Foi com curiosidade que acompanhei nas redes sociais a divulgação do concurso que organizámos . Na imagem seguinte apresentam-se os números de partilhas na página do concurso à data presente.
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7000 partilhas no Facebook, 415 no Tweeter e 10 no Google+. Numa página que, num mês, acumulou mais de 130 mil visitas, a rede do Google foi apenas usada dez vezes para partilhar a página. Ou o contador da Google contem um erro crasso, ou a sua rede social está a ser um enorme fiasco. Outra leitura, claro, é que os utilizadores do Google+ não gostam de concursos. Enfim, poderão os leitores escolher a explicação que lhes pareça mais credível mas os números parecem não sorrir à Google.
Outro aspecto interessante foi o ritmo de partilha. Em quatro semanas de concurso, a primeira deu origem a uns 4 tweets e a uns 70 FB likes. Na segunda semana os números apareceram multiplicados por 10 e passadas mais duas semanas, agora, ficaram novamente multiplicados por 10. Ficou bem patente o potencial exponencial de divulgação que as redes sociais proporcionam.
Valerá este traiçoeiro mel trazido por jardins murados, como diz o Helder, a pena? O Facebook tem praticado censura sem grandes escrúpulos e sem consequente protesto por parte dos utilizadores. E crescendo como cresce, nada o impedirá de assim continuar. As redes sociais vieram para ficar mas precisamos urgentemente de uma que dê continuidade ao espírito descentralizado e auto-regulado da Internet. Escolha parece haver, mas qual ganhará massa crítica que permita resultados como os aqui apresentados?






Aguardam-se melhores hipóteses, que vou experimentando. Um post sobre alterntivas, não?
Parabéns pelo concurso e aos premiados.
Com muita pena minha, porque gosto de quase todas as plataformas, o Google está a perder terreno porque tem tido uma postura mais arrogante. Exemplo, como retirou comandos de partilha nalgumas plataformas. Com isso quer obrigar as pessoas a aderir ao Google+ para podermos partilhar. Só que isso está a funcionar ao contrário. Ninguém gosta de ser obrigado a tomar decisões à pressão.
Tens razão, as redes sociais são óptimos meios de partilha e de discussão.
O problema é o carácter fechado destas redes e a falta de democracia e até de transparência. A quem vendem a nossa informação? Que censura é feita? Com que governos? O que vale mais? A nossa liberdade ou a conveniência de utilização? – mesmo essa discutível.
Vale a pena ouvir esta comunicação do 28C3 (em inglês).
As redes sociais foram o que fez subir o nosso site, mas com toda a certeza que o google não ajudou muito. O facebook teve um papel muito importante e fundamental no nosso crescimento.