O pastel III

Comments


  1. Doces cada vez mais amargos! 🙁


  2. Era uma vez um país cheio de doutores formados na UNL (seu fornecedor oficial e quase exclusivo de governantes) e que nunca saíam de Lisboa se não para ir estudar no “lá-fora” comprar souvenirs no “lá-fora” e arrotar postas de pescada ouvidas no “lá-fora”.
    Esse país tinha um terço da população no “lá-fora”, mas como não contam para coisa alguma, ficavam de fora (física e figuradamente).
    Foram buscar dois filhos de certos senhores do “antigamente” que estudaram no “lá-fora” e se amanharam no “lá-fora”. Esperava-se que tivessem também ideias do “lá-fora” mas que conhecessem o “cá-dentro”.
    Mas infelizmente apenas conseguem arrotar postas de pescada ouvidas “lá-fora” e desconhecem completamente o “cá-dentro”, como qualquer doutor da UNL.

  3. Jorge Anyous says:

    Uma pérola o discurso sobre as natas Top 10 do ridículo na política em Portugal.Ele no Canadá estava a fazer o quê?


  4. julgou-se quase 40 anos que o muro do som dos discursos políticos ineptos tinha sido atravessado pelo defunto Américo Tomaz falando nos piriquitos da Gertrudes em inauguração oficial.
    Faltava o muro da velocidade da luz. Álvaro Santos Pereira acaba de o atravessar, desmentindo a física e até a própria lógica.

    o que fazia o dito cujo no Canadá?

    Era membro da seita da Cientologia. fora disso, arrotava postas de pescada, ou vendia churrasco com pasteis de nata, sebe-se lá.


  5. à parte a qualidade destas sátiras, é triste ver que o povinho não entende a mensagem transmitida por ninguém e parte tudo para a crítica. Até nem gosto deste governo, tal como não gostei do anterior, mas daí até criticar a conversa do “pastel de nata”….somos um povo muito pouco ambicioso, queremos é ser todos funcionários do Estado ou viver de subsídios, daí não querermos arriscar, exportar, internacionalizar…queremos ser uns parasitas, iguais a tantos que há pelo País fora e somos felizes assim. Às vezes é triste ser Português…


  6. Sim, é natural que alguém não goste do comentário, o pensar pequenino Português está enraizado em toda a sociedade. O Estado tem de pagar tudo e o povo não deve fazer nada, porque é um direito e não sei que mais. Deve ser por isso que quase todo o mundo se safa, e nós sempre na cepa torta. Pelos vistos o dinheiro não era ilimitado…ohhh


  7. o problema não é o pastel de nata nem a sua internacionalização.
    O problema é termos um governo que acaba de oferecer as eólicas do Texas, do Arizona e de boa parte da Califórnia e do Sul dos USA, mais a gestão de Cahora Bassa, e muitas outras redes elétricas aos chineses, sem que ninguém proteste porque pensamos sempre no “país pequenino” sem ter noção da realidade da nossa economia e das nossas empresas.
    Somos o primeiro exportador mundial de moldes para a indústria na pequena cidade de S. João da Madeira, mas apenas conhecemos a cortiça (também primeiros mundiais, com filiais em França, por exemplo) porque aprendemos isso nos livros da escola que não foram atualizados deste o tempo da outra senhora.
    Temos também uma das 5 primeiras companhias telefónicas mundiais, uma das cinco primeiras cimenteiras mundiais com fábricas no Brasil, no Egipto, etc.
    O problema é sermos governados por gente que sabe muita coisa lida em livros publicados no estrangeiro mas que continuam a ignorar a realidade nacional.
    O Salazar nunca fez o levantamento das riquezas do subsolo português porque queria que se vivesse na ilusão de que, sem a renda colonial não havia nada a fazer.
    Mas esse levantamento foi feito.
    Pelos vistos, foi metido na gaveta porque o nosso ministro ficou muito surpreendido por termos um dos maiores jazigos de minério de ferro da Europa ocidental.

    O ridículo consiste portanto em desbaratar o que verdadeiramente constitui a riqueza e as exportações nacionais em nome da finança internacional para mãos estrangeiras e vir-nos com a prosápia de que a exportação de pasteis de nata é que é o futuro da nossa economia.

    Mas tem razão, caro JD, nada disto é coisa que alimente sentido de humor.

    Difícil rir num enterro.

    é até de muito mau gosto.

    Tito Lívio Santos Mota

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