Concursos de professores: a angústia em forma electrónica

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A loucura total em forma de aplicação electrónica. Está a concurso (sem colocação) gente que não concorre desde os tempos em que só o Bill Gates sabia o que era um computador. Com todas as condicionantes emocionais que estão em cima da mesa são mais que muitas as dúvidas e nem sempre a legislação disponível ou o aviso de abertura ajudam a esclarecer. Há gente a tentar ajudar, mas na véspera do concurso começar há ainda algumas coisas pouco claras, que se esperam ver resolvidas ainda antes do concurso terminar (decorre de 2ª a 6ª).

E muita gente pergunta: no meu lugar o que é que fazias?

Mas, infelizmente, a pergunta fica sem resposta – o momento, profissionalmente falando, é tão delicado que nem me atrevo a fazer sugestões. A ajuda é técnica, mas nunca opinativa… Infelizmente, estamos assim!

E ainda me custa mais saber que a 6 de junho, aqui no Aventar, fiz as contas que só agora todos entenderam!

Quem disse que ter razão antes do tempo era bom, enganou-me!

Comments

  1. julia says:

    Iniciei a minha carreira profissional, como professora, em 01/10/60, até à reforma.Em 61/63 estive na “tropa”. Caros colegas, Professores estou totalmente solidária convosco.A vossa ou nossa profissão(missão, sacerdócio) ” não manipula sacos de batatas………É Gente ! Não é um calhau que se pode esculpir…É Gente que se conquista com afeto:os professores chegam a ser pais, mães,avós, as, sociais, enfermeiros, psicólogos, etc.EDUCAÇÃO E ENSINo são os alicerces, a que um cidadão tem DIREITO.Professor Nuno Crato gostava de o ouvir quando vinha à TV e, cheguei a comprar livros seus. Estou
    triste!`Era só teoria!

    DEUS CREOU-ME PARA CREANÇA

    (…)Doo-me com toda a estatura da vida sentida, e são minhas as mãos que torcem o canto do bibe, são minhas as bocas tortas das lágrimas verdadeiras, é minha fraqueza, é minha solidão, e os risos da vida adulta que passa usam-me como luzes de fósforos riscados no estofo sensível do meu coração.
    Livro do desassossego/Bernardo Soares
    Caros Professores, mais uma vez a minha solidariedade.Se quiserem mais uma voz, estou presente. Estou aposentada, mas não desocupada.
    Até Amanhã! Até sempre!
    Júlia Príncipe

  2. Teresa almeida says:

    Com alguma surpresa, soube no dia treze que deveria concorrer, para não correr riscos. Sou professora, com 21 anos de tempo de serviço, do Quadro de Escola de uma E.B. 2/3. Este ano letivo, estivemos três professores do grupo 300 a lecionar nesta escola, dois do Quadro desta escola e outro professor do quadro de outra escola. Parece que para o ano só será preciso um professor. Estamos todos letárgicos… A nossa classe não reage, sofre de ataraxia, temos sindicatos que não nos servem com hombridade… Onde vamos parar? Quem somos?! Para que servimos?! Onde está a nossa capacidade de luta por ideais que ensinamos aos nossos alunos?! É aterrador!

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