Politicamente morto


-Ninguém lhe deu um tiro na cabeça, mas também não foi para Belém, o próprio deu um tiro no pé, primeiro ao aceitar encabeçar a lista de candidatos a deputados pelo PSD em Lisboa, depois com as declarações em que afirmou renunciar ao mandato, caso não fosse eleito presidente da Assembleia da República. Cumpriu a palavra é certo, mas esquecendo o compromisso com os seus eleitores, Fernando Nobre passou de irrelevante deputado independente a politicamente morto.

Comments

  1. José Manuel Faria says:

    O “político” português mais rápido (7 meses) a desbaratar votos/expectativas/credibilidade desde sempre foi Nobre, superou largamente Eanes e o PRD.

    • Verdade! Temo que a AMI apanhe por tabela…

      • Rodrigo Costa says:

        … A instituições “humanitárias” estão sempre a salvo, porque o que menos falta é hipocrisia.

        • Ninguém pode contestar o meritório trabalho das associações humanitárias, mesmo quando ficam parasitadas por algumas pessoas sem escrúpulos e aqui não estou a falar de Fernando Nobre!

          • Rodrigo Costa says:

            … Mas pode falar de outras pessoas, António.
            Se todas as pessoas que se entregam às causas humanitárias se comportassem como deve ser, penso que nem seriam necessárias as instituição de ajuda humanitária —sempre que a ajuda é grande, o pobre desconfia; sem esquecer, naturalmente, algumas, poucas, pessoas que o fazem por ideal; mas, mesmo essas, de vez em quando, são surpreendidas e deixam de acreditar. Por isso é que as sociedades estão em crise

  2. Konigvs says:

    Cuidado!! Como disse o Araújo Pereira, um cidadão comum morre e vai para o céu, um político morre politicamente e vai para CEO!
    Analisando o trajeto dele da esquerda para a direita e sendo coerente com o discurso dele, creio que ele pode ser útil à sociedade civil como presidente da câmara de Lisboa pelo CDS, ou outro partido qualquer à direita do PSD, em 2013!!

  3. Embaraçante foi ele ter aceite ser deputado sentando-se ao lado de embaraços maiores.

    Realmente é embaraçante sentar-se ao pé de vultos como José Lello, Ricardo Rodrigues entre tantos outros que nem sequer lá põem os pés.

    Engraçado que muito se fala sobre o empenho de cidadãos comuns (não políticos profissionais) na vida política e que quando estes o fazem tantas acusações lhes são feitas.

    Quando se queixam da falta de credibilidade do parlamento não é com certeza por pessoas como Fernando Nobre… Ser político é dizer o que queremos ouvir? É defender aquilo em que acredita, não dando espaço a que alguém mude de ideias?

    Tenham vergonha…

    • Há que respeitar as regras e quem nele votou, Fernando Nobre sabia ao que ia…

    • Rodrigo Costa says:

      Desculpe, Mauro,

      O que eu critico no Fernando Nobre não é a falta de credibilidade, porque isso é o que reina; nesse aspecto, todos podem pedir meças. O que eu acho é que uma pessoa da idade dele, com tanto mundo percorrido, deveria ser, mentalmente, organizado, não deixar ficar a marca, indelével, de imaturidade. Sinceramente, é isso de que o acuso. Aliás, por outras razões, já me tinha deixado a ideia de não ser um homem previdente.
      Ora, a pergunta é: como é que, com esta natureza, se chega tão longe?…

      Fernando Nobre foi vítima de si mesmo. Tem sorte, porque pode regressar ao seu “império”.

Trackbacks

  1. […] na votação para Presidente da Assembleia da República acha que não faz falta na política e foi-se embora. Resta saber para que é que se deu a tanto […]

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