Galp, EDP, Bancos…enriquecimento ilícito

As crises trazem oportunidades extraordinárias. Uma delas é perceber o mérito dos vários agente empresariais. Enquanto todas ou quase todas as empresas, inovadoras, competitivas, produtoras de clusters, arrastando dezenas e dezenas de PMEs como fornecedoras, estando na vanguarda do “estado da arte” na gestão, competindo em mercados altamente competitivos lá fora, na exportação passam, por imensas dificuldades, outras há que apresentam lucros fabulosos. Nestas últimas temos empresas em monopólio ou perto disso, impondo os preços aos consumidores, com mercado garantido sem concorrência, em cartel, numa palavra sem mérito relativo. A Galp tem lucros fabulosos à custa dos preços mais elevados nos combustíveis, não acompanhando sequer a evolução dos preços na origem em baixa, e antecipando as altas. A EDP impede a concorrência, indo ela própria comprar a Espanha para vender cá dentro mais caro. Os bancos utilizam os “spreads” para compensar as perdas nas taxas de juro. Podemos dizer que estamos perante um enriquecimento ílicito porque as condições em que estas empresas operam não derivam das condições que a crise impõe aos mercados. E para os consumidores, impedidos de serem favorecidos pela inexistência de alternativas, estes lucros de empresas que há muito nos empobrecem à sombra da mão compínscua do Estado, não são mais que impostos! Enriquecem os accionistas e empobrecem os assalariados /consumidores. E dificultam a vida às empresas meritórias que inovam e lutam sem a mão amiga do Estado. A AutoEuropa, só para dar um exemplo clássico de sucesso, aí está para mostrar que se as empresas monopolistas do mercado interno enriquecem ílicitamente. Também é inconstitucional obrigar estas empresas “sugadoras” adaptarem-se à crise que nos assola? A crise não é, definitivamente, para todos!

Comments


  1. Esta é uma crise ‘mais democrática’, atingindo pessoas de todos os extractos sociais. Mas há sempre quem consiga escapar, como certas empresas e certos administradores de empresas. E, claro, os detentores de Monopólios e entidades que nem cumprem o objecto social para o qual estão obrigadas.

  2. rosarinho says:

    Sanguessugas é eufemismo para caracterizar isto.


  3. Felizmente, existe um forma de acabar com estas “coisas”. Não consumir nada. Ou limitar ao máximo dentro das possibilidades de cada um. Andar o mínimo possível de carro. Ter o mínimo de coisas eléctricas ligadas. Receber o ordenado e pagar sempre em dinheiro. Basicamente, racioná-los. Veja-se o exemplo prático do Estado, quanto mais de aperta com eles (com mais desemprego) mais eles dão benefícios (aos desempregados). Veja-se o exemplo prático do Privado, quanto menos se gasta de um produto, mais eles baixam o preço. É a incómoda solução.

  4. Luis Moreira says:

    Como é que não se consome água, energia eléctrica, combustível,serviços bancários?Estas empresas só precisam de ter as portas abertas para facturar!

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