Os jogos olímpicos no país dos pobres presidido por um apedeuta

Experimentem goglar apedeuta.

Depois da wiki definição (sem instrução, ignorante, estúpido, insipiente), dará Lula, Lula, Lula.

Apedeuta!!!!

Clamam os patetas luso-brasileiros, no balcão, cuspindo para a plateia.

O gajo que meteu o Brasil no mapa da grandes potências não teve instrução, é ignorante que chegue para distinguir um tanino de outro, estúpido quanto baste para chegar a presidente, e incipiente insipiente em tudo e  mais algumas coisas.

Grande era o Sóciólogo (não é gralha nem erro, é pura próvócação) anterior, e os nossos vícios coloniais de olharmos para o Brasil como um filho, quando é pai de uma razoável parte da nossa história, até porque a pagou durante todo o século XVIII.

Enorme é o país que se constrói com um presidente assim, que demonstra que mais vale ter um apedeuta na mão, que um Cavaco (Professor Doutor) para aturar.

O Rio não ganhou os Jogos Olímpicos por ter favelas: merece-os mesmo com elas.

Há favelas em Pequim (esconderam-nas, tal como as prostitutas), vidas piores em Londres (mas os ingleses parecem sempre civilizados, né?), em Chicago blues, e em Madrid o povodos subúrbios que apanha os comboios do 11/3.

Os Jogos Olímpicos são um espectáculo político com um bocadinho de desporto à mistura. Nesse aspecto até respeitam a tradição helénica.

Têm sempre um valor simbólico: os de Pequim assinalaram a ascensão do Império do Meio, os de Londres devem servir para marcar a decadência do império da majestade deles, os do Rio vão simbolizar uma nova grande potência económica (espero que se fique por aí).

Custam dinheiro? Mas também dão lucro, num saldo impossível de calcular por antecipação. É um investimento de retorno imprevisível, mas num país emergente, e destino turístico, parece-me um bom investimento.

O resto fica por conta do nosso paternalismo serôdio, e pelos canudos dos que apelidam Lula de apedeuta, e andam hoje com a carinha a arder, que bofetada de luva branca também dói.

rodapé: pareceu-me ver um tal de Pelé, tipo que nunca valeu um Eusébio, metido a comemorar o feito. Como o futebol nos olímpicos pouco conta espero que fosse só um figurante ou tenho de chorar pelos jogos não terem ido para Buenos Aires.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    É, claro, que só no calor da conversa é que se pode dizer que um país (com a dimensão de um continente) como o Brazil, não ganha por ter uns jogos que são vistos por milhões (muitos) de pessoas.

  2. Luis Moreira says:

    É, óbvio, que Lula é um grande presidente, um grande político e um grande Brazileiro. Menino e menina de direita não gosta dele, não. Nos mandatos dele sairam, cinco milhões de Brazileiros da miséria, mas os que não gostam dele dizem que ele só está a contabilizar o trabalho dos últimos vinte anos. Lá como cá…

  3. Tubalcaim says:

    Prezado João J. Cardoso,Se googlar apedeuta dará Lula, talvez outro motor de busca dê João J. Cardoso, porque apedeuta é quem confunde inCipiente com inSipiente.Mas não se preocupe. Burrice não tem cura, mas falta de instrução tem.Vejo você nos Jogos Olímpicos de Lisboa (ou do Porto?) em 3016!Saudações vernáculas,Tubal.


  4. Sim, enganei-me a escrever. É um erro. Está corrigido. Os meus agradecimentos Tubalcaim. Já agora, nos meus dicionários apedeuta não aparece por sinónimo de humano, que é uma pessoa que erra. Nem se aplica ao seu comentário, de quem pura e simplesmente não percebeu o que escrevi.Passe bem.


  5. […] novamente o português e escreve um título irónico: Os jogos olímpicos no país dos pobres presidido por um apedeuta, onde bate nos que chamam apedeuta ao Presidente Lula, defende o investimento nos Jogos Olímpicos, […]

  6. joaopc says:

    É uma excelente notícia não só para o Brasil como para todo o mundo lusófono. E Lula tem demonstrado ser, realmente, um grande líder no plano nacional e internacional: inteligente, pragmático, sóbrio e visionário. O oposto do folclórico e irresponsável Chavez ali ao lado, por exemplo.Agora, em relação à Inglaterra e aos ingleses é que acho que o meu amigo está equivocado. Por um lado, só diz que os ingleses parecem sempre civilizados quem nunca foi passar férias ao Algarve ou nunca viu uma manada de hooligans a passar pela rua em dia de bola. Por outro, essa conversa da “decadência do império” de Sua Majestade também se me afigura cada vez mais anacrónica e deslocada. A Grã Bretanha já ultrapassou há muito esse complexo e hoje em dia impõe-se como potência económica ou cultural (a língua!) pelos seus próprios e contemporâneos méritos. E tem certamente muito para festejar para além do seu passado colonial mais ou menos longínquo.

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