Qual o momento da demissão?

O Chefe de Estado alemão C. Wulff demitiu-se na sequência de um escândalo de corrupção e tráfico de influências. Sentiu a pressão da opinião pública e não resistiu ao braço de ferro com os media. Finalmente, disse as palavras certas: “a confiança dos meus cidadãos foi abalada, pelo que não me é possível exercer as minhas funções”.

Faltando a confiança do povo que os elegem, o que estão lá a fazer? A cumprir o seu dever? Porque teimam em ser vaiados e criticados, fazendo ouvidos de mercador? A descida de popularidade é um sinal a que devem estar atentos. Refiro-me mais concretamente à polémica das despesas de Cavaco que atirou a sua popularidade para mínimos históricos. Não servirá este resultado para uma reflexão do nosso chefe de Estado?

Perdendo-se a confiança do eleitorado, o que os mantém no poder?

O próprio poder.

Comments


  1. Cá essa vergonha não chega…. é como as luvas dos submarinos!!
    Só há tipos condenados na Alemanha por dinheiros que “nunca” cá chegaram!

  2. marai celeste ramos says:

    Primeiro ministro “custe o que custar” ?? e porque é que a greve (que todos afirmam ser mesmo um direito ai ai e tornam a firmar e mais nada dizem aos piegas) já não serve para mais nada a não ser ter esses dias descontados, quando a queixa é em geral, aumento de salários ? Cala-te, amocha, e vai trabalhar malandro, e nem pensar em feriados e pontes que se foram conquistando até com o enriquecimento a que levaram quem trabalha e não quem suga, o país está na cauda desse continente que por sua vez dá tanto orgulho até para se saber geografia física – aquela disciplina que também já não se dá a saber aos meninos que nem sabem onde “habitam” – E fecharam maternidades e hospitais pediátricos – e dos doentes da cabeça, e agora vão todos ao mesmo hospital porque menino já é homem, e ficam todos a fazer bicha e serem atendidos como e quando e porquê, e médicos a fugir para a europa evoluída (já em 2012) mas, paralelamente, a importarem dentistas brasileiros (que deu tanta discussão) e médicos cubanos que já estão mais do que instalados, e há afinal sempre falta de médicos, para logo na semana seguinte afirmarem que há sempre médicos e enfermeiros em excesso aos milhares – Quem expurga esta competência ? ou é o INE que já não sabe fazer contagens ? Pelo menos o edifício do INE é lindíssimo e nem sei se já foi classificado de património – se não foi devia ser – Mas os craques que desistiram dos seus grandes lugares abroad chegam aqui e não se entendem ou estão a estagiar para irem de seguida para Bruxelas ? Mas que porcaria que aqui encontraram e nem eles entendem como são os que mais e mais desorganizaram, pelo que deviam saber e fazer uma lista e convidá-los a emigrar ou a ir para os “excedentes” – se se promoem a si mesmos porque não se despromovem já que deste nosso lado é só calar ?’ são os “intocáveis” ?? Creio que há mais acontecimentos para serem postos em teatro, pelo menos, e então sim, a Cultura refloresceria e o “desenvolvimento económico” aconteceria sem precisar de mais investimento de outros países, pois temos a melhor matéria prima humana para tal e para tanto – e se eu quizer usar a medecina privada perco o direito ao uso da ADSE ?? ou fico com as duas alternativas ?? já que a ADSE é tantas vezes mais baratinha e mais eficiente do que o privado ?? por enquanto tenho ambas as alternativas ou já não dá para escolher ?’


  3. Discordo fortemente. Uma coisa é ser acusado de um caso de corrupção. Outra coisa é uma bronca mediática qualquer sem implicações legais. Até porque a popularidade de qualquer político é muito influenciada pela agenda mediática. Os índices de popularidade são tudo menos objectivos. As próprias sondagens A boca das urnas falham muitas vezes quanto mais índidices de popularidade.

  4. MAGRIÇO says:

    Não esqueçamos que a reputação de um político está muito dependente do que diz, que terá forçosamente de estar em sintonia com o que faz. O nosso drama é que esta premissa raramente se confirma, o que mostra bem a qualidade dos nossos aspirantes ao poder.

  5. Zuruspa says:

    O PR alemäo é eleito pelo Parlamento, e depois demitiu-se depois de se ter sabido do escändalo.

    O PR português, já para näo falar do que fez como PM, foi denunciado em vários escändalos, e depois foi eleito pelo seu querido povo.

    Se eu fosse ao Cavaco também näo me demitiria. Afinal parece que o eleitorado português se sente representado por um corrupto. Seja feita a sua vontade.

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  1. […] as minhas opiniões em relação aos mais diversos assuntos que aí são discutidos. Hoje foi levantado um tema bastante interessante que relaciona a recente demissão do presidente alemão com a […]


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