Portugal é mais corrupto do que a Itália, ou o nojo de ser português

via 5 Dias

 

Pode o «ranking» da corrupção percebida dizer que não, mas a verdade é que Portugal é mais corrupto, muito mais, do que a Itália. Eles têm a Máfia, mas não lhe dão tréguas. Quanto à Justiça, não tem qualquer problema em levar à barra do tribunal o próprio primeiro-ministro e acusá-lo de corrupção.

Em Portugal, temos uma outra Máfia organizada, a do poder político. A diferença é que, no nosso país, a Justiça é a guarda avançada desses poderosos que sabem que, quando são apanhados nas malhas de escutas ou de outros indícios, têm quem os protega. Arquive-se! Anule-se! Destrua-se!

Não falo dos Juizes e Magistrados de primeira instância, aqueles que têm coragem de extrair certidões e de dizer que o primeiro-ministro incorreu em crime contra o Estado de Direito. Falo das instâncias superiores, da Relação para cima – todos sabemos que só existem para guardar as costas dos poderosos. Entram em acção quando o resto falhou. Fazem parte, por acção e omissão, desta corrupção generalizada, desta parelha Política – Justiça que me faz ter nojo, ter asco de ser português, ter vergonha de ter nascido neste país de merda.

As escutas passaram pela Polícia Judiciária, pelo Ministério Público, pelo Tribunal de Primeira Instância, pela Procuradoria-Geral da República e pelo Supremo Tribunal de Justiça. No total, terá passado por dezenas de pessoas. Não haverá um filho da puta que seja que pegue nas putas das escutas e as ponha escarrapachadas na merda da comunicação social?

Para que se veja, de uma vez por todas, de que massa é feita esta escumalha?

Arquivar é diferente de destruir

Arquivar é proteger, manter em lugar seguro e conhecido, sustar o prolongamento do processo, bem diferente de destruir, que é desfazer, arruinar .

 

Tentou-se destruir as escutas mas face às vozes avisadas e com peso que se fizeram ouvir, arrepiou-se caminho, não vá perder-se de vez a pouca credibilidade de quem decide.

 

E, a sustentação, "é que não há causas probatórias suficientes", isto é, há provas, falou-se nos assuntos , não são é suficientes.

 

É mais ou menos a diferença entre "oficialmente" e "oficiosamente", anda sempre tudo nas "bordinhas", não conhece, mas o tio conhece e os primos tambem, o antigo professor das notas ao Domingo, tambem anda envolvido, e os amigos telefonam…

 

O juiz de instrução de Aveiro é que pode começar a arrumar as malas, o Dr. Eurico Reis não falando no assunto em concreto, já veio dizer " que se não faz o que o seu superior hierárquico diz, rompe a relação de confiança " como quem diz, " os juízes são independentes podem e devem fazer o que a Lei manda, mas não fazendo…"

 

Isto é tudo como o "fogo de artíficio", começa com música e estrondo e acaba em lágrimas…

 

 

O que é educação

 

 

A questão parece simples. Ou, melhor, a pergunta. No entanto, ela sempre foi complexa e heterogénea. Há vários tipos definições de educação. A mais simples é dizer que educação vem do latim[1] e significa o que está na nota de rodapé de esta página. No entanto, tem significado para discutir, como esse o de domesticar. Não tenho esquecido três definições fornecidas por mím, em vários textos meus. Um desses textos, é um livro meu que cito ao pé de página[2], livro no qual, após ter analisado com uma larga equipa mais de 40 crianças da aldeia de Vila Ruiva em Portugal, Concelho de Nelas, concluí que educar era formar cidadãos para os subordinar às formas e costumes de ser do nosso país. Aliás, para fazer de eles pessoas impingidas de saber social. Nunca esqueço esses anos de 1988-1989, dias em que imensas crianças nos acordavam às seis da manhã para começar os nossos trabalhos entre as 9 e as 12 horas da manhã dos verões escaldantes do lugar. Eram  crianças entre os cinco e dez anos, hoje em dia todos profissionais de alguma parte do saber cívico ou com profissões que eu denomino doutorais. Doutorais, por haver dois tipos de saberes, o da mente cultural, definida no texto citado, conceito sobre o qual tenho um direito de autor oferecido a mim pela Sociedade Portuguesa de Autores ou SPA, conceito deduzido da minha observação de ver como os pais ensinavam as suas crianças: “pega no livro, vai ao quarto e lê, caraças”. Os pais mais nada podiam dizer, eles próprios nunca tinha ido à escola, ou se tiverem estado, era para se distrair a pensar no que mais amavam, semear batatas. O convite ao estudo não era por isso pouco amável, era a ambição de progenitores a quererem ver aos seus descendentes angariar a vida, impingindo o seu saber na interacção social. Objectivo bom, mas mal entendido para que os pudesse orientar dentro das avenidas do saber doutoral, esse saber pretenso de ser conhecido por poucos mas solicitado a todos. Especialmente hoje em dia, ao ser mandado aos docentes de qualquer grau de ensino, avaliar a sua actividade, um dia após outro. Esta avaliação que acaba por esmorecer a actividade dos docentes: preparar aulas, estudar para saber o quê dizer, escrever ideias novas de academia, explicar cada palavra da sua aula e, no fim de um dia bem ganho com a canseira de falar o dia todo no intuito de fazer dos mais novos cidadãos sábios, ou pelo menos submetidos ao braço da lei, reunir todos eles para, como hoje está mandado, avaliar o desempenho do dia. Dia que começam às 8 da manhã e acabam tarde, quase noite, pelas 20 horas. É este modelo que tenho auscultado ao analisar crianças Picunche, no Concelho de Pencahue, Província de Talca, no Chile do falecido ditador. E é este mesmo modelo que manda aos municípios, homens de política, orientar as escolas primárias e secundarias de sua jurisdição, o que em Portugal, seria uma Freguesia. Parece-me que o conceito freguês é adequado: obediência, disciplina, ver, ouvir e calar. Formas ditatoriais de definir a transferência de saberes de uma geração a outra, sem um carinho que arrebite o cansaço dos mais novos ou premeie com mais um dúzia de tostões, o deboche imerecido da exaustão desse desmerecido fim de dia. Especialmente entre os docentes de ensino especial, que reúnem sempre, dia após dia, para comparar a metodologia de João de Deus, trazida para nós por essa grande minha amiga, antiga subsecretária da educação,


[1] Do lat educare v.educarev. Tr., desenvolver as faculdades físicas, intelectuais e morais a; instruir; doutrinar; domesticar; em: http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx

 

 

[2] A construção social insucesso escolar. Memória e aprendizagem em Vila Ruiva, 111 páginas, especialmente página do livro em formato de papel: p.87, Capítulo 8: “A sabedoria das crianças”, Escher (antes) Fim de Século hoje, 1990 a, em várias entradas Internet de: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&sa=X&oi=spell&resnum=0&ct=result&cd=1&q=Ra%C3%BAl+Iturra+A+constru%C3%A7%C3%A3o+social+do+insucesso+escolar&spell=1 

Ana Maria Toscano de Bénard da Costa[1], que nem por isso tem sido ouvida. Ou a opinião dos que trabalham com os que sofrem do espectro de autismo, imensos em Portugal, o meu antigo orientado de doutoramento, José Manuel Pombeiro Cravo Filipe[2], educador especial.

Uma segunda ideia que aparece no meu pensar, é que educar é a ternura de transferir saber dos adultos aos mais novos. Um saber que não está em livro nenhum, que reside na mente do educador e que, por acaso, se pode encontrar na vida social e natural. Os textos estudados por mim para entender o processo de ensino-aprendizagem, têm-me ensinado esta ideia. Essa grande dúvida de todo o educador, que entende que ao ensinar, aprende com as perguntas colocadas pelos mais novos, questões com emotividade, racionalidade e erudição retirada da vida social e do saber histórico pragmático do sítio onde os mais novos moram. Todo o bairro, vila ou aldeia nos países do mundo, têm dois mapas: o que está no saber dos estudantes que andam pelo seu desenho de corta mato, desconhecido pelos docentes que têm a delicadeza de andar pelos passeios, pelas ruas e as cruzar por passadeiras. Passadeiras que muitos de nós nem respeitamos na infantilidade que fica sempre dentro de nós ao desafiar, de forma parva, aos carros que vêm de longe, a alta velocidade, mais outro adulto infantil que faz das ruas, estradas….Não é por acaso que, ainda sem carros mecânicos, os sábios gregos definiam educação como processo que leva à democracia[3].

Estas são ideias que usamos com Paulo Freire, asilado no Chile ao ser perseguido pelo Ministério da Educação. A sua pedagogia é simples e a aprendi com ele na acção: todo o mundo sabe; é preciso retirar esse conhecimento e fazer razoar a mente que pensa. As escolas apenas precisam levar aos estudantes aos sítios materiais dos quais o saber é retirado, sem o indivíduo saber que sabe. Na segurança lógica do conhecimento, esta é a educação. É por isso que a denomino processo de ensino-aprendizagem. A cultura doutoral não é superior à prática pragmática de saber entender a vida natural. Aliás, digo eu, a cultura doutoral perverte os professores e as suas autoridades, que mandam avaliar o que se faz cada dia. Os mais novos precisam de adultos que os amem e descansados, para poder raciocinar e assim ensinar. Toda outra actividade não é apenas ilegal, bem como anti pedagógica. É a consciência do professor o que o faz saber o que, como e quando dizer e não a burocracia. Essa ministerial mata o necessário amor ao ensino, pois quem nunca ensinou, nem faz ideia do que é o processo de ensino-aprendizagem. Esse processo é vivido, não decretado. Os decretos são os assassínios do saber, especialmente ao serem ditados pela afamada Sociologia Industrial, que, por vezes, nas suas práticas, dão cabo do saber das crianças, os proletários do saber, com a burguesia a possuir os meios de produção pedagógico nas suas mãos inexperientes. Educar é saber com amor sem perseguições e controlos quotidianos que matam a quem sabe.

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[1] A sua biografia e opinião sobre o que eu denomino processo educativo, pode ser lido em: http://sinistraministra.blogspot.com/2008/03/entrevista-ana-maria-bnard-da-costa.html

[3] Aristóteles, 330 antes da nossa era, no seu texto: Ética a Nicómaco, diz, em síntese:A educação deveria inculcar o amor às leis – elaboradas com a participação dos cidadãos –, mas a lei perderia sua função pedagógica se não se enraizasse na virtude e nos costumes: "a lei torna-se simples convenção, uma espécie de fiança, que garante as relações convencionais de justiça entre os homens, mas é impotente para tornar os cidadãos justos e bons". Livro escrito para o seu filho Nicómaco, especialmente Livro I, capítulo X, em: http://www.analitica.com/bitblioteca/Aristoteles/nicomaco01.asp#l1c2, sítio para ler o texto inteiro. É assim que o livro e também denominado “…o da Educação”. Ideias usadas por Émile Durkheim para os seus textos de pedagogia.

 

 

 

 

 

Juiz de Aveiro não destrói escutas

O Juiz de Aveiro é o titular do processo "Face Oculta" e o que acontece em Lisboa nada tem a ver com a instrução que corre no local.

 

O Juiz já informou que não irá destruir as escutas que fazem parte integrante do processo e que são relevantes para o apuramento da verdade. E que podem servir de prova aos arguidos no processo.

 

As escutas foram autorizadas para seguir Vara, são da inteira responsabilidade e da competência do Juiz titular local. E todos os indícios que apontem para comportamentos criminais, sejam de quem for, têm que ser investigados. Não pode ser de outra maneira, como está bem à vista de quem quer ver.

 

Se e só se a escuta  tivesse como objecto o PM é que seria necessária uma autorização prévia do STJ. Índicios  encontrados nas escutas, envolva quem quer que seja , são da competência do Juiz de instrução local. Claro, que em Lisboa podem sempre destruir as escutas, até podem destruir a verdade, não podem é escondê-la !

 

Com esta posição do Juiz, com o interesse de Manuela Moura Guedes se constituir como assistente do processo e com os advogados dos arguídos a mandarem recados públicos, para o processo ser extinto, tudo se conjuga para termos aqui uma bela caldeirada.

 

Alguma vez "as cabalas", "as campanhas negras" ou "a espionagem política" se transformarão em acções resultantes do Estado de Direito em que supostamente vivemos.

No Centenário (5): direitinho ao dr. A. Santos Silva

 

Aqui está o tipo de "democracia" que os do Centenário querem fazer-nos comemorar!

 

 "Hontem, por volta das 9 horas menos um quarto da noite, o sr. José Pereira de Sampaio (1) descia, só, tranquilo e socegadamente a rua Sá da Bandeira, desta cidade.  Atravessou a rua, vindo da tabacaria Gonçalves, o dr. Affonso Costa, acompanhado de vinte indivíduos, aproximadamente. Subito, o dr. Affonso Costa, dirigindo-se ao sr. José Sampaio, berrou-lhe: – Ah, seu canalha! E, levantando a mão armada de um "box de ferro", assentou-lhe uma forte pancada na cabeça. Logo, os indivíduos que acompanhavam o dr, mettendo-se na contenda, agarraram os dois, mas permittindo que o dr. Costa continuasse aggredindo violentamente o sr. José Sampaio. (…)"

 

Jornal Voz Pública, 12 de Janeiro de 1902

 

(1) (Sampaio Bruno, que entretanto se desfiliara do Partido Republicano) 

Maria de Lurdes Rodrigues nunca existiu

Atirado para o caixote do lixo da história o tão defendido modelo de avaliação de professores e abolida a obtusa divisão da carreira entre professor e professor titular, em breve se poderá dizer que Maria de Lurdes Rodrigues nunca existiu.

Ou melhor, existiu em forma de nódoa. Estas nódoas saem com terebentina. E ontem, no Parlamento, já começou a sair.

Como se inventam notícias

Hoje os jornais e televisões arranjaram uma notícia que diz tudo dos métodos a que estes senhores da Comunicação Social, recorrem, para vender .

 

O José Godinho, o preso, esse, ganhou seis concursos públicos lançados pelo exército.

 

É óbvio que estes concursos públicos para terem resultados agora, foram lançados há vários meses atrás, quando não havia "Face Oculta" nem o Godinho estava arguido, nem acusado e muito menos preso. Depois, quem concorre, são as empresas e não o sr. José Godinho, entidades distintas. Como lembra, aí em baixo o José Magalhães, as empresas sucateiras continuam a precisar de fazer negócios, pois têm vencimentos para pagar.

 

Mas, os senhores jornalistas, usam mais crimes para fazer notícias do que os crimes que supostamente noticiam. É que agora já aí temos os gentios a dizerem que até o exército…

 

No entanto, esta falsa notícia não tem castigo e percebe-se bem porquê. Alguns agentes da Justiça precisam dos jornalistas e estes precisam de vender papel para ganhar a vidinha, e portanto, tudo isto é um círculo mafioso em que notícia encobre o que importa e lança suspeitas. O sr Godinho ganhou? ah! aí está mais uma "Face Oculta"!

 

Difamações que deviam envergonhar estes senhores que se dizem jornalistas, que se humilham, diariamente, a fazer fretes.

 

Bastava falar, previamente, com um representante do exército, não era?

 

O Regresso A Um Certo Passado

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MARCELO DEIXA ANTEVER UM REGRESSO

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A ala caquética do PSD anda contente. O Professor Marcelo deixa, nas entrelinhas e em privado, perceber, que em Janeiro, quando a actual líder marcar as directas, avança para lutar pela liderança.

Passos Coelho, não vai ter vida fácil nessa luta.

Não estou convencido de que Rebelo de Sousa seja o melhor para o partido, e muito menos para o País, do mesmo modo que me parece que Passos Coelho, também o não é. Mas pelo que se vai vendo, não aparece ninguém, com perfil e capacidades para se candidatar, e mudar radicalmente o PSD. Este partido tem de deixar de seguir, para ser seguido, ou corre o perigo de, aos poucos, passar a ser um partido marginal. E nem um nem outro dos candidatos, parecem ter o necessário para o conseguir.

Com o sr Professor Marcelo, regressamos a um certo passado que não tem muita glória. Com o sr dr Pedro, avançamos sem a força e o carisma necessários para fazer a diferença.

Os deuses nos ajudem, antes que o céu nos caia em cima da cabeça.

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O negócio dos telemóveis na Somália

 A Somália vive há anos mergulhada no caos. Assolada por terríveis  secas, dilacerada pela guerra civil, dividida entre as forças que apoiam o governo interino e a União das Cortes Islâmicas, sem um governo central, sem uma força policial organizada que actue em todo o território, com uma esperança média de vida que não chega aos 50 anos, uma economia tão esfrangalhada que 3 milhões de xelim somalis só valem 100 dólares americanos, considerada pela ONG “Transparência Internacional” como o país com a governação mais corrupta do mundo, e com as águas ao largo do Corno de África pejadas de piratas, a Somália é um dos infernos na Terra.


Mas apesar de todos estes entraves, a Somália acolhe hoje um florescente negócio de telecomunicações, centrado em três grandes operadoras que expulsaram as pequenas empresas do negócio e fizeram crescer o mercado até ao impressionante número de 1.8 milhões de utilizadores de telemóvel. E uma delas está mesmo a tentar estender a sua rede aos portos costeiros usados pelos piratas que, pobre gente, têm estado até agora condenados a usar os caríssimos telefones por satélite.

 

As operadoras garantem que este negócio é fundamental num país em que ninguém sabe se os familiares e amigos ainda estão vivos. Não dizem quanto estão a ganhar mas lembram que, ainda que lucrativo, este negócio é arriscado já que muitos funcionários faltam por razões de segurança e, digo eu, os clientes são pobres e morrem muito.

Mas o negócio está a atrair investidores e já se pensa avançar para as redes 3G brevemente.

 

Li esta notícia tão optimista para os mercados aqui e fiquei a pensar nas assombrosas virtudes do capitalismo que permite que um país tenha condições para gerar um negócio de telecomunicações lucrativo mas não para assegurar comida, trabalho, educação, cuidados de saúde, segurança, justiça, liberdade de circulação, ou protecção da maternidade e da infância aos seus cidadãos. Em compensação, por 0,10 dólares americanos por minuto podem falar para qualquer cidade do país. Sempre, naturalmente, que do outro lado haja ainda alguém para atender. 

Face Oculta

A "vox populi" pensa que a montanha vai parir um rato.

Até pode ser verdade.

No entanto, sente-se já no terreno um efeito muito positivo: basta falar em Ministério Público para as entidades adjudicantes começarem a tremer e recearem as costumeiras ilegalidades, tendo abandonado a postura do quero, posso e mando, para algo mais parecido com o " deixa ver se passa". O que é um avanço poderoso no combate à corrupção e ao tráfico de influências.

A mão de Henry é a mão do diabo

Não é a mão de Deus. A mão de Maradona foi um prodígio de classe, "apenas" deu o que faltava ao "génio" de Maradona. Altura!

 

Dois jogadores a disputarem uma bola, a sós, em plena área onde o inglês podia ir com as mãos acima do seu 1,90 m de altura. A mão de Deus foi necessária para dar sentido à disputa.

 

Ainda hoje é dificil ver se anda, ou não, ali a mão de Deus. É tudo bonito, como de um bailado se tratasse.

 

A mão de Henry é a mão do "diabo", não é mão subtil, é mão, braço e ombro "sucateiros", arrebanha ganancioso uma e outra vez, face oculta de um querer vencer de qualquer jeito.

 

A mão de Maradona faz-nos sonhar,como tambem o teatro é fingimento, que nós perdoamos por ser tão belo e sonhamos. É o segredo do poeta esse "fingidor" criador de beleza a partir do nada.

 

E entre os dois há a mão de Vata a dar sentido humano a Deus e ao diabo, uma mão humana, receosa, envergonhada.

 

Foi o vento…

 

 

Será Que Querem Que As Empresas Fechem?

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FOMENTA-SE MAIS DESEMPREGO?

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Segundo a notícia dos jornais, uma das empresas do sr Godinho, ganhou mais um concurso.

Segundo os mesmos jornais, até parece que a dita empresa, a O2, nem deveria concorrer, ou concorrendo, não deveria ganhar.

Que querem estes senhores? Que pelo facto de o gestor da empresa estar com processos em tribunal, e indiciado pela prática de crimes, a empresa feche? E quem lá trabalha, não importa o que lhes acontece?

Será que já não há mais limites ao que se deixa entreler nas notícias?

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Poemas com história: Falemos de paisagem

 

Novamente, com este poema de 1968, coloco a questão da forma e do conteúdo, neste caso incidindo sobre o «tema» do «conteúdo». Numa altura em que até poetas de insuspeito cariz democrático poetavam em torno de temas inócuos, transmitidos através de uma linguagem gongórica que, trocando as voltas à polícia e à vigilância censória, as trocavam também aos leitores que não fossem «do meio», tornava-se necessário, com todos os riscos que isso envolvia, falar dos problemas concretos que nos afectavam – a fome, a miséria, a guerra colonial, a emigração, a falta de liberdade – e deixar essas temáticas mais elevadas para quando o essencial tivesse sido conquistado. Exaltar a beleza da paisagem era inútil, se o poeta se esquecesse de que nessa paisagem maravilhosa havia pessoas trabalhando de sol a sol a troco de soldos de miséria.

No seu livro «Remol», publicado em 1970, o poeta galego Manuel María publicou um poema de sentido muito semelhante – «A paisaxe é fermosa», na minha opinião com uma qualidade poética muito superior à do meu poema, mas com um sentido geral muito semelhante. Não se pondo sequer a hipótese de ele se ter inspirado no meu tema, a coincidência leva-nos à conclusão de que, submetidos a condições semelhantes, os homens, neste caso os escritores, reagem de forma também similar. Este meu poema foi publicado em 1968 no livro «A Voz e o Sangue». Foi lido em numerosas sessões pelo actor e declamador Armando Caldas ao qual aproveito para agradecer a atenção que, nesses tempos difíceis, dispensou à minha poesia.

Falemos de paisagem

Mas, como podíamos cantar

Com o pé estrangeiro sobre o coração?

Salvatore Quasímodo

(Giorno dopo giorno)

 

           

       Como queres, amigo, que haja flores nos meus versos,  

            como queres grinaldas e primavera no meu poema?

            Em meu redor há homens humilhados, crianças

            descalças e com fome, mulheres grávidas

            trabalhando a terra. Como queres, amigo,

            que eu veja esse tal céu azul de que tu falas,

            esse sol eterno, que cante a beleza da paisagem,

            se o sofrimento humano altera a cor das coisas?

            É cinzenta a paisagem, é cor de cinza o céu,

            por isso os meus poemas são cinzentos e sem beleza

            (acaso tem beleza a fome?).

            Sim, eu sei, poesia não é bem economia política

            e humildemente sei que após os meus versos

            tudo continuará cinzento – o dealbar

            não será erigido pelos meus poemas

            nem por quaisquer outros – mas sei também

            que a poesia deve ser a verdade do poeta,

            a sua maneira de explicar o mundo

            e de o tentar transformar. Por isso digo

            – um de nós está enganado e creio bem que és tu,

            pois me pedes uma poesia que não pode nascer

            de um homem que queira ser fiel ao seu povo.

            Quando o céu for azul, prometo-te, amigo,

            os meus versos o dirão e o meu poema será lírio,

            deixará esta cor de lama e de sangue.

            Quando o céu for azul, amigo meu  

            – antes, não!

 

 

Os inactivos ultrapassaram os activos…

Pela primeira vez o número de pessoas que não trabalham em Portugal ultrapassou as que trabalham!

 

Infelizmente, vitória atrás de vitória, o PS e o seu governo vêm caminhando, apressadamente, para a derrota final do país.

 

Maior desemprego de há 23 anos a esta parte, (10%) ; Déficite 8% ( não contando com a desorçamentação ); Dívida pública , acima dos 100% do PIB;

 

Ontem, na SIC -N , o Prof João Duque, admitia a hipótese de o governo não ter dinheiro para pagar o subsídio de Natal.

 

A UE aponta para um período de 8 anos, de estagnação da nossa economia, em que o PIB não vai crescer, o que quer dizer que não haverá criação de emprego. Haverá jovens entre os 30 e 40 anos que não mais terão emprego, a não ser que saiam do país.

 

A seita (oculta) que nos desgoverna ainda não está saciada. Estão desde 1996 no poder com uma interrupção de 2,5 anos, em que para nossa desgraça, esteve lá outro pândego, que ajudou ao afundanço.

 

E o Presidente da República, não diz nada sobre a má moeda afastar a boa moeda?

 

 

 

 

 

Recado ao Ricardo, João Paulo e outros professores do Aventar

Como sabem cá o "je" frequenta lugares selectos onde se encontram pessoas selectas com quem se têm conversas selectas. Se não sabiam deviam saber e como tal, tudo o que vem aí a seguir não é da minha responsabilidade.

 

Poie é, hoje estive à conversa com a Dra Maria de Lurdes Rodrigues. Ela na mesa dela e eu na minha, mas ao lado um do outro. Ela não falou para mim e eu tambem não falava para ela, mas ouvíamos o que eu estava a dizer aos meus amigos conservadores (todos querem que os professores deêm ao pedal para chegarem ao topo) e eu ouvia o que ela estava a dizer aos seus amigos.

 

E às tantas estavamos num estranho diálogo, tendo como fundo a bela parede que está coberta pela arte de Keil do Amaral.( quem não sabe onde é, fica por aqui, porque se nunca bebeu um café a olhar para aquela maravilha, bem, estamos conversados) eu a falar para os meus colegas mas a responder ao que a ex-ministra dizia aos (dela) colegas de mesa.

 

Os meus amigos diziam tão mal dos professores que ela às tantas já olhava para a nossa mesa a ver se a ideia era mesmo estragar-lhe o fim de tarde, ou se teria ali encontrado os únicos apoiantes da "sua" avaliação. Uma das minhas amigas, até é professora, e dizia que não, a profissão é do pior, ter que aturar meninos que não têm educação nenhuma, etc e tal, o habitual, e os outros todos a dizerem que isso são os ossos do ofício…

 

Bem, adiante que é preciso ir ao que interessa. , e o que é que interessa, perguntam vocês, o que interessa é que eu às tantas com este meu feitio de comerciante, antevi logo ali melhorar as audiências do Aventar e vá de dizer alto e bom som que aqui escrevem alguns dos mais empernidos anti-Prof Lurdes , escrevem coisas que eu nem me atrevia a repetir tal era a falta de bom senso que grassa por este blogue, no que à Educação se refere.

 

Com nomes! Por isso não é de estranhar que entre os nossos leitores alguem esteja muito atento ao que hoje aqui se escreve. E esta história do "calendário" não abona em nada os "nossos" professores…