![salgueiromaiaay2[1]](https://i0.wp.com/aventadores.wpcomstaging.com/wp-content/uploads/2012/04/salgueiromaiaay21.jpg?resize=170%2C240)
Estamos em Abril e, como sempre, quero assinalar uma das datas mais importantes das nossas vidas, mesmo que a minha tivesse começado apenas 3 anos antes. Não vivi o 25 de Abril e não conheci Salgueiro Maia, que é provavelmente a pessoa que guia de forma mais marcante a minha existência. O meu farol, a minha linha de rumo. Não o conheci – é algo de irrecuperável no meu percurso de vida.
Daí os 25 poemas sobre o 25 de Abril. Porque é isso mesmo que Abril é – poesia.
A SALGUEIRO MAIA
Aquele que na hora da vitória
respeitou o vencido
Aquele que deu tudo e não pediu a paga
Aquele que na hora da ganância
Perdeu o apetite
Aquele que amou os outros e por isso
Não colaborou com a sua ignorância ou vício
Aquele que foi «Fiel à palavra dada à ideia tida»
como antes dele mas também por ele
Pessoa disse
Sophia de Mello Breyner Andresen






Eu estava lá, no meio da multidão no Largo do Carmo, ouvi todas as suas ordens, e os seus apelos à rendição, um homem sereno, que transmitia confiança, estava ali para cumprir um destino.
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Parece impossível no meio de tanta gente e tanta tensão o silicêncio que ele impunha e se verificava. Ouvi perfeitamente o ruído do elevador do canhão do Panhard preparar a posição de fogo contra a fachada do quartel. Deu quinze minutos, depois dez, depois cinco e por fim, ordem de primeira rajada ao nível do rés do chão, depois sempre subindo. Nessa altura constou ali, que os M47 de Cavelaria 7 que estavam no Camões e que não aderiu ao golpe, se preparavam para avançar para apoiar os sitiados, entretanto no céu um Alouette, foram momentos terríveis que, Salgueiro Maia de megafone em punho, serenamente controlou. Quando tudo terminou,quando agredeceu e pediu para retirarmos, sem ódios nem vingaças, era o mesmo homem de sempre.
De Avril em Poemas?
Baril em Abril:
A Sou Ares
Aquele que na hora da glória
respeitou o GNR vencido
Aquele que vendeu tudo e pediu a paga
Aquele que na hora da ganância
Vendeu o apetite
Aquele que amou os irmões e por issio
Colaborou com sua ignorância ou bício
Aquele que foi «Fiel à palavra dada à ideia tida»
como antes dele mas também por ele
Pessa disse
é o leão de Rio Mayor….
Não quiz? Também não Lhe quiseram dar…
Não trabalhava bem em grupo
era um solitário com ideias a quem ninguém aderia..
e passou só a major em 81
o facto de ter saído a 25 de Novembro de 1975 da EPC, com um grupo de carros às ordens do spínola ajudou muito a exilá-lo nos açores até ao fim do 1º resgate soarista
os da coluna de Vendas Novas mesmo os que ficaram no quartel foram todos para major em 75 e cornel e inté brigadeiro e general de al caíns em meses
que se quer teve azares…e nã ajudou ser casmurro
Se tivesse sido como o Coelhone (não o dos Passos) tinha tido sessões extra e tinha-se safado da cancerosa doença …mas teve tratamento de sub-Vip quinou em menos de 3 anos
houve até presidentes de junta que duraram mais do que ele e iam em pior estado
era um gajo amargo e ressabiado isso mata..
essa noção de honra e de pagar o que se deve é demodé…
o estado que pague…
se tivesse seguido as máximas
tinha lugar no palanque até 2043…
27 poemas de Avril
Sou Ares Sou Ares dos Taes
Sou Ares de gestos fatais
Se já tenho muito quero sempre mais…
Sou Ares plo exemplo vidas apago
e grito poys num sou gago
não pago não pago não pago
Sou ares dos deuses irmão
nesta loja que putocale é
todo pajé toma cognac e rapé
viva putocale loja de mação
pagar porquê?
pagar o quê?
paguem-me a mim e aos demais
pagar nunca pagar jamais
Ontem quando António Nabais escreveu os 20 anos do falecimento de Fernando José Salgueiro Maia, era precisamente para escrever este poema de Sophia de Mello Breyner. A vida nunca foi fácil para ele. Sei que morreu amargurado, considerando-se injustiçado apesar do amor para com D. Natércia e seus filhos A coragem e a dignidade face a uma doença impiedosa, devastadora e terrível, deu bem a medida da sua excepcional coragem e física.
Ofereceu-me a sua Bibliografia escrita por António de Sousa Duarte.
Terra de grandes nomes que ainda hoje estão inscritas nas nossas memórias como: Mouzinho da Silveira, Garcia De Orta e dos Drs. Laranjo e Bogalho ( que ainda o conheci, mas já numa fase mais adiantada da sua vida), soube honrar muito bem estes nome bem sonante destes seus conterrâneos.
SALGUEIRO MAIA serás sempre o meu HERÓI.Eu vivi o 25 de Abril desde a manhã do “evento”. Eu vivi a guerra colonial em Africa, e sabia avaliar os militares, mais pelo seu caracter, que pelos galões.Fico por aqui…SALGUEIRO MAIA será sempre o o meu HERÓI.
Cumprimento a FAMÍLIA com muito carinho.O nosso HERÓI estará vivo na nossa memória.
esto não presta para nada
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