A distribuição da riqueza é a questão central na sociedade Portuguesa

A economia

(imagem que me chegou por mail, desconheço a fonte)

Ajuste de contas

Freeport, Submarinos, Operação Furacão, Cova da Beira, Face Oculta, BPN, Casa Pia…

 

Nenhum termina com acusados. E os que têm arguidos é o pessoal caído em desgraça (Oliveira e Costa) ou o mexilhão ( Bibi, Godinho ) ou quem já  está  fora do círculo do poder ( veja-se os acusados da Casa Pia, ou melhor, veja-se quem está fora da Casa Pia) .Estou-me a lembrar das famosas fotos com gente muito importante que nunca apareceram…

 

Os casos vão-se matando uns aos outros, num processo que ameaça acabar de vez com a credibilidade da Justiça e dos políticos.

 

Num ajuste de contas frio e cheio de ódio, uma mão lava a outra.

 

Enquanto o caso "Face Oculta" esteve em Aveiro, pelos vistos há vários meses, não houve fugas de matérias em segredo de Justiça, logo que chegaram a Lisboa ( e Lisboa é a Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal de Justiça ) foi um ver se te avias.

 

Em Aveiro, há gente que chegou onde chegou pela carreira, em Lisboa ou são nomeados ou são eleitos pelos pares. Processos políticos.

 

Se o povo ignorante, que somos nós todos, sabemos algumas coisas, que saberão os polícias, o Ministério Público, os Directores dos jornais e da televisões…

 

E o ajuste de contas recomeça…

 

 

O fascismo era isto

Tenho um amigo, oficial reformado do exército, que tem passado os últimos tempos a procurar e a trazer para casa os restos mortais dos militares que morreram em África.

 

Ainda se lembra dos sítios onde estão enterrados, e aí vai ele com outros camaradas militares e cientistas e com o apoio da Liga dos Combatentes, para a Guiné, que no caso dele, é o país que conhece melhor e onde combateu.

 

Já voltaram perto de uma dezena e há uma equipa neste momento no terreno, com sepulturas identificadas. Mais de 5700 militares estão ainda sepultados em vários países da Europa e África.

 

Hoje, no Público, vem o testemunho emocionado de um filho que não conheceu  o pai por este ter morrido  em Angola. Durante uma grande parte da sua vida lutou para trazer o corpo do pai para a terra natal, o que conseguiu porque conheceu camaradas do seu pai, da mesma companhia, e que lhe deram indicações precisas do local da sepultura.

 

Tem condições monetárias para dar paz à memória do seu pai e a si mesmo, mas a maioria das famílias não têm condições para fazer o mesmo. A besta fascista que enviava os jovens de vinte anos para a guerra, roubando-os às mães, muitas vezes sem sequer lhes ter proporcionado uma vida digna, enviá-los à escola, deixava-os aprodecer quando morriam a defender uma Pátria que não os merecia.

 

O Estado fascista, não pagava a trasladação dos corpos dos jovens militares mortos. O Estado democrático, 34 anos depois, serve-se da boa vontade dos familiares e amigos para os sepultar em paz!

 

Coitado de quem é pobre!

 

 

 

 

Maradona castigado por responder à letra à comunicação social

 

 

Porque carga de água se mete a FIFA com as declarações de Maradona após obter o apuramento para a África do Sul? Aplicam-lhe uma suspensão de 2 meses porquê? O barrete também lhes cabe nas orelhas?

 

 

 

Obviamente, não entregarei os Objectivos Individuais

Na minha escola, ninguém entregou os Objectivos Individuais no ano lectivo anterior. O Conselho Executivo fê-los por todos.

Neste ano, o Director já avisou que não faz Objectivos Individuais. Falta uma semana para o prazo terminar e a sensação que tenho é a de que está tudo a preparar-se para entregar, até porque já estão todos a passá-los de umas pen’s para outras (como é óbvio, vão ser todos iguais). Parece-me que têm, injustificadamente, medo das consequências.

Até agora, só eu é que disse que não entregava.

Como é óbvio, tenho objectivos bem definidos para a minha passagem por aquela escola. Sei o que quero para mim e sei o que quero para os meus alunos. Mas uma coisa é ter objectivos individuais, outra bem diferente é entregar os Objectivos Individuais a que o Ministério nos quer obrigar sem qualquer base legal – a Justiça já se pronunciou sobre o assunto.

Não sou incoerente. Não andei durante dois anos nas greves e nas manifestações para, no final, acabar por fazer o que eles querem que eu faça.

O actual modelo de avaliação não presta. O original não pôde ser implementado. O simplex ainda avalia menos do que no passado. Basta não ter faltas injustificadas e já se tem BOM à partida. Avaliado por colegas que nem por sombras são melhores do que eu?

É esse modelo de avaliação que pretendem? Eu não.

Anatomia vegetariana

 

Cartaz da International Vegetarian Union, campanha "Vegetais é tudo o que o teu corpo precisa".

Não acho, somos omnívoros por natureza e assim nos fizemos homo sapiens sapiens. Mas gosto da imagem, ressalvando que o gengibre nem por isso dá a volta à tripa.

O cheque dentista – uma brecha nos interesses instalados

Costuma dizer-se que o PS e o PSD conseguiram, em 30 anos, o que Salazar não conseguiu em 50 anos. Um Estado corporativo.

 

Bem se sabe que Salazar tambem andou atrás das coorporações e deve ter perdido algum tempo, mas o poder das corporações de interesses é que há muito que abocanharam o interesse nacional.

 

O diagnóstico há muito que está feito, sabe-se quais as medidas, mas não são tomadas porque não correspondem aos interesses de quem controla o poder.

 

Neste caso, da saúde oral, nunca foi possível incluir a especialidade no Serviço Nacional de Saúde, só muito residualmente é que este serviço é prestado. Não por acaso, há um universo imenso de consultórios dentistas, onde deixamos não só os dentes (como o nosso Fernando aventador) mas tambem um bom punhado de euros, que a maioria da população não pode pagar.

 

Esta situação deu lugar  ao aumento da oferta com a entrada de dentistas (uns médicos, outros nem por isso) no mercado, racionalizando preços e permitindo a muita gente  os cuidados orais, tão necessários. A esta mudança da oferta/procura, os barões dentistas responderam com boatos (descrendo da competência de muitos dentistas que chegaram ao país).

 

Pois bem, rompendo com este estado de coisas, o Governo avançou com o cheque-dentista e, num ano, foi possível alcançar os seguintes resultados.

 

– 5.028 locais de prestação aderentes

 

– 43 milhões de euros afectos ao Programa

 

– 3.313 médicos dentistas aderentes

 

– 305.282 utentes do SNS beneficiados

 

– 326.139 chequess emitidos até 31 de Outubro passado.

 

"Tudo isto em pouco mais de um ano, combinando-se a liberdade de adesão do médico dentista, a liberdade de escolha dos utentes, as normas éticas, deontológicas e científicas que o regulam e a confiança estabelecida com a população abrangida", diz o candidato a bastonário, Orlando Monteiro da Silva.

 

Como já tive ocasião de aqui postar, o cheque dentista é de um valor muito inferior aos habituais 100 euros por consulta, rondando os 40 euros, abriu possibilidades a jovens dentistas em todo o território nacional, e não só nos grandes centros, possibiltou o acesso a milhares de portugueses aos cuidados de saúde orais.

 

Claro que os instalados gritam cobras e lagartos, mas quem se interessa com isso? Basta cobrarem metade do habitual e já não perdem clientes

 

Mas isso é mesmo como arrancarem-lhe os dentes!

 

Mais um que nunca mais progride na carreira

Coitado do homem!

En defensa del ateismo, de la discusion y del pemsamiento libre

En defensa del ateísmo, de la discusión y del pensamiento libre

 

Jorge Luis Rojas D’Onofrio

Rebelión

 

(3) ¿Qué está en juego?

Existe la creencia tanto entre creyentes moderados como en ateos y agnósticos, de que la religión debe escapar a la discusión, ya que se sitúa en un "plano espiritual" que no afecta al "mundo material". Pero muchos acontecimientos pasados y presentes nos muestran la falsedad de esta creencia. Sólo el tiempo que las personas le dedican a la religión afecta en gran medida al mundo material. El tiempo que podría ser dedicado al trabajo, al descanso, al aprendizaje, o al esparcimiento, es en cambio dedicado a actividades que pueden no tener ningún efecto positivo. Pero además hay un sinnúmero de situaciones en las que las creencias religiosas que contradicen la evidencia, tienen consecuencias terriblemente negativas para la vida y la felicidad de las personas, consecuencias que, de otra manera, serían fácilmente evitadas. Incontables son los ejemplos de dichas situaciones, desde lapidaciones, quemas de brujas y sacrificios humanos y animales, en los casos más extremos, hasta muertes producidas por tratamientos médicos errados para enfermedades fácilmente curables con los conocimientos disponibles. La discriminación de grupos como mujeres, niños, hombres de otras razas, otras religiones, homosexuales, enfermos, encuentran su justificación en muchas creencias religiosas. La ecología del planeta se ha visto afectada por la extinción o cuasi extinción de especies animales cazadas por motivos supersticiosos. Gran cantidad de recursos son destinados a personas que han convertido a las creencias religiosas y supersticiosas en un negocio, y que se dedican a perpetuar dichas creencias por motivos de enriquecimiento personal. Esto es lo que está en juego, y es por esto que consideramos importante exponer una visión naturalista y científica del mundo que haga frente a las creencias religiosas y supersticiosas en el campo de batalla de la discusión.

Sem palavras

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Carvalhal, o treinador ideal para o Sporting

Não deixa de ser uma surpresa a ida de Carlos Carvalhal para o Sporting. É verdade que é um treinador jovem, inteligente e com provas dadas, mas é um treinador que inexplicavelmente, rescinde quase sempre com os seus clubes nos primeiros meses da época. Tem sido assim nos últimos anos.

Ou seja, é o treinador ideal para o Sporting. E, assim, André Vilas-Boas continua livre para o meu FC do Porto.

Clube dos Poetas Imortais: António Cabral (1931-2007)

 

António Cabral foi um dos maiores poetas da região de Trás-os-Montes e Alto Douro. Melhor: foi um dos maiores poetas portugueses do século XX. Não provocando o clamor mediático de um Torga, a sua poesia atingiu uma qualidade incomum e à qual, até agora, não se fez a devida justiça. Mas nem só poesia escreveu, pois da sua bibliografia constam, além de 15 colectâneas poéticas, cinco volumes de ficção e sete volumes de teatro. Para além de livros didácticos e de ensaios literários.

Publicou também obras sobre etnografia e antropologia, nomeadamente sobre jogos populares, matéria em que se tornou um grande especialista. A ele se deve ainda um dos mais belos textos escritos sobre José Afonso, «Introdução às canções de José Afonso», publicado no livro «Cantar de Novo» (Nova Realidade, 1970). Neste clube tenho incluído grandes poetas da lusofonia, alguns deles meus amigos. É o caso do António Cabral com o qual colaborei e que comigo colaborou em numerosas iniciativas. Um bom amigo e um grande escritor.

 

 

 

António Cabral nasceu em Castedo do Douro (Alijó) em 30 de Abril de 1921 e faleceu em 23 de Outubro de 2007 em Vila Real. Sacerdote católico até 1972, pediu dispensa e casou, dedicando-se ao ensino. Além de grande poeta, dramaturgo e romancista, foi um activo agente cultural, sendo co-fundador das revistas Setentrião e Tellus. Vemo-lo na fotografia com Amadeu Ferreira, o escritor e principal defensor da língua mirandesa. De António Cabral escolhi o poema Acorda amor, publicado na antologia poética «Vietname», que organizei em colaboração com Manuel Simões. Parece-me dar uma ideia do grande poeta que é o «imortal» que hoje vos apresento – Meus amigos, deixo-vos na companhia de António Cabral:

            Acorda amor

            Acorda, amor. Não ouves o silêncio

            ranger à volta da nossa casa?

            Algo se passa. As aves na palmeira

            do pátio acabam de estremecer.

            Ouço-as pelas frestas da velha parede

            e o medo volta de novo ao meu coração.

            Bem sei que não devia ter medo, que o sono

            é esse doce país cantado pelo poeta,

            onde os rios não correm somente

            para demarcar os ódios, e as nuvens

            apenas ocultam a boa água fertilizante.

            Condeno-me por isto. Por tremer

            diante dum pensamento e acordar, a teu lado,

            quando um leve sussurro atravessa a noite.

            É como se a tua presença não bastasse,

            fechando não sei que porta imaginável.

            Desculpa, amor. Mas tremo. A teu lado.

            Apesar do teu rosto amanhecente.

            Mesmo sabendo que em teu corpo

            Se abriu a corola de todas as delícias.

            Pelas frestas da velha parede,

            eis-me a interrogar a noite. Que acontece?

            Que sombras se movem além do rio?

            Talvez eu delire, ainda sob a impressão

            Do último bombardeamento. Lembras-te?

            Num momento, destruiram os favos

            da nossa alegria. E o mel de tantos anos

            barbaramente se diluiu na enxurrada infernal.

            Foi como se enorme sanguessuga de repente

            se colasse a nós. Ainda tremo .

            Tu escondeste a tua cabeça no meu peito

            e eu quando acordei sob os escombros,

            tinha uma perna destroçada. Podia ter as duas.

            Não é isso que me faz tremer. Mas recordo

            a febre dos teus lábios em minhas mãos,

            o quadro dos teus cabelos outonais

            e o corpo do nosso filho, parado, no teu regaço.

            Perdoa, amor, esta lágrima. Não acordes.

            Se eles voltarem, cobrir-te-ei com o meu corpo,

            com este corpo inútil que me deixaram.

            Não acordes, amor. Em que estrela

            bus
ca
s agora o nosso filho? Que palmeira

            o acolhe à sua benigna sombra?

            Ele põe a mão na rosa do teu seio

            e nos teus lábios ardem pétalas. Meu filho!

            Lembras-te como eu gostava de o levantar

            bem alto? Meus braços, agora débeis,

            fremiam, reverdeciam como ramos,

            e tu dizias, luminosa: o tronco e a flor.

            Era como se o dia voltasse a nascer,

            nascesse a cada instante,

            cingindo-me aos teus olhos belamente doirados.

            Era. Agora, não. Agora é noite. Prolongada.

            Não durmo. Doem-me as pálpebras e a alma.

            A paz escoa-se pelas frestas da parede.

            Que sombras se movem aquém do rio,

            fazendo ranger todo o silêncio?

            Se vierem… que venham. Dorme, amor.

            Amamenta em sossego o nosso filho.

            se vierem,

            Cobrir-te-ei com o que resta do meu corpo.

 

Poemas estoricônticos

A terra e a poesia

 

Tenho falado com alguns poetas

sobre o que entendem por poesia.

Poetas de muito nome.

Cada um deles diz-me o que sente

mas ninguém me diz

que a poesia nasce

como nasce a água da fonte.

O homem veio consultar-me.

Sentia

sobretudo ao levantar da cama

e com os esforços

uma dor em barra sobre a tábua do peito

que o imobilizava por completo.

Era um homem alto

Seco de carnes magras e duras

sem qualquer mazela que se visse.

Nunca estivera doente.

Por isso

este bloqueamento o intrigava tanto.

Parecia que tinha a mó de um moinho

em cima do peito

quebrando-lhe as costelas.

Não era homem de queixumes

mas coisa séria haveria de ser

para o pôr naquele estado!

Até já lhe haviam dito

que o mal seria

sabe-se lá!

uma angina de peito.

O senhor tem

de facto

uma angina de peito.

Sr. Doutor

eu nunca estive doente

em oitenta anos de vida.

Sou um privilegiado.

Não tenho medo da morte

pois todos temos de morrer

mais tarde ou mais cedo.

Mas tenho pena de deixar o trabalho.

Sem trabalhar não sei viver.

Diga-me Sr. Doutor

com a verdade que muito lhe agradeço

se poderei fazer alguma coisa.

Faço-lhe esta pergunta

porque sempre trabalhei no campo

casado com a natureza

e beijado pelo nascer do sol.

Tenho pena

porque a enxada nas minhas mãos era uma viola

e eu fazia nascer da terra a música que queria.