Coisas do Diabo : Barragens – reservatórios de água deteriorada?

O relatório da Comissão Europeia é peremptório: o Programa Nacional de Barragens é um disparate e custa milhões.O contribuinte vai pagá-lo agora e arrisca-se a ter que assumir mais tarde as sanções europeias.

 

O que está em causa é a qualidade da água, que está sujeita à Directiva Quadro da Água e que diz taxativamente, "que os estados membros têm de atingir índices comunitários da qualidade das águas antes de 2015."

 

O relatório não poupa o governo de José Sócrates que omitiu as consequências ambientais negativas originadas pela construção das barragens.

 

O actual programa  está mal concebido e representa um gasto inútil de milhões de euros para o contribuinte. "de que serve construir mais barragens, em nome da retenção, se as condições de construção das previstas mais não farão do que criar outros tantos reservatórios de água deteriorada"?

 

Para além da crítica de não terem sido levadas em consideração os aspectos ambientais, tambem se critica o facto de não terem sido efectuados os estudos custo/benefício entre esta opção e outras fontes de energia renovável, como por exemplo, a eólica off-shore (mar).

 

Este governo nunca apresentou estudos de custo/benefício em relação a grandes projectos como o TGV e a terceira ponte, porque o faria aqui? Lá se iam as obras de betão!

 

 

O Dubai já foi…

Se Sócrates tivesse olhinhos e não quisesse ser recordado por uma ponte ou pelo TGV, olhava bem para o Dubai dos Megainvestimentos com dinheiro emprestado, dívida externa.

 

Aqui em Portugal, as pessoas que conhecem as contas públicas levam as mãos à cabeça por muita coisa, mas muito principalmente por causa da dívida externa que, em cinco anos, saltou para 80% do PIB.

 

Isto quer dizer que o serviço da dívida é monstruoso, é dinheiro que vai lá para fora, que é retirado à economia e dinheiro cada vez mais caro, porque com o crescimento que tem, Portugal não consegue pagar a conta. E quem empresta está muito atento aos países que pedem, que não controlam a dívida, que a deixam crescer, que não se conseguem desenvolver. E são mais exigentes, juros mais altos, condições de obtenção mais dificeis para quem pede.

 

O Dubai fez a fuga em frente habitual, grandes investimentos públicos que só dão retorno (quando dão) muitos anos mais tarde. E agora, anda "de mão à frente e outra atrás" a pedir ajuda e facilidades.

 

Oxalá que o bom senso cubra com o seu manto benfazejo a oposição e lhe dê força para, pelo menos, travar as obras públicas até que possamos pedir emprestado em melhores condições.

Coisas do Diabo – onde páram 50 Mil Milhões de Euros?

Anda aí uma brigada europeia de inspecção, chefiada pelo Director do gabinete Anti-Fraude da União Europeia (Franz Brüner).

 

Desapareceram cinquenta mil milhões de euros enviados por Bruxelas e misteriosamente desaparecidos nos corredores do Poder…

 

Guterres negociou dez milhões de contos para desenvolver o país, mas o dinheiro entregue, na maioria, a parceiros sociais, não deu os resultados negociados à partida com Bruxelas. O Tribunal de Contas  Europeu acusa Portugal de não ter sistemas de controlo de despesas e estima o desperdício anual comunitário em 4,6 mil milhões de euros.

 

Stefan Zickgraf, presidente da Confederação das PMEs da Europa, denunciou ao gabinete anti-fraude da Comissão as assustadoras suspeitas de desaparecimento de dinheiro do lll Quadro Comunitário de Apoio (QCA).

 

A aplicação deste dinheiro começou em 2000 e foi até 2006, e deveriam ter sido aplicados em i) 14 mil milhões para a qualificação e emprego ii) 16 mil milhões para alterar o perfil produtivo do país iii) 5 mil milhões para afirmar o valor do território e da posição geo-estratégica iiii)15 mil milhões para o desenvolvimento sustentável das regiões mais pobres.

 

Mas quase dez anos depois, a Europa olha para o trabalho feito e não vê resultados, e perante a estagnação do país quer saber a que mãos ílicitas foram parar os milhões.

O nosso tribunal de Contas tambem já afirma que as entidades gestoras e pagadoras não têm um controlo eficiente destes dinheiros.

 

Augusto Morais, coordenador da Associação Nacional das PMEs, considera haver uma profunda suspeita de sérias irregularidades e que o Tribunal de Contas deve investigar para não sermos apanhados pela Comissão Europeia em processos de corrupção muito maiores que o "Face Oculta ". Aliás, já somos conhecidos por sermos os mais corruptos na UE a 27, termina Augusto Morais.

Roubalheira Sem Vergonha Ameaça As Cidades De Porto e Gaia

JÁ ERA DE SE ESPERAR, MAIS UMA DO DIALOGADOR QUE NÃO PODE VER UMA CAMISINHA LAVADA.

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Para nós, Portuenses, Gaienses e Nortenhos em geral, este é um governo sacana.

Aquela canalhada, depois de todo o trabalho que as autarquias do Porto e de Gaia, pela mão dos seus Presidentes, tiveram e desenvolveram para ter por cá a «RED BULL AIR RACE», e de o conseguirem durante três anos, querem levá-la, não para uma outra cidade ou região que necessite de desenvolvimento, o que já seria uma pulhice, mas, como de costume, para a capital. Para além disso, todo o investimento já feito na região Norte e no vale do Douro se perderia se assim fosse.

 

Se se pudesse considerar abusivo movê-la para uma região mais necessitada, já é escandaloso e uma verdadeira patifaria, querer transladá-la para Lisboa.

 

Ao que este governo de autênticos tratantes tem feito ao Norte do País, em boa verdade, na linha dos governos anteriores, já seria de se esperar uma coisita destas. O nosso Primeiro, e os seus ministros e secretários de estado, não podem ver uma camisinha lavada num qualquer ponto do território, que logo a querem para eles, a seu lado, na capitalzinha do que já foi um império.

 

Já há muito escrevi sobre este perigo, no que respeitava a estas corridas e também às do WTCC. Se tem visibilidade, se for um sucesso, se for bom para os outros, a capital logo tudo quer para si. E o governo, que está lá sediado, e cujos ministros, se não forem da capital, logo se deixam comprar por ela, tudo faz para que a velhinha frase de que Portugal é Lisboa, a capital é o Estoril e o resto é paisagem, se ja cada vez mais uma verdade incontornável.

 

Depois ainda há quem entenda que a regionalização, não é mais do que necessária, quanto mais não fosse para travar estas tentativas de verdadeiro roubo do que é nosso, conquistado com o nosso suor e com a nossa capacidade.

 

Isto que nos querem fazer, é uma sacanice. Isto que querem fazer, é uma vergonha. Isto que querem fazer, é um crime a juntar a muitos outros que nos querem fazer e aos que já nos têm feito.

 

E só há um lugar para os sacanas sem vergonha que cometem crimes.

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E agora uma coisa completamente igual – um editorial do DN

A propósito disto, tenho a dizer o seguinte:

 

No primeiro parágrafo, o editorialista  recorre à habitual pobreza argumentativa que consiste em afirmar que todas as classes profissionais devem ser tratadas da mesma maneira, porque são classes profissionais. Não haverá classes profissionais em que todos possam ter a possibilidade de aceder ao topo da carreira? Não será que um professor em fim de carreira desempenha as mesmas funções que um outro no início? O que é um lugar de topo na carreira docente?

     O autor considera que a decisão ministerial de acabar com a divisão em categorias é um “gesto carregado de valor simbólico”, como que reduzindo esse acto a um favor feito a uma classe refilona. O calculismo que parece presidir à actuação de Isabel Alçada terá visto nesse gesto a oportunidade de ganhar terreno negocial. A verdade, porém, é que a criação dessas duas categorias, tal como foi posta em prática, constituiu uma dos momentos mais absurdos – e foram muitos – do legado de Maria de Lurdes Rodrigues. Acabar com isso é muito mais do que um acto simbólico, é um imperativo ético.

     Seguidamente, o autor ajusta contas com o passado, afirmando que “raríssimas foram as vozes entre eles que tiveram a inteireza de denunciar em público a farsa na qual se transformara a pretensa avaliação em vigor.”

 

Deduzo que o jornalista que escreve esta peça – porque deve ser um jornalista – tenha investigado o suficiente para saber, sem margem para dúvida, que as vozes foram raríssimas e a avaliação uma farsa. Do mesmo modo, só através de uma aturada investigação se pode concluir que os créditos para progressão na carreira foram “amealhados tantas vezes sem critério” (sublinhado meu) ou que os relatórios eram feitos em “copy-paste”. É essa mesma investigação rigorosa e nada facilista que confere ao jornalista toda a legitimidade para lançar sobre uma classe inteira o anátema de “laxismo moral”.

Sou professor há mais de vinte anos e já vi de tudo na profissão, incluindo laxismo. Sou leitor de jornais há mais de vinte anos e já li de tudo, incluindo falta de rigor. Só tenho um problema: por uma questão de exactamente de rigor, sou avesso a generalizações e procuro, por isso, sopesar afirmações e só por brincadeira me dá para andar a dizer mal por atacado dos portistas, das mulheres, dos jornalistas ou dos professores. Se eu fosse jornalista, faria o mesmo. Se fosse jornalista e me fosse concedido o direito de escrever editoriais, teria ainda mais cuidado com as minhas opiniões, porque acredito, sinceramente, que escrever um editorial, tal como dar uma aula, não é o mesmo que estar a conversar descontraidamente com amigos, exercendo o saudável direito de dizer disparates, que é o que faz qualquer treinador de bancada, tratando-se de futebol, ou qualquer pedagogo de sofá, quando o tema é educação.

     Um jornalista deve produzir afirmações responsáveis e comprováveis, sob risco de cair num “laxismo moral” que acaba por constituir um verdadeiro insulto  à classe a que pertence. Face a isto  a isto, fico tentado a generalizar.

    

 

 

Poemas estoricônticos

 

Ela viveu muitos anos na cidade da memória

e foi-se perdendo pelos recantos

da alegria e da tristeza.

Recordo-a ainda

nos pátios sevilhanos

da minha história

nas madrugadas alucinantes

do canto cigano de Las Chapas

e do plangente grito das guitarras nuas.

Eu quis que este encontro

assomasse a alma das coisas

e tocasse as cordas de um violino

onde quer que ele estivesse.

Eu quis que a pintura fosse dura

poética

incendiada

mas a melodia desconcertada

foi uma dramática dança de marionetas.

 

O último anúncio de Rónaldo para o BES

 

Saudemos o regresso aos relvados de Rónaldo, como os jornalistas portugueses gostam de lhe chamar, com o último anúncio que o famoso jogador fez para o BES.

 

– Vozes anónimas: Dizem que o Rónaldo é o melhor jogador do mundo. Que este ano vai ser eleito de novo o melhor. Que sem ele a Selecção Nacional não joga nada. Que já está a ler o novo livro do Artur Agostinho!

 

Voz de Rónaldo: O Melhor jogador do mundo? Este ano de novo o melhor? Sem mim a Selecção não joga nada? Ah ah ah ah ha ha ha! De tudo o que se diz sobre mim, só 4,25% é garantido (neste caso, a parte do Artur Agostinho).

Primeira derrota parlamentar

O Código Contributivo, que se traduzia no aumento de impostos à socapa, não passou.

 

O governo quer mais dinheiro a pagar pelas empresas e pelos trabalhadores dos recibos verdes, saca onde o deixam, é um desvario.

 

Esperemos que acabem de vez essas ilicitudes de as empresas pagarem "O Imposto especial por Conta " que na maior parte das vezes é por conta de nada, ou cobrar IVA que o Estado recebe sem que as empresas ainda o tenham recebido.

 

O Código Contributivo seria mais um garrote Fiscal num país que já paga os mais altos impostos na Europa.

 

Temos a Democracia a funcionar. Boa notícia !

Amor e Romance

 

 O sono dos sonhos. Amar e sermos amados. Entregar a nossa paixão a quem corresponda, A espera dessa paixão seja correspondida. No fogo do ardor emotivo que se dá a nada pede em troca. Distinguir entre paixão e amor. Uma problemática para quem sinta esse sentimento que movimenta o mundo. Tenho dito vezes sem fim que a paixão é uma força da natureza, porém, o amor é a força do destino da sina pessoal. Amar é diferente da paixão. Na idade de inocência, sempre pensava que amar era antes de se apaixonar. Mais adulto, distingui entre paixão e amor. O primeiro, é essa força da natureza por mim mencionada. Amar, é um sentimento, uma emoção casta e pura. A paixão procura erotismo e satisfazer a libido. O amor, tem várias versões e muitos significados. Enquanto a libido é apenas uma, atingir o orgasmo, o amor pode ser a observação da pessoa que nos atrai. Amar é galanteio, é ser requestado, é se entregar a uma causa, como esse sentimento de amar a Pátria, ou amar ao amigo, aos ascendentes e aos descendentes.

 

Ou, também, pode ser uma obrigação reprodutiva cultivada pelos totens de grupos étnicos ou par famílias que procuram um benefício na união de dos que, meigos ou não entre eles, é de conveniência familiar ou ainda profissional, juntar em acasalamento. Como os amores de Auguste Rodin e da escultora Camille Claudel: ele aprendia dela, ela endoideceu pelas imitações das suas esculturas que ele se atrevia a fazer. Ou o amor entre Pablo Picasso e Françoise Gilot: ele roubava a sua inspiração e não lhe permitia tempo para pintar. Todo o que Françoise pretendia era aprender dele, e ele a seduziu em 1943. Não havia pinturas, havia filhos: Claude e Paloma e o de outras mulheres que Fraçoise cuidara, especialmente, especialmente de Pablo, sobrevivente do desastre do matrimónio com a bailarina russa Olga Koklova, casados em1918. Quer Rodin, quer Picasso, abusavam suas mulheres. A única que o sobreviveu foi Françoise, não apenas em vida cronológica, bem como em obras de arte. Fugiu para os Estados Unidos com os seus filhos e passou a ser uma famosa pintora. Nenhum nem outro tinham amor, apenas o egocêntrico carinho por si próprios e a sua arte. Paixão, havia muita e desejo, ainda mais. Os dois artistas roubavam a arte das suas damas por meio da sedução. Camille e Françoise eram um negócio redondo para eles. Diferente aos amores de Abelardo e Heloisa. O primeiro era um académico pobre, sem dinheiro para trabalhar na Universidade. Sacerdote, começou a ensinar nas ruas de Paris e nos montes das províncias. Foi o criador do grupo de académicos sem Universidade ou Goliardos.

Goliardos, na Idade Média eram clérigos pobres, egressos das universidades. Desamparados pela Igreja, tornavam-se itinerantes (clerici vagantes), vagabundos, de espírito transgressivo e provocador. Em meados do século XIII, perambulavam pelas tavernas, portas das universidades e outros lugares públicos, cantando e declamando seus poemas satíricos, um tanto cínicos, muitas vezes denunciando os abusos e a corrupção da própria Igreja, ou poemas eróticos, frequentemente muito ousados.

Abelardo foi um deles. Pedro Abelardo, Petrus Abaelardus (Le Pallet próximo de Nantes, Bretanha, 1079Chalons-sur-Saône, 21 de abril 1142) ficou conhecido do público por sua vida pessoal e o relacionamento com Heloísa, de que fala em sua História das Minhas Calamidades.

Um dos túmulos mais bonitos que se encontra no Pére Lachaise é o de Pierre Abélard e Héloïse, protagonistas de um trágico romance interrompido na Paris medieval do século XII. Pedro Abelardo era um filósofo que se apaixonou por Heloísa, de quem era tutor e que era 20 anos mais nova. Os dois tiveram um filho, Astrolábio, e casaram-se às escondidas. Quando o tio de Heloísa, um clérigo de Notre-Dame, soube, mandou castrar Abelardo que foi viver na abadia de St. Denis, onde continuou seus estudos. Heloise retirou-se para um convento. Mesmo distantes, os dois se corresponderam em longas e amorosas cartas, mas nunca mais se falaram pessoalmente. Os mas hoje quase 700 anos depois, estão para sempre juntos numa tumba em estilo neo-gótico. Ou Romeu e Julieta.  Há a peça de teatro de Shakespeare de 1591 e há o mito italiano de 1562, mito que relata como o amor de dois adolescentes que casam por namoro, acaba por dar a paz as suas famílias de posse, na Mantua do Século XII. É um enredo que foi circulando ao longo dos séculos e que narra amor, erotismo, sexo e morte. A típica história para apaziguar a liberdade erótica entre os Séculos XI e XVI, travada pela Reforma Protestante. Os romanos e todas as religiões cristãs fecham no casulo do sacramento do matrimónio, este dilema do que é primeiro:  o amor ou a paixão. No meu ver, ao pensar nas histórias, é quase impossível separar. Ou, por outras palavras, são histórias que nos ensinam que paixão e amor são dois lados da mesma moeda, com a paixão em frente e o amor a seguir. O amor é a prova do romance, da união que perdura após a paixão se consumir. Freud a sintetiza no conceito libido que comanda os nossos sentimentos entre pares do mesmo o diferente género. O amor é a prova da devoção que sentimos por uma pessoa ao longo de muitos anos. Eis porque é denominado romance.

Não é história enovelada, é a fantasia da paixão. Vemos, gostamos, a libido age e, se é satisfatória, o amor acontece. Parece-me que é a ordem das emoções. A melhor prova de amor, a proteger a quem desejamos e a ter ciúmes de quem nos quer arrebatar essa pessoas. O amor é entre, a paixão, um entretenimento que pode durar ou um curto espaço de tempo, ou perdurar ao longo da vida. Pelo menos, no corpo de uma pessoa, que procura satisfazer a sua libido em que mais seduz, do mesmo ou diferente género. As histórias narradas, provam este meu acerto., como a história de Jenny von Westphalen, uma baronesa da Prússia, que todo abandona pelo amor da sua vida, Karl Marx. Como Maria Cheia de Graça, por mim.

 

Os botões, o ecrã e a caixa dos fusíveis

   Ontem, num desses programas em que o apresentador se entretém mais do que entretém, foi dito, a páginas tantas, que a televisão engorda. E deve ser indigesta, digo eu, talvez por causa dos botões e do ecrã, que me parece duro de trincar. Ou por culpa da caixa dos fusíveis, diriam os Gaiteiros de Lisboa.

 

"Era nao era do tamanho de um Pardal"

 

 

Mais Gaiteiros de Lisboa aqui.

 

Santa Madre Igreja? O que é isso?

Ainda não esfriou o relatório Ryan, publicado há cerca de seis meses, denunciando as violações, os abusos físicos e psicológicos contra quase duas mil crianças em instituições católicas na Irlanda, e surge neste momento outro, com mais de 700 páginas, divulgado pelo Ministério da Justiça da Irlanda, acusando a igreja católica de encobrir os abusos sexuais contra 320 menores, cometidos por 46 padres da arquidiocese de Dublin, dentre 120 visados pelas queixas, segundo o jornal Irish Times.

 

Em vez de denunciar os criminosos à polícia, a igreja apenas mudava os padres de paróquia. O crime pouco interessava à igreja, o que era preciso era escondê-lo, manter tudo em segredo, evitar o escândalo, manter a reputação e preservar os bens, pouco se importando com que os criminosos pedófilos cometessem novos abusos. De acordo com o relatório, a igreja fez tudo para evitar a aplicação da legislação, não entregando, sequer, informações sobre os suspeitos às autoridades.

 

 

 

O ministro da Justiça da Irlanda, Dermot Ahern, manifestando “repugnância e cólera”, classifica tudo isto de “Um escândalo de grande escala” que mostra “que o bem-estar das crianças não valia nada”. Referiu-se à “ironia cruel da Igreja” e considerou o relatório como um ”catálogo de actos maléficos cometidos em nome do que era considerado como bem comum”. “Um padre confessou ter molestado sexualmente mais de 100 crianças e um outro reconheceu ter abusado de menores uma vez todas as duas semanas durante 25 anos”. Após a divulgação do relatório, o arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, afirmou sentir vergonha e tristeza com o que ocorreu.

 

Segundo o relatório de uma comissão liderada pela Juíza Yvonne Murphy, todos os arcebispos de Dublin e muitos dos bispos auxiliares estavam conscientes das queixas. “don’t ask, don’t tell” (não perguntes, não digas nada), era a atitude da hierarquia da arquidiocese, segundo inferia a comissão.

 

Casos esporádicos são uma coisa. Casos aos milhares, multiplicados por diversos países, apontados pelos meios de comunicação, Estados Unidos, Austrália, França, Espanha, Alemanha, Itália, Brasil, América Latina são outra. Sabemos lá nós quantos milhares ou milhões, por aquilo que se vê, que não passa da ponta do iceberg! Penso que Jesus Cristo ficaria arrepiado e tombaria com uma síncope se tal visse.

 

O que me aflige sobremaneira é que toda a gente se insurge contra os monstros que os jornais divulgam, do tipo do austríaco, condenado, salvo erro, a prisão perpétua, se calhar com acentuado grau de psicopatia, mas, certamente, com muito menos responsabilidade moral, mental e social do que um bispo ou um padre, e ninguém pia no que respeita a esta avalanche de hediondos crimes, a esta lamacenta vergonha da igreja, que cresce e permanece impune. “Não perguntes, não digas nada”, continua a ser o lema de bispos, padres e católicos em geral. Já temos abordado o tema perante amigos que são católicos, mas nada, “moita-carrasco”. Se não se vislumbra qualquer centelha de justiça humana, é de rir a crença na justiça divina.

 

As prioridades num país à beira da bancarrota

O que pagamos todos por existir uma classe política sob suspeita, é enorme, e não entra nas contas, mas devia entrar. Num país numa situação alarmante, os assuntos em dia são os que têm a ver com a defesa de um governo acossado pelas trapalhadas em se envolve o seu chefe e uma enorme teia de altos dirigentes.

 

A Justiça está em polvorosa e ameaça ir mais além, após ministros, que passam a vida a bradar que o Estado de Direito é a separação de poderes, virem dizer que os magistrados andam a fazer "espionagem política".

 

E os jornais vão, às pinguinhas, para manterem a pressão e venderem, deixar cair o que já se percebeu  que já sabem, sobre a história da sucata. Hoje o SOL já vem dizer que os suspeitos todos trocaram de telemóveis para escaparem às escutas, utilizando mesmo, truques de quem sabe da poda, como aquela dos cartões recarregáveis que só são apanhados se pagos por cartão .

 

Depois estão na ordem do dia as autoestradas com vistos negativos do Tribunal de Contas, que vão parar, deixa de haver dinheiro, indemnizações, acusações porque a Lei é para cumprir e este governo não cumpre a Lei, diz o Tribunal de Contas. Os contentores de Alcântara tambem estão nos carris, grossa asneira de governo absoluto que deixou de o ser. O TGV, são os Espanhóis que vêm cá ensinar, congelem o Porto-Vigo e lancem um ramal para Sines, para as mercadorias o que parece ser bem mais sensato do que querer transportar passageiros que não existem.

 

Logo que isto acalme (após se saber o que aí vem das escutas) está na calha o casamento gay, o que tambem contribui para a resolução dos problemas que ameaçam afundar o país.

 

É isto o que muita gente não quer ver, o tremendo desgaste e prejuízos que um primeiro ministro, profundamento ferido na sua credibilidade, causa ao país.

 

Até à próxima campanha negra!

A máquina do tempo: por que motivo não compraram os quadros do jovem Adolf?

 

Um documento esquecido nos Arquivos Nacionais Franceses, datado de 1924, e recentemente encontrado, descreve Adolf Hitler – já nessa altura líder do Partido Nacional Socialista Operário Alemão – como um "demagogo bastante astuto" e como o equivalente germânico do ditador italiano Benito Mussolini. Contudo, não alerta para uma eventual influência de Hitler na realidade europeia dos anos seguintes. Ao que parece, ninguém parecia ter-se apercebido do perigo que aquele demagogo, com bigode chaplinesco e com o penteado de risca ao lado, representava.

«Não é idiota, mas sim um demagogo bastante astuto", afirma a breve e amarelecida nota redigida por um espião francês, acompanhada por uma fotografia de Hitler vestido com fato e gravata. O agente apresenta Hitler como “o Mussolini alemão”, avisando que “comanda grupos paramilitares de orientação fascista”, embora não recomendasse a adopção de qualquer medida contra o homem que iria desencadear a  Segunda Guerra Mundial e ordenar o Holocausto.

 

Esta nota faz parte de um enorme arquivo que remonta ao período em que as tropas francesas ocuparam a Alemanha após o final da Primeira Guerra Mundial. O relatório sobre Hitler, que muito em breve estará à disposição dos historiadores, estava guardado num arquivo de metal fabricado em 1791 durante a Revolução Francesa, que contém mais de 800 textos, entre os quais se destaca o diário de Luís XVI e de Maria Antonieta. Estes documentos foram posteriormente transportados para Paris em 1930 e estão armazenados desde então nos Arquivos Nacionais. A nota que descreve Hitler é acompanhada de textos similares que se referem aos seus lugar-tenentes, Goebbels, Hermann Goering e Heinrich Himmler, ministro do Interior e chefe da policia alemã, ao qual se acusa directamente de “racista”.

 

*

Em 1924, Adolf, com 36 anos, fora preso em 26 de Fevereiro e , em 1 de Abril, condenado a cinco anos de cadeia devido às suas actividades políticas. Na prisão de Landsberg redigiu o primeiro volume de «Mein Kampf». Em 20 de Dezembro obteve a liberdade condicional mediante o pagamento de uma fiança. Desde 1919 estava ligado ao DAP (Partido Alemão dos Trabalhadores), sendo nomeado responsável pela propaganda; em 1920 o partido mudaria a sigla para NSDAP (Partido Operário Nacional Socialista Alemão). Em 1921, passaria a ser o número um da organização que ganhava rapidamente os seus contornos agressivos, criando as SA (divisões de assalto) e as SS(secções de protecção). Uma carreira meteórica e cheia de êxitos até à derrota final.

 

 

Se viajarmos um pouco mais para trás, vamos encontrar um jovem cabo austríaco desmobilizado, andando à deriva numa Berlim boémia, cosmopolita, dominada por judeus ricos e vivendo os anos loucos do pós-guerra.

 

 Em 1910, com 22 anos, Hitler estudava na Academia de Belas Artes, ganhando algum dinheiro pintando postais e desenhando cartazes de publicidade a detergentes, graxa para sapatos e outros artigos de consumo. Sem êxito – os quadros não se vendiam e os trabalhos com que ganhava a vida, escasseavam. Esse fracasso na arte e na publicidade atirou-o para as lides políticas onde descarregou a sua frustração contra um mundo que não soubera apreciar os seus dotes. Pelo que se pode ver das suas produções artísticas, não terá passado ao lado de uma grande carreira, como se costuma dizer dos futebolistas. Perdeu-se um mau pintor e ganhou-se um político horroroso. Os judeus ricos de Berlim deviam ter comprado os seus quadros sem regatear os módicos preços.

 

Imprudências.

 

 

 

O Brasil, e a globalização

Será? Tendo a revista “The Economist” como publicação séria e sendo amigo do Brasil , desejava que se tratasse efectivamente de uma ascensão sustentável e duradoura.

 

Todavia, tal como escrevi há poucos dias, continuo de opinão que se trata apenas de um sucesso passageiro – infelizmente. Vejam também o meu mail anexo de 23.02.2007. Trata da pseudo-retoma alemã de 2007 que um ano depois revelou ser aquilo que eu a tinha chamado: uma “flor de pânico”. Na altura, praticamente todas as sumidades em economia da Alemanha – os chamados “Sábios” que em troca de chorudos honorários vendem as suas expertises que quase nunca acertam – afirmamavam o contrário (excepto o Prof. Sinn).

 

Quem descola, no fim vai ser forçado a aterrar. Seria melhor que o Brasil ficasse “no tapete” desenvolvendo com os pés no chão, de uma forma sã, sustentável e duradoura. Seria pena se ainda fossa vitimado pela Globalização.

 

RD

Rolf Damher (convidado)

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/11/12/brasil+decola+diz+capa+da+revista+the+economist+9081962.html

 

http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=14845197

com.br/bbc/2009/11/12/brasil+decola+diz+capa+da+revista+the+economist+9081962.html

 

http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=14845197

A parvoíce não poupa ninguém

“Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta”.

Albert Einstein, um dos poucos homens que deveria ter sido autorizado a flutuar acima de todos os outros, deverá ter morrido sem esta certeza. Para aqueles mais dados às prosaicas parvoíces do dia a dia, resta-nos o lamento, o desabafo livre e uma certa dose de indignação.

 

Algumas pessoas não devem mesmo saber onde têm a cabeça. Duvidam? Vejam então a notícia do ionline, segundo a qual “durante 13 minutos, as conversas dos jornalistas estiveram a ser gravadas por um funcionário do Ministério da Educação”. “Enquanto os jornalistas esperavam por uma declaração do secretário de Estado-adjunto da Educação (…) o funcionário entrou na sala de imprensa e pôs um gravador junto dos microfones e dos tripés que estavam em cima da mesa. Ninguém deu conta de que o aparelho estava a gravar. Durante vários minutos, as conversas dos jornalistas giraram à volta das notícias do dia, nomeadamente sobre o caso Face Oculta. Comentários informais foram trocados entre colegas que não se aperceberam de que estariam a ser escutados”.

 

Lindo, não é?

Anda Tudo Doido

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FACE OCULTA

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Anda tudo preocupado porque os suspeitos terão sido avisados que estariam sobre escuta horas ou dia depois do nosso Primeiro falar.

Ninguém se preocupa com o facto de se ensinar aos meliantes que, quando se sabe que se está debaixo de escuta, se deve trocar, não só de número de telemóvel, mas também de aparelho.

E como, no final, tudo vai ficar em águas de bacalhau, o sr Vara anda muito satisfeito. Só há um detido preventivamente, e, não deverá haver mais. Só este é que é dispensável.

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Face Oculta – A memória política ainda é mais curta

Alguem se lembra dos fundamentos que levaram o Presidente Sampaio a demitir o governo de Santana Lopes?

 

Basicamente, eram de natureza de confiança e credibilidade políticas, frases infelizes e um pouco patéticas, como "deitar fora o menino com a água do banho" e umas festas a que o primeiro ministro não se furtava, faltando a jantares de Estado e a outras manifestações a que a função obrigava.

 

Depois havia umas suspeitas sobre um caso de "submarinos" e outro de "sobreiros" onde estariam envolvidos ministros, tudo embrulhado numa salganhada de um ministro que se zangou e bateu com a porta.

 

Face ao que tem perseguido este e o anterior governo, quase que acredito que a única coisa que é diferente, são o resultado das sondagens.

 

Naquela altura, era óbvio que a marcação de eleições daria a vitória com maioria absoluta ao PS, hoje a marcação de eleições lançaria o país numa crise sem precedentes.

 

Percebem ou é preciso meter explicador?