Desde o início que este Governo afirmou que, entre outras coisas, queria reduzir a despesa pública, aumentar as exportações, melhorar a balança de pagamentos e diminuir o desemprego. Sendo assim, a melhor maneira de fazer tudo de uma assentada é promover a emigração.
Com gente a emigrar, temos menos povo a encher hospitais, a pedir subsídios ou a fazer despesa ao Estado. Poupa-se no Serviço Nacional de Saúde, poupa-se na Segurança Social, etc. É só poupar.
Depois, exporta-se aquilo que cada vez há mais: desempregados. Ao exportar, não só diminuímos o desemprego, como ainda se melhora a balança de pagamentos quer pelas próprias exportações quer pela remessa de poupanças dos emigrantes para Portugal. Até mesmo porque fica sempre cá alguém da família. Sim, porque há sempre gente teimosa.
Até se deveria reformular o lema da diáspora, para “Emigrar é preciso. Viver não é preciso”. Os tempos mudam, e os lemas também deviam mudar.
Pela primeira vez há uma verdadeira política de emigração. Aliás, política de incentivo à emigração. E numa altura em que tanta gente fala que há falta de estímulo e de incentivos.Com a emigração não faltam novos horizontes. São horizontes a perder de vista. Não falta mundo.
Antigamente, nos tempos idos de Salazar, que era muito bom gestor e sabia fazer contas, e de Caetano, que até gostava de conversar com as famílias portuguesas, nem um nem outro deu palavras de incentivo a emigrar. As pessoas tinham de ir por iniciativa própria, sem uma palavra de estímulo, nem nada. Ao menos, agora, há um Governo solidário. E as pessoas ainda reclamam. Com franqueza!






Muito bom, vou partilhar
Cavaco Silva passa a mensagem de um Natal dentro do possível, entenda-se para os que ainda podem festejar o Natal; e o Primeiro Passos, dá Passos no caminho de dizer que fez o melhor que soube, mas que a crise é quase impossível de superar e aconselha os professores a emigrar. Em face disto e porque acredito em Deus, continuo a desejar-vos Boas Festas:
BOAS FESTAS
Vos desejo Boas festas
e ainda um Feliz Natal
que felicitações destas
te melhorem Portugal:
–
e aconselhou a emigrar
Secretário de Desporto
e vem Passos anunciar
o mesmo e dá pró torto!
–
e tem noventa medidas
ainda para implementar
e para lixar certas vidas;
quer docentes a emigrar?
–
e entopem das portagens
no Fisco, uns processos
portugueses dão imagens
de já estarem possessos?
–
e já poucos estão gordos
ai como está um elefante
e praticam caça a tordos
lá para a Via do Infante!
–
roubam nos multibancos
e roubam as ourivesarias
ó povo sejamos francos
virão uns melhores dias?
–
segundo diz o Primeiro
o dois mil e quinze terá
o incremento verdadeiro
e o imposto não subirá?
–
p’ra o ano sobe um IVA
de seis para vinte e três
se quer restauração viva
vai é matá-la duma vez!
–
sobe a retenção na fonte
leite achocolatado é cruz
ai na escola lá do monte
sem ter o sinal de Jesus?
–
e lá os pobres pequeninos
ai como Jesus foi um dia
ficam sem leite meninos
escola terá a sua agonia?
–
lá ve vai o mestre escola
vai leccionar p’ra o Brasil
ou então vai p’ra Angola
do José Eduardo, gentil!
–
eu fui a Lisboa vi o BIC
com luz e com esplendor
e quero que escrito fique
dão Angolanos seu amor?
–
a nossa governação tirana
e nem o Chefe do Estado
este nosso povo irmana
e só o torna é desgraçado!
–
e eu termino com o mote
desejando as Boas Festas
e que se vos encha o pote
para ensinar estas bestas!
–
Eugénio dos Santos
Residente e desempregado ou emigrante empregado? Hmm…
Tenho de confessar que de todas as atitudes tomadas por este governo, a que mais ativou o meu lado negro foi ter incentivado a emigração. E para que o meu lado negro viesse com toda a força à superfície, teve que repetir a mensagem. Estranho não é!
Eu acho que o que estão precisamente a fazer, é instigar, espicaçar o zé-povinho, para que este reaja a sério, para que surjam as convulsões sociais e que estas sejam visíveis do exterior. E para quê? O governo global (mercados financeiros) através dos seus agentes, mandam os rating de Portugal mais para baixo…..Convulsões sociais, classificações de lixo pelas agências, falta de confiança dos mercados (aquelas ladainhas já conhecidas)… Tem que entrar o “governo de salvação”, de preferência sem eleições…
Não nos esqueçamos dos dois peões que já estão no tabuleiro de xadrez; Lucas Papademos e Mario Monti. E não esqueçamos que o nosso António Borges está livre! (http://artedeomissao.wordpress.com/2011/11/17/antonio-borges-abandona-a-direccao-do-departamento-europeu-do-fmi-2/)
“Emigrar, pois claro”! Nunca é demais a denúncia destas políticas de confronto à sociedade civil e à destruição da economia. Subscrevo!