João Gobern Sotto-Mayor explica-se e encerra

João Gobern depois de festejar um golo do GLORIOSO, enviou um SMS, colocou o lugar à disposição e está fora da RTP.

No Facebook apresentou a sua argumentação e dá por encerrado o assunto:

“Meus amigos:
Gostava que me dessem a oportunidade de me referir aos acontecimentos desta semana. Tentarei que seja a última vez até porque, doravante, o assunto só serve para cansar e desgastar. Lá vai…
1. Não me peçam, nem agora nem nunca, que não festeje um golo do Benfica. Faço-o há muitos anos, desde que me reconheço como gente. Já me aconteceu ter que o fazer em campos tidos como adversos – as antigas Antas, o antigo Alvalade. Não festejo contra ninguém, nem me pinto de raiva ou de provocação. Gosto muito do meu clube. Tenho esse direito.
2. Festejei o golo no enquadramento errado. Se não tivesse consciência plena desse deslize, não tinha posto o meu lugar no “Zona Mista” à disposição ainda antes de as campanhas orquestradas chegarem ao seu destino. Ou seja, tenho consciência de que errei. Saber se existiu proporcionalidade entre o meu lapso e a posterior sentença, isso é outra conversa. Tenho a minha opinião (por mais que isso custe aos que viram nessa minha mania uma coisa qualquer chamada “falta de isenção”) mas, com vossa licença, opto por guardá-la.
3. Desafio um adepto de qualquer clube a manter-se quieto depois fechado num estúdio – já a comentar as incidências de um jogo mas sem poder perder as jogadas-chave de outra partida, que terá que comentar de seguida e que se reveste de muito maior importância – diante de um encontro que decide a continuidade nas corridas ao título, emotivo como aquele foi, decidido no último quarto de hora, e com um golo favorável no tempo de compensação. Foi infeliz o gesto? Sim. Foi desajustado? Sim. Foi tudo um grande azar? Quero continuar a pensar que sim. Mas não posso sequer garantir, para ser sincero, que não voltaria a fazer-me o mesmo, de uma forma espontânea e não premeditada. Por maioria de razão, não foi – insisto – uma provocação a ninguém, muito menos aos adeptos do Sporting de Braga.
4. Quanto à minha “atitude continuada” no programa, digo apenas isto: nunca me limitei nas minhas críticas pelo facto de ser adepto do Benfica. Julgo, inclusivamente, que o condicionamento funcionou ao contrário, obrigando-me a ser mais exigente com o meu clube do que com os outros. Nunca ofendi nenhuma instituição, nunca mencionei sequer a vida privada de dirigentes, técnicos ou jogadores – as críticas foram sempre dirigidas a comportamentos públicos e relacionados com o futebol.
5. Apesar de poder ter ofendido – involuntariamente – alguns telespectadores com o meu gesto, acabei por ser agradavelmente surpreendido com a quantidade de mensagens de apoio que recebi de sportinguistas e portistas, bem como de alguns adeptos do Braga. Agradeço o gesto, que me deixa mais descansado quanto ao meu desempenho no programa. De caminho, e sem querer entrar em discussões académicas, quero deixar bem claro que não acredito na “isenção” ou na “imparcialidade”. Respeito, evidentemente, todos os meus parceiros de ofício que optam por não revelar as suas preferências clubísticas. Eu escolhi outro camnho mas, dentro daquele estúdio de tantos sábados, a única camisola que vesti foi a da RTP. E, se quiserem, a de um combate por um futebol melhor e mais autêntico.
6. Tenho que agradecer aos benfiquistas o apoio demonstrado. Algumas mensagens foram verdadeiramente comoventes, outras muito estimulantes. E, de alguma forma, acaba por ser significativo o facto de elas não virem de gente com responsabilidades directivas, mas das bases, dos adeptos, dos meus pares. Não esquecerei o aconchego, nesta hora complicada de viver.
7. Agradeço aos meus amigos, a todos os que não conheço, a alguns com quem não falo há mais de vinte anos, à minha família (que se afligiu e a quem recordo que aquilo que não nos mata torna-nos mais fortes), a camaradas de profissão que julgava perdidos no tempo, a jornalistas que mal conheço, a figuras públicas cuja atitude não precisa de ser aqui publicitada, até velhos companheiros destas e outras lides (pelo incómodo que isso lhes possa ter causado não devo deixar de referir o Pedro Ribeiro, o Paulino Coelho, o José Mariño, o Jorge Alexandre Lopes, o Manuel Queiroz, o João Querido Manha, o Nuno Dias, o Leonardo Ralha, o José Carlos Soares, o João Carlos Silva, o Miguel Carvalho, o Rui Baptista, a Maria João Fialho Gouveia, o Luís Miguel Pereira, o José Zambujal, a Lurdes Feio, o José Paulo Fafe, a Raquel Morão Lopes, o Paulo Marcelino – obrigado a todos e mais aqueles de que possa estar a esquecer-me.
8. Ironizando, quase apetece dizer que valeu a pena tudo isto só para ser nomeado numa coluna do José Ferreira Fernandes, a quem fico devedor de mais esta atenção. Como de costume, ele viu o pormenor que escapa aos outros. Como é seu hábito, partiu do ponto para chegar ao todo. Soube-me especialmente bem o propósito guerreiro da Helena Sacadura Cabral e da Maria João Duarte. O meu parceiro, Pedro Rolo Duarte, esse nunca falha. Permitam-me, ainda assim, que saliente uma mensagem simples, “um abraço” só, de um homem com quem nunca falei pessoalmente mas que, se dúvidas houvesse (e eu já não as tinha), se confirmou como aquilo a que os meus avós chamariam “um cara direita” – Nuno Gomes, o (antigo) capitão do Benfica, hoje profissional de mão cheia do Braga.
9. Nesta espécie de despedida, antes de voltar à “vida real”, faço questão de agradecer a dois homens que, pela entrega, pelo profissionalismo, pela boa disposição e por um quase infinita capacidade de trabalho, caminham para o lugar dos eleitos num mister que não é para todos – o Hugo Gilberto e o Manuel Fernandes Silva. Não há melhor. Quanto ao Bruno Prata, quero afiançar-lhe que, escaramuças à arte, guerrilhas postas de lado, mantenho o que disse na primeira emissão do “Zona Mista”: aprendi com ele. Futebol mas, mais do que isso, lealdade e disponibilidade. Já que não nos deixam ser adversários, lá teremos que ser amigos.
10. Tendo reconhecido o erro, tendo lamentado o sucedido, há uma pessoa que me obriga a ir mais longe. Por ter apostado em mim quando nada o obrigava, por me ter brindado com este desafio e porque o capítulo final é tão murcho, resta-me pedir desculpas ao meu amigo Carlos Daniel. Garantindo-lhe que há casos em que a memória funciona mesmo.
11. Aos que escolheram o insulto, a insinuação, a mentira, a queixinha – já conseguiram o que queriam. Agora, por favor, vão marrar para outro lado, que eu, felizmente, tenho mais que fazer.
12. Gostaria, se me permitem esse desejo, que fossem desactivados os grupos de apoio e as petições em que eu esteja envolvido, mesmo indirectamente. Esta terra tem problemas sérios demais para que se gaste tanta energia, tanta disponibilidade e tanto tempo com questões que são verdadeiramente acessórias.
13. Num país onde os lapsos andam à solta, onde se mente impunemente, onde se rouba sem consequências, onde se abusa dos mais fracos, onde se lançam cortinas de fumo para que as pessoas se esqueçam dos seus problemas, posso dizer que, ao menos no meu caso, a culpa não morre solteira. Azar meu: foi justamente agora que ela, a culpa, decidiu casar-se e ser monogâmica.
14. Obrigado, ainda uma vez. Até um dia destes. Boa Páscoa. Espero as amêndoas só na segunda-feira.”

Comments

  1. palavrossavrvs says:

    «12. Gostaria, se me permitem esse desejo, que fossem desactivados os grupos de apoio e as petições em que eu esteja envolvido, mesmo indirectamente. Esta terra tem problemas sérios demais para que se gaste tanta energia, tanta disponibilidade e tanto tempo com questões que são verdadeiramente acessórias.
    13. Num país onde os lapsos andam à solta, onde se mente impunemente, onde se rouba sem consequências, onde se abusa dos mais fracos, onde se lançam cortinas de fumo para que as pessoas se esqueçam dos seus problemas, posso dizer que, ao menos no meu caso, a culpa não morre solteira. Azar meu: foi justamente agora que ela, a culpa, decidiu casar-se e ser monogâmica.»

    Subiu mil % na minha consideração.


  2. Meu caro João Gobern. Se pediu a demissão é uma coisa. Se foi despedido é outra. Esta TV que temos nunca foi isenta. (em nenhum aspecto). Politico, cultural, desportivo etc,etc.. Esta TV manipula consciências, falsifica noticias, deturpa imagens, corta-as, fabrica montagens, que mais verdades hei-de eu dizer.
    Vou relembrar o já falecido Artur Agostinho, que talvez tenha sido o que mais relatos de futebol tenha feito. E digo isto à vontade, porque ainda sou do tempo em que não havia TV, e só a telefonia relatava. Pois bem entre Benfica-Sporting ou vice versa quando o sporting marcava um golo era um festival era GOOOOOOOOOOOOLLLLLLLOOOOOOOOOOO do Sporting, quando o benfica marcava dizia Golo e depois lá acrescentava GOOOLLLLOOO do Benfica. Em boa verdade o Artur Agostinho nunca foi suspenso, advertido ou despedido.
    Que raio de tempo vivemos?????

  3. LUCINO DE MOURA PREZA says:

    Sou adepto da A A de Coimbra. Somente por isso estou à vontade para estar solidário consigo, mas, sobre o ponto de vista do seu pedido de demissão, não aceito. Cria ser coerente consigo próprio, honesto consigo próprio e não iguall aos políticos da nossa praça que não têem vergonha na cara. Somente isto o faz ser “Um Homem com H maiúsculo. O seu impulso “falou” mais alto para com o seu amor clubista, mas tudo isso é humano. Por mais que desejamos ser imparciais, quando se trata de um jogo onde está em equação mais uma victória, mais um galardão para a vitrine do “nosso clube”, eis que somos manipulados e atraiçoados pela emoção, pelo regosijo do nosso emblema que pretendemos que seja o melhor.
    Mas, ainda o meu amigo não era nascido e, já havia no foro do desporto nacional locutores que, não conseguiam esconder o seu amor “clubista”.
    São muitos, mas ainda me lembro de alguns como: Igrejas Caeiros, Artur Agostinho, Alfredo Quadros Raposo, Amadeu José de Freitas, Domingos Lança Moreira, Pedro Moutinho, Rui Ferrão, Nuno Fradique, Alves dos Santos, Henriques Mendes e tantos outros que além de pertencerem a rádio, alguns, anos mais tarde, fizeram parte da RTP. Isto, também, faz-me englobar certos artistas da “escrita”, Tais como: Couto dos Santos, Carlos Pinhão e, alguns dos locutores que, já foram enunciados, anteriormente e, o Martins ( o teórico da cidade de Coimbra).
    Sei que, por ética, não me vai responder a esta minha pergunta o que, somente faz aumentar – embora benfiquista – o meu grande apreço por pessoas honestas nas quais entre elas, está o João. O Pratas é imparcial?. Já sei qual a resposta que me dar: *pergunte a ele*…
    Sou amigo de vários colegas seus que faziam parte da TVSport. Bons colaboradores e comentaristas e, no entanto, foram postos *à borda do prato como o fazemos com asa espinhas*… Não deixaram de viver e de comer e, asssim, acontecerá consigo.
    Força João Gobern pois, há sempre um amanhã em que reconhecerão o nosso real valor,e a victória será dos honestos. Não perca a esperança. Caminhe sempre em frente e, assim verá os seus esforços coroados de êxitos.

  4. Piorquemao says:

    Os da rê tê porto, estão agora como querem, apenas constiuidos por assalariados da máfia galega para poderem, sem contrariedades, continuar a branquear o cancro do desporto nacional, aka, futebol corrupto do porto e as suas mafiosas actividades. Agora parvos ou máfia fãs,…


  5. Sr. João, não sei usar as palavras para dizer coisas bonitas, nem as sei utilizar para dizer o que me vai na alma, tenho no entanto sabedoria para perceber que a RTP que a “gente” paga deixou de prestar mais uma vez um serviço publico que era simplesmente ouvi-lo juntamente com o “azul” Bruno.

  6. Graça de Medeiros says:

    É totalmente inadmissível o que se passou com o comentador João Gobern.
    Infelizmente vivemos, cada vez mais, num país em que se reforça a dissimulação, a hipocrisia e a não transparência embora se verbalize o contrário, isto é, clama-se vezes sem conta que deve haver clareza e transparência no futebol e em tudo o mais…mas… mais uma vez ( com algumas honrosas excepções ) se descartou um bom e diferenciado comentador por “nada”….ou seja o que se pode retirar de tudo isto é que, provavelmente, a RTP já teria intenção de o dispensar…porque não quero acreditar que o motivo apresentado fosse realmente suficiente para o fazer…ou… lá está….prefere-se: “gato escondido com o rabo de fora” !!!
    Cordiais cumprimentos João Gobern e até sempre.

  7. metalurge says:

    Era o único programa em que se falava realmente e a sério, sobre futebol.

    OBRIGADO JOÃO GOBERN

  8. Joaquim Marues Morais says:

    fui ver a sua idade. Nasceu em 1960. Sei que é inteligente, vê-se que é muito culto. Sente-se que é um grande profissional. Diga-me João Gobern: Não tinha reparado onde estava metido?
    Um abraço
    Quim Morais

  9. José Belmar says:

    Sr João Gobern,
    Não sou um telespectador assíduo dos programas televisivos com comentadores, sejam eles de politica, de economia/social ou desportivos. Não porque não me interesse sobre alguns dos temas, mas porque na grande maioria das vezes os comentadores não deixam à porta do estúdio as suas preferências e paixões pessoais, aniquilando totalmente este formato.

    O que acontece na maior parte das vezes nesses programas é que o formato assemelha-se a debates entre dois ou três comentadores em lados opostos que comentam uma determinada situação na óptica da paixão pessoal, sem qualquer tipo de isenção. E o pior é que muitas vezes os programas são “vendidos” ao grande publico como “revistas da actualidade analisadas por comentadores independentes” ao invés de “revistas da actualidade debatidas por comentadores partidários do grupo A, B ou C. (como aliás acontece com alguns desses programas). O que irrita é não há distinção entre uns e os outros, quando perseguem objectivos claramente distintos!

    Se por exemplo eu quiser saber a opinião do PSD sobre um determinado assunto e a quiser ver confrontada com outros partidos, existem programas televisivos que convidam expressamente membros dos partidos para satisfazer esses telespectadores. Da mesma forma, se quiser assistir a um debate sobre um tema de futebol, com a visão do meu clube a ser confrontada com a de outros, existem programas que convidam expressamente comentadores/paineleiros adeptos dos clubes para me satisfazer.
    Pessoalmente não tenho nenhum interesse nesse tipo de formato de programas, já que “adivinho” de antemão as opiniões inquinadas de quem foi convidado a debater, que invariavelmente defende, ás vezes de forma irracional e não objectiva, o partido, a organização ou o clube que representam e com o qual publicamente se identificam e são identificados.
    No entanto são programas honestos! São publicitados e “vendidos” dessa forma e o objectivo é exactamente esse.

    Depois existem os outros programas , como o Zona Mista, que erradamente são “vendidos” aos telespectadores como programas da actualidade comentados por especialistas independentes, quando na verdade, ma maioria dos casos, os comentadores/paineleiros contratados não conseguem de forma alguma deixar de transmitir o seu clubismo ou partidarismo muitas vezes de forma exacerbada e não objectiva. Estes programas não são honestos, são perigosos! Confundem propositadamente os telespectadores. Tentam passar e vender uma imagem independente usando roupagem falsa.

    O problema, na minha óptica não é seu Sr João Gobern.É da linha editorial do programa Zona Mista. Se a RTP fosse honesta com este programa diria que se tratava de um programa de actualidade futebolística, comentado por um adepto do Benfica e outro do Porto. Assim não haveria engano de ninguém e os comentadores já poderiam festejar os golos dos respectivos clubes sem sentirem que cometeram uma fraude…

    Como referi atrás, não sou telespectador assíduo deste tipo de programas nem dos que tem comentadores publicamente alinhados e nessa condição lá estão. Sem prejuízo, aqui há umas semanas tive a oportunidade de o ver no Zona Mista depois do Chelsea- Benfica.
    Não fazia a mínima ideia da sua preferência clubistica, mas lembro-me de comentar com o meu filho, de achar estranho a sua exaltação em relação ao árbitro da partida e do fervor dos seus comentários. Pareceram-me excessivos e quiçá mais apropriados para serem ditos numa estação como a BenficaTv. Inclusive, até comentei com o meu filho algo como
    – Pois é! Lá fora, contra os clubes gigantes os árbitros comportam-se da mesma maneira como em Portugal num jogo entre os grandes (Benfica, Porto e Sporting) e pequenitos. Estamos a provar do nosso veneno!

    Com o episódio do seu festejo aquando o golo do Benfica contra o Braga( que não vi), veio-me imediatamente à memoria o “Zona Mista após o Chelsea Benfica.
    -Claro! o tipo é Benfiquista e … dos ferrenhos!
    Fez-se luz.
    Sr João Gobern, é muito ténue a fronteira entre imparcialidade e paixões pessoais. Neste cantinho pequeno do mundo chamado Portugal, apenas alguns, poucos, o conseguem. No meu ponto de vista, posso citar alguns como o Adriano Moreira, o Mário Soares ou, no mundo do futebol, o Sr Fernando Correia. Independentemente de um ser do CDS e o outro do PS ambos conseguem ter uma análise profunda e sábia da realidade e profundamente independente nos tempos actuais. O Fernando Correia, apesar de ser adepto do Sporting, consegue ter uma imparcialidade notável e insuspeita.
    Quanto ao senhor, é como a maioria de nós. Parcial e Humano. Não vem mal ao mundo daí. O que importa Sr João Gobern,não é que este formato de programas não é para pessoas como o senhor. O que importa é que este formato de programas é um engodo porque há muito pouca gente que separa as paixões pessoais da imparcialidade.

    Cumprimentos
    José Belmar


  10. ADEPTOS DO REGIME, DE BIGODE FARFALHUDO E GARRAFAO DE VINHO NA MAO, LEMBREM SE QUE A DITADURA JA POASSOU, NAO TEM MAIS SALAZAR PRA VOS PROTEGER.
    CHEIRA MAL AQUI. LIXO E MERDA ESCREVENDO…ME EXCLUO DO ESGOTO E JA!!

  11. Vitor Martins says:

    O grande problema nisto tudo não é o senhor em si, mas quem lá o pôs a si (sr. Carlos Daniel), benfiquista “ferrenho”. E o no limite também não é culpa do sr. Carlos Daniel mas de todo um ” modus operandi” do país que funciona como se de um departamento de marketing do clube da capital se tratasse. Veja-se a isenção do jornal “ABOLA”, “Record” e agora até “OJOGO”. Tudo com o objectivo de servir uma organização.

    Como adepto do FC Porto gosto de ver comentadores com isenção e quando não o são de os ver bem identificados no painel.

    O sr. Carlos Daniel como benfiquista que é continua a servir o clube do seu coração e quanto ao senhor não se preocupe que um dia será director de comunicação do Benfica por tão bom serviço prestado. Até aquele dia não sabia exactamente qual o seu clube mas as suas analises sempre deixarem transparecer uma linha “de tendência” apesar de na maioria das vezes pertinentes, o que não quer dizer isentas.

    A mim o que me chateia como adepto do FCPORTO é que ter estes senhores a falar do seu clube e a ter este tipo de reacção, ser visto como algo humano, paixão ou razão. Se o mesmo acontecesse com o clube do FCPORTO, lá está o sistema a funcionar, os infiltrados, as frutas, etc.

    Tenho dito.

  12. carlos m abreu says:

    Assim que vi o gesto adivinhei o que aconteceria a seguir. O pedido de demissão faz sentido a aceitação por parte de quem comanda a televisão do Estado, logo, paga indirectamente por todos nós, demonstra que como sempre em Portugal, escolheu-se o caminho mais fácil… Sei que a minha solidariedade não lhe vale de muito até porque não nos conhecemos, mas fica aqui na mesma, expressa, consciente que o seu caso não sendo deveras importante, como você disse e muito bem, é paradigmático de um país à deriva em que a crise de valores essenciais para viver em Sociedade é cada vez maior. A Liberdade valor que tantos dizem prezar, é a condição basilar para dormir tranquilo… Duma coisa tenho a certeza: Os seus sonos são tranquilos.Um abraço

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