Trinta e Três Cêntimos Por Dia

UM PAÍS SEM VERGONHA NA CARA
O salário de miséria que os Portugueses têm como mínimo vai subir em 2011. Grande vitória dos trabalhadores Portugueses e de quem os representa e lidera.
Todos tinham acordado em que passaria a ser de quinhentos euros, havendo assim uma subida de vinte e cinco euros por mês para cada trabalhador nessas condições. Só no Norte do País, trinta e oito por cento dos trabalhadores estão nessa situação.
Mas atenção, estamos em crise. Crise de valores, de empregos, de lucros e de mais uma dúzia de coisas, e por causa disso, o (des)governo e os sindicatos da cor dele com o senhor João Proença à frente, aceitaram uma subida faseada desse aumento. Assim, [Read more…]

João Proença devia ter vergonha

E O SALÁRIO MÍNIMO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS?

Há anos que o acordo para aumentar o salário mínimo para 500 euros, em 2011, estava assinado. Não havia qualquer motivo para pô-lo em causa, mas o militante do PS João Proença decidiu dar uma mãozinha ao seu camarada José Sócrates. E de forma vergonhosa, aliou-se aos patrões na miserável subida de 10 euros por mês a partir de Janeiro. Estava decidido que seriam 25, mas João Proença, José Sócrates e patrões foram descaradamente, mais uma vez, ao bolso dos trabalhadores. Os mesmos de sempre.
Será um aumento de 33 cêntimos por dia. Bem, sempre dará para 2 pães. Só apetece perguntar o que anda a fazer no mercado uma empresa que não consegue pagar mais 25 euros por mês aos seus funcionários.
Ainda em 2011 chega aos 500 euros? Não acreditem nisso. A verdadeira máquina de mentir que se chama José Sócrates arranjará um Proença qualquer para inventar mais uma patranha e adiar o inadiável.
Já agora, que mal pergunte: os milhares de funcionários públicos que recebem o salário mínimo vão voltar a ganhar, como acontecia até há bem pouco tempo, menos do que os trabalhadores privados?

Por favor, deixem-me transcrever este texto

 

Por: José Niza – In ”O Ribatejo”1. Depois do que aqui escrevi na semana passada sobre “o dinheiro”, não esperava tão depressa voltar ao assunto: preferia que, em tempo de Natal, a caneta me conduzisse para outras paragens, e me levasse por caminhos que fossem de procura, ou de descoberta, de uma réstia de esperança, de uma festa numa praça de amor, de paz e de canções.
Mas não. O homem põe. E a banca dispõe.
2. Um relatório há poucos dias divulgado pela CMVM – a Bolsa – deu-me um murro no estômago. Não é que eu tenha andado distraído da ganância e dos festins da nossa alta finança. Mas tudo tem que ter limites: os números revelados nesse relatório sobre os salários dos administradores dos bancos e das empresas mais importantes do País, para além de aterradores, são um insulto ao povo português e, em especial, aos mais de 500 mil trabalhadores que estão no desemprego.
3. O salário mínimo em Portugal é de 450 euros por mês. 90 contos por mês. 3 contos por dia. Muito pouco para pagar a renda da casa, a comida, as roupas, os sapatos, a água, a luz, os transportes, talvez o telemóvel… [Read more…]

Trabalhar e continuar pobre

Devem as empresas que não asseguram o salário mínimo continuar a operar? Se não lhes for exigido um pagamento mínimo, nada as fará mudar. Não haverá investimento em melhores equipamentos, nem em formação, nem em melhor organização e gestão.

E se o salário mínimo for mesmo o factor que leva algumas empresas a fechar , lançando no desemprego os trabalhadores? Uma resposta é a “flexisegurança,” repartindo entre o patronato e o Estado, os custos da decisão.

Neste caso, o objectivo é tornar a empresa competitiva, introduzindo mais e melhores factores de competitividade, assegurando os postos de trabalho e a continuação da empresa, agora com novos equipamentos, novos produtos, melhor competitividade.

Se assim não for, é bem pior, manter artificialmente as empresas e os postos de trabalham que não asseguram uma vida digna a quem trabalha e um retorno de capital a quem investe.

Não só porque a manterem-se, essas empresas não permitem a renovação do tecido empresarial e, para o trabalhador, é bem melhor receber o apoio do Estado, porque não precisa de ter as despesas inerentes a quem trabalha, como sejam as de transportes, de alimentação, dos infantários…

Uma política determinada e dirigida a este tipo de empresas ( que têm como melhor argumento, não suportarem o pagamento do salário mínimo,) tendo em vista a sua renovação, substituição ou retirada do mercado, é uma medida salutar para as empresas, para os trabalhadores e para a competitvidade global da nossa economia.

Não podemos é continuar a ter empresas que sobrevivem à conta da pobreza dos seus trabalhadores.

O vendedor de promessas

Não há uma só vez que este homem não vá ao parlamento e não leve na manga uma promessa. Agora é o aumento do salário mínimo.

 

Quantas promessas ? Ninguem sabe porque tambem ninguem faz ideia nenhuma se são ou não cumpridas, por isso pode oferecer a Lua que todos olham para o dedo que a indica. O que sabemos é que o desemprego não deixa de crescer, que os subsídios da UE tiveram que ser devolvidos, que as contas públicas estão na pior situação de sempre.

 

Mas sempre que vai ao parlamento, inicia a sessão com uma promessa, coloca a Oposição na defensiva, desvia o alvo, a discussão passa a ser " és mentiroso", argumento utilizado a preceito por ambos os lados, mas a promessa faz notícia, segue caminho.

 

Sócrates é um caso do foro psíquico para estudar. À sua volta há o caos, gente a viver mal, a Justiça em tumulto por sua causa, as empresas a falir, e ele continua como se estivesse nos melhores do mundo!

 

Como está provado, mentiu no Parlamento acerca do negócio da TVI, ele é capaz de dizer tudo o que for necessário, "O que parece é" há que vender ilusões, promessas e "manhãs que cantam ".

 

Sócrates, o vendedor de promessas !

Rendimento mínimo dos patrões

Querem os apoios, mas querem saltar fora do acordo para aumentar o salário mínimo. Será que o Paulo Portas não terá nada para dizer sobre isto?

Ou também é moderno dar dinheiro a patrões incompetentes que ficam com os descontos dos empregados?

Nota: distingo patrões de empresários. O da CIP é Patrão. Negar o direito a alguém que vive do seu trabalho o acesso a um miserável salário de 490 euros é do mais reaccionário e conservador. Até incomoda ouvir tal homem a falar.

Salário mínimo: 25 euros é muito

Para o presidente dos patrões, 25 euros de aumento no salário mínimo, no próximo ano, é demasiado para as empresas. Diz que não podem suportar esse aumento.

Passando ao lado do aumento que o presidente da CIP vai receber em 2010, só apetece perguntar o que merece uma empresa que não consegue dar mais 5 contos por mês a um empregado. É uma fortuna? É?

É o eterno «O Patrão e Nós» que Fausto tão bem cantou em 1974. Isto só lá vai mesmo «à porrada no patrão».