25 poemas de Abril


Estamos em Abril e, como sempre, quero assinalar uma das datas mais importantes das nossas vidas, mesmo que a minha tivesse começado apenas 3 anos antes. Não vivi o 25 de Abril e não conheci Salgueiro Maia, que é provavelmente a pessoa que guia de forma mais marcante a minha existência. O meu farol, a minha linha de rumo. Não o conheci – é algo de irrecuperável no meu percurso de vida.
Daí os 25 poemas sobre o 25 de Abril. Porque é isso mesmo que Abril é – poesia.

A SALGUEIRO MAIA

Aquele que na hora da vitória
respeitou o vencido

Aquele que deu tudo e não pediu a paga

Aquele que na hora da ganância
Perdeu o apetite

Aquele que amou os outros e por isso
Não colaborou com a sua ignorância ou vício

Aquele que foi «Fiel à palavra dada à ideia tida»
como antes dele mas também por ele
Pessoa disse

Sophia de Mello Breyner Andresen

Comments

  1. kalidas says:

    Eu estava lá, no meio da multidão no Largo do Carmo, ouvi todas as suas ordens, e os seus apelos à rendição, um homem sereno, que transmitia confiança, estava ali para cumprir um destino.
    .
    Parece impossível no meio de tanta gente e tanta tensão o silicêncio que ele impunha e se verificava. Ouvi perfeitamente o ruído do elevador do canhão do Panhard preparar a posição de fogo contra a fachada do quartel. Deu quinze minutos, depois dez, depois cinco e por fim, ordem de primeira rajada ao nível do rés do chão, depois sempre subindo. Nessa altura constou ali, que os M47 de Cavelaria 7 que estavam no Camões e que não aderiu ao golpe, se preparavam para avançar para apoiar os sitiados, entretanto no céu um Alouette, foram momentos terríveis que, Salgueiro Maia de megafone em punho, serenamente controlou. Quando tudo terminou,quando agredeceu e pediu para retirarmos, sem ódios nem vingaças, era o mesmo homem de sempre.

  2. Gajo Republicano Laico e Mação... says:

    De Avril em Poemas?
    Baril em Abril:
    A Sou Ares

    Aquele que na hora da glória
    respeitou o GNR vencido

    Aquele que vendeu tudo e pediu a paga

    Aquele que na hora da ganância
    Vendeu o apetite

    Aquele que amou os irmões e por issio
    Colaborou com sua ignorância ou bício

    Aquele que foi «Fiel à palavra dada à ideia tida»
    como antes dele mas também por ele
    Pessa disse
    é o leão de Rio Mayor….

  3. Gajo Republicano Laico e Mação... says:

    Não quiz? Também não Lhe quiseram dar…

    Não trabalhava bem em grupo
    era um solitário com ideias a quem ninguém aderia..

    e passou só a major em 81

    o facto de ter saído a 25 de Novembro de 1975 da EPC, com um grupo de carros às ordens do spínola ajudou muito a exilá-lo nos açores até ao fim do 1º resgate soarista

    os da coluna de Vendas Novas mesmo os que ficaram no quartel foram todos para major em 75 e cornel e inté brigadeiro e general de al caíns em meses

    que se quer teve azares…e nã ajudou ser casmurro

  4. Gajo Republicano Laico e Mação... says:

    Se tivesse sido como o Coelhone (não o dos Passos) tinha tido sessões extra e tinha-se safado da cancerosa doença …mas teve tratamento de sub-Vip quinou em menos de 3 anos
    houve até presidentes de junta que duraram mais do que ele e iam em pior estado

    era um gajo amargo e ressabiado isso mata..
    essa noção de honra e de pagar o que se deve é demodé…

    o estado que pague…
    se tivesse seguido as máximas
    tinha lugar no palanque até 2043…

  5. grates ille tibi vellet persolvere dignas.Cnaeus Pompeius Magnus ….privatus says:

    27 poemas de Avril

    Sou Ares Sou Ares dos Taes

    Sou Ares de gestos fatais

    Se já tenho muito quero sempre mais…

    Sou Ares plo exemplo vidas apago

    e grito poys num sou gago

    não pago não pago não pago

    Sou ares dos deuses irmão

    nesta loja que putocale é

    todo pajé toma cognac e rapé

    viva putocale loja de mação

    pagar porquê?

    pagar o quê?

    paguem-me a mim e aos demais

    pagar nunca pagar jamais

  6. LUCINO DE MOURA PREZA says:

    Ontem quando António Nabais escreveu os 20 anos do falecimento de Fernando José Salgueiro Maia, era precisamente para escrever este poema de Sophia de Mello Breyner. A vida nunca foi fácil para ele. Sei que morreu amargurado, considerando-se injustiçado apesar do amor para com D. Natércia e seus filhos A coragem e a dignidade face a uma doença impiedosa, devastadora e terrível, deu bem a medida da sua excepcional coragem e física.
    Ofereceu-me a sua Bibliografia escrita por António de Sousa Duarte.
    Terra de grandes nomes que ainda hoje estão inscritas nas nossas memórias como: Mouzinho da Silveira, Garcia De Orta e dos Drs. Laranjo e Bogalho ( que ainda o conheci, mas já numa fase mais adiantada da sua vida), soube honrar muito bem estes nome bem sonante destes seus conterrâneos.

  7. julia says:

    SALGUEIRO MAIA serás sempre o meu HERÓI.Eu vivi o 25 de Abril desde a manhã do “evento”. Eu vivi a guerra colonial em Africa, e sabia avaliar os militares, mais pelo seu caracter, que pelos galões.Fico por aqui…SALGUEIRO MAIA será sempre o o meu HERÓI.
    Cumprimento a FAMÍLIA com muito carinho.O nosso HERÓI estará vivo na nossa memória.

  8. sakura says:

    esto não presta para nada


  9. Cortaram o comentário no 25 de Abril

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