os cães de israel

Paula Rego, Mulher Cão

Paula Rego, Mulher Cão

Quando as coisas chegam à pirataria marítima pura e dura e burra mete alguma impressão que ainda surja uma horda de defensores do estado (neste caso é mais do governo, que o massacre nem colhe apoios internos) de Israel.

Pelas caixas de comentários do Aventar e em muitos blogs o fanatismo tenta tapar os olhos a quem vê, neste caso o mundo inteiro.

Uns são simples mossadistas (foi denunciada há muito tempo a sua rede de agentes de propaganda em todo o mundo, a vida está cara e custa a todos), alguns agem por convicção religiosa (convém não esquecer que o judaísmo é uma religião como as outras, a que qualquer um pode aderir), mas o mais estranho é o enternecedor carinho da direita para com esta gente.

Há várias teorias para o explicar, e também tenho uma, que não se aplicando a todos funciona bem para alguns.

Aquela direita fascistóide que não se quer assumir (a assumida vai mais pelas tradições nazis e está do outro lado, marchando sempre contra o que lhe cheire a judeu) além de apreciar as virtudes de um estado confessional e anti-democrático abusa da oportunidade de estar do lado do governo mais nazi do planeta mas que não seria nazi porque o seu povo até teria sido a vítima da Alemanha nazi.

Sendo certo que os judeus foram vítimas de um processo de extermínio ariano (mas proporcionalmente os ciganos sofreram bem mais, e os primeiros que Hitler aniquilou foram os comunistas alemães), se fossem coerentes salivavam de igual forma perante qualquer perseguição a ciganos, a comunistas, a homossexuais, ou a simples democratas.

Nunca achei o cão de Pavlov um animal inspirador, e este caso só me dá razão.

Comments


  1. convém não esquecer que o judaísmo é uma religião como as outras, a que qualquer um pode aderir.

    Bom o processo burocrático é um bocado mais complicado do que noutras religiões. Veja por exemplo aqui. Ou seja o processo é bem diferente da religião muçulmana, ou do cristianismo versão ICAR ou IURD, por exemplo.

    É curioso que fale nisto, porque dizem que esta complicação em aderir à fé e a total falta de proselitismo da religião judaica se deve em parte à perseguições de que foram alvo os judeus durante séculos. Isto por sua vez terá moldado a ideologia sionista o que dá como resultado estas políticas assassinas do governo de Israel. Lamento mas não estou a conseguir encontrar a fonte disto, é apenas qq coisa que me lembro. De qualquer forma julgo que é um ponto de vista interessante.

  2. cy goes says:

    Massacre???????????? Que aberração….
    Há uma constantedemonstração de que se Portugal precisasse de HOMENS a defende-lo, a malta actual seria como bando de “Vasconcelos” (1640).
    Espero bem que ainda existam portugueses europeus e não apenas “moiros”.
    Se um ladrão entra em minha casa, se necessário matá-lo em defesa dos meus, assim será feito. Abominam-me os cobardolas do politicamente correcto nessa Europa que um dia poderá entrar numa guerra quando o verdadeiro povo tiver que se levantar contra a destruição sistemática da sua identidade seja na cultura, tradições, valores etc…
    Os macacos são de várias espécies e nós os priminhos também

  3. José says:

    “os cães de israel”, “pirataria marítima pura e dura e burra”, “horda”, “mossadistas”, “fascistóide”, “salivavam”, “cão de Pavlov”…
    Com esta “argumentação” tão brilhante, esmagadora, de tão elaborada fineza que se poderá replicar?!
    Mais um democrata, pluralista, de cabeça arejada e aberta ao Outro, que vê e aprecia criticamente os argumentos e não os fantasmas das ideologias que imagina nos outros, de grande, enorme! cultura, evidentemente, que até conhece o cão de Pavlov e utiliza o exemplo para insultar quem diverge da sua linha de pensamento, enfim… tolerante!
    É com fios de farrapos destes que se tecem os totalitarismos, chamem-se nazismos, fascismos, bolchevismos, fundamentalismos religiosos, cristãos, judaicos, muçulmanos ou outros..

  4. Luis Moreira says:

    José, não fui eu que escrevi mas peço-lhe desculpa, como autor- criador do Aventar!

  5. José says:

    Caro Luís Moreira, agradeço-lhe a atenção e não há que pedir desculpas.
    A vida é assim, constituída por uns e por outros e ainda outros…
    Temos que viver com o que há!

  6. Ricardo Santos Pinto says:

    Luís, como autor – fundador do Aventar, e como já te disse em privado, não me parece que este post ultrapasse os limites do razoável. Pelo contrário, um outro que escrevi sobre o mesmo assunto parece-me bem mais radical, sendo que o Aventar é um blogue radical quando é preciso e orgulha-se de o ser.
    Pior, muito pior, foi o post que vi no Aventar há umas semanas e que dizia algo como «Imigrantes? O povo diz NÃO!».
    Israelitas e palestinianos são igualmente intolerantes. Nós não podemos sê-lo.

    • Luís Moreira says:

      Não se trata disso, Ricardo!. Uma coisa são as opiniões, que temos que respeitar, outra, muito diferente, é a cobardia das ofensas generalisadas, da intolerância, perante quem tem opiniões diferentes. Eu nunca deixaria que alguem pensasse que poderia estar de alguma forma de acordo com os termos daquele texto. Há um limite ! Se não tem argumentos válidos não use a ofensa!

    • Luís Moreira says:

      Não se trata disso, Ricardo!. Uma coisa são as opiniões, que temos que respeitar, outra, muito diferente, é a cobardia das ofensas generalisadas, da intolerância, perante quem tem opiniões diferentes. Eu nunca deixaria que alguem pensasse que poderia estar de alguma forma de acordo com os termos daquele texto. Há um limite ! Se não tem argumentos válidos não use a ofensa!

  7. Ricardo Santos Pinto says:

    Não é cobardia, o texto está assinado. E quanto aos insultos, isso é relativo e depende da visao de cada um.
    O maior insulto que vi até hoje no Aventar foi num post de alguém que já não está cá e que por acaso também tinha cães como protagonistas. Chamava-se «Se os gays querem demonstrar o seu afecto, adoptem um cão». Isso sim, foi muitíssimo ofensivo e não me parece que na altura alguém se tenha revoltado.

    • Luís Moreira says:

      Não Ricardo, uma coisa são opiniões outra são ofensas. jamais aceitarei que as pessoas pensem que estou de acordo que se ofendam as pessoas. E essa dos gays. houve uma grande revolta, inclusivé com amigos teus que te disseram que “se sentiram insultados” como foi o caso do que escreve no 5 dias…bem me lembro , foi a nossa primeira grande merda…

  8. Carla Romualdo says:

    Luís, não vejo nenhum motivo para pedir desculpas por este post seja a quem for. Como tu próprio já disseste, esta casa é plural e cada um expressa as suas ideias livremente.
    Quem não está de acordo contra-argumenta ou ignora.

    • Luís Moreira says:

      Eu não estou contra a opinião dele, estou contra as ofensas. E tu Carla, vê lá se estás uma vez que seja,ao meu lado.Até neste caso em que me tratam como “cão” nazi e fascistas tu achas que eu não tenho razão. Queres igual tratamento ? vais tê-lo!

  9. Alberto says:

    Para dar a polémica que deu, deviam ter bombardeado logo os tipos com Triplex.
    Em vez de pegarem em barras de ferro para agredir os agentes da autoridade, agarravam-se às calças chamavam pelo gregório.
    Espero que o pessoal não esteja a ficar mole. Com tanto passageiro a bordo, a ajuda humanitária seria consumida por eles próprios.
    Cambada de malandros esquerdóides. Trabalhar faz calos.


  10. cy goes :
    Massacre???????????? Que aberração….
    Há uma constantedemonstração de que se Portugal precisasse de HOMENS a defende-lo, a malta actual seria como bando de “Vasconcelos” (1640).
    Espero bem que ainda existam portugueses europeus e não apenas “moiros”.
    Se um ladrão entra em minha casa, se necessário matá-lo em defesa dos meus, assim será feito. Abominam-me os cobardolas do politicamente correcto nessa Europa que um dia poderá entrar numa guerra quando o verdadeiro povo tiver que se levantar contra a destruição sistemática da sua identidade seja na cultura, tradições, valores etc…
    Os macacos são de várias espécies e nós os priminhos também

    Existem portugueses com muito sangue mouro, e também judeu, correndo em suas veias.


  11. Alberto, você deve ser um homem do caraças, um democrata, um bom pai de família, um cristão honesto e sincero.
    Quantos homens já matou?

  12. adao cruz says:

    Estou em Espanha mas fui dar uma olhadela ao Aventar, que, como diz o Ricardo e muito bem, deve ser radical sempre que o entenda. Só quero dar um abraço aos que vêem este conflito na Palestina como um hidiondo crime contra a humanidade. Especialmente ao J.J.C. e Ricardo. À querida amiga Carla, o exemplo da orquestra de Daniel Baremboim é muito bonito mas é poético e muito lírico. Como concebes um entendimento entre o lobo e o cordeiro, por mais bela que seja a música? Mesmo que a direita acintosa te queira impingir a todo o custo o aberrante pensamento de que o cordeiro também é lobo? O milho fica e as arestas voam. Metem dó os jeitos e trejeitos insultuosos que fazem aqueles que nao conseguem mais do que apelidar de esquerdoides e fios de farrapos quem dá o corpo ao manifesto e procura deseperadamente alertar para tao sujo e repugnante genocídio, sem nada a ganhar e com nuito a perder, até a vida, ao contrário dos mossadistas.

  13. Alberto says:

    João José Cardoso :
    Alberto, você deve ser um homem do caraças, um democrata, um bom pai de família, um cristão honesto e sincero.
    Quantos homens já matou?

    O quê? Para ser bom chefe de família é preciso matar alguém? Na Palestina deve ser, aqui ainda não é.
    E pôr bandalhos a borrar-se todos e a vomitar as tripas, não é assim tão mau como fazer-se rebentar no meio de inocentes, não concorda?
    E acredite, a única Democracia que existe naquela parte do Mundo e tomara que em muitas mais, é Israel.
    Eu sei que lhe custa um bocado engolir isso, mas vá lá, engula.


  14. Alberto, eu podia ensinar-lhe que em democracia todos votam, e que quando perdem esse direito por serem árabes não se chama democracia. Até lhe podia explicar que não disse que o “bom chefe de família” tem de matar alguém, e já agora o que é uma figura de estilo, uma ironia, etc. etc.
    Mas não o vou fazer por uma simples razão: ando a ensinar adultos e crianças vai para 20 e tal anos, e já percebi que nem todos podem perceber tudo, por mais que nos esforcemos nesse sentido. São as limitações da espécie humana…


  15. José, também lhe podia explicar a si o que é uma figura de estilo, que não chamei cão a ninguém, que a leitura implica algum cuidado, que há textos subtis, etc. etc.
    Mas como para você matar pacifistas não é um massacre, não explico, porque mesmo que me entendesse me estou nas tintas para que entenda. É que a gente como você chamaria mesmo cão, não estivesse a insultar o animal, e não vale a pena. Passe bem.

  16. Alberto says:

    Mas não o vou fazer por uma simples razão: ando a ensinar adultos e crianças vai para 20 e tal anos, e já percebi que nem todos podem perceber tudo, por mais que nos esforcemos nesse sentido. São as limitações da espécie humana…

    Mude de profissão.
    Tente outra coisa. Talvez não se esforce o suficiente, não tenha talento ou jeito para isso.
    Não esteja à espera de ser corrido. Tente meter-se na política. Há lá muitos assim.


  17. José, as minhas desculpas, confundi o seu comentário com o outro. Para todos os efeitos o seu até é civilizado, o que no meio de outros nem sempre se encontra.

  18. Carla Romualdo says:

    Adão, o exemplo do Baremboim mostra que haverá diálogo com aqueles que queiram pôr um fim à espiral de violência, qualquer que seja o lado da barricada onde lhes tocou nascer. Lobos e cordeiros há dos dois lados nesta história.

  19. Carla Romualdo says:

    Luís, não estou contra ti nem contra ninguém. Estou contra um comportamento, que é o de pedir desculpas por um post alheio quando entendo que não há razão para isso.

  20. joão figueiredo says:

    cão, como nós. mas quem não conhece a mossad, não sabe da missa a metade…

  21. Alberto says:

    mas quem não conhece o hamas, não sabe da missa a metade…


  22. O Hamas? aquele movimento que Israel patrocinou para acabar com a OLP?

  23. José says:

    Essa é uma das “verdades” de que Goebbels falava.
    Repetindo-se muitas vezes, já ninguém recorda quem lançou o mito, e toda a gente jura que é verdade!
    Claro que nem vale a pena o visado vir a terreiro clamar aos ventos que não é verdade: ninguém acredita que aquela “verdade” tão universal possa ser, afinal, mentira.
    Bom, se o tivesse feito, bem arrependido deveria estar…


  24. O apoio de Golda Meir está mais que documentado. E até é lógico: na época a questão do fundamentalismo islâmico não se colocava como hoje, e a estratégia de crescimento do Hamas passava pela criação de organizações de solidariedade social. Só começou a existir “militarmente” na primeira intifada.
    O ódio à OLP (os ocupantes odeiam sempre os resistentes) explica o resto.

  25. José says:

    Hummm… será extraordinário ver toda essa documentação.
    Julgo até que entrará para o Guiness, se é mesmo que o Vaticano não venha a meter a colher e declarar novo milagre na Terra Santa.
    É que levando em consideração que o Hamas foi criado em 1987, por ocasião da 1ª intifada, e que Golda Meir morreu nove anos antes, em 1978, tendo saído da política activa em 1974, na sequência do relatório negativo sobre a sua actuação na Guerra do Yom Kippur, só mesmo apoio vindo do túmulo ou do outro mundo, para os crentes.
    Repito: nunca vi demonstração desse apoio e sempre vi a negação do Estado visado. Mas admito que alguém, dentro desse mesmo Estado, e conhecendo as nebulosas que são os aparelhos de Estado, possa ter dado apoio, tendo em vista o prejuízo da Fatah.
    Bem arrependido deve estar agora esse alguém, se essa eventualidade tiver ocorrido.
    Aquilo que ainda me consegue surpreender é a ligeireza como se afirmam “certezas” universais e se dão detalhes que, no final, se revelam fisicamente impossíveis e demonstram a ignorância acerca dos assuntos sobre que se perora tão assertivamente.
    Este é um dos problemas dos blogs, enquanto veículo da informação. Os jornais ainda é suposto que tenham revisores que desfaçam mitos e gralhas, aqui, pela sua própria natureza, tal torna-se impossível.


  26. aqui há a grande vantagem de argumentarmos meu caro:
    “1967-1976 : création et développement des «Frères Musulmans » dans la bande de Gaza ;
    1976-1981 : expansion géographique à travers la participation de groupes plus expérimentés dans la bande de Gaza et en Cisjordanie et création d’institutions comme al-Mujamma’ al-islami (le Centre Islamique de Gaza), al-Jam’iyya al-islamiyya et l’université islamique de Gaza;
    1981-1987 : influence politique à travers l’introduction de mécanismes d’action et la préparation au combat armé ;
    1987 : fondation par Ahmed Yassine du Hamas en tant que bras armé des « Frères musulmans » en Palestine.
    É da wikipédia. Eu escrevi Golda Meir (…) nesse tempo, e por ai a fora.

  27. José says:

    What are Hamas’s origins?
    Hamas grew out of the Muslim Brotherhood, a religious and political organization founded in Egypt with branches throughout the Arab world. Beginning in the late 1960s, Hamas’s founder and spiritual leader, Sheikh Ahmed Yassin, preached and did charitable work in the West Bank and Gaza Strip, both of which were occupied by Israel following the 1967 Six-Day War. In 1973, Yassin established al-Mujamma’ al-Islami (the Islamic Center) to coordinate the Muslim Brotherhood’s political activities in Gaza. Yassin founded Hamas as the Muslim Brotherhood’s local political arm in December 1987, following the eruption of the first intifada, a Palestinian uprising against Israeli control of the West Bank and Gaza. Hamas published its official charter in 1988, moving decidedly away from the Muslim Brotherhood’s ethos of nonviolence.
    “http://www.cfr.org/publication/8968/#p2”

    Hamas was created in 1987 by Sheikh Ahmed Yassin, Abdel Aziz al-Rantissi and Mohammad Taha of the Palestinian wing of Egypt’s Muslim Brotherhood at the beginning of the First Intifada, an uprising against Israeli rule in the Palestinian Territories. Hamas launched numerous suicide bombings against Israelis, the first in April 1993.[17] Hamas ceased the attacks in 2005, and renounced them in April 2006.[18] Hamas has also been responsible for attacking Israelis through rocket attacks since 2001, improvised explosive device attacks, and shootings, though it reduced those attacks in 2005 and 2006.[19]
    http://en.wikipedia.org/wiki/Hamas

    Histoire [modifier]
    Selon la biographie semi-officielle du Hamas, Truth and existence[16][17], l’histoire du mouvement s’articule autour de quatre grandes étapes ou périodes :
    1.1967-1976 : création et développement des « Frères Musulmans » dans la bande de Gaza ;
    2.1976-1981 : expansion géographique à travers la participation de groupes plus expérimentés dans la bande de Gaza et en Cisjordanie et création d’institutions comme al-Mujamma’ al-islami (le Centre Islamique de Gaza), al-Jam’iyya al-islamiyya et l’université islamique de Gaza;
    3.1981-1987 : influence politique à travers l’introduction de mécanismes d’action et la préparation au combat armé ;
    4.1987 : fondation par Ahmed Yassine du Hamas en tant que bras armé des « Frères musulmans » en Palestine.
    De nombreux experts [réf. nécessaire] pensent que l’histoire du Hamas débute seulement avec le tournant des années 1980 lorsque son influence politique commence à s’affirmer.
    L’abréviation Hamas apparaît pourtant pour la première fois en 1987 dans un document accusant les services secrets israéliens.
    De 1987 à 1993 [modifier]
    Le Hamas s’est formé fin 1987, le mouvement est alors proche des Frères musulmans d’Égypte[18]. Selon sa charte, « le Mouvement de la Résistance Islamique est l’une des ailes des Frères musulmans en Palestine »[19]
    http://fr.wikipedia.org/wiki/Hamas

    Hamas (حماس Ḥamās, an acronym of حركة المقاومة الاسلامية Ḥarakat al-Muqāwamat al-Islāmiyyah, meaning “Islamic Resistance Movement”) is a Palestinian political and social organization which includes a paramilitary force, the Izz ad-Din al-Qassam Brigades. Since June, 2007 Hamas has governed the Gaza portion of the Palestinian Territories.Hamas was created in 1987 by Sheikh Ahmed Yassin, Abdel Aziz al-Rantissi and Mohammad Taha of the Palestinian wing of Egypt’s Muslim Brotherhood at the beginning of the First Intifada, an uprising against Israeli rule in the Palestinian Territories.
    http://profiles.friendster.com/96120993 (página do Hamas no Friendster)

    Twenty two Years of honor & dignity
    In December 1987, the council of the Islamic movement headed by Sheikh Ahmad Yassin met and announced the formal establishment of the Islamic Resistance Movement (Hamas).
    The meeting took place on the backdrop of a week of intense popular demonstrations and confrontations with Zionist occupation forces in the Gaza Strip following the death of 4 Palestinian laborers from Jabalia …
    http://www.qassam.ps/specialfile-162-Twenty_two_Years_of_honor__dignity.html (página oficial das Brigadas Ezzedeen Al-Qassam, braço armado do Hamas)

    Evidentemente que pode continuar a afirmar que a Golda Meir apoiou o Hamas e que o resto do mundo, incluindo o próprio movimento em causa, não percebe nada disto e que não foi nada fundado em 1987.

    Adoro argumentar, polemizar até.

    Mas gosto de saber do que falo, dou a mão à palmatória quando me engano e não invento factos.


  28. Evidentemente andei a trocar uns anitos sem importância, cerca de 20, e se tivesse juízo tinha dormido antes de fazer disparates. As minhas desculpas.
    Queria eu dizer isto, se estivesse acordado:

    “Quand au début des années soixante-dix, Ahmed Yassine, de retour du Caire, fonde une association islamique de bienfaisance, Golda Meir, alors premier ministre d’Israël, escompte ainsi dresser un contrepoids au Fatah d’Arafat. ” Les associations islamiques et l’université recevaient tous les encouragements du gouvernement militaire ” en charge de l’administration de la Cisjordanie et de Gaza, écrivait en octobre 1987, l’hebdomadaire israélien, Koteret Rashit, cité par le Monde du 18 novembre 1987, ajoutant qu’elles ” étaient autorisées à faire venir de l’argent de l’étranger “. Les islamistes créent des orphelinats et des dispensaires, mettent en place un réseau scolaire, des ateliers de confections pour l’emploi des femmes, et dispensent une aide financière aux plus démunis. Et en 1978, ils créent une ” université islamique ” à Gaza. Koteret Rashit ajoutait : ” Le gouvernement militaire était convaincu que ces activités affaibliraient l’OLP et les organisations de gauche à Gaza. ” Fin 1992, on comptait six cents mosquées dans Gaza. Et c’est ainsi, grâce au Mossad, que les islamistes ont tissé leur toile, à l’ombre d’une répression impitoyable frappant les militants du Fatah et de la gauche palestinienne.

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