Uma Opção Para Portugal

O Congresso do PSD em Mafra foi esclarecedor. O candidato José Pedro Aguiar Branco demonstrou, uma vez mais, que partiu tarde. Por uma questão de palavra, JPAB acabou por prejudicar a sua candidatura e ver os falsos amigos fugirem para o outro lado da barricada. Caso contrário, como se viu nos debates e no Congresso, seria um forte candidato.

Por sua vez, Paulo Rangel, manteve o seu estilo populista, fazendo lembrar Paulo Portas, com um discurso cheio de sound bites (pedir maioria absoluta, falar em sonho, classe média, as entranhas dos portugueses, refundar Portugal, etc.). Nisso assemelha-se a Portas e ainda não descolou do passado. O seu pecado maior é a colagem a esta direcção e nisso Fernando Costa disse tudo. Daí a sua segunda intervenção ter sido uns bons furos abaixo da primeira.

Já Pedro Passos Coelho mostrou que é o que está melhor preparado para ser Primeiro-ministro e percebe-se a razão de ser o preferido dos portugueses. O seu primeiro discurso foi arriscado. Foi corajoso. Desmontou os mitos. O mito do seu passado e da constante crítica subliminar de ser jovem. Tenho a impressão que aos sessenta ainda o vão criticar por ser muito jovem. Enfim. A forma como abordou Jardim foi de uma bravura exemplar. Mesmo arriscando-se a perder imensos votos, mesmo pondo em causa a sua eleição como Presidente. Eu gosto de homens com audácia e PPC teve-a onde muitos, quase todos, se acobardam. O seu segundo discurso foi bastante incisivo, colocando a verdadeira questão: que PSD pode vencer as legislativas, qual o que está melhor preparado?  O importante é ter um projecto para governar Portugal e essa é a verdadeira questão. E esse projecto terá de ser profundamente diferente do de Sócrates mas, igualmente, distinto do da actual direcção do PSD.

A verdade, como se viu no seu último discurso, é que Passos Coelho fala para o país mesmo que o partido pretenda que lhe massagem o ego. Uma opção corajosa e realista. Uma opção por Portugal.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    O PPC andou a prepara-se os últimos dez anos para ser primeiro ministro, e isso nota-se!

  2. Pedro Rocha says:

    Nota-se bem na angústia, ansiedade e sofreguidão dos abutres que lhe seguram o altar!

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