China : uma política de poder

Devagarinho as nossas economias vão ficando prisioneiras da economia Chinesa. Esta política é claramente uma política de poder, enquanto nós , os ocidentais, cegos pelo lucro fácil, olhamos para ela como sendo puramente comercial. Os trabalhadores chineses continuam a ganhar 1/5 do que ganha um trabalhador ocidental, horários e pagamento de horas extra não há, e o milagre para um trabalhador chinês é ter trabalho. Faz tudo para o manter.

Agarrados à teoria da criação de valor com a “marca”, as nossas fábricas, uma após outra vão-se mudando, a dimensão da produção é impressionante, no Ocidente uma produção de um milhão de unidades corresponde a uma produção Chinesa de 40 milhões, as nossas fábricas, vão ser esqueletos de uma economia outrora pujante.

É tudo “made in China” um rótulo americano, comprado a tuta e meia na China é vendido por muito mais, ganhando-se rios de dinheiro sem esforço. Cerca de 60% da dívida externa dos USA está nas mãos dos Chineses e grandes e outrora orgulhosos grupos económicos ocidentais já são propriedade de Chineses.

Um dia destes, sem darmos por isso, estamos todos com os “olhos em bico” tudo porque o que interessa é o lucro a qualquer preço nem que para isso, seja necessário cantar loas à globalização e que o comércio internacionall livre mantenha economias assentes na exploração do homem pelo homem que tanto se ataca no ocidente.

Comments

  1. Talvez... says:

    É verdade, uma verdade vergonhosa a que Portugal também se rendeu.

  2. joão Nunes says:

    Os chineses, como não lhes chega a exploração que fazem no seu próprio país, encomendam fora. Ou seja fazem o mesmo que o Ocidente lhes faz a eles.
    encomendam à Coreia do Norte.
    Há sapatilhas para adulto à venda nas feiras, feitas assim, a 1 Euro o par!
    Muitos dos produtos, colas, tintas, metais etc. que têm utilização proibida na União Europeia entram por aqui dentro e ninguém faz nada. Há lojas de chinocas e bancas de feira a vender calçado em que o cheiro é tão intenso que mal se pode respirar por perto.
    Adeus Europa, tal como a conhecemos.
    Continuemos a brincar.

  3. maria monteiro says:

    Para Cuba criam embargos com a China fazem negócios …


  4. E agora, em plena expansão imperialista: África, Nepal praticamente anexado, corte das águas fluviais ao Laos, Camboja e Tailândia. Ataque de Pequim em pleno centro de Bangkok. Enfim, uma reedição do Japão dos anos 30.
    Barreiras alfandegárias. Não encontro outra solução, porque o resto virá por si.

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