João Proença: justificar o injustificável

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O líder da UGT estará certamente com problemas de consciência, com graves perturbações da tranquilidade do espírito e da mente. As insónias impedem o “sindicalista” de dormir em sossego, uma noite que seja. Não há ‘Prozac’, ‘Xanax’ ou droga do género que lhe resolva o problema. O médico, coitado, confrontado com a impotência dos fármacos, certamente ter-lhe-á dito: “Oh homem desabafe em público, sem preocupações de dizer a verdade, afirme o que sente e julgue correcto”.

E o Proença não foi de modas. Primeiro, como o vídeo demonstra, veio o lamento de que estes dias não têm sido fáceis para a UGT. Todavia, por ser lamento de escasso impacto, lá acrescentou alguns ludíbrios e sofismas, das quais extraímos um exemplo:~

Despedimento  por inadaptação vai ter uma aplicação “extremamente reduzida”

Esta afirmação, que não passa de tirada demagógica e sem sustentabilidade, junta-se a outras de que Proença se serve para justificar a assinatura do ‘Acordo de Concertação Social”, com a atoarda de que a aplicação do ‘memorando da troika’ seria bem pior – Passos Coelho e o Álvaro, lembre-se, exteriorizaram o entusiasmo de terem conseguido exceder o exigido pela ‘troika’. Alguém,portanto, está a mentir e, neste caso, segundo me parece evidente, é o Proença.

Sem perdas de mais tempo, relembre-se esta notícia do ‘Público’ e os três subtítulos que a estruturam:

  • Mais fácil despedir.
  • Mais barato despedir.
  • Menores subsídios.

Naturalmente e por força da adesão ao ‘Acordo’, é admissível que os últimos dias da UGT podem ter sido difíceis; mas, o futuro, todos os dias, dos trabalhadores e desempregados portugueses serão bastante mais complexos.

João Proença desdobra-se em explicações para justificar o injustificável. Os benefícios do ‘Acordo’ estão todos do lado dos patrões e, obviamente, dos objectivos da política ultra-liberal de Passos Coelho – até o empresário Filipe Botton reconhece que a produtividade, a competividade, o crescimento e o emprego se resolvem com o recurso a outros factores críticos, de que se excluem os custos do trabalho.

Portugal, parece fatilidade, está condenado a viver sob o domínio de ‘deuses menores’, por coincidência divindades diabólicas. Cavaco e Proença são as estrelas do momento!

Comments

  1. Manuel Correia says:

    Este fulano, nada mais fez do que uma “Operação de Cosmética”, a mando dos seus Patrões (PS/PSD e Patronato aderente ao mesmo e não só), para que os Portuguese acreditem que o “SEU” acordo para este ACORDO, foi um óptimo negócio para os trabalhadores. Batem na tecla da MEIA HORA, quando qualquer pessoa com dois dedos de testa, pode verificar que o acordo, com as alterações feitas às leis laborais, os trabalhadores vão perder mais salário e trabalharem mais, do que se tivessem seguido o caminho da fatídica meia hora a mais. Tudo isto é uma fantochada, toda a gente sabe que quem manda na UGT é o PSD em maioria e o PS em minoria, e toda a gente sabe que este senhor, assina qualquer coisa que seja necessário, desde que o seu posto seja mantido e que os Patrões assim queiram. Perguntem a este senhor, quais são na verdade os sindicatos que este pseudo-central sindical representa… E já disse o que queria e entendia dizer hoje. Mais do que isto, apenas isto: ESTE GAJO METE-ME NOJO!

  2. José Galhoz says:

    Talvez por falta de atenção, retive apenas dois argumentos das “justificações” apresentadas para a “assinatura-capitulação”- que, se não assinasse, os trabalhadores ficariam pior e que foi incentivado por “dirigentes não socialistas da CGTP”. Quanto ao primeiro, continuo à espera de saber quais seriam as desgraças adicionais para os trabalhadores; quanto ao segundo, cheira-me a “sacudir a água do capote”, de uma forma que retrata bem o carácter da personagem.

  3. LUICNO DE MOURA GONÇALVES PREZA says:

    Já há muito tempo quando houve uma reunião com a UGT na qual estive presente para representar a Empresa para quem eu vendia honestamente a “minha ciência” e não por a custa de dinheiro sujo ganhar a minha vida, entendi que este senhor era muito fácil de se manobrar por qualquer preço. Sempre o achei inseguro e todos aqueles que o rodeavam não tinham categoria para resolverem a contendo os problemas dos seus associados. Reparei que, um dos senhores que está mencionado neste comentário o manobrava a seu belo prazer.
    Gostaria de saber qual o motivo que o incentivou a assinar este péssimo acordo para os trabalhadores filiados naquela central sindical e a que preço foi “licitado”. Mais uma vez está mais que provado que ” a carne é fraca”… Quem se lixa agora, é o mexilhão que, neste caso, são os trabalhadores.
    Também me faz muita confusão como o PR assinou o decreto que nos retira os subsídios de natal e de férias quando estes estão consagrados no Diário da República não sendo até a data revogado pela AR. Mas. soube-lhe muito bem receber os ditos cujos do Banco de Portugal.

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