Exportar Gestores e Sindicatos

A produtividade nacional é baixa quando comparada com outros países Europeus. No entanto, nos últimos 50 anos tivemos alguns em que crescemos bem acima da média europeia. Mas, nos últimos anos e principalmente no sector dos serviços, tem deixado muito a desejar.

O Estado é habitualmente considerado o culpado. Mas não é o único,longe disso. Como não é possível exportá-lo temos que o reformar, o que só será possível se o Estado se concentrar nas tarefas que mais ninguem terá capacidade para realizar. E tem que estar por cima da economia. Não estar prisioneiro dos interesses económicos que gravitam à sua volta. Há gravíssimos e claros exemplos neste governo.

Depois temos gestores que só estão ao nível dos de lá de fora no vencimento. Têm maus desempenhos organizativos e de liderança. A maioria está habituada a operar num mercado não competitivo. Estes podemos exportá-los, pelo menos temporariamente, para reciclarem.

Ainda por cima, temos sindicatos igualmente medíocres, por serem tão fechados, proteccionistas e com uma grande falta de visão. Continuam a olhar para o empresário como um inimigo.Deviam ser águias e são toupeiras. O exemplo da Comissão de trabalhadores da AutoEuropa não frutifica. Também podemos exportá-los para reciclagem, temporariamente.

Por último, mas não o menos importante, temos que aumentar a qualidade dos nossos recursos humanos e colocá-los em sintonia com as necessidades das nossas empresas.

O aumento da produtividade está assim dependente de vários factores.

Começar por dar a importância devida às PMEs que representam 70% do emprego, que produzem bens e serviços transaccionáveis e dirigidos para a exportação, é (deveria ser) a prioridade das prioridades deste ou de qualquer outro governo. Para o actual não é, bem longe disso, como se vê pelo ciclo (sempre o mesmo) de mega-obras públicas que se apressa a lançar!

Quem as pagará? Que efeito terão na produtividade da economia? Que efeitos na dívida pública? Que efeitos na balança comercial?
O Prós e Prós não deu resposta a estas perguntas. Nem poderia dar. São todas negativas. Pelo menos nas condições actuais em que se encontra o país!

Nota: ver “Os mitos da economia portuguesa” de Álvaro santos Pereira

Comments


  1. Há cerca de dois meses, a responsável pelos recursos humanos da Microsoft dizia não ter problemas de produtividade na unidade portuguesa, sendo das melhores filiais da multinacional da informática. Os portugueses que trabalham no estrangeiro, não todos, claro, mas uma boa maioria são elogiados. Os artistas que saem de cá obtêm êxito internacional. No Luxemburgo são considerados excelentes profissionais e com rentabilidade. Um estudo técnico, revelado em Novembro passado, diz que “se os portugueses no Luxemburgo viessem trabalhar para Portugal, começariam a trabalhar às 17 horas de terça-feira e gozariam as férias anuais de 15 de Maio até final do ano”.Por cá é o que se vê. É claro que há trabalhadores preguiçosos e incompetentes, mas também os há em todos os países do mundo. Assim, à primeira vista, até poderei pensar que uma grande dose de responsabilidade estará em questões organizativas e nos patrões que temos. Sim, porque entre ‘patrão’ e ‘empresário’ há uma diferença.

  2. Luis Moreira says:

    Claro,José Freitas, o que falha é quem lidera ,organiza.O trabalhador português fora deste contexto funciona bem .

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