"O Drama de Uma Estudante Universitária"

“Sem alternativas, Catarina é obrigada a viajar de automóvel particular porque não há outro tipo de transporte. “Temos carreiras que fazem o percurso diário entre Paços de Ferreira e o Porto, mas os horários não são compatíveis com as aulas e, além disso, são muito lentos, porque seguem pela Estrada Nacional e atravessam a serra da Agrela. Nos dias em que tenho aulas só à tarde, se escolhesse o transporte público teria de sair de casa, pelo menos, a meio da manhã”, explica. Por outro lado, Paços de Ferreira não tem uma rede ferroviária e quem quiser viajar de comboio tem de ir de carro até Penafiel ou Paredes, onde existem estações de caminho-de-ferro.” – Jornal de Notícias, 23 de Abril de 2010.

Na sequência do meu post de há dias a propósito do pagamento de portagens nas auto-estradas, venho por este meio mostrar a minha total solidariedade com o governo da República Portuguesa: portagens sim.

Para todos por igual, sem discriminações “positivas” porque ao abrigo das mesmas o Grande Porto tem sido beneficiado e o vale do Tâmega prejudicado. Portagens sim.

Como contrapartida, apenas exijo do meu país que invista os novos 120 a 130 ME no desenvolvimento dos transportes públicos, nomeadamente no caminho-de-ferro.

À estudante Catarina Sousa, agora em vias de pagar as dramáticas portagens, faça-se a si e aos seus eleitos a pergunta: Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras não têm caminho-de-ferro porquê? Já vão longe os anos 30…

ps: um mapa antigo.

Comments

  1. Milan Kem-Dera says:

    Ahahahahahahaha… qual é a tua, meu?
    Então achas que o dinheirinho das portagens vai parar ao desenvolvimento e melhoria de transportes das regiões onde estão as SCUTs portajadas?
    Meu caro Dário, néscio ou compactuante com o sistema? será que tens por aí algum interesse “escondido”?
    Cai na real, meu, que o dinheirinho vai parar TODO aonde não deve, e nem 1 euro irás ver investido em quaisquer benfeitorias para o cidadão.

  2. joão Nunes says:

    Assino por baixo o que diz o Milan.

    E mais:
    Dário, meu infiltradozito, quem és tu para exigir?
    Pensas o quê? Que a malta tem 5 aninhos?

  3. joão Nunes :
    .
    E mais:
    Dário, meu infiltradozito, quem és tu para exigir?

    Oh Nunes, eu não sou ninguém para exigir que a malta pague… mas como me obrigam a pagar a minha as auto-estradas que não uso… sei lá, pensei que cada um devia almoçar em sua casa.

    • Luís Moreira says:

      A miúda mais tarde ou mais cedo vai ter um TGV a passar-lhe à porta. não lhe serve de nada porque não pára, mas vai ter.

  4. >> Como contrapartida, apenas exijo do meu país que invista os novos 120 a 130 ME no desenvolvimento dos transportes públicos, nomeadamente no caminho-de-ferro.

    exactamente a minha posição dario

  5. joão Nunes says:

    “quem és tu para exigir?”

    Perguntei isto porque disseste:
    “”exijo do meu país que invista os novos 120 a 130 ME””
    O teu país vai pegar nessa massa toda e entregá-la aos amigalhaços da Mota, da Lusoponfe, da Galpa, da Pitê, dos Sá Coitos, dos BÉs, etc., etc., etc.
    Não vai nenhum para o que nós queremos e precisamos. Para isso, pede-se mais dinheiro fora, aumenta-se a dívida, depois dizem que o crédito ao consumo e as férias em Cancun é que têm a culpa, blá, bla, bla…
    Pecebeste?
    Percebes agora que isto de pagar ou não pagar não tem rigorosamente nada que ver com a treta do utilizador-não utilizador, mas sim com as porcas das negociatas que estes gajos fazem uns com os outros até nos porem novamente a viver em cavernas, a comer tartulhos, a andar de bicicleta como os chinocas há 5 anos andavam, porque esta merda toda da europa está a ir pelo cano abaixo e estes criminosos e ladrões consentem porque é para isso que lhes pagam?
    O dinheiro que tu e eu pagarmos para usar uma estrada a que temos mais que direito, porque é obrigação do estado proporcionar-nos essas estradas para que possamos trabalhar melhor e mais depressa para pagar-mos mais impostos com que possa fazer mais centros hospitalares, escolas e melhores estradas onde não as há, em vez de dar o graveto para as fundações do Marocas, Figos e quejandos, e pagar principescamente aos seus apaniguados que mais não fazem que deitar a mão ao bolo que lhes passa à frente, não tem que ser regateado ou negado. Se Portugal fosse verdadeiramente a NOSSA TERRA, a NOSSA MÂE, e tivéssemos lá posto para a gerir gente séria, seria com muito orgulho que pagaria e me esforçaria para pagar mais e melhor para ser novamente redistribuido por todos, para o bem comum.
    Mas Portugal não é isso porque tem sido gerido por habilidosos e maneirinhos rapinadores que mais não fazem que puxar para si e seus apaniguados TODO o bem que produzimos.
    É por isso que me custa pagar.
    Entendeste Dário, ou queres que te volte a explicar?

  6. maria monteiro says:

    uma solução seria a construção de residências para estudantes… daria oportunidade a muitas outras Catarinas, sem carro, poderem estudar

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