O spin master da actualidade pretende lançar na arena mediática a ideia de que quem se opõe à sua visão de governação o faz por ódio. Por ódio?! Será que correr para fazer empréstimos a juros exorbitantes para conseguir pagar salários tem algo a ver com ódio? 36.8% dos sondados parecem concordar com esta abordagem. Pois que tenham o que merecem. Só lamento que a minha carteira tenha que contribuir para estes desvairos (como este da Parque Escolar , só para citar um).






Nem mais: afinal, há virtudes no ódio. Eu também odeio ter de pagar aquilo que outros gastaram.
Quanto a mim, a questão não é ter de pagar aquilo que outros gastam até porque viver em sociedade implica algum colectivismo e obra paga por todos. É antes a racionalidade do uso do dinheiro público e a arbitrariedade na forma como os seus administradores o usam que me preocupa.
Numa percentagem fascinantes, o status quo interessa ser mantido;
diria mesmo, a uma maioria dos portugueses, a persistência do actual regime de irresponsabilidade e inimputabilidade interessa sobremaneira: mais cedo ou mais tarde, em regime de alterne-ânsia, uns e outros serão beneficiários.
Posto isto, a gente decente pouco mais resta que a pólvora ou a fuga.
Já que o inglês está na moda…
Remember, remember, the 5th of November
The gunpowder, treason and plot;
Eu, se calhar erradamente, continuo em negação. Recuso-me a acreditar que os tugas beneficiem o infractor.
Os tugas beneficiam os infractores (plural).
Todos os dias há relatos abundantes nos jornais.
Ai, ai, que vejo aí uma contaminação por parte de um certo governante que têm andado nesse estado nos últimos anos… 😉