando os avançados um a um já só entra com o Ronaldo de ínicio, e isto em jogos que só interessa ganhar, estão a ver se pudesse empatar…
Ontem, obrigado e em desepero a meter outro avançado, muda tudo numa equipa que até estava a jogar bem, quando se esperava que tirasse o Simão e deixasse estar o que estava bem. Não senhor, aterrorizado, desmancha o losango e afasta o Ronaldo e o Simão para os extremos, deixando o Liedson sòzinho na área onde estava meia equipa da Dinamarca.
Com a nova táctica Portugal nunca mais foi o mesmo e valeu o Liedson fazer o que só alguns sabem fazer que é meter golos. A bola foi ter com ele, é isso, há gajos de quem a bola gosta, vai ter com eles a pedir para ser chutada com carinho e determinação. O Nuno ainda teve uma boa cabeçada que o guarda redes defendeu, mas o Queiroz já tinha dado 45 minutos e um golo de avanço.
Na primeira parte, sem avançado na área Portugal teve 15 remates, alguns dentro da área, só com o guarda redes pela frente, mas nada, a bola foi sempre contra o guarda redes que coitado tinha mesmo que a defender.
E agora? O Manchester aceita o Queiroz de volta ?
Afinal também vi o jogo e tenho um treinador de sofá dentro de mim

Se esse gajo tivesse jogado os 90 minutos ganhávamos, aposto.
Mas é sempre a mesma merda: os pretos, sobretudo se vindos do sul, são subavaliados, há pressões para não jogarem, e lá têm de fazer pela vida.
Espero que depois deste golo o seleccionador (um homem que conheceu primeiro o firmamento visto do hemisfério sul antes de o trazerem para o norte e tinha obrigação de não andar atrás das bocas do povo), já o meta a jogar de início facilitando o entrosamento* dos colegas na rotina de lhe meterem a bola no corpo, que é agora o seu objectivo único e óbvio. Ainda bem que o Ronaldo versão Madrid anda a aprender esse serviço, e pelo que vejo a desaprender na marcação dos livres, viram por aí o Bruno Alves?
E sou optimista, acredito que para não variar vamos ao mundial depois de muita continha, grandes aís e muitos uís. Selecção que se preze deve ser o espelho do país, utilizando a nossa o verbo desenrascar em abundância de sorte. O gozo do futebol é sofrer e ganhar no fim, eu sei que da parte do ganhar andam arredados os adeptos dos clubes de Lisboa mas vão ver o gozo que dá, no fundo vocês são tão portugueses como nós e também têm esse direito.
Somos apurados, aposto, esse gajo aí, o que marcou o golo, o da foto, o estrangeiro, bem o merece.
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* não uso, e muito menos escrevo, a palavra entrosamento, sobre a qual tenho a mesma opinião que tenho sobre o Ribeiro Cristovão enquanto assassino compulsivo de relatos de futebol. Foi o corrector automático que meteu lá isso, garanto, e não consegui apagar, lamento.
Homenagem a Cristiano Ronaldo, o melhor jogador do mundo

Em jeito de homenagem a Cristiano Ronaldo e aos seus feitos, queria aqui deixar a lista dos golos por ele marcados ao serviço da Selecção Nacional desde Junho de 2008, incluindo as datas, os locais de realização dos jogos e as incidências das partidas:
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FUTAventar: Liedson na Selecção
Sou internacionalista – por convicção não sou muito dado a estas coisas de países, de pátrias. Há povos, há culturas, mas não há divisões. Só deve haver uniões e pontes.
Quase sempre o que nos une é muito mais do que aquilo que nos separa. Já o escrevi aqui no Aventar que me mete uma tremenda confusão como é que deixamos, tranquilamente, morrer gente do outro lado do “rio Mediterrâneo” apenas porque nasceram do outro lado. É um determinismo que não compreendo e não aceito.
Seria por isso absolutamente favorável à chamada do Liedson à selecção de futebol (prefiro isto a selecção de Portugal).
Seria, mas não sou.
Para ganhar e apenas ganhar já tenho um clube. Não preciso de outro. A selecção deve ser algo de diferente – tem que ser amor, paixão, dedicação e nunca interesse. Se um jovem vem com os pais de outro país e cresce em Portugal, é português. Se um desses jovens que os nossos clubes vão buscar ainda meninos aos países do terceiro mundo, aceito com reservas, mas o.k..
Convocar um cidadão que ao fim de uns anos se sente identificado com o país e que por isso se naturaliza… Não simpatizo com a convocação, mas ok…
Agora… pedir a naturalização porque a equipa de futebol do país onde trabalha tem pouca gente para marcar golos. Isso não posso aceitar.
Escrevo este post depois do Liedson ter marcado o golo que nos permitiu não perder na Dinamarca.
FUTAventar – a selecção e o milagre táctico
Estamos no ambiente que é o nosso, trinta por cento das hipóteses estão nas nossas mãos , trinta por cento nas mãos dos Dinamarqueses e os quarenta restantes nas mãos de Nossa Senhora. É assim que funcionamos melhor, hino cantado com o coração na garganta, olhos “marejados” de lágrimas. Por São Jorge, portugal!
Entretanto, o prof. Queiroz sai com o “milagre” do bolso, a táctica, em losango, nós que temos os três melhores extremos do mundo ( Ronaldo, Nani, Simão e ainda, perto, Quaresma) vamos jogar sem extremos. Os Dinamarquese à espera do nosso ataque pelos flancos e nós sem extremos, futebol directo para a dupla de atacantes, Ronaldo e Simão ou Liedson, já estou a ver os Dinamarquese a levarem um banho de bola mas a ganharem o jogo, tal como aconteceu em Alvalade.
Macaco, o prof. a armar que vai jogar ao ataque enche o meio campo com o Pepe, o Raúl, o Tiago e o Deco, artistas no circular da bola, quem vir até vai dizer, 60% de posse de bola para nós, porra grande azar. Vamos jogar com nove jogadores e meio a defender ( eles dizem a controlar) e dois e meio a atacar, pelo menos um avançado de área a chatear os defesas centrais, são logo dois que já não saem dali, como sempre perceberam os ingleses, mas nós não, nós jogamos a “cair ” nas laterias as tais em que temos os melhores do mundo mas que não jogam.
Os nossos laterais, centram para a área para onde não está ninguem, ou no máximo aparece lá o Ronaldo a quem os Dinamarqueses já avisaram que lhe partem uma perna, então não há meias, em vez de darem espaço ao rapaz, metem-no na toca da fera, grande táctica.
É aqui que entra Nossa Senhora, um golo, os Dinamarqueses querem humilhar como os portugueses fizeram no primeiro jogo, a ganhar , estúpidos, continuam a correr .
E deixem, meio milagre para a próxima quarta feira, com sorte vai ser preciso!
Volto no fim do jogo com mais uma crónica FUTAventar!
UMA SELECÇÃO MISTA
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PORTUGAL/BRASIL – DINAMARCA
Não é a prim
eira vez que Portugal utiliza atletas nascidos em outros países como se fossem nados por cá. Várias são as modalidades em que isso aconteceu ao longo dos anos. Para tal só foi necessário verificar que se tinham naturalizado.
Um dos casos mais conhecidos foi e é o de Francis Obikuelo, que nos deu medalhas e reconhecimento internacional.
Também no futebol tivemos alguns. Nos anos sessenta dois jogadores do Sporting, e mais tarde um jogador do Boavista. Qualquer um destes três não terá feito mais que três ou quatro jogos pela nossa selecção.
Mais tarde apareceu Deco e depois Pepe, que já têm à sua conta bastantes jogos pelos portugueses. Agora é a vez de Liedson. Este, como os dois anteriores, foram chamados à naturalização por necessidades da equipa Portuguesa. Era necessário tapar buracos existentes na formação de futebol, onde não existiam jogadores nacionais de categoria.
Não foram chamados à selecção Portugueses naturalizados, antes, foram naturalizados Portugueses, para poderem ser chamados à selecção.
E é por essa razão que o meu desacordo surge.
Para além disso, vamos verificar no próximo jogo com a Dinamarca, e depois ainda e também nos outros, que mais de vinte e cinco por cento dos jogadores titulares, são estrangeiros naturalizados. Não será isto o desvirtuamento do que deveria ser uma Selecção Nacional?
Será que já vale tudo? Os fins justificam os meios?
Assim, a nossa selecção mais parece uma parceria Portugal/Brasil.
No próximo jogo com a Dinamarca, a verdade (será que ela interessa) será desvirtuada.
Provavelmente muitos outros países utilizam esta técnica para suprir faltas nas suas equipas, mas, porque eles fazem mal, nós temos de o fazer também?
Sérgio Conceição, Scolari, a Nike e o azeite
Numa entrevista telefónica ao jornal i, Sérgio Conceição agita o frasco e o azeite começa a vir ao de cima:
Estive nove meses, mas a primeira reunião dos capitães – eu, Couto, Figo e Rui Costa – foi suficiente para o entender. Chamou-nos à parte e disse-nos que estava ali para treinar a selecção e dar o salto para um grande europeu.
Mas estamos a brincar ou quê? Mas que é isto? Um homem na selecção, que deve ser um privilégio, o maior privilégio, e ele só pensava em sair para um grande da Europa.
Mas brincamos ou quê? Falava em seriedade e disciplina. Aliás, afastou carismáticos, como Baía e João Pinto, com base na disciplina.
Isso é tudo muito bonito, mas ele não aplicava a regra. Nos almoços da selecção, a mesa dos jogadores é sempre maior que a dos treinadores, porque há mais jogadores que treinadores. Com o Scolari, não! A nossa tinha 18/20 pessoas.
A dele era maior. Mas estamos a brincar? Mas estamos onde? Ele levava os amigos brasileiros, os amiguinhos da Nike. Sim, porque ele é patrocinado pela Nike e entre um jogador da Nike e um da Adidas, escolhia sempre o da Nike.
Mas depois, lá vinha com a lengalenga da disciplina.
Então mas eu, que nasci em Coimbra, em Portugal, deixo-me ficar? Numa situação destas, deixo de agir? Mas estamos onde, pá? Que é isto? Ele ganhou o quê? Foi a uma final em casa e perdeu-a [Euro-04]. Mas há mais.
Há mais há, a ler na íntegra.
FUTAventar – nacional sportinguismo
Como eu tinha, superiormente, aqui aventado préfigurando o embate na pérola do Atlântico, o leão julgava que a crise tinha acabado e quando deu por ela (a bola) estava dentro da baliza.
Só se apercebeu que o árbitro apitava por tudo e por nada, quando aos vinte minutos de jogo foi pela primeira vez à baliza contrária. Aí ficou tudo esclarecido, o senhor do apito não deixava o sporting aproximar-se da área adversária. É pá, diziam os mais bem intencionados ou os mais nabos (normalmente são os mesmos)o gajo até apita a nosso favor! Pois apita, para travar as nossas investidas, assim passamos o jogo a marcar livres a 40 metros da área dos nacionais.
A perder por 1 a 0 a nossa equipa carregou olimpicamente o acelerador, remetendo toda a equipa adversária para a frente da baliza e só não marcou dois ou mesmo três golos porque o senhor do apito, fez vista grossa a um penaltie e a vários livres junto da área que sendo marcados pelos nossos especialistas “cantariam na gaiola” inapelavelmente!
As vítimas ( todas as equipas que se atravessam no caminho vitorioso do Leão) podem contar já no próximo jogo com o Caicedo e com o Matias que por razões tecnico-tacticas não jogaram hoje.
Parabéns, pois ao Nacional pelo empate, que é a todos os títulos um grande resultado, tendo em vista a evolução no gramado de ambas as equipas com prepoderância evidente em todos os vectores do campo pela equipa verde que ficou a dever a si própria um resultado muito mais dilatado e mais condizente com o que se passou no relvado bem tratado do Nacional, numa tarde amena a dar para o calor mas que permitiu um ritmo de jogo bastante competitivo, assim fosse o resto do país, mas não estraguemos tão bela ocasião a falar de coisas tristes e para já vamos na frente.
Luis (Roch em back)
A invenção de Scolari

Scolari inventou uma «coisa» chamada Ricardo. Diz que é guarda-redes. Diz que também sabe marcar grandes penalidades sem luvas!
Pois esse tal de Ricardo, que um dia sonhou ser melhor do que Vítor Baía, mesmo sem nunca ter ganho nada, acaba de ser dispensado por uma obscura equipa da II Liga de Espanha. Apenas um ano depois de o seu inventor, Scolari, ter desinfectado do nosso país.
E agora, quem lhe pega? O criador não quer dar uma mão à criatura?
Apontamentos & desapontamentos: o insustentável peso do futebol
É frequente em contextos de crítica social, económica ou política, surgir a alusão à síntese de Juvenal, panem et circenses, – locução latina que significa «pão e espectáculos de circo». Juvenal caracterizou com estas palavras a situação de decadência que o Império atravessava, substituindo-se uma política de medidas favoráveis ao povo, pela demagógica dádiva de pão e de divertimentos gratuitos. Juvenal – poeta latino nascido em Aquinum, Apúlia cerca do ano 60, foi o autor de «Sátiras», textos que opunham à Roma dissoluta da época a imagem da República, justa e íntegra, idealizada por Cícero e por Tito Lívio. Se substituirmos o pão pelas «medidas» sociais dos governos (as obras e reformas anunciadas antes dos períodos eleitorais) e se pusermos no lugar do circo o futebol, temos um quadro perfeito da situação sociopolítica portuguesa – Dois milénios depois, a receita denunciada por Juvenal continua a funcionar, em Portugal e não só.
O futebol é um dos meus desapontamentos. Gosto muito de ver jogar futebol, sobretudo quando é bem jogado, embora como conversa não seja dos meus assuntos preferidos. Por mais voltas que se dê, resulta sempre numa conversa tonta, na melhor das hipóteses sobre tácticas, na pior, trazendo à superfície facciosismos clubísticos, quando não mesmo frustrações de outra espécie – futebol é mesmo para jogar ou para ver jogar. No entanto, ganhou tal peso que se transformou num tema incontornável. É interessante ver políticos, economistas, cientistas, escritores, a recorrerem a metáforas futebolísticas para explicar pontos de vista das suas áreas. O que já não tem tanta graça é o que o futebol custa aos contribuintes. É um peso insustentável para os nossos fracos recursos.
Moro perto de uma pequena vila no litoral Oeste. Há umas semanas, no «meu café», havia um clima de excitação – o presidente do clube de futebol tinha entrado em greve da fome porque, sendo avalista da colectividade, ficara com uma dívida pessoal às costas – dois milhões de euros, correspondendo ao passivo acumulado do clube. A greve de fome era uma forma de protesto contra o presidente da autarquia que terá prometido apoios que não cumpriu. O homem está em vias de ver todos os seus bens penhorados, ficando, ele a mulher e os filhos sem nada. Ao cabo de nove dias, a greve foi interrompida com o grevista a entrar nas urgências de São José em perigo de vida. Espera que o Município, o Governo, seja quem for, encontrem maneira de ele, cujo crime foi gostar de futebol e ser crédulo, não ficar sem os seus bens. Senão, ameaça recomeçar a greve da fome. Mas dá que pensar, um pequeno clube e que, mesmo assim, acumula um passivo de dois milhões de euros. Ignoro que apoios o município terá prometido, o certo é que, pelos vistos, não os cumpriu.
Apesar de tudo, esta é uma autarquia sem escândalos assinaláveis (o que já em si é assinalável). O caso mais marcante sobre o «sentido de justiça» deste autarca, no poder há vários mandatos, foi o de, certamente por motivos políticos, se ter recusado a dar o nome de José Saramago à escola secundária. Porém, deu (modestamente) o seu próprio nome à maior estrutura do concelho, o parque polidesportivo, onde não falta um estádio com relvado sintético e pista de tartan, pavilhões, piscinas, courts de ténis… Referira-se que, após a pressão de alunos e professores, foi forçado a dar o nome do Nobel à escola. Adiante.
Os pequenos clubes, como o da minha vila, não têm geralmente equipas que se destaquem. Mas isso seria mais do que secundário se promovessem o desporto, particularmente entre os jovens. Não conheço a situação particular do grupo de futebol cujo presidente entrou em greve da fome, embora me pareça que a dívida tem a ver com obras que se fizeram nas instalações e com os juros do empréstimo bancário que a colectividade contraiu. Não é o caso típico de endividamento para contratar jogadores profissionais ou semi-profissionais em geral estrangeiros ou portugueses em fim de carreira. Do mal, o menos.
No debate «Democracia e Corrupção», realizado em Constância há cerca de dois anos, falou-se do papel do futebol na criação de climas favoráveis à corrupção. Maria José Morgado comparou o combate que no nosso País se trava contra a corrupção com a luta que a justiça italiana move à Máfia. Defendeu a adopção de reformas institucionais que garantam o exercício de cargos políticos com transparência. É óbvio, até para os leigos como eu, que a Justiça não dispõe de instrumentos que lhe permitam lutar com eficácia contra o crime e a corrupção, dotados de tudo o que necessitam para ser eficazes. Que dizer da situação anómala das escutas telefónicas. Ouve-se pessoas responsáveis a combinar resultados de futebol, o crime está ali mais do que provado e documentado, mas pelo pormenor processual de que as escutas não foram previamente autorizadas, a prova é considerada nula e os criminosos ficam a rir da Justiça, de quem os acusa, de quem os critica. Também nos diz muito sobre a natureza humana a massa apoiante que estes autarcas corruptos têm. Tal como acontece com a corrupção no futebol – os corruptos são defendidos pelos adeptos com unhas e dentes. Sobretudo se a corrupção deu frutos, ou seja campeonatos. Voltamos atrás: a corrupção nas autarquias se for acompanhada de apoio aos clubes de futebol, tem o apoio da população. A corrupção encontra no futebol um bom local para nidificar. Se a Justiça funcionasse com maior celeridade e eficiência, talvez se pudesse começar a erradicar os males que o futebol enquistou na sociedade portuguesa – as pequenas e grande máfias que giram em torno dos clubes, a escumalha das claques, alfobres de marginalidade onde a droga e o neo-nazismo, por exemplo, se encontram e acasalam, gerando híbridos monstruosos – tráfico de droga e de pessoas, redes de pedofilia… Os negócios ínvios que, autarcas e presidentes dos clubes fazem, são um caldo mafioso e sinistro que vive sob os tapetes relvados onde, ainda por cima, se joga cada vez pior.
Pão e circo? – Mas que pão, mas que circo!
FutAventar – O fora-de-jogo explica-se como?
A mãe do meu filho nunca tinha entrado num campo de futebol. No outro dia, um amigo meu, benfiquista dos sete costados, arranjou uns bilhetes e fomos todos ver o Benfica/Braga.
Dois penalties a favor do Braga não marcados e o golo da vitória benfiquista em fora de jogo.
Estavamos mesmo “no enfiamento” da área bracarense quando aconteceu o golo, pelo que foi fácil ver que o David Luiz estava em fora de jogo. O pessoal que não percebe de bola pediu imediatamente explicações, o que era isso do fora de jogo. A Lurdes então, não atinava, passou a ver fora de jogo em todos os lances, e como eram os avançados do Benfica que jogavam para aquele lado, a malta fazia um escarcéu sempre que ela gritava fora de jogo.
Bem, vem a segunda parte, e mudam as equipas de campo, com o Braga a atacar para o lado onde nós estavamos. Foi o bom e o bonito. A Lurdes continuou a gritar que era fora de jogo, e o pessoal à volta, passou a aplaudi-la, os mesmos que na primeira parte a mandavam calar.
Eu ainda tentei explicar-lhe, mas como é que se explica que o fora-de-jogo é sempre a nosso favor?
FutAventar – Nacional – Sporting
Isto tem que ter regras. A única, no caso do Sporting, é que joga sempre fora de casa, tal é a ladroagem. Por isso, neste meu cantinho de justiça cega, o Leão vem sempre no lugar do roubado.
No próximo Sábado, e fazendo o lançamento do jogo, é preciso não esquecer que o menino, presidente do Nacional, é o gajo mais anti-Sporting existente à face da terra. Não é, pois de estranhar, que o árbitro seja a condizer. Este senhor desviou o Pepe da Academia de Alcochete e levou-o para as Antas. Desde a água do banho (não vai haver gás) até à aterragem naquela “memorável” pista, tudo vai ser mexido nos bastidores.
O Sporting, apesar de tudo estar contra e dos dois penalties que vão ficar por marcar, vai ganhar por 3 a 0, com dois golos antes do intervalo e um já ao cair da partida, que é para dar algumas esperanças ao Tio Alberto João.
O Caicedo (cai cedo mas levanta-se depressa) vai dar “poncha pelas barbas” aos nacionalistas e os dragões vão perceber que o HULK é um dragão sem fôlego quando comparado com esta força da natureza.
Já falei com os directores que me disseram que o Paulo Bento vai deixar o Losango e vai passar a um quadrilátero, isto apesar de eu os avisar que é melhor irem ao livro da quarta classe, não vá esta merda da geometria nos passar alguma rasteira.
E, caros amigos, como é timbre dos “lagartos”, sou o primeiro a contribuir para esta rúbrica de “ver futebol como um ceguinho”, isto é, com toda a objectividade, porque um gajo que não vê não pode ter nenhuma subjectividade, como é óbvio e só os andrades é que não vêm isto. E depois vêm para cá com aquela coisa dos “tretas” campeonatos, que o João Paulo (embora sendo do outro lado da circular) sempre vai vendo alguma coisa.
Então um abraço, cambada!
Luis “Rock em back”
Análise aos Três Grandes: os treinadores (4)
Os treinadores dos três grandes são portugueses e profundamente conhecedores do nosso futebol.
Jesualdo Ferreira tem 63 anos (1946-05-24) e
treina desde sempre – começou em Rio Maior em 1981-82.
É um estudioso do futebol que só muito tarde, no Porto, conseguiu o reconhecimento que a sua qualidade já merecia há muito tempo. É profundamente metódico e apesar de ser benfiquista, consegue ser um treinador à porto com aquele ar de chateado que quase sempre transporta.
Jesualdo é a prova que, nos dias que correm, qualquer um se arrisca a ser campeão no Porto.
No Porto tem apostado num 4-3-3, sendo que em alguns momentos tem procurado moldar a equipa a um 4-4-2 que o torne mais sólido nos jogos europeus.
Não está tão condicionado pelos resultados como os seus adversários e isso, só por si, é uma das enormes vantagens que o Porto tem. É, à luz dos resultados, o melhor treinador aqui em análise.

O Paulo Bento vale pela forma como consegue lidar com um clube que se recusa a existir – não há dinheiro, não há vícios e não há jogadores. Mas, ele, convicto, continua para a quinta época à frente do Sporting. Como notas positivas os segundos lugares e a forma como organiza a equipa. Como notas menos positivas a cegueira conservadora à volta do 4-4-2 em losango e a recusa em ver que o Sporting tem que vender avançados… E para isso tem que os colocar a jogar – ninguém dá milhões por médios defensivos.
É o treinador certo no clube certo.
O Jorge Jesus é o treinador que os Benfiquistas queriam.

É adepto confesso do Belenenses, fez a formação enquanto jogador no Sporting e nos anos 90 começou por treinar o Amora e depois o Felgueiras, onde, vestido de preto, começou a aparecer aos olhos do grande público. São quase vinte anos de trabalho sempre ascendente, em termos de clubes, que culmina com a chegada ao Benfica.
Muito se diz e escreve sobre ele – que é fantástico na abordagem táctica dos jogos, que analisa os adversários como ninguém. Fala-se também das dificuldades oratórias, mas à beira do João Pinto (Broas) é um Doutor!
Parece que vai apostar num 4-4-2 em losango, com uma pressão alta muito forte e a pré-época parece mostrar que está no bom caminho.
O que falta saber é como vai reagir à adversidade – o que vai acontecer quando o benfica perder? Essa é uma vantagem do Jesualdo, que os resultados do Benfica não permitem ao Jesus.
A estabilidade do Porto pode ser o segredo do sucesso e por isso coloco o Jesualdo à frente do Jesus e muito atrás o Paulo Bento.
Super-Liga: uma selecção dos 3 grandes
O Aventar continua a analisar o plantel dos 3 Grandes do nosso futebol.
Desta vez a intenção é fazer duas equipas, com jogadores dos 3 clubes: uma equipa a jogar em 4-4-2 losango e uma outra a jogar em 4-3-3. A ideia é ver que equipa dará mais jogadores a estas duas selecções:
Na baliza da equipa 4-4-2 temos o Helton. Na direita o Maxi e à esquerda o Caneira. No meio teremos o Luisão e o Bruno Alves. O número seis será o Javi Garcia. Na direita entra o Ramirez, na esquerda o Rodriguez e na posição 10 o Aimar. Na frente o Cardozo e o Liedson.

Na equipa para o 4-3-3 teremos na baliza o Quim, na direita o Fucile e na esquerda o David Luiz. O Polga e o Rolando seriam os centrais. Na posição 6 colocaria o Raúl Meireles, na direita o Moutinho e na esquerda o Vukcevic. Os avançados seriam o Di Maria, o Hulk e o Saviola.
Será que teríamos um campeão com alguma destas equipas?
O BENFICA aparece com 10 jogadores.
O Porto com 7 craques e o Spoting com 5.
Também neste aspecto o Benfica parte mais forte.
O plantel dos 3 grandes: os Avançados (3)
Depois dos defesas e dos médios chega o momento de analisar o plantel dos três grandes na perspectiva dos que jogam mais à frente – os avançados.
Tal como escrevi no post anterior, o Porto tem jogado com um sistema 4-3-3, enquanto o Benfica e o Sporting jogam num 4-4-2, com os médios em losango.
Assim, teremos 3 posições para analisar no Porto e duas nas outras duas equipas.
O BENFICA tem um conjunto de avançados muito forte – o Cardozo e o Saviola parecem ser os titulares, mas o Weldon e o Keirrison prometem ser boas alternativas.
Devo, a bem da minha condição de sócio do Benfica, incluir nesta parte o Nuno Gomes e o Mantorras. Este último é uma espécie de bobo da corte que anima o povo quando o povo está triste. Eu sei que parece um exagero, mas não vejo outra utilidade ao Mantorras – como profissional de futebol não deveria ter lugar no plantel do Benfica. O Nuno Gomes… é um avançado que nenhum Benfiquista simpatiza muito. Parece que joga, mas não marca… Parece que é médio, mas é avançado. Os portistas têm um especial carinho por ele – como eu os entendo – só tive pena que não tivesse vindo com um Sokota para o Porto: teriam sido uma dupla temível.

Se o Benfica parece bem servido, o Sporting tem, mais uma vez neste sector, um plantel muito escasso. Tem o Liedson que nos últimos anos marcou sempre muitos golos (17, 11, 15, 15, 25, 15). Com ele deverá fazer dupla o Caicedo que parece ser um avançado muito poderoso. As alternativas são muito fraquinhas: o Djaló será uma eterna promessa, na linha do Postiga que nunca foi o que prometia. O Sporting neste sector, mais fraco que o Benfica.

O Porto apresenta na frente de ataque um jogador fantástico: o Hulk. Apesar das montagens do Aventar, a verdade é que ele ainda continua no Porto e promete ser o “caso” deste campeonato. É o jogador de faz a diferença e se conseguir ser mais regular poderá levar o Porto ao Penta – por outro lado ficamos também com a sensação de que são mais os falhanços que os acertos, caso contrário já teria havido milhões para o levar, ou não? Com ele fará tripla o Rodriguez e o Varela, sendo que o Mariano e o Falcão podem entrar nestas contas.
O Falcão é um adiado argentino cuja folha de serviço regista apenas o interesse do Benfica nele – nos tempos que correm, isso faz dele um jogador bom para o Porto.
Se o Rodriguez e o Hulk fizerem o que está ao seu alcance penso que o Porto terá boas condições de voltar a ser campeão.

Em síntese, na linha avançada iria atribuir um 4 ao Porto e ao Benfica, dando um 3 ao Sporting.
Na defesa tinhamos esta pontuação: o Porto com 13,5 pontos, o Benfica com 12,5 e o Sporting com 10,5.
No meio-campo o Benfica com 10 pontos, o Porto com 6 e Sporting com 7.
Feitas as contas:
– Porto: 23,5
– Benfica: 26,5
– Sporting: 20,5
Voltarei com um outro ângulo de análise – que jogadores queria de cada uma das três equipas… Para um plantel campeão.
O plantel dos 3 Grandes (2): os médios
Depois da análise aos que defendem, avanço para os do meio, os que não são nem carne, nem peixe. Aqui a análise complica porque as equipas jogam com esquemas diferentes e as posições são diferentes… mas aqui fica uma análise possível.
O Sporting e o Benfica jogam com 4 médios, em losango. O Porto joga com 3. Nos de Lisboa, 3 dos médios deverão também ser fortemente ofensivos. Um dos 3 do Porto também.
O antigo trinco, hoje o 6, do tipo box-to-box, pode ir do trauliteiro Petit ou Paulinho Santos ou Oceano… até ao Makekeke, por exemplo. O Porto apresenta o Fernando e a alternativa é desconhecida, sendo que o Meireles pode dar aí uma perninha. No Benfica há um internacional espanhol que quer mostrar serviço, mas ainda não convenceu – faltoso e perde muitas bolas. No Sporting teremos o Roca e em alternativa o Veloso. Não me parece que esteja aqui grande diferença entre as 3 equipas e ambas (as 3 eeheh) mal servidas. Nota 2 para todos. Se o Raúl Meireles se tornar um realmente box-to-box então, aí sim, teremos um grande jogador.
Os médios alas no esquema 4-3-3 terão que ser mais defensivos, enquanto no 4-4-2 poderão ser mais de cobertura ou não… Com o Paulo Bento os médias ala (posição 7 e 8 ) terão que ser posicionais – ele vai jogar com o Moutinho e o Veloso.

Com Jesus, o Di Maria e o Ramirez são muito extremos e pouco posicionais. Ou seja, o que parece ser uma táctica igual tem estratégias completamente diferentes.
Numa equipa que quer ganhar penso que faz mais sentido a opção de Jesus do que a do Paulo Bento. De igual modo penso que o Mountinho joga melhor no meio, a 10, do que nas linhas.
Nas alas as alternativas no Benfica serão escassas, mas não me parece que nos clubes rivais também possa haver mais opções.
Voltando ao Porto, depois do Fernando temos o Raúl Meireles e o Belluci. O Raúl transforma-se a cada dia que passa num enorme jogador e não tem igual no plantel dos 3 grandes.

O Belluci ou cresce…ou desaparece. É dos que encanta as bancadas e irrita o mister.
A posição 10, no Porto o Belluci, no Sporting o Matias e no Benfica o Aimar: creio que o Benfica leva vantagem porque tem o jogador mais experiente, mais adaptado e de maior qualidade.

As segundas linhas: no Sporting não existem. No Benfica temos o Carlos Martins. No Porto?
Assim, diria que na posição 6 temos nota 2 para todos. O Benfica é mais forte nas alas – nota 4 para as opções Di-Maria e Ramirez e nota 2 para o Sporting. Nota 4 para o Aimar e o Raúl Meireles e 3 para o Matias. No meio-campo o Benfica está mais forte do que a concorrência – 10 pontos. Porto com 6 e Sporting com 7.
Tretacampeão
SLB papado, ou melhor, hackado

O link é este (aproveitem que estas coisas não duram a tarde toda). A “notícia” é esmagadora. A demissão de Pinto da Costa é já a seguir.
O plantel dos 3 Grandes
Car@ leitor,
se me permite vou tomar a liberdade de dar uma de entendido na bola e procurar perceber o que pode acontecer no campeonato de futebol deste ano. Reconheço, claro, que uma das intenções do post é chatear o Dalby.
E o primeiro ângulo de análise será o dos jogadores, por posição, porque, em última análise, são eles que ganham os jogos.

Na baliza o Porto tem o Helton e o Beto. O Benfica o Quim, o Moreira e o Júlio César. O Sporting tem o Rui Patrício.
Creio que a primeira opção em cada um deles não deixa ninguém em grande vantagem, mas considero que o Rui é o menos competente dos 3 titulares (Helton e Quim). Em termos de segunda opção o Sporting está claramente mais fraco e por isso daria nota 3 ao Porto e ao Benfica. Nota 2 ao Sporting.
A defesa das três equipas tem 4 homens. Na ala direita o Porto deverá apresentar o Fucile, o Benfica o Maxi e o Sporting o Pedro ou o Abel.
Penso que o Fucile e o Maxi estão ao mesmo nível e claramente acima de qualquer uma das opções verdes – o Pedro Silva é de luas e o Abel é muito fraquinho: defende mal, não ataca e a bancada é o destino dos cruzamentos. A segunda opção do Porto – Miguel Lopes – é melhor que a do Benfica (inexistente porque falta ver quem se vai adaptar e como…). Nota 3,5 para o Porto, 3 para o Benfica e 2 para o Sporting.
Do lado esquerdo o Benfica apresenta uma novidade argentina, Shaffer, que defende mal e ataca bem – quem o conhece diz que é jogador. Não vi o Álvaro Pereira do Porto jogar. Pelo que li tem estado bem. A alternativa no Porto será o Fucile e no Benfica o David Luiz. No Sporting temos o Caneira e o Grimi. Diria que o Caneira não compromete e face ao desconhecimento que tenho das novidades da concorrência, daria um 3,5 ao Sporting e um 3 aos rivais.
No centro da defesa temos uma luta renhida:
– Porto: Bruno Alves e Rolando. Suplentes serão o Maicon e o Nuno Coelho.
– Sporting: Carriço e Polga. Tonel, Caneira e André Marques.
– Benfica: Luisão e David Luiz, Sidnei e Miguel Vitor.
O Bruno Alves, com os árbitro Portugueses tem uma capacidade acima de todos os outros. É mais rápido, mais agressivo e mais forte no jogo ofensivo. As alternativas no Porto parecem-me menos fortes do que os titulares. 8 golos foi o que conseguiram marcar o Bruno e o Rolando na época passada.
No Benfica, ficando Luisão, falta saber quem joga com ele: David Luiz ou Sidnei. O Miguel Vitor será a última escolha. Luisão marcou 2, David outros 2 e Sidnei 3. Claramente menos ofensivos quando comparados com o Bruno Alves. No Sporting, apenas o Tonel marcou um golo.
Em síntese, o Porto tem uma dupla inicial mais forte, mas menos banco que o Benfica. Uma vez mais, o Sporting fica atrás. 4 para o Porto, 3,5 para o Benfica e 3 para o Sporting.
O meio-campo e os avançados deixo para os dois posts seguintes. Até ao momento, temos o Porto com 13,5 pontos, o Benfica com 12,5 e o Sporting com 10,5.
Se for verdade que os campeonatos se ganham na defesa, o Porto parte em vantagem.
O drama de ser portista

Hoje em dia, ser portista é um drama, da mesma forma que, acredito, em tempos também foi um drama ser benfiquista.
O problema é que as vitórias e os troféus sucedem-se a um ritmo avassalador. Já não há tempo para saborear as conquistas, para chorar de emoção, para agradecer a quem nos dá tanta felicidade. Uma felicidade que, por se ter tornado rotineira, relativizou-se. Quando são sofridas, as vitórias sabem melhor.
O último Domingo é o melhor exemplo do que acabo de afirmar. Ante a conquista de mais uma Supertaça, fiquei contente. Apenas isso. Encolhi os ombros, disse «mais uma» para mim próprio e rapidamente comecei a pensar noutra coisa.
Felizmente, na véspera, o Benfica conquistara a «Eusebio Cup» e, aí sim, viram-se festejos a sério, dignos do maior espectáculo do mundo que é o futebol. Pessoas que roíam as unhas e deitavam as mãos à cabeça, outras que se abraçavam de forma esfusiante, enfim, festejos de alguém que parecia ter ganho a Liga dos Campeões. São momentos como esses que me fazem acreditar na beleza de um desporto que nunca há-de cair na rotina e na monotonia, por mais que os de azul e branco teimem em não me fazer a vontade.
O Aventar na Volta – Caldas – Castelo Branco
Duas cidades importantes na minha vida. Fui viver com o meu pai e com o meu irmão para Caldas da Rainha com 5 anos, andei na pré-escola junto do mercado do peixe, o que era uma porra porque me obrigava a subir uma rua bem empinada.
É uma cidade linda, com o Hospital termal e com aquela frondosa mata e belo jardim, onde se pode visitar o Museu de Bordal Pinheiro. As sua redondezas são do mais bonito que há em Portugal, desde Óbidos, uma cidade parada no tempo em termos urbanos, única no mundo, líndissima. Para o outro lado temos São Martinho do Porto, óptima praia, mais além Alcobaça com o seu maravilhoso Mosteiro e depois toda a história ligada aos Benedetinos, com quintas, moinhos, poços e ribeiras com a sua sabedoria que ainda hoje nos encanta.
Para Castelo Branco e a descida e as curvas de Vila Velha de Rodão, com os ciclistas a rodarem a 90 Kma/hora e que terminam na entrada do tabuleiro da Ponte, com a vista maravilhosa sobre as Portas do Sol, onde o rio acorda do seu preguiçar. Depois é pelo meio de terrenos que não respondem ao desejo do Homem de lhes plantar eucaliptos , que se corre para a cidade, hoje servida de uma bela autoestrada.
As recordações começam logo quando o pelotão, qual comboio, apanha os 5 ciclistas fugidos já sobre o Montalvão, terreno sagrado onde este vosso amigo foi rei de futebol descalço. A entrada da cidade faz-se por uma avenida bonita e larga que não havia no meu tempo, ali só havia a casa da Manela que eu adorava mas que o irmão, o Jorge, dito meu amigo não me deixava namorar. Ainda hoje não lhe perdoei. Era linda de morrer.
Não faço ideia de quem ganhou, já estou com os azeites…
O aventar na Volta – O campeão Fernando Moreira de Sá
Lembro-me dos meus tempos de miúdo a volta era uma epopeia. Desde logo porque “os forçados da estrada” era esta a ideia que se tinha deste desporto, arrancavam de manhã e depois só se sabia deles por volta da uma da tarde.
Com um bocado de sorte conhecia-se o vencedor e as classificações às 19 horas, as surpresas das desistências, as fugas de 100 kms a lutar sozinho. Um dos que fazia destas fugas era “o velho Venceslau” (já naquela altura era assim tratado por causa daquele ar sofrido ) o pai da campíonissima Vanessa, eram pouco mais de trabalhadores rurais e da construção que se lançavam à aventura.
Já mais tarde, na vida militar, um dos soldados do meu pelotão era um conhecido corredor a quem eu dava umas baldas para ele poder treinar. Quando voltou da volta metia medo e dó. Não era branco e magro. Era transparente. Drogas todos os dias durante os 15 dias da volta. Dizia-lhe eu, mas não ganhaste em Abrantes, levavas uma mão cheia de minutos de avanço no ínicio da subida (uma subida dificil à entrada da cidade)e ele, saltou-me a pedaleira, saltou nada o que é que se passou? e ele não podia ganhar ía ao controlo e era apanhado.
A partir daí tenho uma relação amor/ódio com este desporto. É um desporto que eu jamais conseguia praticar (falta-me tudo, coragem, capacidade de sofrimento…) mas é muito bonito. As emissões do TOUR são uma fantástica viagem pela França, uma propanganda extraordinária ao país. Não perco uma.
Depois o desporto evoluiu muito, hoje temos atletas muito bem preparados, com óptimas máquinas (muito longe das velhas pasteleiras) muito bem apoiados médica e tecnologicamente, a ponto de o Director saber pelas informações do ritmo cardíaco se o atleta pode ou não continuar no esforço ou se tem que abrandar.
O problema é que fazem 200 Kms, sobem 3 montanhas e fazem 45kms /h, após 5 horas em cima de uma bicicleta e no outro dia outro tanto, e isto por mais que me expliquem eu não consigo entender.
Dormem uma noite sossegada, tomam banho, fazem uma massagem e comem quilos de esparguete com um bife e no outro dia estão como se fossem “recarregados ?
Desculpem mas não consigo perceber!
PS: Ontem fui à volta aqui em Lisboa depois jantei e enfrasquei-me, andei “de bar em bar” como na célebre canção do Toni de Matos, a polícia às três da manhã estava á espera do pessoal, uma hora na fila, vai embora que já tens idade para ter juízo. As docas de Alcãntara estão um “must”!
O Fernando Moreira de Sá foi um muito antigo vencedor da volta. Como vêm o Aventar não brinca em serviço. Já é aventador!
Este ano, Paulo Bento Cai Cedo
Apesar da vitória no jogo de hoje e consequente acesso à Liga dos Campeões, a margem de manobra de Paulo Bento como treinador do Sporting começa a reduzir-se cada vez mais. O que é de espantar, no terceiro clube português e crónico candidato ao título, é que esteja há quatro anos sem ganhar nada de realmente importante e, mesmo assim, mantenha sem discussão um treinador que, ao fim de todo este tempo, vem queixar-se da falta de entrosamento da equipa.
Para os dirigentes do Sporting, mais preocupados com o negócio do que com a vertente desportiva, parece que ficar em segundo lugar no Campeonato chega perfeitamente desde que dê acesso à Liga dos Campeões. Vai dando. Até ao dia em que deixar de dar.
Um golo é como um orgasmo
E é por isso que os “velhos” da FIFA e da UEFA querem acabar com os festejos.
Já não têm, nunca tiveram, não se lembram, têm ódio a tudo o que é alegria e juventude. Para eles só é necessário o negócio, tudo o que esteja a mais é irrelevante!
Os marcadores de golos já não podem tirar a camisola, levam com o amarelo, mostram o físico o que pode desencadear “a luxuria” em almas mais sensíveis. Agora estão a preparar o pagode para não deixar que se celebre o golo, com abraços, rezas, joelhos no chão, sair do campo…
Devagar, devagarinho ( sempre assim, sem dor…) vão tirando a alegria às pessoas, pode lá ser, eles estão nos camarotes, parece mal dar saltos (bem sei que não podem por causa das articulações, mas eles julgam que é por serem importantes) e o “rebanho” cá em baixo louco de alegria, a esquecer o dia duro e o trabalho árduo, o mês cada vez maior e o vencimento cada vez menor…
Se fosse possível não havia golos, eles, os “cérebros” acabado o jogo juntavam-se e decidiam quem ganhava. Quantas vezes marcaram canto, livres, faltas? Entraram compostinhos e foram aplaudir o público e curvaram-se na nossa direcção?
E, já agora, pergunto eu, não é melhor acabar com aquela coisa dos calções e das pernas ao léu?
E as amantes que suas excelências têm dois camarotes abaixo? E as contas na Suiça ? (não é piada…) e as comissões das compras e vendas?
Não seria melhor deixarem o golo e a alegria em PAZ?
O Mestre da Táctica
Uma defesa coreácea, um meio campo cheio de jogadores exímios a trocarem a bola entre si, um avançado grande e com um bom pontapé, dois laterais rápidos, eis o segredo de Jesus.
Depois é apostar na velocidade de Di Maria, de Saviola e na orquestração de Aimar. Parece um carrocel e a dar frutos. Os médios entram de trás para a frente, nas costas da defesa adversária, preocupada com o gigante Óscar.
Já viram isto ? Pois já, pensem bem e lembrem-se de quem ganhou tudo o ano passado. Exacto o Barcelona, era assim que jogava.
E quem é o “mestre” da táctica ? O Guardiola !
PS: Este texto é dedicado ao Ricardo e ao Fernando retintos azuis portistas o que os impede de apreciarem as subtilezas de um belo espectaculo.
Os poetas do defeso desportivo
A minha época desportiva preferida é o ‘defeso’. É a fase divertida de transferências, dos reforços, da mudança de treinadores, do início dos treinos, dos diversos elogios, dos jogos de preparação que não contam para nada, sobretudo das esperanças crescentes. A esperança de ganhar o campeonato, de chegar às competições europeias, da manutenção, enfim, a esperança que se mede à dimensão de cada clube. É a fase do ‘estado de graça’, aquele momento em que as coisas boas são elogiadas e aplaudidas e em que as coisas más são perdoadas e facilmente desculpadas com o facto de ser o início da época.
Os problemas, as críticas, as desilusões e os desapontamentos vêm mais tarde. Aquele médio que parecia dos melhores que desfilaram pelos relvados nacionais afinal não passa de um jogador fraquinho. O avançado goleador é, quando muito, adequado para o campeonato de Malta. O defesa implacável dos primeiros dias saiu um triste ‘passador’.
Vacinado por muitos ‘defesos’ desportivos, prefiro ver a questão pelo lado lúdico. A falta de tempo mas, acima de qualquer outra razão, a falta de paciência, levou-me a deixar de lado os jornais desportivos. Olho para a primeira página e já está. É raro o dia em que não haja grandes pérolas editoriais. Mas nesta altura do ano ainda ganho coragem para folhear e, por vezes, até fico contente por isso. A sério.
São raras as notícias negativas, os dirigentes aparecem menos vezes, os treinos são, na maior parte das vezes, de portas abertas e analisados com grande rigor. Desde a evolução dos futebolistas até às paragens que os treinadores impõem para dar indicações ou fazer correcções. O mesmo acontece nos jogos de preparação.
Não raras vezes, por entre um arrozoado de palavras que pouca ou nada dizem mas que são necessárias para ‘encher’ as páginas, lá encontramos um poeta. Tentem ler as ‘notícias’ dos jornais desportivos num dia comum e vão descobrir uma mão cheia de potenciais Pessoas.
Querem um exemplo? Vítor Queirós, do jornal A Bola, proporcionou-me esta semana um desses momentos poéticos:
Lindo, não é?
Jorge Jesus a correr com os jogadores
Todos sabemos que Jorge Jesus tem um feitio difícil, traduzido numa relação tumultuosa com muitos jogadores ao longo da sua carreira.
Por isso, ao vê-lo correr com os jogadores durante os treinos, é impossível não pensar que, mais cedo ou mais tarde, serão os jogadores a correr com ele.
Benfica, a Joana já não mora aqui
Pois é, meus amigos “andrades”, ganhar taças e campeonatos sem oposição acabou.
Isto já não é da Joana, acabou, terminou, adeus tetras e pentas, tris, dobradinhas e mesmo à tangente. Terminou, ponto final, paragráfo!
Não há Paulo Campos que vos salve, ela não está, não quer, “…mim não ser amigo de Joana, o Paulo Campos, telefonou mas não convidou, eu não a conheço…”
E é assim, temos o melhor ponta de lança que joga em Portugal,(é tão perfeito que até se chama Óscar ) a melhor dupla de centrais, o melhor defesa direito, o melhor centro campista (Ramires de seu nome, titular da selecção Brasileira ), um médio de cobertura que é um espanto.
Falta-nos um defesa esquerdo (agora não vão a correr avisar o prof) mas no resto temos do melhor, não precisamos de andar a desviar gente de outros clubes, como vocês fizeram com o “cebola” que ainda lhe hão-de “arder os olhos ( não sei se percebem,cebola/arder os olhos) e como o PS anda a fazer com o Bloco de Esquerda.
O BE já tinha mandado embora o Miguel V. Almeida e o PS acha que arranjou uma grande coisa, basta começarem a dizer que ele é gay, e a partir da Maia para cima o PS não vê um voto que seja. E eu faço o mesmo a partir de Vila Franca de Xira.
Por isso meus amigos não comecem agora a quererem roubar-nos os jogadores que isto não é da Joana. Vêm com desmentidos feios, feios feios, perdem na mesma o campeonato e ainda passam por aquilo que são. Uns gajos que estão dispostos a fazerem tudo para enganarem o Zé povinho, o que é muito feio.
E já agora não andem sempre a deitarem-se para o chão. Já ninguem acredita! E é feio!









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