Uma tradição ao estilo dos 'velhos' dos Marretas

Como as peregrinações de Fátima ou o FC Porto ganhar o campeonato, Portugal começa a ganhar uma outra tradição que acontece mais ou menos por esta altura do ano: um discurso esquisito do Presidente da República (reparem que continuo a escrever o nome da instituição com maiúsculas).

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Há um ano, Cavaco interrompeu as suas férias de Agosto, presume-se que sem jipe, para falar sobre o Estatuto dos Açores, que pode ser matéria importante mas que muito pouco diz à quase totalidade dos portugueses, incluindo os açorianos. Este ano, já depois das férias, com jipe, Cavaco veio falar de questões de segurança electrónica no Palácio de Bélem, vulnerabilidades, mensagens de correio electrónico e sobre quem pode falar por ele. Mais uma vez, a esmagadora maioria dos portugueses não entendeu. Uma parte até deve ter pensado que era um episódio deslocado do esmiuçar dos sufrágios por parte dos Gato Fedorento.

Uns quantos, talvez mais informados nas tricas políticas, terão percebido algumas expressões no meio dos 10 minutos de declaração. A maior parte ficou-se pela descoberta que o presidente está zangado com alguns dos seus funcionários e pregou-lhes um ralhete em público, lembrando que ninguém pode falar por ele, e pela confirmação que Cavaco não vai à bola com Sócrates. Que um e outro têm um ódio de estimação mútuo, era sabido. Ficamos apenas a saber que, afinal, a coisa é pior.

Sócrates não quer “alimentar polémicas”. Faz bem. Seria como deitar gasolina no incêndio.

Era mesmo de um momento à ‘velhos’ dos Marretas que estávamos a precisar. Não estavam preocupados com o rumo do país? Acho que está na hora de começarem.

Comments

  1. isac says:

    É isso! já sei quem me faz lembrar o PR: o cozinheiro sueco!

  2. Belina Moura says:

    Podes crer!

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