A requalificação das escolas, através da Parque Escolar, é um dos tópicos enunciados por José Sócrates, quando quer demonstrar quão magnífica foi a sua governação. O vídeo que aqui é publicado já tem uns dias, mas merece ser visto e ouvido com muita atenção, porque será fácil chegar à conclusão de que estamos na presença de mais um exemplo de gestão danosa dos dois últimos governos.
A comunicação social, essa entidade difusa que substituiu o jornalismo, já não investiga, reproduz. Se investigasse, descobriria, por exemplo, que, no Grande Porto, há uma escola que passou a pagar por mês aquilo que pagava anualmente em água e luz ou uma outra em que a sala dos professores, a sala de trabalho dos professores ou a sala da direcção não têm luz natural, o que implica ter as luzes acesas todo o dia (o que não acontecia dantes).






Mais uma! Estava-se mesmo a ver que isto acontecer. E a manutenção dos jardins? E os equipamentos de duvidosa durabilidade, e o que deitaram fora, “porque tinha de ser tudo novo!”
Enfim, um país de novos ricos que rapidamente se tornou num “bairro de lata”!
Mais uma grande obra do engenheiro.
A transcrição para o Direito Nacional da Directiva Europeia que resultou nos D.L. 78, 79 e 80/2006 de 4 de Abril, (sistema nacional de certificação energética), deram origem a mais uma agência (ADENE) e a uma aplicação acéfala destes diplomas a tudo o que é edifício, na defesa de mais um quintalzinho criado à medida. Os resultados da aplicação desta espécie de cientismo reflectida nos regulamentos, são os consumos que estão à vista e as taxas aplicadas às transmissões de imóveis que no fundo são uma forma de sustentar estas agências e mais uma maneira do Estado impor modos de vida politicamente correctos aos seus cidadãos.