Quem namora quem

A questão de os jornalistas poderem ou não tratar a sua colega Fernanda Câncio por "namorada do primeiro-ministro", agora ratificada pelo plenário da Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas, parece-me um bocadinho provinciana e desinteressante.

O que questiono é porque não tratam os jornalistas José Sócrates por "namorado de Fernanda Câncio".  O sentido unívoco no tratamento das relações amorosas que remata amiúde no clássico "a senhora de", fazendo de uma mulher pouco mais que uma posse do seu homem, mete nojo.

No mesmo dia em que li no Público uma atabalhoada explicação dos autarcas famalicenses sobre o desaparecimento das vereadoras do PSD/CDS, que decoraram as listas para cumprir a lei mas uma vez eleitas suspenderam os mandatos, com frases deste gabarito:

 

“As senhoras foram convidadas pelo presidente da câmara, por carta, para exercerem determinado tipo de funções a tempo inteiro e para os quatro anos e foi nesta contingência que tomaram uma decisão”

ou

"Não posso obrigar as senhoras a assumir o mandato”

 

gostava de ver estes senhores a ganhar em respeito o que bem podiam perder no tratamento cerimonioso e obviamente hipócrita.

Boletim Meteorológico

Céu muito nublado vento

fraco moderado de sudoeste

soprando forte nas terras

altas aguaceiros em especial

nas regiões do Norte e Centro

e que serão de neve nos

pontos mais altos da Serra

da Estrela e no teu coração.

 

Jorge Sousa Braga, in "Porto de Abrigo"

Masturbar é pecado, e é pecado sim senhor

 

O Conselho da Juventude do governo da Extremadura decidiu promover oficinas sobre sexualidade onde entre outras coisas os jovens podem aprender alguma teoria sobre o acto masturbatório.

Vai daí a direita mais tolinha teve o seu ataque de idiotice aguda adequado às circunstâncias: desde queixas por corrupção de menores à habitual acusação de esbanjamento de dinheiros públicos (14000 Euros, uma fortuna), petições, exaltações, e outras formas menores de sublimarem a sua própria sexualidade reprimida.

Entretanto as oficinas decorrem com toda a tranquilidade  e a notícia corre mundo. Como dizia Woody Allen: "não digas mal da masturbação, é sexo com alguém que amo". Mas será que esta gente é capaz de amar alguém, a começar por si próprio?

 

Face Oculta

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ESCUTAS, APANHADOS A FALAR DO QUE NÃO DEVIAM

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.Seja qual for o lado por onde se queira olhar, não restam dúvidas seja a quem for que o nosso Primeiro, Sócrates II, O Dialogador, for escutado a falar com o seu amigo Vara, e essas conversas foram gravadas e transcritas.

Seja qual for o lado, não deverão restar dúvidas seja a quem for, que algo de menos correcto se deverá ter escutado, para que tanta tinta se tenha gasto por aí, e para que ninguém diga do que se trata.

Seja qual for o lado, não restarão dúvidas seja a quem for, que por causa disso, o na altura nosso Primeiro, Sócrates I, O Arrogante, sabia das coisas que se estavam a passar no que respeita à PT/TVI, embora, como mesmo ele afirma agora, tanto ele como o seu governo, não tenham tido qualquer conhecimento «oficial» seja do que for.

Seja ainda qual for o lado por onde se queira olhar, não restarão dúvidas seja a quem for, que o agora nosso Primeiro, está entalado, não sabe o que responder às perguntas directas que lhe fazem, e que a sua credibilidade, aos olhos da opinião pública, anda pelas ruas da amargura.

Ainda, seja qual for o lado, não restam dúvidas que os elementos do partido do governo, andam aflitos, que os partidos da oposição andam esfaimados, e que hoje são uns mas ontem foram os outros, e ninguém se safa de culpas seja em que altura for.

Por último, seja qual for o lado por onde se queira olhar, não poderá restar qualquer dúvida, seja a quem for, que o nosso País está a saque, que a corrupção grassa por todo lado, e que todos, mas todos os que nos governam, deveriam ir plantar batatas e viver do ordenado mínimo.

Uma renovação total da nossa classe política e dirigente, deveria ser feita.

Uma revolução, precisa-se!

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Cheira a bloco central

Ao apresentar as suas propostas sobre a avaliação dos professores o PSD deixou cair a suspensão da aplicação do modelo em vigor.

No mínimo estranho. A avaliação que ainda decorre além de patética varia conforme as escolas e a interpretação que os seus directores fazem das leis. Acabará na pior das hipóteses a entupir tribunais administrativos.

A não aprovação das propostas no sentido da suspensão, como ponto de partida para um novo modelo, seria um mau prenúncio, entre promessas eleitorais e realidade parlamentar. Para os lados do PSD parece que a lição está mal estudada. Ainda chumbam.

Método Científico

Fui desafiado. Desafio impossível de não responder. Foi-me dito por pessoas de respeito e de saber, que os meus (últimos) escritos não são científicos nem académicos e que, aliás, escrevia em sítios não ligados à vida universitária, como por exemplo, o Aventar. Não devem saber que Marx escrevia em papel de envolver o pão comprado ou nas margens dos jornais….

É pena, porque, uma das pessoas, que me lançou o repto de luva branca, aprendeu o abecedário da ciência comigo. Uma outra, ainda não tem provas de ciência examinadas para saber se um texto é académico, científico ou se descobre uma verdade provada, isto é, não se encontra, ainda, legitimada pela Academia. Longe de mim pensar que o dito foi com má intenção, mas parece-me um desafio digno de responder.

 

 

 

 

Tenho escrito textos sobre a psicologia da infância, a sua educação, a interacção com os seus pares e com os seus adultos, a partir de ideias apontadas no que na Ciência Social denominamos Diário de Campo, livros que servem para «prender» rapidamente ideias que ouvimos enquanto estamos em trabalho de investigação,  no sítio de pesquisa e que, seguidamente, em casa introduzimos essas ideias no nosso computador, em cadernos maiores, ou em folhas que passam nas máquinas de escrever, como nos tempos do meu "cátedro" Sir Jack Goody (e mesmo meus): não havia computadores.   As ideias e factos são normalmente retirados  do que em Antropologia, e na ciência em geral, designamos factos aprendidos no trabalho de campo. A teoria, connosco, permite-nos formular uma hipótese para a pesquisa, hipótese base de formulação do que pretendemos  encontrar a partir de uma dúvida suscitada por um facto ou uma leitura. O Diário de Campo é o instrumento fundamental e factual de um investigador, útil para apontar ideias novas que nos aparecem nas conversas, na interacção com vizinhos, que mais tarde, no decorrer do tempo, passam a ser amigos. O Diário de Campo utiliza-se para anotações rápidas, enquanto olhamos para a pessoa que nos fala: é preciso inventar uma grafia para não perder palavra nenhuma de tantas que se ouvem. Ou, uma outra forma, jogar a ser tonto, dizer que não sabemos onde estamos e solicitar à pessoa que desenhe o sítio no qual estamos parados. Este livro é para os factos descobertos, é o arquivo que um historiador usa para encontrar ideias de um passado já desvanecido, mas que ficam nos documentos que os dedicados investigadores usam para aprender essa parte da história social e os seus costumes, diálogos nunca ouvidos e analisar as palavras com a metodologia que usam os semiológicos, começada por Ferdinand de Sausure (1857-1913)

 

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continuada por Marcel Mauss e aperfeiçoada por Luc d’Heusch e Claude Lévi-Strauss, em datas por todos conhecidas. A novidade da semiologia está definida pelo próprio autor: a singular entidade psíquica de duas faces que cria uma relação entre um conceito (o significado) e uma imagem acústica (o significante) – conduz à necessidade de conceber uma ciência que estude a vida dos sinais no seio da vida social, envolvendo parte da psicologia social e, por conseguinte, da psicologia geral. Chamar-lhe-emos semiologia. Estudaria aquilo em que consistem os signos, que leis os regem.». Fonte: Cours de Linguistique Générale, 1905-1906. Os seus conceitos serviram de base para o desenvolvimento do estruturalismo no século XX. As  dicotomias linguísticas, descobertas por ele, são base para uma das metodologias científicas usadas na ciência social. Mas, não é tudo para entender o método científico.

O método científico é um CUP, conjunto de conhecimentos fundados sobre princípios certos.

A Hipótese (do gr. Hypóthesis) é uma proposição que se admite de modo provisório como princípio do qual se pode deduzir pelas regras da lógica um conjunto dado de proposições, ou um mecanismo da experiência a explicar.

Literalmente pode ser compreendida como uma suposição ou pergunta, conjectura que orienta uma investigação por antecipar características prováveis do objecto investigado e que vale quer pela confirmação através de deduções lógicas dessas características, quer pelo encontro de novos caminhos de investigação (novas hipóteses e novos experimentos).

No método científico, a hipótese é o caminho que deve levar à formulação de uma teoria. O cientista, na sua hipótese, tem dois objectivos: explicar um fato e prever outros acontecimentos dele decorrentes (deduzir as consequências). A hipótese deverá ser testada em experiências laboratoriais controladas. Se, após muitas dessas experiências, os resultados obtidos pelos pesquisadores não contrariarem a hipótese, então ela será aceite como uma lei e integrada a uma teoria e/ou sistema teórico. As minhas referências são as de Karl Popper(Viena, 28 de Julho de 1902Londres, 17 de Setembro de 1994). Popper cunhou o termo "Racionalismo Crítico" para descrever a sua filosofia, especialmente no livro A Sociedade Aberta e os seus Inimigos (1943), CUP base dos meus textos ingleses.O desespero dos cientistas é a descoberta do que é o método científico. Cada intelectual procura a sua metodologia e é classificado por ela. As ciências sociais confundem-se com o senso comum já que, para além da inexistência de códigos e instrumentos específicos, todos os indivíduos procuram orientar e racionalizar as suas acções dentro de uma determinada estrutura social, verificando-se assim a dificuldade de eliminar aspectos subjectivos na análise do cientista. Tarefa difícil de realizar. O caminho mais simples é o preconizado por John Stuart Mill, filósofo e economista escocês, que em 1895 no texto Utilitarianism, editado por William Colins Sons & Co, Glasgow, diz que o caminho mais simples para saber a verdade de um facto, é o da lógica ensinada por David Hume em 1739: A Treatise on Human Nature, Oxford University Press, versão portuguesa da Editora Gulbenkian, 2001. A lógica recomendada é da indução, dedução. A indução é entender os factos que pretendemos desvendar, aplicando teoria e, através de outras hipóteses, explicar a nossa pretensão; alternativamente, mas em conjunto, a hipótese da dedução: estudar os factos e retirar deles teoria ao comparar com métodos provados de pesquisa. A meu ver, indução e dedução devem ser usados em conjunto. É impossível teorizar sem factos investigados, bem como fazer da teoria, factos. Este foi o caminho que aprendi com o meu orientador de estudos, Jack Goody, que me ensinou também que os factos são retirados do t
ra
balho de campo e dos arquivos onde eles constam, uma teoria teoria histórico antropológica 

Sir John (Jack) Rankine Goody (nascido a 27 de Julho de 1919) é um Antropólogo Social Britânico British social anthropologist. Tem sido um proeminente na Universidade de Cambridge University, foi eleito membro de Número da British Academy em 1976, e associado à US National Academy of Sciences. Entre várias das sua inumeráveis publicações, destaco Death, property and the ancestors (1962), The myth of the Bagre (1972) The domestication of the savage mind (1977), todas traduzidas em vária línguas, entre elas, a luso brasileira.

Foi com estes textos e outros, assim como com as suas palavras, que aprendi o método substantivistas para a investigação da mente humana, os seus pensamentos e a origem dos grupos sociais que tenho estudado ao longo das últimas 4 décadas. Jack Goody, explicada a organização da estrutura social e a sua mudança, na base de três factos importantes da sua teoria. O primeiro, é o desenvolvimento de formas intensivas de agricultura que permitiram uma larga acumulação de mais-valia –  mais-valia que explica  aspectos de práticas sociais, desde o casamento até ao funeral, bem como a grande diferença entre as sociedades africanas e euro asiáticas. O segundo, centra-se na mudança social partindo da urbanização e crescimento das instituições  burocráticas, que modificaram e apagaram formas tradicionais de organização social, como a família tribal, identificando civilização como a "cultura das cidades”. Finalmente, o terceiro, destaca a importância das tecnologias de comunicação como instrumentos de mudança psicológica e social. Associou o começo da escritura com a necessidade de gerir a mais-valia recebida pelos mosteiros, como define no seu importante ensaio escrito e pesquisado com Ian Watt (Goody e Watt, 1963), provando o argumento de que o nascimento da ciência e da filosofia na Grécia Clássica dependeu essencialmente do surgimento de um engenhoso sistema de escrita, o alfabeto.

Os factos atrás enumerados podem-se aplicar a um qualquer sistema social contemporâneo, através do tempo ou a mudanças sistemáticas ocorridas ao longo dos tempos. O seu trabalho é relevante para qualquer disciplina, como o é, para esta minha hipótese, o trabalho de David R. Olson, ed. Technology, Literacy and the evolution of society: implications of the work of Jack Goody. E mais nada acrescento. Os meus livros falam, eles próprios, do método científico, especialmente o Capítulo VI: Trabalho de Campo e Observação Participante em Antropologia, páginas 149 a 163, do texto Metodologia das Ciências Sociais, 1986, Afrontamento, organizado por Augusto Santos Silva e José Madureira Pinto. Texto em que doze de nós coloca a questão do Método Científico, com doze respostas diferentes….

 

 

 

Estranhas aventuras… pelos caminhos da devoção

Como a religião, e neste caso particular, a devoção, influencia as pessoas actualmente ou como a sociedade (uma parte dela, pelo menos) funciona na realidade.

O que levará as pessoas a acreditarem que alguém, que foi muito boa pessoa ao ponto de ser “santo”, mas que morreu há centenas de anos, consegue, na actualidade, interceder em favor dos terrenos, seja para milagrosamente salvar o filho da morte, salvar a Segurança Social da instabilidade financeira ou fazer com que o Benfica seja campeão?

Há uns anos atrás, fiz uma viagem até ao expoente máximo da devoção, Fátima, para tentar perceber melhor e in loco o fenómeno. Se calhar, por não ser católico, admito que vim como fui. Este fenómeno social permaneceu para mim como um mistério total, até que vi por acaso uma pequena entrevista a uma devota ao Senhor dos Aflitos.

Numa entrevista para um programa qualquer na televisão, uma senhora já nos seus 60 ou 70 anos explica para o intrigado jornalista o quanto ela acredita nas acções benéficas do Senhor dos Aflitos e como é fácil demonstrar que de facto ele age se assim lhe for pedido. O exemplo: uma comadre dessa mesma senhora contou-lhe que por causa de problemas de falta de dinheiro na Segurança Social, poderiam perder as reformas. Sim, as reformas!

“O quê? Como é que eu vou viver sem a minha reforma?” – responde a senhora com uma reacção mista de resignação e incredulidade.

 

Numa tentativa de solucionar um problema que pode ser real muito brevemente, a senhora recorre ao Senhor dos Aflitos, pedindo-lhe que a situação se resolva.

O principal motivo porque a tal senhora não deveria perder a reforma era o seguinte: com a perda da reforma, se ela não tiver dinheiro disponível, como o poderá doar para as obras do Senhor dos Aflitos?!? Se ela não tiver dinheiro, como lhe poderá oferecer flores?!? Aparentemente e perante este argumentos, o Senhor dos Aflitos interferiu mesmo, agiu e milagrosamente fez com que a simpática senhora não perdesse a reforma!

Isto faz-me concluir que a devoção é uma espécie de troca comercial ao nível espiritual: “eu dou o que te prometo SE tu me deres o que te peço”. “Ah, e faço-te publicidade!” É um compromisso negocial que se cumpre. Uma raridade hoje em dia.

Sendo assim, como é que é possível não gostar do Senhor dos Aflitos ou qualquer outro “santo” que cumpra o seu contrato?

Nos estranhos caminhos da devoção, o que conta é mesmo é ter uma excelente argumentação. Mas mais importante que a argumentação é… que funciona mesmo! Finalmente percebi.

“O Senhor dos Aflitos é bom para a gente” – senhora simpática que esteve quase a perder a suas reforma, não fosse a intervenção do Santo na estabilização financeira da Segurança Social e dos estranhos desígnios da devoção. Eu assino por baixo.

Volta e meia, as coisas correm-me mal e por isso preciso de “ajuda externa”. Como tal e já que trabalho na área gráfica com muita incidência na área da publicidade, vou-me tornar devoto da Santa Tecla e da Nossa Senhora dos Anúncios. Pode ser que ajude.

 

Baixa política e nervoso miudinho

Num intervalo das aflições porque passam os seguidores do grande líder Eduardo Pitta comenta a decisão da Assembleia da República proposta por Jaime Gama em acabar com algumas das mordomias deputais.

A proposta teria sido motivada por um fim de semana no Dubai onde, segundo EP, teriam participado "deputados do PS (Leonor Coutinho, Miguel Ginestal e Rui Vieira), do PSD (Duarte Pacheco) e do Bloco de Esquerda (Miguel Portas)".

Cheirou-me a esturro, porque Miguel Portas nunca foi deputado (na AR), e fui espreitar:

Os Deputados Rui Vieira (PS), Presidente da Delegação, Rosa Maria Albernaz (PS), Miguel Relvas (PSD), Miguel Ginestal (PS), Duarte Pacheco (PSD), Leonor Coutinho (PS) e Joaquim Couto (PS) participam na  120.ª Assembleia da União Interparlamentar (reunião plenária) tem lugar em Addis Abeba, de 5 a 10 de Abril próximo

 

Miguéis há muitos. É dos nervos.

Poemas do ser e não ser

A dor vestiu-se de mulher

 

A dor vestiu-se de mulher

de terra e flores

e voou para lá das nuvens onde mora o vento.

A vida é um lugar muito longe

lá para as bandas do sonho

nas margens do silêncio

na arte do encontro – desencontro

na alegria de ser triste.

Nesta Galiza de poetas e água e céu e solidão

onde um mar de rias baixas desagua dentro de nós

pinta Jordi um rosto de mulher

a ocre

terra-siena e carmim.

…Que os cabelos e os jardins

querem-se soltos e naturais

como as aves e as manhãs!

Um homem nu toca Mussorgsky ao vivo

como se Jordi pintasse Quadros de Uma Exposição.

Bem perto daqui

há muito foi sonhada Nostalgia

mas ninguém viu a luz vermelha

fendendo as águas verdes

e a dor já se vestia de terra e flores

e a dor já fugia para lá dos montes

onde moram mulheres de vento.

 

Que bem se está cá em cima

Recebi há pouco um convite para participar num jogo online. Não me atrevi a espreitar a página web que me convidavam a visitar, mas a descrição deixou-me intrigada. A mensagem explicava o jogo da seguinte forma:

 

“LiZboa é um First Person Shooter de Survival Horror onde os jogadores assumem o papel de um sobrevivente num cenário de holocausto onde Lisboa se tornou o “ground zero” para uma pandemia Zombie.”

 

E depois espantam-se que os portuenses não queiram pôr os pés na capital.  

Em defensa del ateismo, de la discussion y del pensamiento libre

Transcreverei aqui, por partes, dado que é um texto longo, este trabalho de Jorge Luis Rojas, que me parece bastante pedagógico

 

En defensa del ateísmo, de la discusión y del pensamiento libre (Jorge Luis Rojas D’Onofrio Rebelión)

 

Sobre las razones para discutir acerca de religión, para rechazar el adoctrinamiento y para respaldar el ateísmo.

 Este artículo pretende, más que convencer a la mayoría de la gente sobre las ventajas del ateísmo, convencer a la mayoría de la gente sobre la importancia de discutir sobre la religión y sobre el ateísmo. Creemos que lo primero es consecuencia inevitable de lo segundo.

(1) En defensa de la discusión

Las diferencias religiosas han sido en el pasado motivo o excusa de numerosos conflictos, guerras, homicidios, persecuciones, invasiones y robos. Persecuciones en el Imperio Romano, Guerras Santas y Yihades en Medio Oriente, Guerras de Religión en Europa, la Santa Inquisición, Cruzadas, colonizaciones evangelizadoras en América, la Rebelión Taiping en China, son algunos ejemplos de cruentos conflictos en los que las diferencias religiosas jugaron un papel importante. Es posible pensar entonces que la discusión sobre temas de religión debe ser evitada para así evitar esos conflictos. ¿Pero realmente evitamos conflictos religiosos evitando la discusión? ¿Nuestras creencias, incluidas las religiosas, no son acaso la base a partir de la cual tomamos decisiones y realizamos acciones? Personas con diferentes creencias pueden tomar decisiones antagónicas, a partir de estas decisiones se realizan acciones y de éstas acciones pueden surgir conflictos. Entonces, ¿no es mejor resolver los conflictos discutiendo, antes de que las creencias repercutan en acciones?

 

La historia nos muestra que aplazar las discusiones hasta el momento en el que los conflictos son inevitables no hace sino potenciar los daños del conflicto. De los conflictos religiosos del pasado, ¿cuántos surgieron como consecuencia de un debate amplio de la sociedad? Probablemente ninguno. Las guerras religiosas se han basado en el fanatismo fomentado por instituciones poderosas que tratan de prohibir la discusión y el debate religioso. Los grandes cismas religiosos fueron hechos por grupos de personas con intereses políticos, sin consultar a la mayoría de la población creyente.

La discusión es un requisito indispensable para la democracia. Es imposible que se tomen decisiones de acuerdo a la voluntad de la mayoría si las personas no dan a conocer sus opiniones. El hecho de que no se discuta implica tácitamente que se acepta el estado actual de las cosas, el statu quo. La historia nos muestra cómo muchas religiones se han opuesto a la democracia, evitando o prohibiendo la discusión, la cual pone en duda muchas de las creencias religiosas.

La discusión es además una de las herramientas más poderosas para la destrucción de prejuicios y estereotipos. Muchos de los conflictos étnicos, religiosos o políticos son el resultado de la formación de prejuicios, generalizaciones y estereotipos que deshumanizan al adversario, y que son consecuencia del aislamiento entre los diversos grupos. El contacto y el intercambio de ideas que impone la discusión, corroen poco a poco este aislamiento, haciendo evidentes las incoherencias y las falacias presentes en esos prejuicios y estereotipos.

 

 

Não acredito…

Cá e lá

Publicado por PauloMorais em 12 Novembro, 2009

 

“Só em Espanha, por exemplo, o caso “Malaya” pôs na cadeia mais de cem famosos. Por cá, nem um único rico condenado por corrupção! (…)

Com leis e regulamentos claros, uma justiça eficaz e célere – a corrupção será residual.”

No

Jornal de Notícias

 

PS . Aventado ao Blasfémias

 

 

Da Islândia com amor

 

Múm – They Made Frogs Smoke Til They Exploded

 

 

As certidões a fechar o círculo

Diz o Sol que há conversas de Sócrates com Vara a pedir dinheiro para a campanha socialista das últimas eleições.

 

É para isto que servem as empresas públicas e os boys, que vão pagando as nomeações políticas com estas comissões de negócios "à sucata", desculpem, à socapa.

 

Sócrates vai dizendo que não sabe de nada, e quando sabe, é campanha negra. Esta teia fecha-se ferozmente quando é apanhada,  há cumplicidades perigosas e o poder dá poder, passe a evidência,  veja-se a embrulhada em que estão metidos o PGR e o Presidente do Tribunal Superior de Justiça, a ver qual dos dois dá o passo para o pântano em que se transformou a Justiça.

 

Levanta-se uma certidão e lá está Sócrates, em todas, e se não é ele são os amigos, ou os familiares e ele de nada sabe, escolhe as palavras "oficialmente", mente à Assembleia da República e os outros é que estão a "politizar" um assunto que é da Justiça.

 

Deixem a Justiça funcionar, a tal que o PS e o PSD ataram de pés e mãos, para não a deixarem ir a lado nenhum, só faltava a sociedade civil não ter opinião, já tivemos isso durante 40 anos sabemos "ler a partitura".

 

É possível este homem continuar como Primeiro Ministro? Felizmente as  escutas vão todas ser escarrapachadas nos jornais.

 

E não tenham pena, o PS fez isto a muita gente !

A máquina do tempo: Os dicionários, nossos amigos

 

Já aqui revelei o meu apego ao «Grande Dicionário da Língua Portuguesa», de José Pedro Machado, meu querido e saudoso amigo. Mas, numa estante na minha frente tenho algumas dezenas de outros que utilizo com frequência, monolingues e bilingues; o onomástico e o etimológico também de José Pedro Machado o de sinónimos e antónimos de Houaiss, vocabulários, gramáticas (entre elas a do Lindley Cintra e do Celso Cunha), ensaios sobre linguística, alguns «thesaurus»…  

Entre os monolingues, estão os seis volumes do «Houaiss da Língua Portuguesa». Um que não tenho e que sei fazer-me falta é o «Aurélio» (»Novo Dicionário da Língua Portuguesa», de Aurélio Buarque de Holanda(1910-1989); com uma primeira edição de 1975 e uma segunda, revista, corrigida e aumentada, de 1986). São amigos que permanentemente me aconselham e esclarecem. E, mesmo com tão boa companhia e assessoria tão qualificada, de vez em quando descubro (ou outros descobrem) erros no que escrevo.

Costuma dizer-se que os dicionários se inspiram uns nos outros o que, em parte, será verdade. Sem o «Vocabulário» do Padre Rafael Bluteau, talvez o «De Moraes», não existisse, sem o «De Moraes», dificilmente José Pedro Machado teria construído o seu e, sem o «Machado», Antônio Houaiss talvez também não tivesse concluído o seu trabalho tão depressa. Isto, para simplificar, pois a realidade é bastante mais complexa.

 

Entre o «De Moraes» e o Houaiss, para falar num com duzentos anos e noutro publicado há cerca de dez, vamos encontrar entradas iguais ou quase iguais. Digamos que um dicionário depois de acabado constitui um ponto de partida para outro. Mas não é dessas semelhanças que quero falar.

Também não vos vou falar da proto-história da ciência dicionarística, que remonta à Mesopotâmia. Apenas vou traçar, e de modo muito abreviado, a genealogia dos dicionários monolingues da língua portuguesa. O primeiro problema que se levantou, quando alguém pensou em organizar um dicionário da língua, foi questionar a sua utilidade: para que serve um dicionário monolingue se as pessoas, de um modo geral, conhecem todos os vocábulos do seu idioma? Para que precisa um português de um dicionário onde se explica o significado de palavras que ele usa todos os dias? Por isso, o  conceito inicial de dicionário apenas abrangia os bilingues. O primeiro que se fez no nosso País, foi o de Português – Latim, com o título «Dictionarium ex Lusitanico in Latinum Sermonem», foi publicado em 1569 e foi seu autor Jerónimo Cardoso (c,1510-1569); tinha cerca de 13 mil entradas.

*

O «Vocabulário Português e Latino», do padre Raphael Bluteau, editado entre 1712 e 1728, é geralmente considerado como o «pai» de todos os dicionários gerais – seguiu-se o «Dicionário da Língua Portuguesa», de António de Moraes Silva, o velho «De Moraes», publicado em Lisboa no revolucionário ano de 1789. Em 1813, ainda sob a supervisão do autor, publicou-se uma segunda edição.

Ainda hoje, o «De Moraes» é considerado como uma referência e como um ponto de partida para tudo o que se faça nesta área da linguística. Uma pequena curiosidade de almanaque – interessante como, de um modo ou de outro, alguns dos nossos melhores dicionários se relacionam com o Brasil – António de Moraes Silva (1755-1824) nasceu no Brasil (então colónia portuguesa), Aurélio Buarque de Holanda (1910-1989) e Antônio Houaiss (1915-1999) eram distintos filólogos brasileiros. José Pedro Machado(1914-2005), bem este não era brasileiro, mas casou com a Professora (e também filóloga) brasileira Elza Paxeco (1912-1989).

*

Há um livro da Professora Isabel Casanova, «A Língua no Fio da Navalha», com prefácio do Professor Malaca Casteleiro e editado pela Universidade Católica, onde Isabel Casanova lecciona, que aborda toda esta temática, com uma profundidade que não alcancei aqui, por limitações de espaço e, sobretudo, por limitações de saber – desde a história dos dicionários a questões relacionadas com a utilização do idioma, nomeadamente o papel da Língua como forma de identidade nacional, os neologismos e a ortografia. Para quem se interessa por esta problemática é um livro a não perder.

Os dicionários são nossos amigos, ajudam-nos a respeitar o nosso idioma. Um aviso, sobretudo aos estudantes: não confiem nos correctores dos programas informáticos – estão cheios de erros. Um dia que esteja com paciência, organizarei uma lista com os erros mais gritantes destes supostos auxiliares. Com amigos destes quem precisa de inimigos?

Amigos verdadeiros e insubstituíveis, são os bons dicionários. Fiéis como bondosos cães, repousam nas estantes e acorrem solícitos a tirar-nos dúvidas. Os dicionários, nossos amigos, nunca nos negam a sua ajuda.

A nova filosofia do futebol do Sporting

 

De manhã não estou para ninguem

Acordo às dez, com a voz do mulherio na cozinha, conversa abafada, de onde sobressai a voz estridente da D. Maria, a porteira do prédio, sobressaltada pela chegada da Zèzinha.

 

Chegam-me emoções que não sei colocar no tempo, serão certamente as vozes das minhas irmãs no fundo das escadas na nossa casa. Ali me mantenho por algum tempo, enquanto me habituo à claridade que  entra generosa pela ampla janela.

 

A caneca do café com leite fumega na mesinha e enquanto tomo o único alimento da manhã, vou-me fazendo à vida. Aventar, ler e-mails e blogues preferidos e são 11 horas. Hora da ginástica matinal.

 

Enquanto sigo as notícias na SIC-N, vou pedalando como um louco na bicicleta fixa que tenho no escritório, a suar ao fim de 40 minutos vou direitinho para o melhor do dia. O banho, depois do exercício físico, é um prazer sempre renovado.

 

Mais Aventar, leituras e escrever o poste diário, chega a hora do almoço que a D. Emília, a senhora que trabalha cá em casa há 30 anos, apresenta fumegante na sala de jantar. Primeiro pecado, almoçar, enquanto torno a ouvir as notícias, agora nos canais generalistas.

 

Passo pelas brasas, reflectindo nas dificuldades do dia, e por volta das 15 horas saio de casa, para o Tejo, para a Baixa ou para a Guerra Junqueiro. Hora de leitura dos jornais, espraiar o olhar nas coisas bonitas da vida, passear, eventualmente ir ao cinema…

 

Se estou em dia de trabalho, recebo pedidos de ajuda do meu sócio, Vensã, com quem tenho uma empresa de prestação de serviços de contabilidade e finanças, jovem de 38 anos, 1,90 metros de altura e uns 100 Kilos, negro da Guiné: "Dôtor, estás pronto para reunião com cliente?", como se não fosse a primeira vez que me fala no assunto; ou então o meu filho "pá, podes vir ajudar que chegou uma carta das finanças?", e aí vou eu suar as estopinhas a bem desta juventude.

 

A noite prolonga-se até às três da manhã, televisão e livros, Aventar e ficar quietinho a ouvir a noite, a rua e os prédios sem luz, sem carros, a cidade a dormir para outro dia de trabalho.

 

Mato-me a rir com os meus amigos que dizem que não sabem estar sem fazer nada, deprimidos, o dia é longo, e eu a explicar-lhes que o pessoal das aldeias senta-se à porta, a  fazer nada, que é um exercício que explica a serenidade e o prazer de viver.

 

Andam cheios de comprimidos e de doenças mas sempre muito atarefados, e eu a perceber muito bem aquele ditado que diz " trabalhar dá saúde"!

 

Sem dúvida, está aqui, neste vosso amigo, a prova viva!

Uma Sanfona de Contradanças, em forma de "Aventalinho"

Imagem KAOS

 

Vêm-me sempre lágrimas aos olhos, sempre que soa Música em Portugal. Sou um melómano. Quando a Sanfona tocou, eu chorei: ela é lindíssima, sobretudo quando branqueou o BPN, e vinha, ao mesmo tempo, vender rifas do "Águias", de Alpiarça. Tantas que eu comprei…

Nem Dante se atreveria a tanto.

O segundo naipe é o António Contradanças, porque imagino a Sónia Sanfona a tocar flauta de papos, com o António Contradanças todo agarrada à Vara, a esfregar a rata e a fazer o número da Viuvinha do "Freeport", enquanto lhe metem "luvas" nos silicones, e o Godinho faz um "rap", bué ritmado, nas Sucatas.

Eu sei que tudo isto cheira a "Passerelle", e que já estamos a imaginar uns gajos camorrianos, um dia, a dispararem, e a deixarem os passeios cheios de sangue, com mulheres de bigode a fugir, desesperadas e aos gritos, como aquelas Palestinianas, que fazem ULULULULULULU com a língua, sempre que se livram de mais um filho drogado, desempregado e repetente, em forma de cinto-bomba.

Falta a Isabel Alçada, para escrever umas Aventuras no Banco Central Europeu, com o Vítor Constâncio, vestido de Heidi, a ir ocupar, pelo Princípio de Peter, uma vice presidência do Banco de Calotes de Bilderberg.

Eu sei que até aqui tudo isto já metia nojo, sobretudo, se pensarmos que o gajo que queria, e vai, queimar as escutas de Sócrates/Vara, foi reeleito Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, ou lá que nome é que essa merda tem. O tipo tem um ar sinistro, e tem tudo escrito na cara, pelo que acho que não necessito de gastar mais palavras para o caracterizar, pelo que regressei ao Constâncio, e pensei: "se esta azémola já tinha chegado à Presidência do Banco de Portugal pelo Princípio de Peter, que outro Princípio, mais alto, o teria levado a ser promovido ainda mais acima?…"

E foi aí que, sendo hoje dia 13, a Senhora me apareceu a dançar, toda na descontra, de braço dado com o Solzinho, e se me fez luz, nesta pequena cova de iria que transporto no meu coração: quer Constâncio, quer Noronha do Nascimento estavam a erguer-se aos Céus movidos pela única indústria que continua florescente em Portugal, a Indústria do "Aventalinho".

Bem hajas, Grande Oriente Lusitano, a gente agradece.

 

(Aventalado no "Aventar", no "Arrebenta-Sol", no "A Sinistra Ministra",  no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e na casa de putas do "The Braganza Mothers")

Texto enviado pelo amigo Dr. Santos Graça

A frase do dia

 

Acreditem, disse-a Angela Merkel

 

Raramente tão poucas palavras disseram tanto ou, pelo menos, propiciam tantas reflexões sobre quem diz e porque o diz e que, sendo quem é e vindo de onde veio, é capaz afrontar neste termos um dominante mundo de clichés, caricaturas e simplificações. Essas palavras estão hoje no final de uma peça na página 6 do Público e foram ditas pela actual Chanceler da República da Alemanha, Angela Merkel, cuja família – segundo biografia no mesmo jornal se mudou em 1954 da República Federal Alemã para a República Democrática Alemã.

 

«No entanto, se era uma ditadura do proletariado, não era tudo preto ou branco", concluiu Merkel. "Eu era feliz e não quero esquecer esses 35 anos da minha vida."

 

Versos do meu amigo Dr. Magalhães dos Santos

Saiu-me isto hoje na rifa…

 

À VARADA…

 

Na lista de colectivos

– e é bastante abonada… –

Vejo que muitos vadios

Constituem uma cambada.

Alcateia é de lobos,

Cavalgaduras manada.

De ladrões é uma pandilha,

De javalis é malhada.

Abutres, garotos: bando;

Câmara é de deputados,

(Úteis só de quando em quando…)

As moscas fazem mosquedo,

Se forem cães – matilha,

Se gafanhotos – são praga,

Se malfeitores são pandilha.

De macacos é capela,

Anjos, diabos – legião,

Um fato – se forem cabras,

(Não encontrei de cabrão).

Cambada podem ser alhos,

Uma récua é de burros,

Quer se ponham aos ornejos,

Quer os ouçamos aos zurros.

Nestes colectivos todos,

Há patifes e animais,

Destes, alguns são úteis,

Outros prejudiciais.

Esquecia-me da vara,

Que é de porcos coletivo,

Mas se for no masculino

Quer dizer esperto, vivo,

De olho pràs oportunidades

Que a política lhe oferece;

Que, com tantas qualidades,

Uns ricos tachos merece.

E recebe – felizmente! –

Os ordenados que tem!

Ele e outros figurões

Justificam-nos tão bem!

Com estas varas, alcateias,

Choldras, corjas e canalha,

Só te digo, Zé Povinho,

Haja um Bom Deus que nos valha!

 

Luís Barbosa de Almeida Pessoa

7 de novembro de 2009