Descubra as diferenças entre um salário de um médico e de um motorista de… um ministro

Temos que ser intelectualmente honestos. O nosso País paga a um ministro menos de 5000 euros e a um presidente de câmara, em média, cerca de 2000 euros líquidos, salários muito abaixo das suas responsabilidades.

Como podemos ter com salários destes os melhores na vida politica?

O mesmo País paga € 2008,45 a um médico especialista anestesiologista, num hospital publico, que investiu nos seus estudos mais de 20 anos.

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Como conseguimos com estes salários manter os melhores médicos no serviço nacional de saúde?

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Vidas por um fio

(Opistótono, óleo sobre tela, de Charles Bell, 1809)

Eu acabara de comer a canja. Na minha juventude, os casamentos da minha aldeia tinham canja, frango estufado com ervilhas e vitela assada. Mas nem ao frango eu cheguei. Alguém me veio chamar para ir ver uma mulher que estava muito mal, lá para os confins da Serra da Gralheira.

Enfiei-me no meu velho Hillman Minx e fui até Junqueira, no alto da serra, onde um homem me esperava. Daí em diante o trajecto seria feito a pé por montes e vales. Quase uma hora depois chegámos a um casebre, em cima uma humilde habitação e em baixo o curral da vaca. [Read more…]

Ataque de pânico no Aventar

Um ataque de pânico é uma coisa lixada, ia dizer reles, porque um gajo não tem nada e parece que tem tudo que vai morrer.

Aconteceu comigo há anos, tinha um médico que trabalhava comigo só para eu olhar para ele e aguentar o ataque. Dizia, porra, este gajo não me deixa morrer, sabe as técnicas da reanimação, se for preciso está aqui ao pé. Isto dava-me uma segurança tremenda, embora nunca tivesse necessitado dos seus serviços. Trabalhava no piso de baixo, mas enquanto não o vi no gabinete ao lado não descansei. Havia também lá uma médica, que era um borracho de todo o tamanho mas nas condições em que eu andava, olhem, é caso para dizer que se o “casting” que a Carla Romualdo sugere para os actores fosse admitido eu nunca entraria em filme algum, mas ela ( a médica) entraria nos filmes todos. Injustiças!

Isto tudo para dizer que a tecnologia de informação, imagem, transmissão de dados e tudo o mais não substitui o olhar, o conhecer as pessoas,  o “falar” do corpo, tudo isso nos pode levar a conclusões e a ideias que, não sendo erradas são, no mínimo, precipitadas. O Aventar teve um ataque de pânico e logo uns procuraram causas, outros médicos e outros ainda desataram a distribuir “malha”. A verdade é que eu fui, em pessoa, falar com os profissionais da Esotérica, e o ataque de pânico acabou aí. Foi possível falar como pessoas crescidas e encontrar uma solução de compromisso.

Eu por mim já dispensei o médico!

Shutter Island — A loucura decretada

Socorcese com o seu actor talismã, Leonardo, pintam uma tela magistral sobre a loucura e os seus demónios, ou melhor, sobre os demónios que cada um carrega.

Onde começa a loucura ? A loucura começa quando alguem com um qualquer poder sobre um ser humano decreta essa condição? Sou louco porque não penso e não ajo segundo a moral e as regras vigentes? Sou louco porque revelo a verdade quando o que se espera de mim é a mentira?

Num hospital psiquiátrico plantado numa ilha tenebrosa, de onde não se sai, sujeita à inclemência da natureza, ao abandono das autoridades e ao esquecimento por Deus, protegendo de si mesmos os mais perigosos loucos, a loucura/verdade travam uma luta sem tréguas. Para guardar a verdade e conseguir resistir é preciso aceitar a condição de louco que lhe foi imposta por quem veícula a verdade oficial.

No Holocausto Nazi, no Gulag Soviético e nas Sociedade Ocidentais utilizam-se métodos para controlar as mentes “desviadas”, seres humanos como cobaias, que vão desde as brutais condições em que os presos vivem, até aos electrochoques, à “portuguesa lobotomia” ( de Egas Moniz) aos medicamentos que retiram a vontade, a esperança e a dignidade, tudo a bem da “ciência”.

Um grande filme!

PS: a lobotomia, operação ao cérebro inventada pelo Prof Egas Moniz, é escalpelizada como um método anti-humano. Ainda há bem pouco tempo vivia um condutor de camions nos US que em criança foi sujeito à lobotomia suborbital, processo introduzido por um médico americano que utilizava, na casa do próprio doente, um “espetador de gelo” para operar via globo ocular. A finalidade era cortar alguns ligamentos nervosos e assim baixar o nível das descargas electricas do cérebro que se manifestavam em situações de loucura. Há famílias nos US que já apresentaram queixa nos Tribunais com vista a ser retirado ao médico português o único Prémio Nobel da medicina portuguesa!

"O maior escândalo do século na medicina"

“O maior escândalo do século na medicina”

( Façam o sacrifício de ler, pois creio que vos trará algum proveito)

Exerço clínica há quase 50 anos, desde uma clínica um tanto primitiva da primeira fase da minha vida, em plena serra da Gralheira e no interior da Guiné, até à clínica especializada da maior parte da minha vida. Portanto, tenho direito a algum crédito naquilo que digo. E o que digo não é bom nem agradável.

Clama o Sr. Wolfgang Wodang, presidente da Comissão de saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, que a campanha da “falsa pandemia de gripe, criada pela Organização Mundial de Saúde e outros institutos em benefício da indústria farmacêutica, é o maior escândalo do século na medicina”. Ele vai pedir um inquérito para analisar a pressão que os laboratórios terão exercido sobre a Organização Mundial de Saúde. De facto, mais grave do que isto não é fácil conceber.

Claro que, como diz o povo, “tarde piaste”, ou “agora agarra-lhe no cu com um gancho”, ou ainda “agora adianta-te um grosso”. Com cinco mil milhões no papo, a indústria farmacêutica faz um manguito e farta-se de rir à gargalhada. Só não estará totalmente satisfeita, porque uma boa parte da população já tem os olhos mais ou menos abertos, muitos médicos e outros agentes de saúde não são otários, e, portanto, marimbaram-se para o esquema, mandando às urtigas as vacinas, senão não eram cinco mil milhões, mas dez mil, quinze mil ou vinte mil milhões. A não ser que os governos já as tenham todas pagas, mesmo as não utilizadas. Se assim for, só lhes resta ensopá-las com batatas.

De pés bem assentes na minha vida e experiência clínicas, com a responsabilidade que sempre procurei ter, mas de pé atrás pelas inúmeras patranhas a que há anos estou habituado, e também avisado desde início desta “pandemia” pela análise lúcida e isenta de muita gente, quer do mundo médico quer do mundo político, como por exemplo o Prof. Vaz Carneiro e Ignatio Ramonet, eu não tomei a vacina, não a prescrevi nem a aconselhei a nenhum dos meus pacientes, nem tão pouco aos meus familiares, nomeadamente filhos, noras e netos. E não estou arrependido. Nem eles, creio eu. [Read more…]

A Lei nunca é cega. Nem com a morte.

Desculpem voltar ao assunto. Há um cadáver confirmado por uma médica do INEM, e pela sua equipa.

A autoridade apresenta-se e toma conta da ocorrência, fala com a equipa médica, retem um documento assinado pela médica do INEM, toma nota dos medicamentos que a defunta anda a tomar. Eu próprio sou chamado a testemunhar, bem como um dos vizinhos que entretanto se juntara ao grupo.

Ligo para uma empresa mortuária para tratarem do funeral, que me diz imediatamente, que é necessário contactar o médico de família. Isto são 2.20 horas, não há médicos de família a esta hora, e o médico que estivera com a defunta a meio da tarde, não responde aos repetidos telefonemas que lhe faço.

Muito solenemente, o funcionário da funerária apressa-se a informar-me que tem um médico pronto a deslocar-se, que não pertence à empresa, e que recebe em dinheiro. 150 Euros!

Por acaso, há dinheiro suficiente entre todos. Chega um senhor de gabardina que pede para ver o cadáver, ver os medicamentos, ouvir a história das doenças de uma mulher de 97 anos e assina um papel, sem o qual, o cadáver não pode ser removido, ou então tem que se chamar o Ministério Público que, obrigatoriamente, determina o depósito na morgue.

Mete os 150,00 euros ao bolso, boa a noite e sai pela porta fora, nem cinco minutos esteve connosco. E eu pergunto, mas a médica do INEM não tinha já determinado a hora da morte? Não tinha assinado um documento a confirmar que, quando chegou, encontrou aquela pessoa já cadáver?

A que título, é que no meio de um drama se arranja um negócio? É que, quem faz as leis no nosso país, deixa sempre uma frexazinha por onde entra a “pata” asquerosa dos interesses das corporações!