Sócrates julga que o Ministério das Finanças traduziu o Memorando

José Sócrates em debate com Jerónimo de Sousa, afirmou com alguma convicção que o memorando teria sido traduzido e disponibilizado aos portugueses. Mas o Minitério das Finanças não fez esse trabalho. Quem o fez foi a equipa do Aventar com a colaboração dos seus leitores. Pode ler, não graças ao governo, nem aos partidos, nem sequer à comunicação social, seguindo este link.

O Público refere que o governo preferiu dar aos portugueses apenas uma versão reduzida. Mas, enfim, nem isso é verdade, o que existe no site do MdF é apenas uma apresentação e um discurso, onde se tomam as liberdades de comunicação normais deste governo.

Comments

  1. Evil Donner says:

    Deputamadre, Cabron. Tao n apanharam El Chibo no acto verdadeiro de mentir mesmo assim verdadeiramente como so ele sabe, a tirar a noticia do ar. “Se nao ha, devia haver”. Assim e que e Pinoquio, es o maior.

  2. Ana Bento says:

    …«as liberdades de comunicação normais deste governo» são as mentiras… as pinoquices!


  3. Se até o Correio da Manhã se serviu da v/ tradução e se ela foi publicada, por essa grande bíblia do jornalismo, logicamente que existe! Só não está no site do MF porque não o publicaram lá.
    Afinal isto não é uma mentira, é uma inverdade ou “as liberdades de comunicação normais deste governo” no seu melhor.


  4. Com a devida indicação fiz um link do meu blogue para o vosso, para que seja acessível o Memorando da Troika, em português.
    Permitam-me que vos enderece felicitações pelo trabalho cívico que concluiram, traduzindo para português o Memorando que todos os portugueses deveriam ler.

    Cumprimentos,

    José Maria Martins

  5. Paulo Pereira says:

    O Aventar ainda vai ao fundo… agora até faz trabalhos de tradução para o governo?!! Vou mandar-vos a minha factura de tradução de 4 linhas!! Afinal o engº lê blogues!!!


    • Com o devido respeito, a teoria de conspiração que propõe é coisa de crianças, ora leia a minha teoria:

      A verdade é que não interessa a ninguém do espectro político que os cidadãos sejam informados. Não me diga que os partidos portugueses, todos eles, não fizeram as respectivas traduções internamente. Se o não fizeram, então são mais amadores do que eu penso.

      A pergunta seguinte é tb ela óbvia, porque motivo o não fizeram?

      E a resposta é simples quanto baste, a comunicação social (quase toda, há ainda honrosas excepções) faz o que o dono manda, por ai estamos conversados.

      Aos partidos de esquerda interessa agitar o papão FMI, como a maior parte das medidas no memorando até fazem sentido, não lhe interessa que este seja conhecido.

      Quando aos partidos de direita (incluindo o PS) não interessa expor a forma negligente como governaram nos últimos 30 anos. Quem ler o memorando fica a saber que há leis por fazer, há directivas por implementar, há reporting que não é feito, verbas que não são controladas, houve despesas que foram desorçamentadas (de tal forma que seriam crime noutros contextos), etc,até à náusea. Assim tb não lhes interessa que os cidadãos se informem.

      Esta é a minha teoria. Ou seja, a regra geral que poderemos extrair é a que os partidos existem para se servir, não para servirem os cidadãos.


      • Não pondo em causa pontos válidos da sua teoria, palpita-me que a razão é outra:

        É que DÁ TRABALHO PA CARAÇAS!!!!!!

        (e como trabalhar dá saúde, já dizia o outro, que trabalhem os doentes!)

  6. Dario Silva says:

    Sócrates tenta convencer-se de que todos os portugueses sabem, ou deveriam saber, inglês Technicolor…

  7. maria monteiro says:
  8. D. Nicola says:

    Se não existe tradução, isso só significa que Sócrates, com o seu inglês técnico-domingueiro, passou um cheque em branco à troika! E onde raio viu P.Portas escrito “Triunvirato”?

  9. Carlos Borrões says:

    Entre a palavra dos que propõem novos ideais e a realidade que eles ambicionam, vai uma grande distância; maior, contudo, é aquela que medeia entre a completa ausência desses mesmos ideais e o seu aparecimento na forma de obra escrita, leia-se, programas eleitorais. Os nossos Séculos de história não justificam a insensatez com que temos desbaratado tudo aquilo que de bom possuíamos e a apatia ou pusilanimidade com que aceitamos esse desbarato. Acrescente-se que, em Portugal, as possibilidades que auferimos, para fazer uma obra digna de nós, são imensas, e mais pasmados ficamos ao pensar porque motivo tal obra jamais foi feita. Oxalá que esta tradução do memorando seja lida e discutida e desperte, em todos quantos a lerem, vontade de agir. Seguidamente temos de mostrar quanto valemos e fazer uma obra de que nos possamos orgulhar, pois matéria-prima não nos falta. Talvez que nos falte se acordarmos um pouco tarde de mais.

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