BPN custa-nos 2,4 mil milhões de euros

Muito obrigado sr. Sócrates. Enquanto se pavoneia em Paris, cá estaremos nós a pagar com o  subsídio de Natal, impostos q.b. e com os anunciados orçamentos rectificativos o delírio a que chamou salvar a banca.

Comments

  1. Fernanda Leitao says:

    Para o caso de não saber, o Sr Sócrates não está em Paris a passear. Está num hospital da Corunha, à cabeceira do irmão moribundo. Desculpará, mas se as pessoas se tivessem unido a quando da apresentação do PEC IV, tínhamos evitado a entrada da troika e este leilão do patrimóno ao desbarato. Há momentos na vida dos países em que as pessoas se devem unir e deixarem-se de partidarites odientas e odiosas.

    • jorge fliscorno says:

      Está? Não faço ideia. Reporto-me ao que li há tempos e que não há-de ter ido parar à comunicação social por obra do espírito santo.

      Quanto a essa do PEC 4, é nova. Não fazia ideia que pagaria o mega buraco do BPN. As minhas desculpas, então.


    • Dado o tema, é quase irrelevante saber que Hoje ou Ontem ou Amanhã Sócrates está na Corunha ou em Lisboa, a tratar da sua vida pessoal (a quem direito);
      mas por causa das suas decisões “políticas”, democraticamente legitimadas, os portugueses vão andar a pagar as vacas a alguém.

      Ontem, Hoje… Amanhã e nos dias seguintes.
      É a vida.


  2. Ó Fernanda, se nos tivéssemos unido, o coelhinho tinha ido com o Pai Natal e o palhaço no comboio ao circo?


  3. A decisão de “nacionalizar” o BPN não foi do governo, foi da AR, penso que tomada por unanimidade, com o chumbo da proposta óbvia de meter no mesmo pacote a SLN.
    Agora somemos a isso Mira Amaral, e já agora a nomeação de 2 ex-responsáveis do BPN para a CGD, e diria que apontar para Sócrates é neste caso um tiro muito ao lado.

    • jorge fliscorno says:

      Não, a decisão foi do governo, tendo sido posteriormente aprovada pela AR. A ordem dos acontecimentos é muito relevante.
      http://economia.publico.pt/Noticia/governo-anuncia-nacionalizacao-do-bpn_1348467

      Quanto ao pântano das nomeações e de quem por lá passou, isso era um não problema até que o banco deixou de ser privado.

      Creio que é muito oportuno olhar para os nomes ligados a isto e ver que não foi o interesse dos depositantes que nos arrastou para este buraco colossal, como agora se diz.
      http://para-memoria-futura.blogspot.com/2009/11/dez-processos-mediaticos.html


      • A “nacionalização” tinha de ser aprovada numa AR onde o governo não tinha maioria absoluta. Tanto PSD como CDS apoiaram, limitando-se a mais tarde grunhir umas queixas sobre a gestão que a CGD lhe estava a impor.
        Havia outro caminho, nacionalizando a SLN, coisa a que se opuseram os mesmos partidos, em particular o PSD que tinha lá os seus interesses.
        Estás a tapar o sol com a peneira, Jorge. Sócrates esteve mal, mas esteve sempre acompanhado. E a devolução do BPN ao cavaquismo é o maior escândalo dos últimos anos. Ao pé disto as faces ocultas e os freeports são estórias de meninos.

        • jorge fliscorno says:

          Nem estou a tapar o sol com a peneira, nem estou a defender ninguém. O que pretendo dizer é que o BPN não devia ter sido simplesmente nacionalizado. A AR aprovou? Certo, mas não tivesse a proposta existido e não teria sido a AR a avançar. É de lembrar que o PSD não era o único com interesses no bpn. O próprio PS também era parte interessada. Depois deixo o link.

          Quanto a este banco voltar às mãos de quem por lá andou, é de facto uma escandaleira.

  4. humming says:

    A crise é um negócio escaldante que nos faz sentir muitos calores, sobretudo na área da carteira, provocados pelas negociatas bancárias nacionais, com lucros pornográficos para o privado e prejuízos obscenos para o público. Um verdadeiro escândalo, ou holocausto para os contribuintes nacionais. Para além dos piratas colocados na CGD, temos o BIC – escolha do governo – a comprar o BPN nestes moldes: http://www.ionline.pt/conteudo/140541-bic-ganha-bpn-e-estado-paga-custos-dos-despedimentos , embora houvesse uma suposta oferta de um tal NEI no valor de 100M€: http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1938865.
    Vai-nos também sair do bolso os 3500M€ da CGD lá enterrados. E como “os amigos são para ocasiões”, convém também somar os milhões do amigo Duarte Lima: http://crimeejustica.blogspot.com/2011/07/domingos-duarte-lima-escondeu.html. Conclusão: Bom negócio para o BIC em que Américo Amorim detém 25%, através da Amorim Projectos e Isabel dos Santos, filha do presidente angolano José Eduardo dos Santos, outros 25%, restantes aqui: http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1940104&seccao=Dinheiro+Vivo Mais aqui: http://kuribeka.com.sapo.pt/isabel_santos.htm
    Agradeçamos aos governos sócrates e aos governos anteriores todas as patifarias que iremos pagar e que jamais nos iremos libertar, nós, as gerações mais ou menos jovens e as que hão-de vir.
    Mas como um mal nunca vem só, nem há uma sem duas, ou três… ou mais, aposto que vem aí mais uma m…. para o contribuinte limpar, dado que o BCP lixo e liso está em fase de saldos para o CH: http://economico.sapo.pt/noticias/bcp-faz-desconto-a-quem-liquidar-o-credito-a-habitacao_123734.html

    • jorge fliscorno says:

      Também não percebi porque o NEI foi excluído. Espero que seja divulgado. Caso contrário, ter-se-á que concluir que estamos perante mais uma negociata.

  5. truta says:

    Se os portugueses tivessem alma, em vez de mexericos punham todos a andar todos estes políticos para aonde vieram mas, como têm nas veias a covardice colocam o rabo entre as pernas…

  6. Maria Louro says:

    Nunca votei em Sócrates, mas acho extraordinário que se atire para ele as culpas de negociatas dos ministros, secretários de estado e amigos de Cavaco Silva e deste mesmo.

    • jorge fliscorno says:

      Há duas fases no problema: a teia de vigarice que levou o banco à falência e a nacionalização do banco. Sócrates transformou um problema particular num problema de todos.

      “E os depositantes?” – talvez esteja para dizer – ao que eu responderia “E os seguros dos depósitos? E o dinheiro de impostos que já foi colocado no banco?”

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