COMENTÁRIO A "FALANDO DE DEMOCRACIA" DE CARLOS LOURES

Eu não penso que o povo, português ou outro, seja constituído por débeis mentais. Mas como diz o Carlos Loures, que o povo tem a cabeça feita lá isso tem. E que é muito difícil desfazê-la, lá isso é, se não for praticamente impossível, dentro da máquina infernal de fazer cabeças que toda esta política é, de mão dada com tudo o que é obscurantismo, político, social e religioso. Nenhum poder está minimamente interessado em abrir os olhos dos seus apoiantes. Não me venham dizer que a maioria do povo age dentro da liberdade mental, do pensamento e da razão que só o conhecimento e a cultura permitem. Ninguém tem culpa de ser ignorante, mas a ignorância não pode ser projecto de nada, nem serve de medida a democracia alguma. Na nosso tão folclórico pluralismo, infelizmente, um voto não é mais do que uma reza, uma romaria, ou um palpite clubístico como outro qualquer. Democracia é, de facto, o poder do povo. Só por ironia ou por escárneo se pode chamar poder do povo a esta patranha eleitoral. A forma de como deve ser o povo a governar, não é facilmente entendível pelo próprio povo ou por quem quer que seja que ainda não conseguiu ultrapassar a fronteira para além da qual o homem se mede em termos de razão, dignidade e justiça. Mas não é muito difícil de adivinhar, não por iluminados, presunçosos e cabotinos deste palco da vida, mas por outra parte do povo, séria, digna e sabedora, que, por sorte, ou por exercício de razão, teve acesso à mínima clarividência necessária.

Comments


  1. Valha-nos os blogs de gente culta e esclarecida para abrir os olhos ao povo apoiante!

  2. Adão Cruz says:

    Decorrendo do que eu disse, não valerá muito, infelizmente, mas não cairá totalmente em saco roto.

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