O Prof. Adriano Moreira, em entrevista à SIC Notícias, há dias declarava:
No actual governo, não existe Ministro das Finanças, há, isso sim, um Ministro do Orçamento, uma vez que o titular da pasta [Vítor Gaspar] apenas se preocupa com as metas orçamentais…
Lembre-se que o citado Professor é militante do CDS-PP, um dos partidos da actual coligação governamental. Uma voz insuspeita, portanto.
De facto, desde as trapalhadas de erros e omissões no OGE 2012, como referi aqui, adensa-se o receio governamental das receitas fiscais orçamentadas serem bastante inferiores aos objectivos quantificados. De resto, é esta e não outra, a justificação para as medidas de agravamento das taxas de retenção do IRS, de que, aparentemente, apenas os funcionários públicos no activo se livraram – e digo aparentemente, uma vez que as taxas se mantêm idênticas às de 2011, a despeito da eliminação das duas mensalidades relativas aos Subsídios de Natal e de férias. No apuramento da matéria colectável, em 2013, é que as contas reais serão feitas.
Já os reformados da f.p. e pensionistas do sector privado, embora também decapitados dessas mensalidades, não lograram obter igual benefício. Verão aumentadas as taxas de retenção de IRS e, consequentemente, reduzido o rendimento disponível. Neste caso, o agravamento fiscal é mais do que efectivo, tendo em conta o decréscimo da dedução específica (de 6.000 euros para rendimentos anuais até 22.500 euros em 2011, limitar-se-á a 4.104 euros em 2012).
Mas, a brutalidade da política fiscal sobre os pensionistas não ficará por aqui. Os cortes na dedução de despesas de saúde, num grupo etário mais recorrente no acesso a cuidados médicos, a par da subida das taxas moderadoras, são outros factores de penosas e sofridas vidas dos mais idosos.
Tudo isto e os efeitos económicamente recessivos revelados pelo INE, aqui, aqui e aqui, são o resultado das políticas do orçamentista Gaspar e da incapacidade patológica do Álvaro dos pastéis de nata.
“A tradição é a personalidade dos imbecis”, dizia Albert Einstein. Proponho uma adaptação: teimosia em vez de tradição.






sim o ideal era fazer como no tempo do professor Adriano
aumenta-se o salário dos militares e da GNR e polícia…aumenta-se um niquinho os restantes e a inflação come tudo…e o gasoil apesar da crise do suez tava baixinho
enviar engenheiros para a áfrica y europa como se fazia nos anos 70?
quando hoje a índia produz muito mais e melhores
Eu até perguntava qual é a redução e a retenção dos patetas alegres que passam isto, mas já sei a resposta.
Eu até perguntava qual é a redução e a retenção (professora ) com grande probabilidade de ser do quadro…é o ensino que temos
Está nos manuais; “Economia é o estudo da escolha sob condição de escassez.”
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Se é assim, está explicado porque razão os economistas não querem a fartura.
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Ficavam sem emprego.
ó pinoka, aprenda Macroeconomia de uma vez por todas. Deixe de ser burra. Inflação permite aumentar a procura, que permite aumentar a produção, aumenta o emprego, aumenta a procura, aumenta o volume de impostos etc etc.
Sinceramente, mas não há maneira de “exterminar” estes comentadores energúmenos da blogosfera de uma vez por todas?…Dasse
De facto, este espaço ficava a ganhar se fosse aberto exclusivamente a especialistas, não energúmenos nem burros, em macroeconomia: tendo em conta a situação da economia mundial a que nos conduziram estes verdadeiros génios, passaríamos a dispor de um espaço humorístico. O que, de resto, seria óptimo, não fora ser trágico para uma larga maioria.
Pergunta ao Aventar não relacionada com o post: Porque razão deixaram de ter disponível o texto integral dos posts nos feeds? Leio através de um leitor de feeds e sinceramente é muito pouco prático ter de ir a todos os sites ler os artigos. Demora mais e quebra o ritmo de leitura.
É possível voltarem a colocar o texto completo nos feeds?
Obrigado!
Caro magriço,
Não foram os génios da macroeconomia que nos colocaram nesta situação. Aliás, quase todos previram uma boa parte da crise de 2008 e as suas consequências. O problema é esse: quem nos colocou nesta situação, decide por questões políticas e não por questões de conhecimento. Dá-se as pérolas aos porcos e eles derretem-nas em actos de porcaria
#7 Obrigado pelo aviso, já está resolvido.
Tem toda a razão, caro Alt: não foram os génios da macroeconomia que nos colocaram nesta situação! E também já começo a ficar farto das maiorias eleitorais que atiram irresponsavelmente pérolas a porcos só por puro sectarismo.