Eanes, Mandela, Camões, Voltaire, Sarney e Zinn

Não, não foi Eanes (nem Mandela, nem Voltaire, nem Camões, nem Sarney). Também não foi o Damon. Sim, foi o Zinn. Exactamente: o Zinn (p. 405). O Howard Zinn.

O lado errado da história

O Canadá mandou  uma delegação  de grande peso político ao funeral de Mandela:  o actual primeiro ministro, Steven  Harper, e três antigos primeiros ministros, os conservadores Brian Mulroney e Kim Campbell, e o liberal Jean Chrétien. A Mandela, desde que saíu da prisão e acabou com o apartheid, foi oferecida a cidadania canadiana, com passaporte e toda a parafernália burocrática inerente. Era, pois, um homem a quem o Canadá amava  e a quem honrava. O governador geral não foi ao funeral porque a chefe do estado canadiano, Raínha Isabel II,  já  estava representada pelo Príncipe Carlos. O mesmo se diga da Austrália e da Nova Zelandia. A Commonwealth não é uma treta: funciona e tem poder.

Brian Mulroney, em entrevista que todo o país viu, explicou o tratamento dado a Mandela: “em todas as situações, temos de ter o maior cuidado para não ficarmos do lado errado da história”.  E disse bem, porque é importante um país ficar do lado certo. Nenhum povo gosta de ficar do lado errado. Por uma daquelas travessuras em que a política é fértil, depois de Mulroney os barões do seu partido, o conservador, trataram de tornar impossível a eleição da primeira ministra provisória Kim Campbell, uma senhora que teria proporcionado ao país um enorme salto qualitativo, graças à sua notável qualidade política e cultural, o que representou uma garantida e duradoura estagnação. O Canadá não gostou de ter perdido o comboio da história e esse mal estar é cada vez mais evidente. [Read more…]

Mandela e Voltaire

Não, não foi Mandela. Não, não foi Voltaire.

Confundiu-o com Gandhi

Passos Coelho: «Mandela foi o líder da resistência não violenta».

O olhar

Vergílio Ferreira escreveu Pensar há 20 anos e cada um dos pensamentos que fazem este livro estão enumerados. Gosto de os ler, assim, avulso, ao acaso (mas Nada é ao Acaso, escreveu outro) …                    

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Nós temos a idade do nosso olhar. Não dos olhos – do olhar, que é o consabido «espelho da alma», ou seja da fonte da vida, ou seja da força de estar no mundo. Assim há velhos com uma alma reativa de juventude, portanto com um olhar cheio dela. Para sabermos a idade do seu corpo, ou seja dos olhos e não do olhar, basta decerto vê-los a dormir.

«I’m the captain of my soul» (de um poema de W.E. Henley citado por Morgan Freeman no papel de Nelson Mandela no filme Invictus)

 

 

 

Mundial de Futebol ameaçado!

O racismo espreita agora com a morte do líder da extrema direita branca que foi ontem a enterrar. E não escolhe povos, nem cores, nem países. Durante muitos anos os brancos num país africano de maioria negra, constituiram o “apartheid” como política, afastando os negros da governação, da justiça social e da sociedade. Hoje assistimos ao contrário, são os negros que dominam o poder e segregam a população branca, que constitui 10% dos 49 milhões de pessoas que habitam o país.

O Mundial de Futebol,  que decorre no próximo mês de Junho, na África do Sul, desperta velhos ódios que Mandela apaziguou mas não resolveu.

Invictus – Mandela visto por Eastwood

É a estreia da semana para o Ípsilon. É Clint Eastwood, com Morgan Freeman a representar Mandela. E com Matt Damon a jogar râguebi. E comigo a ver, na primeira oportunidade.