Os Irlandeses não estranham voltar a ser pobres…

“Comprámos os vossos BMW e máquinas de lavar roupa Miele, mas foi com o vosso dinheiro.” A Alemanha é um dos maiores financeiros da Irlanda. Os bancos irlandeses devem actualmente 127.000 M €. Isto é mais que o PIB

da Irlanda. “E sejamos francos: o vosso dinheiro vocês nunca mais verão de volta”

David McWilliams*, 43, o mais popular economista da Irlanda falando a um jornalista alemão em WELT ONLINE.

Não vou traduzir o artigo alemão de “WELT ONLINE” que relata a vidas do irlandeses depois de introdução das drásticas medidas de austeridade (Parece que eles estão a reagir bem, impondo-se a ideia de que eles que “sempre foram pobres” quiseram uma vez na vida “sentir como é ser rico” e estão dispostos a pagar o preço pela tal sensação).

Aqui apenas quero demonstar o que nos sistemas sociais  contecesse quando viradas às avessas como a actual UE: quem manda vir tem que pagar. No presente caso e outros foi a Alemanha, uma das principais protagonistas da estratégia errada da UE, que “mandou vir”. Mas como todos os outros também “mandaram vir”, não só os avultados créditos da Alemanha voaram. Assim, o meu filho há tempos me contou tudo indignado que Portugal teve que transferir fundos de ajuda económica à riquíssima Angola para esta se dignar de saldar uma divida que tinha aberta com a – salvo erro – Soares da Costa.

Rolf Damher

* Já há 10 anos o economista mais conhecido da Irlanda vaticinou a bancarrota do mercado imobiliário. Na altura, os colegas o rotularam de fantasista.

http://www.welt.de/wirtschaft/article7925754

Comments


  1. Também me parece. Fico espantado com o que vejo nas ruas de Lisboa. Como é possível que gente que aufere pouco mais de 1000 Euros mensais, pode passear com BMW’s, mercedes, Audi’s cabriolet, VW Eos, etc? Ou passam fome em casa, ou então… bem, terão outro tipo de “assuntos” lucrativos nas horas vagas. A Alemanha nãos e importou muito em exportar para o mercado interno da UE. Do que estava à espera? Tudo isto nos faz lembrar as histórias – salvo as devidas proporções – daqueles episódios relativos ás trocas económicas com a Europa de 1939-44, quando o Reichsmark ditava as pautas aduaneiras.
    Os governos deviam manter alguma soberania e impedir os seus cidadãos de cometerem loucuras automobilísticas, férias a crédito, a segunda casa “de praia”, etc. O problema não é apenas português, nem “do sul”, como no “norte da Europa” gostam de dizer. É geral e os alemães já deverão ter percebido isso mesmo.

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