Como simples aves damos as asas a caminho do sol para fugir às lágrimas que a terra espreme.
A luz incendeia a vontade de fugir mas a tua mão serena abre o coração à esperança onde a angústia cresce por entre músicas perdidas e restos de flores.
Eu continuo o caminho dos lábios que deixaram de suspirar e dos olhos que pararam de girar confundidos entre lágrimas e risos.
O longo caminho das sombras onde as plantas não falam nem as fontes nem os pássaros.
Mas a tua mão apertada mesmo que incrédula murmura baixinho que os prados se estendem a nossos pés.
E que as brandas ondas do mar deslizam suavemente sobre a areia cobrindo de espuma o teu corpo sonâmbulo que à noite desperta por entre o labirinto dos meus sonhos.
Que palácios pretende o vento impaciente em teus cabelos de fogo vencida a idade em que o coração treme sem casa para morar?







Muitos, muitos parabéns! Pura poesia… leio o movimento do ser e vou para além das palavaras que o imprimem!
Obrigado Isabel. É muito bom ouvir palavras dessas.
Estimado Adão, permite-me que coloque um link do seu blogue no meu?
Claro Isabel, por mim não há problema
Muito obrigada, então!
Caro Adão,
A expressão poética de seres, palavras e sentimentos que vagueiam entre a vida e os sonhos. É um privilégio escrever assim. Felicitações!
Obrigado. Grande abraço, amigo Carlos
Adão Cruz – mas que beleza – apetece ler várias vezes
Obrigado, Maria celeste