Não quer não vai! Ia obrigá-lo?

Com estes dois que a terra irá um dia comer, ou não:

 

Numa reunião de Pais, ontem, numa escola do Grande Porto.

 

"- O meu filho não gosta das professores, eu estava de férias, ficou em casa. Ia obrigá-lo a ir para a escola? Por acaso…"

 

Siga a avaliação!

Mário Crespo – Os Intocáveis (a propósito da Face Oculta)

O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira – se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.

Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.

 

O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.

 

Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.

 

 

 

 

Os brinquedos de Nathan Sawaya

 

Antigo advogado, aos 36 anos, Nathan Sawaya vive graças aos trabalhos excepcionais que constrói, ele próprio, utilizando pequenos tijolos de brincar, sim, Legos.

Nathan deixou para trás um ordenado muito generoso para um jovem jurista em início de carreira para seguir o sonho de criança. Foi há cerca de nove anos. Agora, concebe e monta esculturas feitas apenas com o brinquedo da empresa dinamarquesa. Vende as peças por milhares de dólares. Por norma, dez mil dólares. São arte. E ele é o artista dos tijolos.

Olha-olha…

  

 

O mais conhecido e dispendioso mudo nacional, recusa-se a tecer qualquer tipo de comentários acerca do mais recente caso de tráfico de influências, viaturas de alta cilindrada, envelopes "notificadores" e outras prendas habituais.

 

Faz bem em não comentar. Aliás, não se esperava outra coisa, desde a teimosa resistência quanto a um certo episódio ocorrido há poucos meses e que envolveu uma velha instituição nascida logo após a Restauração de 1640.

 

Como diz Miguel Sousa Tavares, "não há Máfia em Portugal, porque não é preciso ameaçar gente com uma pistola. Basta abanar umas notas".

 

Querem pistas? Pelo "diz que disse", podem começar pela adjudicação de troços de auto-estrada na zona de Condeixa – já há uns bons dez anos – e certas campanhas eleitorais destinadas a róseos palácios.

 

Exílio

Acaba por ser a sensação mais dolorosa que pode acontecer a um ser humano. Bem sabemos que exílio é a expulsão da pátria, é o desterro, deportação, degredo, tenha-se ou não cometido um crime.  É a solidão em que se vive como uma punição. Quem tem de abandonar a Pátria, abandona os que ama, perde os laços familiares, fica sem bens: parte do exílio tem uma punição, essa punição é arrecadar para si os meios de sobrevivência que a pessoa tem e deve procurar em idade adulta em alternativas de interacção social, conhecer outras pessoas e, talvez, partilhar com elas as desventuras causadas por essa perca da Pátria.  É o começo do relacionamento com pessoas que nunca tinha visto antes. O exílio é refazer a vida, a qualquer tempo, a toda a idade em que  o desterro acontece. Porquê desterro?

 

 

Não era mais conveniente a palavra desaterro? Esse acto de escavar entre relações sociais e vizinhança para retirar do fundo do poço do abandono, relações suaves e ternas.  É simples a definição, perde-se a terra em que se criou, as pessoas queridas e a memória vai-se apagando. A Europa sofreu uma imensidão de punições de exílio durante o Século XIX, quando a Revolução Industrial não precisou mais de seres humanos nas cidades e as pessoas tiveram que abandonar o sítio onde repousavam os seus antepassados, não poder visitar os túmulos para prestar veneração ritual aos seus antepassados que muitos pensam que moram com eles: uma continuidade entre a vida e a morte que se cultiva na memória enquanto há materialidade para recordar. O exílio obriga a aprender novas línguas e costumes e causa uma tristeza que não permite descansar nem como falar dos seres queridos que mais ninguém conhece em outras terras. Como Portugal durante a ditadura do Século XX, desde Sidónio Pais até ao 25 de Abril de 1974

 

 

 

 

A procura de novas alternativas orienta os seres humanos para sítios sem fim nem objectivo. É-me quase impossível esquecer o compositor polaco, Frederick Chopin, desterrado da sua terra pelo duque russo que em nome do Czar, a ocupava organizando a vida dos polacos, conforme o seu caprichoso entendimento. Queria ouvir Chopin noite e dia e se este não se apresentava, mandava a policia buscar o jovem compositor, a qualquer hora do dia, unicamente para seu prazer.  O pai, exilado francês das guerras napoleónicas, enviou-o de imediato para Paris, cidade na qual veio a falecer cedo na vida. Seu único desejo era que o seu coração fosse sepultado na sua terra de Varsóvia, a sua irmã Ludvicka cumpriu essa dolorosa vontade, pondo-o com cognac numa urna de cristal selada (ver mais em http://pt.wikipedia.org/wiki/Cognac">Cognac). É aí onde o seu coração descansa e permanece, até hoje, dentro de um pilar da Igreja da Santa Cruz (Kościół Świętego Krzyża) em Krakowskie Przedmieście" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Krakowskie_Przedmie%C5%9Bcie">Krakowskie _fcksavedurl="http://pt.wikipedia.org/wiki/Krakowskie_Przedmie%C5%9Bcie">Krakowskie Przedmieście, debaixo de uma inscrição do Evangelho de Mateus, 6:21: "onde seu tesouro está, estará também seu coração". Formas de consolo  de um exilado que tudo tinha perdido. Como tantos outros que procuravam paz e confiança não apenas numa divindade que sabiam não existir, mas a angústia dava-lhe vida. Como a maior parte dos exilados em procura de trabalho em terras desconhecidas. O exílio é a imagem da desolação, solidão, traição e abandono , sem companhia que possa sentar-se ao pé da pessoa só, carente de ternura e carinho. O exílio é a morte em vida, antes, ontem e ainda hoje. Todavia, esta punição tem tido as suas vantagens. A circulação de pessoas por sítios diferentes passou a ser a base para convénios de trabalho e comerciais de operariado, entre países. Pode haver sucesso, pode haver perseguição, sedução para arrecadar sustento, mas, acima de tudo, há  um profundo luto do coração que não sabe como descrever os que perdeu. O exílio é a morte em vida, o desaparecer do mundo ainda em plena actividade. Um símbolo descreve-o, símbolo que fala mil palavras sobre o desterro:

 

                            

 

 

É possível governar com este nível de suspeita?

Como se recorda sempre que é preciso, o PS está no poder desde 1996 com um hiato de 2 anos e meio. Tudo o que Portugal hoje é tem o selo do PS ! Para o bem e para o mal!

 

Somos novamente o país mais pobre da União Europeia, o que não acontece de um ano para o outro, é fruto de um processo contínuo de empobrecimento.

 

Hoje temos uma dívida externa colossal, um déficite orçamental que alcança este ano os 8% e no ano que vem deve subir para os 9%, um desemprego que anda nos 9% e vários déficites estrututais na economia . É dificil fazer pior!

 

Quando para enfrentar este cenário, o mais necessário é ter agentes geradores de confiança, o que se verifica é que nunca houve tanta suspeita em relação ao poder económico e político. Isto é o resultado do poder absoluto do PS!

 

Temos um Primeiro Ministro que está há vários anos sob suspeita, em vários processos que correm na Justiça. Temos  magistrados colocados em lugares chave com conhecidas e íntimas relações com o PS,  alguns com processos de inquérito, como é o caso de Lopes da Mota.

 

Temos, agora, vários gestores de empresas públicas nomeados com a confiança do PS, envolvidos numa gigantesca rede de corrupção e tráfico de influências, o que indica que há conexões com membros do poder político em exercício, caso do Ministério das Obras Públicas.

 

O governo prepara-se para fazer toda a pressão no lançamento dos megaprojectos, que a verificar-se, será na vigência de quem está sujeito a este enorme nível de suspeição. Uma enorme soma de dinheiro será aplicada e gerida por estes interesses instalados que estão sob investigação.

 

O que pensar disto? Com é isto possível, quando as funções chave de regulação e controlo têm o comportamento conhecido e foram nomeados por quem está sujeito a investigações policiais?

 

 

Menino ou menina?

 

O amor é uma força da natureza. A frase não é minha, mas os sentimento sim. Se não houver essa paixão que leva um corpo a se juntar com outro de diferentes géneros, o mundo não teria população. Fazer filhos, é uma dádiva da divindade, se divindade houver . Parece-me que a divindade é a força da paixão que nos seduz, nos namora, faz de nós seres doces, protectores e ternurentos, que faz dos nossos, um arrepio permanente. Arrepio permanente de namoro e desejo. Desejo que faz dos corpos, um no que penetra essa  pessoa que que nos seduz. Também há a paixão que nãoo rende fruto, essa paixão de pessoas do mesmo género. Sobre este tipo de paixão temos falado tanto, até o ponto de esquecer referir ao amor que rende fruto, essa atracção que faz doer o corpo se nãoo é satisfeita Satisfação que acaba em sangue, suor e lágrimas na felicidade que, após render o nosso corpo ao corpo que amamos, faz distender esse corpo e adormecemos. Dias inteiros, horas cumpridas, com um acarinhar ao outro que, apenas no fim, se rende e procura o nosso erotismo. O que acontece nesses casos? A descendência aparece no meio de nós, que amamos de outra maneira, mas amamos compaixão, uma paixão que leva ao sedutor a estar sempre ao pé do bebé desprotegido, essa criança que depende de nós ao longo de períodos cumpridos. Se o resultado é rapaz o rapariga, é-nos igual: são nossos, a nossa responsavilidade. Mas nem sempre.

É irrelevante que essa descendência seja menina ou menino. Há, entre outros assuntos, os ciúmes do pai que se quer ver projectado a si próprio na forma de rapaz. Permite na vida adulta uma certa cumplicidade nas brindeiras masculinas, jogar a bola, ouvir a histórias de amor que o mais novo confia ao seu progenitor.

Na nossa cultura há um ditado: os filhos são do pai, as filhas da mãe. Depende, como é natural, da confiança que pai ou mãe ofereçam aos seus pequenos.

Nunca esqueço a análise que fiz a um conjunto de crianças de uma aldeia de Portugal, outra na Galiza e outra na Cordilheira dos Andes. Na de Portugal, havia este sacristão que todos os 10 meses fazia um bebé a sua mulher. Cada nascimento, era uma desilusão para ele: apenas meninas, até seis. Por milagre, o sétimo descendente foi um rapazito. A alegria do meu Sacristão, por nome Joaquim Beato foi tão grande, que deixou de se embebedar e esqueceu os ciúmes que sentia pela sua mulher, a quem não era permitida de falar com ninguém na rua: não fosse o caso que tiver prelúdios com um homem qualquer e for enganado na paternidade. Estudei o caso ao longo de 20 anos. 

Para mal do sacristão, homem tradicional, o filho foi criado pelas irmãs e hoje em dia vive com o seu amigo íntimo. Como se amar pessoas do mesmo sexo, for delito ou pecado. Joaquim Beato não entendia e em vez de ensinar, punia, abandonava, não era solidário nem com a mãe que nada comentava dos amores do filho: aceitava com facilidade, como as irmãs. Foi levado ao estrangeiro pelas irmãs e vive feliz com quem ama, o seu rapaz pessoal. Há também outros motivos, bem conhecidos na História, como esse anseio de Henrique VIII Tudor, que casava uma e outra vez para obter um herdeiro para a sua monarquia, o que parecia impossível.

A sua primeira mulher, Caralina de Aragão, deu-lhe apenas uma filha, Maria Tudor, que reinou. Pensava que o seu matrimónio não era válido e era punido pela falta de herdeiros. A sua mulher foi afastada e casou com uma rapariga da corte, estava certo que ela sim lhe daria um filho, mas apenas nasceu uma outra rapariga, Elizabeth, a melhor monarca de todos os tempos.

Na sua infância, afastou-se da sua mãe e procurou um dama da corte, Jane Seymur, quem lhe dera um filho, Edward VI, o que fez dele um homem feliz porque tinha tido um filho. Reinou seis anos e faleceu muito novo. Rapaz ou rapariga? Tem a sua importância se há bens pelo meio ou História para construir.

Por causa do seu desapontamento, no seu tempo não se sabia que determinava o sexo do descendente era o pai, pelos cromossomas x e y. Ele matava as sua mulheres e reformou o seu reino, separado-o de Roma na esperança de, sendo ele a orientar a religiosidade do seu povo, um milagre ia acontecer: teria um filho. Casualidade ou ambição? Ambição, antes.

Este Henrique tinha as suas mulheres e, as tantas, os seus rapazito de 15 ou 20 anos. Relações que não rendiam fruto.Se o descendente é menino ou menina, tem a sua importância, de forma diferente, nos três casos narrados, todos eles falhados. Quem por fim reinou e reformou a religião, foi o seu sobrinho neto, Jaime I de Inglaterra e VI da Escócia. O Tudor não sobrevevu para ver este milagre. Menino ou menina, ou paixão infrutífera, acaba por ser de importância para o pai quem deseja se ver retratado no seu descendente e partilhar com ele aventura. Não podemos esquecer qye até o dia de hoje, a mulher é, infelizmente, um ser humano de segundo plano, como analiza o frade dominicano, Emílio Garcia Estebánez, no seu texto de 1992: Es cristiano ser mujer?, Século XXI Madrid. Será assim que os filhos mais do que as filhas são procurados? 

 

 

A avaliação é necessária e é possível

Era fatal como o destino que a avaliação dos professores se croncretizasse, pode e deve ser melhorada , até porque é um processo  próactivo,  mas é muito necessária para a melhoria das escolas.

 

A argumentação dos professores sempre foi muito pobre e na parte final já só se agarrava aos professores "titulares" e à, para si impossibilidade, de se fixarem objectivos justos e mensuráveis, esquecendo que ali ao lado as escolas privadas já o fazem há imenso tempo.

 

A avaliação, desde que negociada e aceite por todos, permite que todos os professores saibam o que a escola espera do seu trabalho, e assim pôr todos a remar na mesma direcção. Depois leva ao envolvimento de todos nos processos e objectivos reconhecidos e aceites, como os mais importantes, os problemas passam a ser do grupo e depois da escola.

 

Um aluno problemático não o é para o professor, é-o para a escola, não só porque exige compromissos e tarefas que não estão ao alcance do professor, enqunto entidade individual, mas tambem porque os meios da escola são muito superiores à resolução ou enquadramento do problema.

 

Por outro lado, ninguem como os professores sabe exactamente quem é bom professor e quem tem mérito, é só preciso que esse conhecimento seja estruturado, seja natural e não visto como algo de "mau companheirismo", e que o seu merecimento seja comparativamente avaliado e recompensado.

 

Tenho-me batido desde há muito pela avaliação dos professores, toda a minha vida profissional foi avaliada, uma vezes melhor outras pior, é um processo exigente e de todos os dias, mas quem trabalha e quem obtém resultados tem o direito de ver reconhecido o mérito do seu empenhamento.

 

Oxalá a enorme massa dos professores que querem uma escola melhor, saiba tapar os ouvidos a quem precisa da contestação para ter poder e sobreviver.

 

 

As Prendas de Natal e Outras

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PRENDINHAS, QUEM AS NÃO QUER

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A operação, chama-se Face Oculta, mas já há muitas faces descobertas.

Sobre isso já escrevi aqui, e aqui.

Aquilo que muitos dos arguidos, ou alegadamente implicados, deram ou receberam, têm nomes diferentes, consoante quem os nomeia.

Para uns, os investigadores e o público em geral, o nome que têm é "luvas provenientes de corrupção".

Para outros, os que ofereceram ou os que receberam, são "prendas de Natal ou de outra altura qualquer".

Mas, dificilmente, automóveis e dinheiro, podem ser considerados presentes desse género.

A todos os níveis da nossa sociedade, se utiliza a prenda, ou a nota, ou a influência, para obter o que se pretende.

A corrupção, pequena ou grande, faz parte do nosso estilo de vida. Desde a notita dada à funcionária que nos põe dentro do consultório do sr dr uns minutos mais cedo, ao segurança que nos deixa entrar mesmo sem a devida credencial num qualquer sítio onde pretendemos ir, ou ao sr graduado de uma qualquer força militarizada que mete uma cunha pelo nosso pirralho e por isso recebe à posteriori uma prendinha, em quase todas as circunstância da vida dos Portugueses encontramos situações destas.

Não seria portanto de admirar que nos altos negócios se proceda da mesma forma.

Mas, se nas pequenas coisas, é aceite pelo comum dos cidadãos, que se proceda assim, pois que quem o não faz fica sempre prejudicado, já nas grandes coisas esta postura não tem o aval de ninguém. Nestas, a lisura de procedimentos, até ao mais pequeno pormenor, é exigível.

O Português, como outros, aceita que a pequena corrupção se faça, até porque é ele quem a faz, mas exige que os que estão em situação de mandar, os que têm poder, o não façam, até porque não precisam, e só corrompe quem necessita.

O grande problema desta situação, para além do facto em si mesmo, é que tem já muitas ramificações, que tocam altas figuras da nossa Nação. À Ren, Refer, EDP e Galp, juntam-se agora a CP, a Portucel, a Lisnave, os CTT, a EMEF, os Portos de Setubal, Sines a a Capitania de Aveiro, a ENVC, a IDD, a Empordef, a Carris e as Estradas de Portugal. Muitas destas empresas estão já a fazer investigações internas. Mas são já demasiadas as empresas ligadas a este caso. É o País inteiro.

E só o mais pequeno dos actores deste caso, o que corrompeu (alegadamente claro, que é preciso ter cuidado com o que se diz) os altos funcionários de quem se fala, está em prisão preventiva.

Daí o poder-se inferir que aos outros, nada de mais lhes acontecerá. O sr Vara, ainda está e continuará a estar na Vice Presidência do BCP. O sr Penedos continua na presidência da Ren. E outros continuam onde sempre estiveram.

Daqui a muitos anos, como em outras situações que estão a correr na nossa justiça, ainda estaremos na situação de hoje. As investigações vão ser demoradas e a nossa justiça irá ser ainda mais lenta que de costume. Há demasiada gente muito importante envolvida.

Esta forma suja e abjecta de se viver, não pode deixar de criar nojo a quem olha para ela.

Ninguém pode confiar em ninguém. A corrupção grassa por todo o lado. Quem tem poder, e é pouco sério, faz o que muito bem entende e enriquece quase da noite para o dia. Quem não tem esse poder, ou se for uma pessoa séria, nem trabalhando muito, chega a algum lado apetecível economicamente. Quem não for de modo algum, uma pessoa séria, como muitos que por aí andam, depressa chega a ter poder. Seja em que nível for.

E o poder em Portugal, pelo que se ouve nas ruas e nos cafés, está associado à burla e à corrupção.

Vivemos num País de vigaristas e de vigarices. E, desde à alguns anos a esta parte, a principal ideia que transmitimos aos nossos filhos, é a de que devem ser "espertos" para poderem ter poder e ser ricos, não interessando o que se faça, desde que surta efeito.

O que em alguns momentos me apetece, é sair daqui, fugir, imigrar para um qualquer lugar, longe de tudo e de todos. Ou então viver no meio do monte, sem acesso a seja o que for. Mas não sendo de baixar os braços, vou, à minha escala, continuar a lutar contra a corrupção em Portugal.

Conforme está, é uma tristeza, o País em que vivemos.

 

 

(In, O Primeiro de Janeiro, 5-11-2009)

 

 

 

 

A máquina do tempo: vacinar ou não vacinar

A ex-ministra da saúde da Finlândia, Dra. Rauni Kilde, falou sobre a gripe A. Realmente foi muito esclarecedora, mas… a seguir foi despedida… Vejam porquê.

Hoje, a nossa máquina, não viaja nem até ao passado nem na direcção do futuro – fica-se pelos nossos dias. Instalada que está a polémica sobre a  bondade ou a nocividade de nos vacinarmos contra a gripe A, com alguns médicos, enfermeiros e outros técnicos de Saúde a recusarem essa medida preventiva, os leigos como eu, ficam confusos. Depois, para aumentar a confusão, circulam por aí e-mails, textos e vídeos que, pelo seu conteúdo sensacionalista, não podem deixar de alarmar e de causar preocupação. É o caso do vídeo que mostro acima.

 

Dois dos meus melhores amigos são médicos e então, sempre que me surgem questões destas não hesito em lhes bater à porta e indagar sobre a credibilidade deste tipo de «informações» – quase sempre é preciso pôs aspas. Com a paciência que por certo lhes advém do exercício da profissão (e, claro, da amizade que há décadas nos une), nunca me deixam às escuras. E, mais uma vez, me iluminaram.

 

O que escrevo a seguir é o resultado das duas consultas que fiz aos Doutores Carlos Leça da Veiga e Rui de Oliveira. As suas palavras esclarecem-nos sobre a credibilidade da «ministra» finlandesa e sobre o momentoso problema das vacinas contra a gripe A. Peço a vossa atenção:

Ser a Sra. Rauni Kilde ministra, ou não, nada traduz que saiba do que está a falar. Para afirmar-se a causa real de qualquer doença infecciosa há critérios objectivos que nesta caso da vacina da gripe não estão confirmados. Os vírus utilizados nas vacinas da gripe são vírus inactivados e, desde há muitos anos, que a vacina da gripe é a vacina vírica indicada para todas – todas – as grávidas. Até agora a mortandade anunciada pelo uso da vacina não está à vista. Não se acredita que seja possível torná-la obrigatória nem mesmo, para tanto, invocando o precedente da vacinação anti-variólica que era obrigatória e, desse modo, conseguiu acabar com a doença no mundo.

Procurando nas mesmas fontes da Net onde se vão buscar estas intervenções “espectaculares”, o que se encontra não credencia especialmente a Sra. Rauni Kilde. Correndo o risco de fazer juízos errados (mas usando as mesmas fontes…), parece (nas palavras de um seu apoiante 1) que nunca foi ministra (logo nunca demitida) mas apenas responsável provincial (e nem sequer responsável – chefe). Em particular após o seu acidente de carro (causa do afastamento ?), afirma-se defensora da presença de extraterrestres entre nós (ver texto abaixo 2 ) e, entre outras campanhas de que é dinamizadora, destaca-se a tese de que há uma conspiração para o controlo da mente pelas microondas (telemóveis, implantes de micro-chips, etc). Encontram-se, por exemplo, tais congeminações no artigo “MICROWAVE MIND CONTROL: MODERN TORTURE AND CONTROL MECHANISMS ELIMINATING HUMAN RIGHTS AND PRIVACY by Dr. Rauni Leena Kilde, MD September 25, 1999” a que se pode (e deve) aceder pelo link http://www.raven1.net/kilde1.htm Diz-se deve porque o artigo é um pouco aflitivo pela sua argumentação paranóide.

Em suma, o discurso da Dra. Kilde nada acrescenta e não será por aí que devemos ir. Questionar o lucro e o peso de certa indústria farmacêutica é legítimo e defensável, achar que a vacina aconselhada a grávidas e crianças é para diminuir a espécie é transtorno mental.

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 1 Rauni-Leena Luukanen-Kilde (born 1939 in Värtsilä, now in the Republic of Karelia) was the provincial medical officer of the FinnishLapland Province with a doctorate in medicine from 1975 until a car accident in 1986, which took away her ability to continue her work and career. She likes to advertise her former title, but often she rather calls herself a former Chief Medical Officer of Finland.

 

2  “Finnish physician Rauni-Leena Kilde, MD spoke of the extraterrestrial experience among the Sammi (Laplander) people she was raised with above the Arctic Circle and in Scandinavia. Her first remembered contact was when she was in a severe car crash. As she laid there mortally injured, a small ET was at her side working on healing her injured liver. Later, the hospital staff could not understand how she survived the crash. Later she remembered ET contacts as a child living among the Sammi. She reported that there is a change of attitude in Scandinavia and the European Union about cosmic contacts. She hears positive reactions to ET encounters. …  Her country borders Russia, where cosmonauts were threatened with death if they talked openly about UFO encounters…”

 

 

 

Salvar a Ponta de S. Lourenço

TEXTO DE FRANCISCO LEITE MONTEIRO

 

Nos últimos 6 meses foram 5 os textos que escrevi e o Diário publicou, a propósito do “susto”, como classifiquei a ameaça de descaracterização que representa para a zona o tão falado “eco-resort” da Quinta do Lorde. Como se antecipava, o relatório do inquérito da comissão nomeada pela ALRAM foi presente e aprovado na última terça-feira, tendo o plenário concluído não existirem quaisquer actos administrativos ilegais e lesivos do interesse público regional ou do Estado. A esse mesmo respeito, no Diário de 29, em “Opinião”, assinado por Jacinto Serrão, foram feitas algumas considerações eminentemente politico-partidárias e, até certo ponto, superficiais, sobre a decisão do parlamento regional, ficando-se pelo que dir-se-ia ser o reconhecimento do facto consumado, mas a que faltou muito do essencial, a tempo que se está, ainda, de precaver contra outros desastres de natureza ambiental em toda a Região.

 

Pretendo com isto lembrar, repetindo, que muito mais importante do que assacar responsabilidade aos promotores, nem tendo sido detectadas irregularidades no licenciamento, mas mais ainda, pela impossibilidade de fazer recuar o tempo e repor o espaço natural destruído, o que muito mais importa é, sem mais perdas de tempo, impedir a repetição de situações semelhantes.

 

Resumindo e concluindo, importa agora e sempre, alertar o poder público para a necessidade de ser reforçada a legislação e respectiva fiscalização, por forma a pôr cobro a novas situações, não mais consentindo qualquer uso ou alteração do solo, do que resta da Ponta de São Lourenço, até ao farol, bem como em outras espaços em toda a RAM que isso justifique, impedindo o alastramento da descaracterização do espaço natural que, no caso dos 16 hectares ocupados pelo “Quinta do Lorde Resort” é, lamentavelmente, irreversível. Publicado no «Diário de Notícias da Madeira»

Homem velho e mulher nova filhos até à cova

Sempre se viu homens mais velhos apaixonarem-se e darem um piparote na vida, largarem tudo, por amor a uma mulher mais nova.

 

Uma das mulheres mais bonitas que vi estava casada com um homem muito mais velho (conhecido por ter belos programas de educação física na TV) e tinham duas belas crianças. felizmente parecidas com a mãe.

 

A primeira reação para quem na altura tinha trinta e cinco anos, foi de incompreensão, ciúme, o que lhe queiram chamar, mas o tipo apesar da idade era bem parecido e culto.

 

Outro caso muito conhecido, entre outros foi o de Sofia Lauren e a de Carlo Ponti, ela era só uma das mais belas mulheres e ele era baixote, gordo e careca.

 

Mas o que vos quero contar é o caso de um dos políticos mais conhecidos de Espanha, poderoso, banqueiro, economista e que tinha uma bela família com filhos, um palacete e uma mulher que era só dele. Um belo dia deixou tudo para se casar com uma mulher que ía no terceiro casamento, com filhos de dois homens, cheia de plásticas apesar de muito mais nova, uma cabecita tonta mas muito bela.

 

Alguém se interrogou na sua frente sobre tal decisão, e o poderoso devia estar na fase do desencanto e respondeu : "é como estar na última estação, a ver passar o último comboio e a decidir se agarro ou não a última carruagem."

 

Eu por mim, dou comigo a ver as "teens" na Guerra Junqueiro e a justificar-me. No amor tambem alguem tem que ser capaz de se mexer.

 

Ora…

 

Ui… temos manif pela certa

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, garante que está fora de questão o Governo suspender a avaliação dos professores.