o verdadeiro anarquista não usa gorro!

untitled«Ao declaramo-nos anarquistas, proclamamos antecipadamente que renunciamos a tratar os outros como não quereríamos que eles nos tratassem; que não toleramos mais a desigualdade que permitiria a alguns de nós exercer a sua força, ou a sua artimanha, ou a sua habilidade, de uma forma que nos desagradaria a nós mesmos. Mas a igualdade em tudo – sinónimo de equidade – é a própria anarquia. Ao diabo o urso branco que se arroga o direito de enganar a simplicidade dos outros! Não o queremos e suprimi-lo-emos por necessidade. Não declaramos guerra unicamente a esta trindade abstracta de Lei, de Religião e de Autoridade. Tornando-nos anarquistas, declaramos guerra a toda esta imensidão de embuste, de artimanha, de exploração, de depravação, de vício – numa palavra, de desigualdade – que aquelas difundiram nos nossos corações. Declaramos guerra à sua forma de agir, à sua forma de pensar. O governado, o enganado, o explorado, a prostituída e por aí adiante, ferem, mais do que tudo, os nossos sentimentos de igualdade. É em nome da Igualdade que não mais queremos nem prostitutas, nem explorados, nem enganados, nem governados.»

Piotr A. Kropotkine, A Moral Anarquista, 1899

ass. anarquista duval, anti-regionalista, anti-nacionalista e anti-gorro (contra armas de fogo e plantas naturais)

* Aquilino Ribeiro, anarquista oitocentista

ps: o meu «alter-ego» vai votar domingo sob a inevitável pele lampedusiana de Leopardo.

Comments

  1. Carla Romualdo says:

    Algo tem de mudar para que tudo fique na mesma?


  2. Carla, a questão será antes: estaremos na presença de um anarquista laranja?

  3. Carlos Ruão says:

    miguel, miguel, miguel, citrinos, citrinos ! e no final, peço um uma vodkqa com lima, como deve ser ! e, de cerrteza, q tás lá pa beber, brother !!1

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