No Centenário (6): as chaves do tesouro

A lição da História e da Verdade. Chegaremos a isto?

 

 "As quadrilhas não lhe sahiram ao caminho pela sua tyrannia, falsa tyrannia como havemos de provar; mas por elle (El Rei D. Carlos) se ter resolvido, emfim, a defender a todo o transe as chaves do thesouro. Perdoaram-lhe todos os crimes. Não lhe perdoram essa virtude. Morto elle, a corôa, no dia seguinte, rendeu-se a assassinos. O poder cahiu na lama. O principio e a força da auctoridade, já tão abalados, extinguiram-se de todo. E desde essa hora solemne quem reinou em Portugal não foi D. Manuel, filho e successor do rei assassinado. Foi a carabina do Buiça. Podia mais este assassino, do fundo da sua sepultura, que a lei, o direito, o sceptro, a policia, o exercito, todas as forças moraes e materiaes d’uma monarchia que ha quasi oito seculos vivia."

 

Do antigo militante do PRP, Homem Christo, 1912

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