Novas Oportunidades: Bloco de Esquerda ao lado do PS

O Bloco de Esquerda volta a escolher a má companhia do PS, ao participar na defesa acrítica das Novas Oportunidades. Será eleitoralismo? Será uma atitude instintiva, face a aparentes ataques aos desfavorecidos? Será crença sincera? Seja como for, é a escolha do facilitismo, é o elogio da lágrima obscena de Sócrates, é querer estar ao lado de duas figuras sinistras como Luís Capucha e Valter Lemos.

Embora não acredite na sinceridade de Passos Coelho, desgosta-me saber que Cecília Honório, deputada do BE, se limite a usar argumentos que conseguem descer ao nível de Sócrates (ou mais abaixo), transformando as críticas a um sistema num “atestado de burrice” passado aos milhares de trabalhadores que passaram pelas NO. O próprio Francisco Louçã já havia iniciado esse caminho no debate com Passos Coelho.

Nesta caixa de comentários, tive oportunidade de concluir que não é obrigatório comungar deste dislate do Bloco para se ser de Esquerda. Ainda bem, mas não deixa de ser preocupante. Entretanto, na mesma caixa, vale a pena ler o testemunho do leitor António Monteiro.

Comments

  1. jorge fliscorno says:

    Subscrevo.


  2. Eu também subscrevo. Fui formador nas NO e saí a tempo. É um insulto a quem ensina e uma patranha para quem julga que vai aprender em meses o que não aprendeu a vida toda. Infelizmente não há criminalização deste tipo de políticas; se houvesse, creio que se pensaria duas vezes antes de se lançarem programas semelhantes. Gostava muito de ouvir a opinião dos Sindicatos de Professores sobre este tema…

    • Rodrigo Costa says:

      … Se houver número suficiente de professores “envolvidos” na aldrabice, não houvirá, possivelmente, o Sindicato pronunciar-se —ninguém chora, enquanto mama.

      Dir-me-á que também é professor, mas que se recusou a participar na palhaçada… O problema é que os bons exemplos são escassos, não reflectem a resultante.

      Aliás, se as pessoas —professores e “oportunistas”— fossem todas sérias, o programa caia pela base. A verdade, porém, é que uns necessitam de emprego, e os outros não podem com o complexo de não serem doutores. Esta é que é a realidade.

      Nota: Sócrates pode ser tudo, mas não é burro; ele sabe como chamá-los ao chôco.