A nobre arte

Estive, mais uma vez, acordado até às cinco da manhã para ver boxe, directamente de Las Vegas.

Floyd Mayweather contra José Manuel Vasquez, o primeiro nunca perdeu é um artista “borboleta” em cima do ring tal é a sua capacidade de esquiva. Pertence a uma família de boxeurs, o pai e o tio foram grandes lutadores e o tio é seu treinador. Mais uma vez ganhou contra um boxeur corajoso que só perdeu quatro vezes, mas que não tem a técnica de MayWeather.

Despertei para o boxe com Cassius Klay, ou Mohamed Ali, um portento, com um 1,90m e 100 Kgs flutuava no ring como se fosse um bailarino, ficou célebre o combate que travou contra um gigante ainda maior do que ele, Floyd Petterson, em que este sete assaltos encostado às cordas a lever pancadaria. No fim desse assalto, o adversário não podia com um gato pelo rabo e Cassius deu cabo dele num ápice.

Sugar Ray Robinson, talvez o melhor boxeur de todos os tempos, era de uma elegância impressionante, e Hollyfield outro gigante a quem era muito dificil atingir, tal era a sua capacidade de defesa.

Tive o gosto de conhecer, aqui em Lisboa, o nosso Belarmino, um saco, que era pago para levar porrada de putos ambiciosos e de agentes mafiosos, tinha uma capacidade de encaixe extraordinária, aguentava o que fosse preciso. Falei muitas vezes com ele, era porteiro do “Sempre em Festa” e eu passava tempo a ouvir as suas histórias .

Mas no outro dia aconteceu-me uma muito boa. Esperei até às cinco da manhã para ver um combate entre Mayweather e Jim Hatte, inglês tambem imbatido, que joga sempre ao ataque tipo “rolo compressor.” O Floyd arrumou-o em cincoenta e dois segundos.

É preciso muita paixão.