O caso de Fernando Lugo e a vitória do Papa

Fernando Lugo era bispo católico e agora é presidente do Paraguai. Ontem, admitiu ter um filho de dois anos, concebido quando ainda era sacerdote e prometeu assumir “todas as responsabilidades”. Não disse quais.

No poder desde Agosto de 2008, Lugo colocou um ponto final num ciclo de mais de 60 anos de governos de direita no país. Era (ainda deve ser) um sinal de esperança para os mais desfavorecidos, uma vez que a sua campanha apostou no combate às desigualdades sociais.

No período da campanha eleitoral, o bispo foi acusado pela a oposição de ter 17 filhos não assumidos. Lugo disse que era mentira. Agora, pelo menos neste caso, verificou-se que mentiu. Nos outros, até ao momento não sabemos.

Este é um mau sinal para os paraguaios. Se o padre mentiu num aspecto, também poderá ter mentido noutros. Mas é um bom sinal para o Papa.

Bento XVI não autorizou Lugo a deixar o seu lugar e o bispo teve de se rebelar contra o chefe para ser candidato presidencial. Num aspecto, sabemos agora, o ex-bispo respeitou as ordens do Papa: não usou preservativo. Aliás, tenho a certeza que só praticou sexo com fins reprodutivos.

Comments

  1. Helena Velho says:

    17 filhos é obra! vou pesquisar na Sage, na APA , na EBSCO e no site do Vaticano(!) e depois escrever uma tese doutoral sobre o indice reprodutivo de bispos e quejandos. Já volto!

  2. Luis Moreira says:

    É bom saber que é um homem normal, pecador, gosta de mulheres.Estou mais descansado agora.


  3. Ainda gostava de saber o que tem a dizer a isto a associação das famílias numerosas.

  4. Luis Moreira says:

    Helena, se isto dos filhos numerosos é coisa de família tenho a informá-la que o meu avô paterno teve 22 filhos de duas mulheres.O meu pai parece que era o 21.É só para aventar que há homens que ainda gostam de mulheres…

  5. Carla Romualdo says:

    Isto parece-me uma variação sobre o tema Lewinsky. É relevante saber detalhes sobre a vida privada dos governantes? Podemos condená-los por mentirem sobre a sua vida privada e, mais do que isso, pressupor que farão o mesmo na sua actuação pública?

  6. Helena Velho says:

    Ó Luís por quem sois! o meu pai era o 1º de uma fornada de 9! e acho que outros foram indo de pequeninos(mas isto foi em 1940!) mas, prontoS não havia blogues, tweeter, 140 canais Zon , nem nada. E claro tb há mulheres que gostam munnnnnnnnnnnto de homes!


  7. Boa pergunta, Carla Romualdo. Não é relevante saber detalhes sobre a vida privada dos governantes. A não ser que aquilo que advogam em público seja atirado à lama quando em privado. Se é um indicador de mentira na actuação pública. Pode até nem ser, mas deixa o povo desconfiado. E este agora político não era uma pessoa qualquer. Tinha responsabilidades e era bispo católico. Bem ou mal, estava impedido de contactos carnais. É um disparate esta tese? Pode ser, mas não fui eu que a criei.

  8. Luis Moreira says:

    Carla, não se pode ter 11 filhos e passar a ideia que se é virgem e pastor e filho dilecto.O erro está aí.E quem mente pode mentir mais vezes embora não me pareça que possa ser condenado por isso.São as públicas virtudes, e os vícios privados.O que se passou com Clinton foi das coisas mais pidescas que conhço.

  9. Luis Moreira says:

    Ora bem!É isso mesmo sou assim desde pequenino e cada vez apanho maiores dores de costas.Na primavera é um tormento “ver as belas raparigas ao sol pôr a cantar…”

  10. Ricardo Santos Pinto says:

    Pois o meu avô, que não conheci mas do qual herdei o gosto pela escrita e, pronto, vá lá, pelo tinto, dizia que os seus filhos ilegítimos, de mão dada, iriam do Porto a Lisboa.

Deixar uma resposta